Poemas a um Poeta Olavo Bilac
O olhar do poeta escapa
Quintana disse: Ao olhar do poeta,
não escapa nada.
Mas, não seria: O olhar do poeta
não escapa à nada?
Não!
O olhar do poeta escapa,
escapa à pessoa amada.
E, quando escapa,
tudo passa; o tudo é nada.
O passarinho voa, treme uma asa
pro poeta, nada.
Uma nova estrela, revelou a Nasa
pro poeta, nada.
A formiga anda, adentra a casa
pro poeta, nada.
Se seu olhar
somente escapa
à pessoa amada,
pode-se dizer
que somente dela
depende o tudo
e depende o nada?
O poeta quer morrer
O poeta tem vocação pra morrer:
De dor, de ciúme, de alegria, de amor
de tudo que viveu.
Mas o poeta é eterno.
Posto que é eterno
quem um dia
já morreu.
Minh'alma
Se soubessem os amores
que tenho alma de poeta
talvez eternizassem todos pra mim.
Se soubessem as meninas
que tenho alma de poeta
talvez olhariam todas pra mim.
Se soubessem os pássaros
que tenho alma de poeta
talvez cantariam todos pra mim.
Se soubessem as flores
que tenho alma de poeta
talvez se abririam todas pra mim.
Se soubessem as ondas
que tenho alma de poeta
talvez espumariam todas pra mim.
Se soubessem as luzes
que tenho alma de poeta
talvez acenderiam todas pra mim.
Se soubessem as bocas
que tenho alma de poeta
talvez sorririam todas pra mim.
E se soubessem todos
que tenho alma
talvez saberiam
que há um poeta em mim.
Me Admire
Eu quero uma fã...
Uma que me ache o melhor poeta,
o melhor ator.
Uma que me ache o melhor amigo, namorado
ou o melhor historiador.
Uma que brilhe os olhos
diante dos meus feitos.
Uma que caia de encantos
me achando perfeito.
Uma fã
Uma fã
que não ria deste poema
uma fã
uma fã
pode ser por pena.
O quão poeta pode ser
Mas o que é essa tristeza?
Que descreve com clareza
Cada pedaço desse universo
Que tristeza é essa?
Que te faz correr sem pressa
Fez-te até enxergar
Melhor que um olhar
Essa tristeza porque?
Se feliz deverias ver
Muito além do que imagina
Um sorriso mostrar vida
A tristeza será?
Uma porta pra entrar
Onde o som se perde
Onde tudo se sente
Poderá colocar?
Ou então aproximar
Tuas lagrimas a você
Tua alma descrever
O que posso te contar?
Você nunca saberá
O quão poeta pode ser
Se não chorar
Se não sofrer
O tempo é indissolúvel
Há de mil poesias que compõem a face do poeta
Não retrata nele quem é ou a falha do falta ser
Apenas se deve, deve o cumprimento da poesia
Não que o poema acabe;
mas que o poema não faceie.
Veracidade é característica dos severos
O poeta já não é severo, porém abstraído
Do tempo que o rodeia e o sonda,
das margens que o circunscrita e absorve.
Não será um ponto final de poesia
Nem moldura de jornal
(seria a noticia do dia?)
Há de mil poetas que compõe o jornal
E sobre as notas de observador: Indago;
Será poeta o tempo
Na manhã, na véspera da noite ou no silêncio das palavras
Será poeta o tempo
Indissolúvel, estonteante.
(Dá graça que ninguém vê mais).
Solidão de Poeta
Solidão de poeta tem nome,
Tem endereço...
É alguém que já teve junto a si
E que a vida em suas façanhas
Levou embora...
Solidão de poeta tem um rosto
Cujos olhos ainda tem cor e
Dos lábios ainda tem o gosto...
Solidão de poeta tem um corpo,
Cujo calor ainda lembra e
Cujo perfume está nas entranhas...
Solidão de poeta tem sentimento,
Saudade, lamento...
