Poemas a um Poeta Olavo Bilac
POETA NILO DEYSON & SEU GRANDE AMOR
Quem saberá como reza a história da vida que dancei, onde no palco do Teatro da vida cantei, contei e encantei; fiz e desfiz, sem lei desfilei e, por amar demais matei sonhos, fiz nascer outros sonhos e no fim, por todos os amores que me amaram, permaneci, mas sou dela, pequena morena, apenas dela...
O poeta
O poeta é o ser mais sofrido;
Pois o poeta vive intensamente cada momento em sua vida;
Não importa se é alegre ou triste, porque ele não ouve ou enxerga, mas sim sente;
Sente cada momento em sua vida, mesmo que seja grande ou pequeno;
O poeta tem meu respeito, não porque eu tenho pena dele;
Respeito esse que tenho dele por ser verdadeiro e não fingir seus sentimentos;
Respeito esse de que ele vive sua vida sendo verdadeiro;
Respeito esse que ele é o ser mais resistente que já conheci;
O poeta tem minha admiração;
Pois tudo que ele escreve, sempre terá um sentimento verdadeiro e profundo;
Pois o que ele escreve, toca o coração dos outros;
Pois ele consegue transformar pequenas coisas em grandes coisas;
O poeta, estou lhe dizendo tudo isso para você saber o quão incrível ele pode ser;
O quão sofrido ele possa ser;
O quão julgado ele possa ser;
Mas independente do que estiver em seu caminho, ele continuara a escrever lindos poemas;
Estou lhe contando tudo porque quero que saiba;
Esse poeta sou eu...
Obs; é na dor,na escuridão que a alma reluz
... que o poeta mais expressa os seus sentimentos.
Doeu e criei, é, estou sentindo de verdade.
Ah! O poeta...
Há pedras no caminho.
O poeta olha pra elas com carinho.
Há nas rosas espinhos.
O poeta as ignora... se as machucam, ele não chora.
O poeta bebe o néctar da brisa.
Sente a melodia das ondas do mar.
Respira no meio da multidão o mais puro e limpo ar.
Ele tem a veia sensível, afetuosa.
Lapida o nada.
No gris da vida ele vê um mar de rosas.
Ser poeta
Ser poeta é descrever o mundo,
E os sentimentos que nele há
É decifrar o enigma,
De viver, de sonhar e amar.
Ser poeta,
É caminhar na escrita
Pelas avenidas da imaginação,
É conversar com o eu lírico
e flutuar pelo vale da inspiração.
É falar com palavras,
O que com os olhos não pode ver
É encantar o pensamento e a alma,
De quem se atribui a ler.
É acreditar no impossível
E trazer para a realidade, a imaginação
É ver o lado bom da vida,
Através de um pensamento
E voar intensamente para longe sem tirar os pés do chão!!!
*
O coração
do poeta em inspiração,
não perde nem uma palavra,
atira
como pedra certeira,
atinge o alvo
e o povo!?
Aplaude...👏👏👏👏
***
Poeta amado.
Deixando me inquieta
de fina à espera...
Sim eu sei que tua lei é minha lei,
(Assim como meus pensamentos são teus)
Banho em lagos de existência em cada toque toda noite
Ordeno, assim,
Ventos Verate cinza
Há levar meu seer para
Seu cerne
Que me intriga tanto...
Com tons de céu e mar a escuridão centraliza
inspirada, rima?
Mas tolos se perdem
por não limite e nem clareza
mas são completos em caos!
No entremeios guardada!
Indagando, "ele vem no auroresseer?" durmo!
Destruída em versos
com palavras no papel
engana os amantes...
Recebo ao feathe dele,
ecos dele como sons na nuca
Balbuciando amare em
heresias
ao bel-prazer de Eternas contantes!
Exilada tola!
Competindo! Pede!
Faz o que tuas expectativa existirem!
Eu sou o poeta e tu a poesia
Deixa-me te amar
por mais alguns dias?
Deixa-me te ler,
saber mais sobre você,
te conhecer profundamente
e nunca mais te esquecer.
falei que não iria falar sobre você,
e você disse que jamais iria me ver,
aqui estamos novamente,
olhando um ao outro,
enquanto a nossa mente,
mente cada vez mais
sobre o que a gente sente.
