Poemas da Pátria
PÁTRIA PÁRIA
14/04/2021
.
Debruçados nos peitoris
Das escancaradas janelas
Gritavam: ‘O meu País
Não será uma Venezuela’
E aquela gente enfurecida
Colocou um genocida
Como líder da Pátria
E agora todos calados
Veem o Brasil transformado
Num indesejado pária.
.
Por temerem que o Brasil
Virasse uma nova Cuba
Elegeram o imbecil
Que encantava turbas
Mas bastou ele assumir
Para o povo descobrir
Que abusou da sorte
Porque com o cetro na mão
Quase transformou a Nação
Numa Coreia do Norte.
.
Essa gente brasileira
Que gritou na minha orelha:
‘A nossa bandeira
Jamais será vermelha’
Hoje em dia se constrange
Ao ver que foi sangue
Que as quatro cores cobriu
E agora pagamos o preço
De ver o mundo ter medo
De virar um Brasil.
A BETHÂNIA
Maria Bethânia
deixa nossa pátria mais amada.
Sua voz é consolo para alma.
Seu cântico é oração.
Ela é a própria expressão da poesia,
Deixa o coração de minha Santo Amaro cheio de alegria...
É o livro que nós devora.
É a flor a desabrochar....
Maria Bethânia não é padroeira,
Mas é a nossa deusa!
PÁTRIA NADA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
A indústria do medo fabricou heróis
que não têm heroísmo; só conveniência;
foram muitas as iscas em belos anzóis
nestas águas eivadas de funda carência...
Patriotas doentes, beirando à demência
se deixaram levar como ciscos na foz,
pelas águas raivosas da falsa decência
que lhes deu a quimera de povo com voz...
Os heróis de festim rasgam toda fachada;
pátria amada Brasil se tornou pátria nada;
o poder é carrasco em todos escalões...
Brasileiros vendados ainda risonhos
perdem tino, sentido, remendam seus sonhos
e rejeitam saber que os heróis são vilões...
CANÇÃO DE AMOR À PÁTRIA
O ensino é precário
O caminho é longo
A estrada é quente
O salário é baixo
O trabalho é árduo
Sou um simples “latino”
Americano
Sem inglês e sem diploma
Não danço funk
Não canto samba
Logo não tenho chance
E do outro lado do oceano
Continuarei sendo
A poeira dos sapatos dos gênios
Gênios?
Aqueles que sabem mexer.
O bumbum?
Não
Com números
Com calculadora
Com orçamento
Com ciência
Com salário quente
Com trabalho baixo
Com carreira longa.
Esses também são mortais.
Mas antes de morrer, terão feito.
Terão vivido.
Dia da pátria
Que pátria?
Pátria que congela salário só para o trabalhador
Mas faz regalias com dinheiro público para os "doutor"
Pátria que tira dinheiro da saúde e educação de montão
Pátria que protege corruptos com leis de proteção. Uffa que nação!
Pátria onde acima de tudo o povo marginalizado não tem arroz nem feijão
Pátria onde os bens são leiloados para um grupo privilegiado
Pátria das "rachadinhas" institucionalizadas
Pátria desmatada, queimada, pisoteada
Onde o nome de Deus é profanado, usado, explorado
Pátria amada
Pátria expatriada
Sou de uma terra em que falar a própria língua revela torpeza, de uma terra em que o sotaque conta mais que o conteúdo da mensagem, da terra em que ter a pele parecida com o dia confere-te o previlégio vil de subvalorizar aos que com a noite se parecem, eu sou de uma terra assim!
Sou de uma terra em que agricultores e componeses têm as suas terras expropriadas de baixo de uma inerte consciência de um Estado que tem a agricultura como base de desenvolvimento, sou de uma terra em que paradoxos e antíteses nos são compatriotas, terra empobrecida pela riqueza alheia, eu sou desta terra!
Sou de uma terra em que tudo faz a população para se tornar cidadã, paradoxalmente o precário Estado tudo faz para converter os poucos cidadãos em população.... E o que será dos que nem cidadãos chegaram a se tornar? Eu sou de uma terra igual a esta!
Sou de uma terra em que se conformar com a miséria fraternal garante a riqueza subjectiva, da terra em que a noção do alfabeto torna-te inimigo do Estado, ambos somos desta terra, eu e a minha nação!
Sou de uma terra em que os recursos beneficiam os parecidos com o dia, de uma terra em que os compatriotas vivem de fragmentos dos cidadãos seculares, sou igual àqueles que clamam por dignidade e auto-determinação como nação, os desta terra!