Da sua emoção faz poemas
E num sentir invisível
Faz dos versos a alma do seu amor
Para lhe fazer companhia...
o poeta e o louco da aldeia tem o mesmo destino
de acreditar que insensatez é verdade
de ter poder de criar mundos com palavras
melhor o palhaço que faz rir
e ri de todos
guardando o choro para o escondido das cortinas
Agradecimento
Robson agradece a todo os leitores que como poeta da vida,
tem difundido minhas poesias e frases aos meus amigos e amigas, parentes e agora a voces leitores.
Quando eu escrevo poesia ou frases eu só faço quando eu vejo os meus amigos e amigas.
Por que os meus amigos e amigas me dar espiração para escrever, por isso tenho vontade de viver sempre com você.
sonhador se torna poeta
e os poetas o sonhadores
mas com pensamentos magicos
nasce uma esperança no corações dos sonhadores
O Poema Original
Original é o poeta
que se origina a si mesmo
que numa sílaba é seta
noutro pasmo ou cataclismo
o que se atira ao poema
como se fosse um abismo
e faz um filho ás palavras
na cama do romantismo.
Original é o poeta
capaz de escrever um sismo.
Original é o poeta
de origem clara e comum
que sendo de toda a parte
não é de lugar algum.
O que gera a própria arte
na força de ser só um
por todos a quem a sorte faz
devorar um jejum.
Original é o poeta
que de todos for só um.
Original é o poeta
expulso do paraíso
por saber compreender
o que é o choro e o riso;
aquele que desce á rua
bebe copos quebra nozes
e ferra em quem tem juízo
versos brancos e ferozes.
Original é o poeta
que é gato de sete vozes.
Original é o poeta
que chegar ao despudor
de escrever todos os dias
como se fizesse amor.
Esse que despe a poesia
como se fosse uma mulher
e nela emprenha a alegria
de ser um homem qualquer.
POETA MINERAL
(ODE A JOÃO CABRAL DE MELO NETO)
Vicejara da sáfara, da pedra
Um girassol que se esconde
No túmulo do empedernido.
Odeia o transbordamento da cálida água:
Acha-a frívola;
Prefere a rasteira tapeçaria, o afagar
Da mão do cimento e a metálica alvenaria do parco gesto do engendro.
Pinta a grandeza da secura:
Exaltando a plasticidade que a molda;
O aquoso, mádido, translúcido e gélido fogo
Que flui na corrente sanguínea
Das estóicas coisas ou pessoas hialinas.
A poética da observação obsessiva,
Para ele,
É plena da mais sábia epifania:
Ela fica postada
No píncaro maior
Da visão cristalina, acuidosa, concisa, plástica, vítrea!
Não,
Ele não é exangue oceania.
Não,
Ele não é apenas a pétrea açucena que rebenta altiva.
Não,
Ele não é tão-só o penedo, o ferino espelho, o Cerrado,
A Caatinga, o Sertão sem lua nem estrelas, a acrimoniosa SINFONIA.
Não mesmo, meus queridos amigos.
Na verdade,
Embora ele, quando vivo, veementemente refutasse,
O líquido poeta degusta sim o lirismo:
O lirismo presente na contemplação sóbria,
Onde os indistintos matizes do invisível se realçam;
O lirismo contido na profundidade que aflora
Da imagem da viril leveza do andaluzo toureiro
Ou da acre imponência da pernambucana e betúmica cabra;
O lirismo que se denota na narrativa da fluência de um rio
Ou que se ressuma na fluidez da serena revolta
Ora dum povo severino, ora duma gente maganês,
Que ama, apesar da dureza da navalha,
Deverasmente a sua lavra.