- ultimamente, minha mente têm mentido sobre o que sentimos.
Nem os Santos ou Quebrantos. (Poeta Brasileiro Sidarta Martins)
Nossos feitos foram tantos
Que nem santos ou quebrantos
Tirarão nossa alegria
Nossa vida lapidada
Construída dia a dia
Nossas buscas, nossos sonhos
As correntes e a alforria
Os embates, os combates
Ombro a ombro, na batalha
Lado a lado, confiantes
Sempre juntos, pais e filhos
Uma crença, uma esperança
As visões e as lembranças
As canções e as poesias
Retratando o novo dia
Novo dia, nova vida
Novos rumos, novos feitos
Novos pais e novos filhos
Outros feitos serão tantos
Que nem santos ou quebrantos
Tirarão nossa alegria.
Seu dia, ou, a vida é uma quimera. (Poeta Brasileiro Sidarta Martins)
Abrimos a janela e olhamos para o novo dia
Dia a dia fazemos a mesma coisa, sempre a mesma coisa
Faça sol ou faça chuva
Cada dia em nossas vidas tem sido mais do mesmo
“Olhar para o novo dia”
Mudemos!
Olhemos para o outro lado
O lado desconhecido que a janela nos apresenta
De outra forma, com outro olhar
Façamos valer o novo!
Acreditemos no novo!
Construamos o novo!
A mudança é possível!
O novo é uma realidade construída a cada novo dia
E só depende de nós, de mais ninguém
Por mais que queiramos passar a responsabilidade a outrem
Depende, única e exclusivamente, de nós
De cada um de nós
O novo está à porta, nos convidando
Nos chamando, pedindo para entrar
Adentrar nossas portas e janelas e fazer parte de nosso ser...
Pois que assim seja!
Que se renovem nossas esperanças, auê se renovem nossos atos
Que se renovem nossos passos na direção da luz
Que, apesar das tantas e quantas surpresas da existência
Possamos olhar para fora, e para dentro, de nossas janelas
De forma diferente, com um olhar diferente, com a alma diferente
Com disposição para aceitarmos o novo em nossas vidas
E fazermos, assim, valer o novo, de fato e de direito
- NÃO BASTA QUERERMOS O NOVO, É PRECISO RENOVARMOS, DE FATO
NOSSOS CONCEITOS, NOS LIVRARMOS DE NOSSAS MAZELAS E
PICUINHAS...
A vida é uma quimera!
Ao entrarmos no avião, não sabemos como sairemos dele...
Então que prevaleça o amor, a compreensão...
Um novo dia, cada novo dia, depende de nós, somente de nós mesmos.
Abra as janelas, da casa e da alma, deixa entrar a luz do novo dia....
Senhores da guerra e da paz (Poeta Brasileiro Sidarta Martins)
Vocês querem a barbárie
Nós queremos a civilização
Vocês querem morbidez
Nós queremos a vitalidade
Vocês querem a maldade
Nós queremos a bondade
Vocês querem a mão em riste
Nós queremos a mão estendida
Vocês querem terra arrasada
Nós queremos campo florido
Vocês querem a enfermidade
Nós queremos a saúde
Vocês querem a fraqueza
Nós queremos a energia pulsando
Vocês querem sempre o pior
Nós queremos o melhor
Vocês querem a fome
Nós queremos alimentar
Vocês querem o frio
Nós queremos o calor humano
Vocês querem a ruptura
Nós queremos a união
Vocês querem a guerra
Nós queremos a paz
Vocês querem a destruição
Nós queremos a construção
Vocês querem a morte
Nós queremos a vida
Senhores da guerra
Por favor, deixem-nos em PAZ!
o poeta observa o mundo
sempre com olhos atentos
transforma o que vê em poesia
em versos derrama alento
ESPELHO FRAGMENTADO
De João Batista do Lago
Poeta!? Poeta!? Poeta!?
Tu estás aí, poeta?
Urgentemente preciso de ti, poeta.
Tu estás por aí?
Tu estás por aqui?
