Poemas de Ausência
Sua ausência é sentida como a morte de um ente querido. Que não posso me despedir nem mandar flores...
Enquanto existir fingimento de mudança, aí haverá ausência de mudança. Mudar uma pedra de lugar demanda esforço: é necessário arregaçar as mangas, calejar as mãos... Fingir que a pedra não está mais no seu lugar original, não muda o fato de que ela ainda, sim, está lá.
Faz parte do cotidiano dos fracos estar constantemente tentando superar a ausência daquilo que não merecem.
Eu odeio com força sua ausência.
Fico pensando em como tudo poderia ter sido diferente e isso faz com que eu me odeie.
É a ausência de fatos que assusta as pessoas: a lacuna que você abre, na qual elas derramam seus medos, fantasias, desejos.
Saber monologar com uma ausência irreversível é não destruir a lembrança dos diálogos da presença que se foi.
Vitoria não significa ausencia de luta, mas uma forte vontade interior geradora de uma força que vem do alto transformada em atitudes que não vão me abalar diante de nenhuma circunstancia, nada me tira do alvo
Levarei uma vida feliz, mesmo que nela conste tua ausência e a espera da tua presença, que me parece tão impossível. Serei feliz mesmo que tenha que esperar em vão por ti minha vida toda. Serei feliz só por ter te conhecido e ter tido a chance de te levar em minha mente.
Minha voz treme enquanto repete a sussurrar seu nome.
Embriagado pela saudade, com a tua ausência, a noite nos sonhos, nada veste minha solidão, se tu não estás. Traço o ar com os sussurros de meus batimentos e o eco me devolve, disfarçado teu nome, às vezes penso ouvir você me chamar no silêncio, às vezes penso que me escutas quando em você penso.
E se você for só me restará dor, e a ausência de um coração que um dia me pertenceu, que um dia em mim ele bateu.
A vida é a perda lenta de tudo que amamos. Sentimos, inicialmente, a ausência da presença, doída saudade, infinitas lembranças. Mais tarde, quando nosso cotidiano já se incumbiu de nos brindar com recompensas valiosas de carinho, de compreensão, de cumplicidade com nossos amores outros, surge então a presença da ausência. Esta sim que, invariavelmente, traz muita paz. É o retrato que tem cheiro, é a prece que tem direção, é o amor que toma integralmente nossa alma. A saudade que nos invade, então, impede a gente de caminhar sozinho! E , aí, exatamente aí, entendemos todo o ciclo e transmitimos toda nossa carga de amor em paz!
Muito se teria de dizer sobre esse contentamento e essa ausência de dor, sobre esses dias suportáveis e submissos, nos quais nem o sofrimento nem o prazer se manifestam, em que tudo apenas murmura e parece andar nas pontas dos pés. Mas o pior de tudo é que tal contentamento é exatamente o que não posso suportar.
