Poemas Corpo
Um dia de cada vez
A terra seca sob meus pés
não é menos dura que o peso do dia.
O corpo ainda aprende a habitar-se,
a não exigir mais do que pode,
a suportar o silêncio sem o entorpecimento do esquecimento,
a segurar o fruto da liberdade que insiste em escorrer pelos dedos.
Já fui campo sem cerca,
onde a ânsia galopava sem freio.
Uma chuva que não rega,
e apenas fere a raiz.
Hoje sou roça semeada
na paciência do tempo,
esperando que algo brote.
Há uma fome que não se vê,
uma sede que não é de água.
Elas gritam no calor do meio-dia,
na solidão dos olhos que evitam encontros.
Mas eu, com mãos calejadas,
mesmo após uma década,
aperto o arado do instante
e traço linhas que só o amanhã saberá decifrar.
Sei que as marcas do passado
não se dissolvem como o barro das unhas.
Elas permanecem, silenciosas.
Mas, enquanto o sol nasce,
me permito regar o presente.
Um dia de cada vez.
E isso, por agora, basta.
Ao olhar do vidro avanço
o tempo nesse receptáculo.
Escoa uma areia fina
de seu corpo esguio.
A chuva cor de palha
vem de céus afunilados.
A miséria a conta gota nunca cessa,
caí de grão a grão.
Na cabeça os grânulos da areia
do tempo desgastam a fé e os fios.
Aqui não há futuro
tudo é agora ou tudo já se foi.
Acordes
ao meu toque
Dedilhado
em teu corpo.
Ressoando gemidos
Uníssonos...
Viola
seus princípios
ao passo em que
Compõe comigo
as suas próprias
Canções.
Esse calafrio na barriga; essa mudança no meu corpo ao te ver ou sentir.
Seja isso “o alimento dos sentimentos”?
Ou o medo alertando-o?
Por alguma razão, você faz parte dessa cena.
E falei-lhes assim:
Alma minha! Meu espirito, sem fim!
Meu corpo; meu ser!...
Se sobre vós, não ousou chover!
Como então! Perante meu fado,
E meu tanto enfado...
Sobre nós, então, buscar ides!
Águas, para destes cegos olhos, lágrimas sair verdes?!
Então me disseram:
Eis que sobre tu e nós!
Águas que são, serão e eram...
Aliviam esta tormenta...
Que continua veloz...
Porque são águas fortes, como sete vezes setenta!...
Símbolos
O pão e o vinho da ceia do Senhor, não são transformados no corpo de Jesus Cristo, pelo sacerdote ou pelo pastor. Mas como símbolos do corpo de Jesus Cristo, são transformados no corpo de Jesus Cristo, quando tomados dignamente e pela fé, pelo crente. Neste caso o crente pela fé recebe todas as bênçãos do Senhor.
Três partes
O ser humano é composto três partes distintas: Corpo, alma e espírito. O corpo é a parte física do homem, que ao morrer se torna em pó. Mas um dia vai ressuscitar, quando Deus o fizer. A alma é sede das nossas emoções. Ao contrário do que muitos dizem, a alma mais o espírito, não ficam a dormir num sono sem consciência.
Mas após a morte, alma e espírito vão à presença de Deus, numa total consciência. O homem continua a ter consciência de si. Neste caso, no primeiro paraíso, junto de Deus, ou numa prisão ou abismo, caso sejam condenados. Este abismo é o primeiro inferno.
No dia em que Deus ressuscitar o corpo, a alma e o espírito fazem parte dessa ressurreição. Entram no corpo ressuscitado e assim continuarão eternamente. Entenda-se eternamente no paraíso ou no inferno, de acordo com o juízo de Deus!
De vagar, de vagarinho...
Meu coracao se entrega.
De vagar, de vagarinho,
Seu cheiro em meu corpo se esfrega,
Se declara rendido por este sentimento,
E nao aguenta, cega-me estranhamente.
E nem minha mente, potente como a do elefante,
Se rende ao amor que se sente...
E ela, que está por fora do seu ninho,
Continua a navegar...
De vagar, de vagarinho...
No meu corpo a cicratizes do seu corpo, é como se fossemos confindentes de um espaco envolvente!
O seu beijo! Ah o seu beijo, nossa o seu beijo, o momento que mais desejo, tocar seus labios em descompasso e sentir o coracao em arritimia, perder as sinapses neurais, e por um segundo que todo o mundo me esqueça, e ao seu lado eu amanheça!
Dídima inspiracao
Poema : O ancião
As marcas no rosto, as dores no corpo, as mãos calejadas, são símbolos de quem já caminhou uma longa jornada.
Foram muitos momentos vividos, legados construídos, que jamais deverão ser esquecidos.
A estrada da vida até aqui percorrida, são regadas por lagrimas, trabalhos, dores, dissabores
é um caminho onde encontra-se espinhos mas também muitas flores.
Sorrindo, chorando, alegrando,
Entristecendo, ganhando, perdendo.
errando, acertando, correndo, parando
amando, decepcionando, sofrendo.
Idade do apogeu pois tudo que um idoso até aqui viveu, é escola pra ensinar outros que percorrerão caminhos que já percorreu.
Depois dos sessenta, O cansaço é real, as limitações se apresenta,
Mas o majestoso, é olhar para o idoso, e perceber que a riqueza e gloria de uma nação está sobre o ombro de um ancião.
Merecem nosso respeito, proteção, admiração, tudo que lhe é de direito conforme diz nossa constituição.
No dia do idoso.
Desejamos , Um abraço caloroso ,amor , paz e gozo.