Preciso que me escutes…
Preciso que me retorne, para mim, poeta.
“Quem são vocês!? Quem são vocês!?
Não, eu não tenho esses rostos;
esses rostos que estou vendo não são meus!
Essas caras tão distorcidas estão…
E essas vozes, de quem são?
― Minhas, não! Não são vozes minhas.”
Quem sou eu!? Que lugar é este!?
“Não, eu não lembro de ti…
Até onde sei eu daqui nunca parti;
sempre estive aqui;
não encontro razões para voltar.
Voltar!?
Eu não consigo lembrar…
Tudo está muito fragmentado…
Meus pensamentos estão todos quebrados...”
[…]
Éramos apenas um
antes dos espelhos partidos,
antes do espelho fragmentado.
[…]
Poeta, tu és um artista…
Tu és um criador.
Tu és um demiurgo, poeta.
― Demiurgo, eu!
Onde estão meus conteúdos,
As minhas formas, onde estão?
Estou preso nesta masmorra,
nesta cela onde soçobram
memórias de sombra e confusão.
Teus conteúdos, poeta,
tuas formas, poeta,
todas dentro de ti: a Poesia.
Teus espelhos podem estar fragmentados,
mas tua arte ainda pulsa:
tu podes criar o belo
mesmo dentro da caverna,
mesmo na escuridão.
“Quem sabe!… Quem sabe!…
É preciso juntar todos os fragmentos,
juntar cada caco do espelho,
criar um novo Adão…
― Mas, e se eu me perder?”
― Não há de ti perderes;
te encontras sentado sobre a pedra
em qualquer lugar do universo;
te encontras no verso,
te encontras no poema,
te encontras na Poesia.
“Encontre-se na desordem,
esquece tua secular Verdade:
a verdade está além da linearidade.
Tu, Poeta, és o mestre do Caos.”
Poética, Enseja Velhice e Encanta Criança
Poeta pode ser novo
Com criança se dá bem
Acatar velho tambem
Menestrel artigo do povo.
Nada de desconfiança!
Mas, objeto de estudo
Parece encantar tudo
Poética, velhice e criança.
Poética à velhice clama
Vê fatos distorcidos
Sempre muito parecidos
Jamais perde a fama.
Muito menos a esperança
Junta grande e miúdo
Parece encantar tudo
Poética, velhice e criança.
A poética é irreverente
Na infância e na velhice
Na astúcia ou na tolice
Surgiu para ser descente.
Com revelação de aliança
Protegida com escudo
Parece encantar tudo
Poética, velhice e criança.
Velho, criança são dicotomia.
Futuro de criança é sucesso
Futuro de velho é bregueço
Que seja noite ou seja dia.
Da vida curta esperança
O mundo mesmo sisudo
Parece encantar tudo
Poética, velhice e criança.
Perda na velhice vem cedo
E avança em demasia
Cresce a cada dia
Cenário é de fazer medo.
O corpo todo balança
Fala pouco ou fica mudo
Parece encantar tudo
Poética, velhice e criança.
Perde a riqueza que fez
Pára, pensa e falta alento
Até o sorriso foi ao vento
Não voltará outra vez.
Quiçá, perde poupança
Se torna um barrigudo
Parece encantar tudo
Poética, velhice e criança.
Perde o élan da intimidade
A vivência com parente
Dos amigos é um ausente
Sim! Perde amizade.
Vê espelho vê mudança
É "live" sem conteúdo
Parece encantar tudo
Poética, velhice e criança.
Velhice é doação ética
De aragem fisiológico
Raiz é tronco biológico
Com ressonância poética.
Repleta de preconceito
Fruto de apagão social
Cada vez mais potencial
Que bate a torto e a direito.
ALMA POÉTICA
O poeta pôs-se a dizer que a dor da alma,
Antagônica à física, remedia-se com a suavidade do silêncio e, a amorosa companhia noturna.
Ou, quiçá, uma moda do Jonh Cale para aplacar seus males.
E, que o poema não!
O poema, apenas lhe oferecerá carinho.
Ah, o poema!
Esse sim, é lenitivo à alma e os males que aflige o poeta.
AUTOCONSCIÊNCIA
O poeta diria que não há comunicação com a alma.
