Eduardo de Paula Barreto

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'Sob a lama da destruição há sempre uma semente pronta para germinar'.

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'Tudo é eterno, não importa quanto tempo dure'.

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'Não vejo a felicidade como o lugar aonde desejo chegar, mas como cada pequeno pedaço de terra que piso ao caminhar'

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'Saudade é cavalo que não se doma'

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'As rosas mais bonitas são aquelas que suportam a dor da poda'

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'O tempo é a paisagem que passa na janela do trem da vida da gente'

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'Seja aquele que semeia olhando só para a frente, enquanto deixa para trás as flores como testemunhas de que não foi apenas mais um a passar'

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'O homem de sucesso é aquele que sabe administrar os seus fracassos'

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'Não existem milagres, apenas segredos ainda não revelados'

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'Sei o que quero, mas não sei do que preciso'

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'Os sonhadores são aqueles que acreditam antes de todos'

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'Não existe nada mais falso do que desejar boa sorte aos adversários'

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'A certeza da morte estimula a criatividade do artista'

Eduardo de Paula Barreto
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'Quando entramos na vida de alguém, são duas histórias que ganham novos personagens'

Eduardo de Paula Barreto
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'O homem que agrada a todos, não tem personalidade'

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'Todo leitor é capaz de ler pensamentos'

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'Não podemos julgar o espírito baseando-nos na mente física do homem'

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'O amor é como o mar, a sua maior riqueza encontra-se sob a superfície'

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'Na batalha do amor vence aquele que se rende'

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FOLHAS SECAS DE OUTONO



Caiam folhas secas de outono

Sobre a terra avermelhada,

E no mais repousante sono,

Num mundo livre, sem dono,

Suspirava a moça apaixonada.



Ela viu chegar um lindo cavaleiro

Montado num cavalo branco,

Ele a arrebatou por inteiro

E sobre o animal faceiro

Saíram a passear pelo campo.



Milhares de pássaros entoavam canções,

Os jardins estavam floridos e perfumados,

Não existiam as quatro estações,

E ela sentiu muitas palpitações

Quando percebeu que o cavalo era alado.



Lá do alto ela via as serras

E as nuvens que as cobriam,

Via também escorrendo pela terra,

Alimentando as plantas e as feras,

As águas que nos rios corriam.



E ao pousar sobre uma colina

Nos braços ele a tomou,

E olhando para cima

Viu-se refletida na retina

Do homem que a conquistou.



E ela não resistiu aos encantos

E se deixou beijar pelo amante tão hábil,

Mas acordou em prantos

Ao perceber que foi o vento brando

Que jogou folhas secas sobre os seus lábios.



EDUARDO DE PAULA BARRETO
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Eduardo de Paula Barreto
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COMPLÔ DAS MARGARIDAS



Destruí um jardim despetalando as margaridas,

Perguntei a todas elas se você seria minha mulher

E a resposta que elas me deram foi: – Mal-me-quer, mal-me-quer.

Por que então aquele sorriso constante que tem alegrado a minha vida

E as palavras de amor, tão bonitas, que cada vez a tornam ainda mais querida?



Mas pode ser que eu tenha sido apenas mais uma vítima

De um cruel e desumano complô das margaridas.

Porque acredito que o brilho que surge em seus olhos quando você olha para mim,

Tenha causado inveja nas flores egoístas daquele jardim.



Então elas fizeram um plano secreto querendo me desiludir,

Tramaram uma enorme farsa pensando que eu não iria descobrir.

Quero vê-la e lhe presentear com flores lindas,

Mas tenha certeza que não serão mais margaridas,

Pois elas são invejosas, maldosas e farão sempre o que puder

Para me convencer de que você nunca será minha mulher.



Ao invés de levar-lhe flores vou mostrar-lhe um outro jardim,

Ele é formado por rosas as quais sempre torcem por mim.

Elas são lindas, cheirosas, não existe comparação

Com aquelas margaridas feiosas que não têm coração.



Mas ao entrarmos nesse novo jardim um cuidado terei que tomar,

Se você se soltar do meu braço talvez eu nunca mais vá lhe encontrar,

Porque o seu perfume e beleza com os das rosas irão se misturar

E procurando em meio a elas, não poderei lhe identificar.