Ah, mais do que nunca eu acredito
Que o árido bardo, compositor da ode ao sol albino,
É, de fato,
Um radioso e magnífico
Poeta lírico!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Poeta Em Desespero
Adormecir sereno era meu sonho intenso
de repente agredia -me
Rasgando minha imaginação
Dificil seria me alcamar
Pois estava vago todos os meus sentidos
De um dia fazer virar verdade
Meus desejos
Fazer dele minha vontade de viver
O meu sentido de ser
Encontravm-se ali todos os meus sonhos de poeta
Rasgados ,destruidos ,pelo chão espalhados
Não seriam jamais recuperados
Matando
Exalando
Desesperando
Todo um sonho do poeta .
Sumiço da terra na Versão do Poeta
O poder transparêcia lagrimas
Choravam as crianças
Mulheres estendiam suas mãos
Não encontrando nada
O poder transparêcia balas
Adormecia soldados
As armas estendidas no espaço cuspiam aço
O poder transparêcia bombas
Chamas em cinzas
No vento eram levadas
O poder transparêcia fim
Terra no universo
Lançada em pedaços .
Por que tenho que oprimir meu desejo de poeta?...talvez a covardia da incerteza tenha inundado minha alma. Deixei ser corrompida pelo o que os outros pensam...Suas ignorancias...
Tentei escapar ,
mas a força que a humanidade carrega pressionou minha sensibilidade...Não encontro em meu ser a fonte do prazer, dependo deles para sobreviver...E no entato esqueço de viver,
Onde está... ? onde poderei reencontrar o lugar que guadava meus sentimentos...se é que um dia fizeram parte de mim, se é que um dia os tive, se é que ao menos existem.
TINHA QUE SÊ ANSIM !
(poeta Cumpadi Caipirinha)
E agora?
Qui façu eu da minha vida sem ocê?
Custei tantu a aprendê a vivê só
Mais issu foi antis de ti conhecê
Pru quê ocê tinha que chegá
Meu coração caipira conquistá
Dispois du amô em mim prantá
Dizia me amá toda hora
Agora ocê diz que vai imbora
Se tem que ir... vai,
Mais vai devagarinhu
Pra eu me acustumá
A vivê aqui sozinho
Num vai de uma veiz
A dô vai sê maió
Vai di vagá, sem fazê baruiu
Pra num ispantá
Os pobri passarinhu
Eles tudo se acustumáru
A vê ocê mais iêu
A cuidá desse cantinhu
Que nu tempu nois se perdeu
Inté, intão, vai com Deus
Chegô o dia da dispidida
Vô mi iscondê lá nas campina
Pra num vê sua partida
Vô ficânu aqui
Comu passarinhu seim asa
Cuns bicu machucadu
E a vida seim graça
Mais num vô recramá
Tenho a companhia di Deus
Se ele mandô issu pra mim
É que tinha que sê ansim
Seja Poeta:
Para escrever poesia, não precisa ser poeta...Basta apenas abrir o coração...Deixa ele: falar, brigar, reclamar ou simplesmente sorrir...Se as rimas chegarem? Que sejam bem vindas...Mas o importante é dar vazão a sensibilidade...Para compor versos, não precisa estar apaixonado, ser mestre, filosofo o ser doutorado...Mas sem amor, eles não conseguem tocar a alma...Seja no pedaço de papel velho, em um guardanapo ou até mesmo na mão...Escreva...Escreva... Sempre... A qualquer momento: de dia, á noite ou de madrugada...Não seja escravo do tempo...Se faltarem verbos, adjetivos não preocupe...Sentimento verdadeiro é mais ação do que palavras...Não deixe a timidez roubar o seu talento...Seja poeta, por um instante ou pela eternidade...A vida não é poesia, mas um verso de amor muda o sentido dela...Não despreze o poema...A palavra escrita ou falada tem PODER...Pena que nem todos, fazem o bom uso dela... Renata Saturnino
Sou poeta,
sou criador,
e faço tudo com muito amor,
minha emoção tento expor,
mostrando meu sentimento, minha dor.
Não sou poeta e nem nada sou quem
Vive o amor para contigo retribuir
A gentileza, a real grandeza a natureza
Mim deu uma força que não tive agora
Agradeço-te sou poeta baronil.
Autora: Fátima Araújo.