Vende-se...
Vende-se tudo, vende-se o mundo
Vende-se o voto, vende-se o orgão
Vende-se o corpo, vende-se o rosto
Vende-se a honra, vende-se a vergonha
Vende-se o coração, vende-se a vocação
Vende-se o caráter, vende-se o debate
Vende-se o sentimento, vende-se o casamento
Vende-se a saúde, vende-se a atitude
Vende-se os sonhos, vende-se os filhos
Vende-se a água, vende-se a mágoa
Vende-se o vento, vende-se o alento
Vende-se tantos, tantos se vendem e eu não me vendo
Vende-se o ar, vende-se o mar
Vende-se a terra e não há terra
Vende-se o amor? Não, o amor não se vende
Se ganha, sem barganha!!!
Do Amor
Lembro de cada pinta em sua pele
E de cada particularidade do seu corpo.
Absorto me recordo de cada beijo seu
De cada instante que me pertenceu.
Todo dia cedo, eu peço para Deus
Para ele dar-te um amor maior que o meu
E se não for pedir demasiadamente
Que o seu amado em definitivo seja eu.
Seu jeito de apenas observar a vida
E de se tocar intensivamente e com carinho
Me faz subir desejos e calafrios pelo corpo
Me enterneço todo com o seu amor por animais.
Sua beleza me faz a deixar sem graça
Quando como uma obra de arte, a venero.
Meus abraços escandalosos a deixam zonza
E nossos beijos demorados quase arrancam a pinta que tens na boca.
Você me rouba o sono e a vida quando estamos separados
E me devolve a vitalidade e a paz quando estamos juntos
Sofro em abstinência quando está distante
E sou o ser mais completo e feliz quando está presente.
Soneto da Vida Que Prossegue
De súbito, me vi sem forma ou chão,
Soltei o corpo, e a dor ficou pra trás.
Na paz sem voz, brilhou revelação:
Sou mais que a carne — sou essência e paz.
O tempo se desfez num só instante,
E vi a vida inteira, em luz, pulsar.
Os medos se calaram, tão distantes,
E o que era vão deixou de importar.
Mas voltei. E a vida me chamou.
Com nova fé, caminho o que é terreno,
Pois cada luta mostra o que sou,
E o amor que guia tudo é sempre pleno.
A vida segue — e sigo com firmeza:
Sou chama eterna em veste de beleza.
A conversa do corpo
O sistema digestivo disse ser o centro
O estômago digere
O intestino delgado confere e envia
Os outros recebe, até o neurônio
Podes crer que tem o nutriente de lá
Refutando a teoria, o pum disse:
Tô soltando os gases de tão confuso!
Não pode ser tudo ligado
Se também tem enzima do cheiro
Posso vir de celulas...CSE
O sangue que desce
O sangue que sobe
Tem o que do intestino recebe
Pois o sangue gira no corpo inteiro
Pode estar na raíz do cabelo
As mãos se abriram para falar
Tocou o dedo algum lugar
O coração é o mais importante
O olhar olhou e defendeu a cabeça
Antes que me esqueça tem o ar
O pulmão é o que faz tudo funcionar
Pois até o dedão do pé precisa respirar
Mas enfim a boca que sabe falar disse:
Que era ali a porta de entrada
De tudo o que se come faz ser o homem!
Assim pela conclusão cada parte
Que tudo tem sistema e tem funções
Verificou que o pensamento era teimoso
Tava o comando no cérebro, não no intestino,
Nem no estômago, mas o chamou de mestre!
Maria Lu T. S. Nishimura
Quando eu deixar esse corpo e, alguém pensar igual a mim, eu voltarei?
Faria eu, parte de algum sentimento? Ou ficarei indo e voltando em meus pensamentos?
Imaginei um lugar pequeno no espaço, onde só caberia a mim, estava tudo escuro; contudo, continuava escutando vozes e, pela voz eu tentava imaginar como seria essa pessoa. Não via suas expressões nem seu porte físico, apenas teria de confiar em suas palavras.
Tudo era escuro. Pessoas procurando pessoas. Todos flutuando num pedaço de terra no espaço.
As ações do corpo falam mais que as palavras.
A linguagem própria do amor.
Se eu te segurar com mãos trêmulas, num balbuciar de voz embargada,
é o amor dizendo tudo, enquanto eu não falo nada.
Se eu sorrir meio de lado, como quem vergonha sentiu,
é o amor crescendo em mim, me tornando pequeno e vil.
Se gargalhar das anedotas que contares, sabendo que graça faltou,
é o amor dizendo baixinho que meu coração se apaixonou.
Cícero Marcos.
Se eu chegar pertinho de você meu coração não vai aguentar. Meu corpo vai querer te amar e minha mente vai variar. Pessoalmente vou conseguir fazer você mudar de idéia? Pode ser que nós paquera? Pra gente poder se amar. Depois de tudo que eu vivi, tanta beleza e gentileza, você parece uma Deusa com quem quero me casar.
Mas se a distância for mesmo um problema, vou mudar pra Ipanema ou talvez pra Saquarema pra estrada encurtar. Não sou bom com as palavras, as vezes ficam engasgadas com medo delas voar.
Mas se agora que tá no fim e você vai me deixar assim, quero guardar nas lembranças, um sonho de criança, quando as histórias não tinham um fim.
Saudades de olhar apaixonad(a)
Saudades de sentir o calor do corpo
Saudades de abraçar apertado
Saudades de sentir o cheiro na pele
Saudades de beijar intensamente
Saudades...