Sou da terra em que a fraternidade nos une até que os direitos nos categorizem, deveres temos iguais, e até temos mais... Eu e a minha nação, nada queremos além de cidadania, sou da pátria da minha nação, uma pátria presente nas mentes dos nossos, eu e a minha nação!
Os ininigos da pátria estão desesperados, o complô está armado, nunca defenderam o certo, sempre agem pelo errado.
Convoco aqui todo o bom soldado, para livrar o pavilhão sagrado, e derrotar o inimigo encastelado.
Oh vede as castas no senado, quanto agem pelo errado, sem defender o bom soldado.
Quem pode acabar com essa farra, que no sangue trás a essência e garra. Para expurgar dos poderes da República toda essa gambiarra.
Avante pela nossa flâmula de verde manto, na cor do ouro puro e reluzente, no azul de nosso céu de encanto, no branco puro e inocente.
Por nossas famílias, por nossa pátria, pela nossa liberdade, armai-vos de todo o instrumento, em rajadas de letras e frases, a denunciar toda ameaça de excremento, dos que não querem fazer nada, a não ser deixar a nossa pátria sempre lesada.
Não tenho temática alguma para quem tenta entender os cálculos subvertido, relativo da pátria mãe gentil;
Enxergue que o meu estado é livre! Pelo querer, poder e pegar com a força da minha ironia... Que causa tanto medo a quem tem o peso da consciência...
O caráter dos homens tem caído por terra... Perdendo o valor com atitudes insinceras, confusas e falsas;
Não preciso de discursos para ter a certeza de quê à corrupção ganhou certo valor para os desprovidos de dignidade;
E bem aventurado os virtuosos que honra o teu país com o suor, construindo um futuro para a próxima geração!
Portugal I
Oh Portugal! Portugal!...
Eu canto-te um cântico,
Tu pátria, terra sem igual.
Terra, irmã do Atlântico.
És linda, nessa história do mar,
Ao qual, deste teu amar.
Os peixes te beijam.
As águas te acariciam.
Ventos te dão alvura,
Para caminhares, tão pura,
Nessa tua temporal história.
Até que alcances a eterna glória.
De poetas és mãe!
Eles te exaltaram,
Nos cânticos, que a teus filhos deixaram.
Sim tu oh terra de Camões...
E por outros, és cantada também:
D. Dinís, o trovador,
Te deu, louvor...
Nos cânticos, de amor, amigo, mal e bem...
Esse Lopes Fernão,
Nos conta, como venceste
Com Avis João...
Esse, que foi de Lisboa, mestre.
Com Barcas Autos, te aperfeiçoou,
Esse Gil, que ao teatro, fundou.
Bernardim, de teu sofrimento, falou.
Como o dessa «Menina e Moça» que pelo rouxinol, chorou.
Também, outros te louvaram
E o bem te ensinaram:
Damião de Góis, te escreveu.
Garcia Resende, força te deu...
Vieira Padre, nesse poder continuou...
E a teus peixes, salvou.
Tantos te amaram,
Teus feitos contaram...
Tu oh Nova Lusitania!
E filha de Espanha.
Sim tu mãe de amor!
De grande resplendor!...
Vasco da Gama
Como Vasco da Gama,
Em busca de gloriosos ideais,
saiu da pátria lusitana.
Mostrando ao mundo,
seus feitos especiais .
Terras da India alcançou,
feliz ficou...
Por mais além chegar,
e a sua fama asim se realizar.
Assim quero eu mais alcançar!
Mas oh gentes lusitanas,
sabei no entanto, que as terras,
Que minha alma deseja,
são mais puritanas ?
Elas são do céu!
Nao têm guerras...
E com Deus estão!...
O profeta.
Cada dia tenho certeza
Do que Jesus, bem nos falou:
Que profeta em sua Pátria
Não tem nenhum valor.
Mas eu sei o que isso
Tenho de perto observado
Os que confessam que nos amam
Devemos ter é cuidado.
Não olha nos seus olhos
Não te desejam felicidades
É que o ciúme está correndo
e semeiando a maldade.
Lembrei-me de Caim,
que a seu irmão Abel,
matou,
por causa da sua inveja,
ATerra de sangue sujou.
Oh pátria amada !