Senão, a própria.
Alheia...
Apenas alhares, gestos ou palavras.
Meu âmago é seco porque minh'alma
Dialoga com a tua em pleno hecatombe existencial.
O abismo entre mim e você se reflete no soprar do vento aos meus ouvidos.
Como será o interior de outrem,
Alguém se atreveria sonhar?
A lei do espelho fala por si.
O poeta não apenas escreve
Reflete pensamentos.
Me chamaram de poeta
Me chamaram de poeta
Mas poeta eu não sou
Em outras ocasiões
Me chamaram de cantor
Que gosta de poesia
E canta versos de amor
Eu cantei a primavera
O outono e o verão
O inverno ficou frio
Eu fiquei sem opção
Mas pra completar a rima
Eu vou cantar o sertão
Canto o galo de campina
A coruja e o bem-te-vi
Admiro a seriema
O cancão e a juriti
Que canta na capoeira
Lá na Serra do Oiti
O canário gorjeando
No pé de jacarandá
Tem a graúna que canta
Lá no pé de jatobá
Fazendo a sua homenagem
À majestade o sabiá
A abelha italiana
O inxu e o inxuí
Capuxu, abelha branca
A Cupira e o jati
Maribondo e jandaíra
O breu e o munduri
Tem o peba de carrasco
O preá e o tatu
O veado que desfila
Lá na Serra do Ipu
Tem o gato macambira
E o porco caititu
O sertanejo que brilha
Vivendo nesse lugar
Colhendo os frutos da terra
Curtindo o raio solar
Admirando a riqueza
E a cultura popular
O vaqueiro nordestino
Que vive a se destacar
Tocando a sua boiada
Nem tem tempo pra sonhar
E um violeiro cantando
Num galope à beira mar
Na sombra do juazeiro
Eu paro pra descansar
Apreciando a beleza
Que mora nesse lugar
Se aqui eu tenho tudo
Para que me aventurar?
Vivo de agricultura
Meu amigo, o que qui há?
Já estou aposentado
Para que me preocupar?
Vou armar a minha rede
Depois vou me balançar
A cidade é muito boa
Eu aqui e ela lá
Não quero a proximidade
"Pra mode" não me estressar
Daqui para o fim do ano
Eu irei lhe visitar
Sou sertanejo "de vera"
Já dá pra você notar
Moro aqui no sertão
Nem preciso explicar
Por isso eu digo e repito
Esse aqui é meu lugar
E o eterno poeta
Que se apagou pela sombra da escuridão
De amores à paixão da diária dieta
Surge com uma nova emoção
Para então fazer o bem à multidão.
Poema da lua cheia
Poeta, por que estás me olhando?
Acaso estás me admirando?
Ou buscas inspiração para escrever?
Pois hoje vou te ajudar
E vou contigo compor
E sugestões de versos te dar
Para impressionar teu amor
Que, segundo dizes
Te é ainda desconhecida
Mas, saibas que por mim
Ela é conhecida
Só não posso te revelar
Sei seu nome
E a cor de seus olhos
Ela não mora, como julgas, em Abrolhos
Mas vive perto do mar
Diga-lhe poeta, algo novo
Em versos que realcem o contraste
Entre a mentira e a verdade
Entre a maldade e a bondade
Diga a ela que mesmo estando eu
Em fase de cheia e no perigeu
Que ela brilha mais do que eu
Elogie, não a sua evidente beleza
E sim sua inteligência, postura e leveza
Repleta de amor, candura e pureza
Com que ela embala os sonhos teus
E, por fim, te autorizo poeta
A assinar estes versos meus
Que compus para ajudar-te
A elogiar este amor teu
Que te sirvam de baluarte
Podes dizer que são teus!
Homenagem
Vim hoje prestigiar
Ao nosso Nobre poeta
Que sempre está presente
Com amor e suas letras.
Deixo simples palavras
Desejo muito amor inspiração
És um irmão das letras
Também de nossos corações.
Hoje a homenagem é sua
Parabéns e muito aplausos
Deixo aqui meu abraço
E Deus sempre ao seu lado.
Meire Perola Santos ©