Você é para mim a mais linda de todas as flores

E foi por isso que para você reservei todos os meus amores.

Sei que seu coração será meu por toda minha vida

Mesmo que haja sempre complôs como esse...., das margaridas.



Eduardo de Paula Barreto
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Eduardo de Paula Barreto
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DOCE PESADELO



Eu estava me enforcando

Pendurado em seus cabelos,

O ar foi me faltando,

O coração quase parando.

Que terrível pesadelo!



Você dizia: — Não mais o amo

E nem quero tê-lo.

Eu sofrendo ia chorando,

Desidratado definhando.

Que terrível pesadelo!



Me vi sendo jogado

Nu num monte de gelo,

Tremendo e paralisado,

Com o corpo doendo de tão gelado.

Que terrível pesadelo!



Mas de repente me vi acordado,

Então entrei em desespero,

Você não estava ao meu lado,

Comparei sua ausência com os sonhos sonhados,

Ah que saudade do pesadelo!



Eduardo de Paula Barreto
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TRÊS BARRAS DE OURO


Um ancião moribundo e rico

Divulgou onde morava

Que havia decidido

Dar ao homem mais sabido

A fortuna em ouro que ele guardava.



Surgiram pessoas de longe

Trazendo malas largas

E entre elas um monge

Com um pequeno alforje

Com pão e água.



Então o ancião passou a dizer

Quais eram as diretrizes

Para aqueles que

Quisessem enriquecer

E tornarem-se felizes:



- Que cada um pegue quantas barras quiser

E siga até o alto do morro,

Vocês terão que seguir a pé

E haja o que houver

Ninguém poderá dar-lhes socorro.



Todos pularam sobre as barras

De ouro que reluziam

E encheram as suas malas

Até quase rasgá-las

E apressados partiram.



Apenas três barras restaram no terrreno

E o monge as tomou sem precipitação,

As acomodou no alforje pequeno

E saudando o ancião com um aceno

Iniciou a sua peregrinação.



E durante o percurso penoso

Viu caídos sobre as malas pesadas

Todos aqueles gananciosos

Que sucumbiram aos esforços

Por não conseguirem carregá-las.



No alto do morro diante do ancião

Ele mostrou o seu alforge de couro

Contendo as três barras, água e pão,

Então o ancião estendendo-lhe a mão

Disse: - Agora é seu todo o meu ouro.



EDUARDO DE PAULA BARRETO
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COSTAS DE UM PASSARINHO



Talvez seja a minha sina,

Algo maior do que o meu desejo,

Assistir à vida lá de cima

Através do prisma das rimas

E transformar em versos o que vejo.



As palavras que eternizo na poesia

São escritas com o sangue das minhas veias,

Nem tudo o que escrevo já vivi um dia,

Mas tento absorver a alegria e agonia

Que existem nas experiências alheias.



Me permito invadir a mente do meu irmão

E entender o que ele sente,

A ansiedade dele é a minha sofreguidão,

A vida dele é a minha lição

E a evolução dele me deixa contente.



Se não consigo voar

Para ver do alto o meu caminho,

Fecho os olhos para imaginar

Que estou sentado a vislumbrar

O mundo das costas de um passarinho.



Eduardo de Paula Barreto
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ROSEIRAL



Sejamos como o jardineiro

Que corta os ramos fracos

Que nascem do imbuzeiro

Que cresce no canteiro

Para preparar melhores pratos.



No nosso processo de crescimento

Surgem características perigosas

Que mesmo sob algum sofrimento

Precisam ser cortadas a tempo

Para assim sermos árvores frondosas.



E quando jogamos fora

Os nossos ramos do mal

Apenas o que é virtude aflora,

Então a nossa alma pecadora

Se transforma em roseiral.



E ao nos tornarmos plantas vigorosas

Demonstramos amor pelos descendentes

Que nascerão do pólen das nossas rosas

Porque como conseqüência das podas

Surgirão as mais fortes sementes.



Eduardo de Paula Barreto
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