Oh quanto te quero, livre e abençoada
Meu grito de protesto é por ser seu filho amado
Para que não abandone seu filho honesto
Para que meu voto seja bem representado
Não me decepcione com a máquina do desperdício
Não se corrompe com meu dinheiro suado
Me devolva em benefícios, com seus proventos bem pago
Se não fico revoltado, e saio gritando aos quatro cantos
Que fui roubado, me junto aos outros votantes
Por direitos que tenho, com meu protesto civilizado
Quero justiça para todos, saúde e educação
Não somente bolsas de votos disfarçados
Não foi somente por vinte centavos que falo
Mas por tudo que não fizeram, mas gastaram
Agora percebes o que fez ? , por isso o saíram as ruas
"VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA"
Clamo por teu esforço, demonstre que podes
Ou meu povo não vai deixar somente no grito
No silêncio das URNAS, terás o meu veredito.
Pátria amada idolatrada que não abandona seus filhos;
No verde de sua bandeira, a esperança de um povo heroico;
No amarelo do sol da liberdade, os raios que acalentam seus filhos;
No azul do céu, o futuro que espelha essa grandeza e o desejo de conseguirmos conquistá-lo com braços fortes, desafiando a própria morte;
No branco da pureza de um povo, que estará sempre acreditando na ordem e no progresso do amanhã;
Povo determinado e que não foge a luta quando chamado;
Terra dourada e amada, onde nossos bosques tem mais vida e beleza;
Que o seu amanhã a partir de agora seja de paz, glórias e muita justiça
O Traidor da Pátria
é tão desprovido de valor
quanto de cognição...
Mal sabe ele
que acaba sendo
também
desvalorizado e traído
pela Nação
que diz defender
erguendo a bandeira
como se fosse sua...
Tão vil
é seu caráter
que o único solo
possível
é nenhum
seu destino mais justo
é ser apátrida...
✍©️MiriamDaCosta
Resguardo da pátria
Faz 15 anos que ele foi à guerra
E, desde então, não mais voltou
Sua mulher continua no casebre
Recordando tudo o que passou
Tantos planos estão esfacelados
Em nome do resguardo da pátria
Contudo, a bandeira bem tremula
Representada por militar ou pária
O governante motiva o confronto
Pois não terá de pegar em armas
Vê o desenlace pelos bastidores
Enquanto famílias são ceifadas
Não há real vencedor na batalha
Muitos entregam seu maior bem
Tratando com artilharia pesada
Fatalmente se dizima alguém
Histórias ricas resultando em pó
De corajosos que agora jazem
Um pranto que retumba no ar
É o dos que ficam à margem
A mulher ainda está esperando
Já que ele prometeu o retorno
Em uma promessa incumprível
Do soldado morto em Livorno.
Canto de Portugal e de Camões
No peito a Pátria, em verso navegada,
Por mares de epopeia consagrada,
Ergue-se o canto, firme, em luz segura,
De um povo em alma, em fé, em voz tão pura.
Camões, bandeira ao vento do destino,
Na lira ergue o império cristalino,
Que não se mede em ouro ou em batalhas,
Mas sim na arte, em ondas e muralhas.
Cantaste a glória e a dor de ser-se gente,
De ir mais além, com peito resistente,
E ao mundo deste a língua que enlaçamos,
Nos cantos e saudades que levamos.
Numa gruta escondida e solitária,
Forjaste o verso em chama visionária,
E o Tejo ouviu tua pena iluminar
O céu dos navegantes pelo mar.
Trazias na memória a antiga grei,
Dos deuses, dos heróis e de um rei,
Mas foste mais: a voz da liberdade,
Do povo e seu anseio por verdade.
Neste Dez de Junho ergue-se o clarão
Do verbo que é espada e coração;
Portugal, nome vasto como o vento,
Que vive no silêncio e no lamento.
Vive também no riso das crianças,
Na alma emigrada, cheia de esperanças,
E em cada canto, onde um português
Se lembra de quem é, de quanto fez.
Assim te celebramos, ó Camões,
Com vinho, sol, memória e orações,
E à Pátria estendemos a nossa mão:
Portugal é de todos — é canção.
Vamos Orar pela nossa Pátria
❝...Senhor me prostro neste momento
diante de ti... Suplico pela nossa Nação,
protegei nossos filhos, netos e nosso País.
Sabemos que virou uma guerra espiritual
mas um bom filho não foge a luta. Misericórdia
do teu povo que clama e pede por socorro.
Feliz a Nação cujo Deus é o Senhor!...❞
------------------------- Eliana Angel Wolf
Série Minicontos
ABSTRUSO
Na pátria dos segregados, paradoxalmente sua elite resiste ao distanciamento social. Construto dos liberais...
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