Poemas a um Poeta Olavo Bilac
Não dá pra viver (ou sobreviver) dependente do que é raro, como um viciado que aguarda ansiosamente a próxima dose. Precisamos descobrir o sabor da simplicidade e curtir a beleza do que não requer tanto esforço. Porque é fácil ser feliz em meio a cenários paradisíacos, em contextos pré-fabricados para a perfeição. O desafio é se manter pleno com o que se é.
Porque há isso. Há aquele tipo de pessoa que gosta de interpretar a infelicidade e curte viver e reviver o drama como um agasalho, que aquece e protege de algo muito mais sério e profundo, que incomoda. E este nunca passa, pois, se transforma em um acessório. Há, ainda, os que esperam muito da felicidade, quando a felicidade em si é realmente algo simples, muito mais simples do que imaginamos. A questão é perceber, o que é a felicidade para cada um. Aonde ela está.
Para ter essa tal felicidade como algo rotineiro, que cada um realmente merece (ou deve merecer) é preciso se despir de preconceitos e se entender com o que está aí. Por inteiro. Afastar fantasmas e fazer de cada dia um dia bom. Não precisa ser incrível… precisa que faça valer a pena estar vivo.
Viver é passar por dias comuns e, na rotina, descobrir coisas novas com o que aprendemos entre um tombo e outro, entre cada batida do coração.
Se amar
Se gostar é reservar 15 minutos do seu dia para cuidar da sua imagem, é acordar um pouquinho mais cedo para hidratar a pele, pintar o rosto e arrumar o cabelo (mesmo que isso signifique um coque ou um rabo). Se cuidar é lembrar de mandar as roupas para a lavanderia, limpar os sapatos e deixar a calça na costureira para uma bainha perfeita. Se cuidar é ficar atento aos sinais que indicam um super ganho de peso, é ter cabeça fria para encarar uma reeducação alimentar (e fazer um supermercado mais saudável). É trocar o lanche pronto da rede de fast food por qualquer coisa mais natural, mesmo que isso tome outros cinco minutos que você pensa não ter. Se gostar, é comemorar as vitórias alheias e usar estas como inspiração. É perceber que invejar alguém não muda nada na sua própria situação. Se gostar é abandonar relacionamentos que lhe destroem, daqueles que lhe jogam para baixo e que lhe causam mal estar. É separar amigos de conhecidos, sem que para isso você tenha que construir uma parede entre as pessoas, uma barreira contra as relações interpessoais. Se gostar é investir em conhecimento, em cultura, em diversão, e não apenas em coisas que você compra somente para mostrar à plateia. Se gostar é se fazer feliz, é perceber que sua sorte está nas suas mãos e que, no final das contas, sua história precisa de um esforço seu, pessoal, para caminhar bem. Se gostar é vencer a preguiça e perceber que a história da falta de tempo pode ser uma mera desculpa para a falta de vontade e que o tempo passa realmente rápido, principalmente, quando trocamos nossa vida por horas em frente à televisão ou dias vivendo no estranho mundo virtual. Se gostar é se envolver com seus problemas, com suas tarefas e com suas vontades, é assumir a responsabilidade por suas falhas e curtir o peso das suas conquistas.
Demônios interiores
Caçadores de sonhos
Finas é a fenda
Que se abre e se fecha
Como um eterno dilema
De um sátiro e sua flecha
Qual a razão de viver?
Quem dentre os seres pensantes já não se fez esta pergunta?
Afinal, um poeta já nos mostrou o que os tempos modernos podem trazer...
Por que tanta luta se o que buscamos é viver?
Para os miseráveis a resposta é simples
O que posso fazer se preciso sobreviver?
Mas por que muitos insistem em somente existir quando podem viver?
ENTÃO VEM O NATAL
Em nosso tempo de criança
Esperar pelo Natal era uma alegria
A árvore era um sonho, uma esperança
De que o Papai Noel existia.
Depois a gente ia crescendo
E já nele não mais acreditava
Mas fingia bem me lembro
Senão presente não ganhava.
O presépio sim era importante
Pois a cada ano que passava
Vinham ideias mais interessantes
E com criatividade a gente o montava.
Agora com os tempos já idos
Nosso coração continua exultante
São os netos que nos deixam comovidos
Com esta expectativa contagiante...
Labirinto
Vivemos em um labirinto.
Escolher pela razão ou pelo instinto?
Temos uma única saída e ninguém pra sinalizar.
Nossa única opção, escolher uma direção e arriscar.
Temos medo, de mitologia, que nós mesmos, criamos.
Já sobrevivemos por vezes, erros que caminhamos.
Então, melhor tentar pelo instinto, encontrar a saída.
Sofrer na caminhada é sina de nossa vida.
Quando menos esperar, estaremos fora deste labirinto.
Seja pela razão, emoção ou instinto.
O importante é ser feliz, mesmo que as escolhas sejam incertas.
Tenhamos sorrisos largos e portas sempre abertas.
Indiquemos nas paredes, os caminhos já passados.
Pra caminharmos apenas, caminhos, não caminhados.
Homens, mulheres, crianças e idosos, juntos na caminhada.
Beijos, abraços, sorrisos, colorindo nossa estrada.
Juntos destruiremos, monstros taurinos.
E continuaremos unidos e nos amando, quando sairmos.
4:00!
Me rouba o sono, Um som de vassoura ao chão.
Tento voltar dormir, mas é em vão.
Minhas loucuras torturam miha mente.
E finalmente, demente.
Pensamentos ressuscitam.
Putrificados, vem e ficam.
Já eram sepultados.
Não aceitam ser ignorados.
No cérebro, pressão.
Sensação de explosão.
Me sinto alien neste planeta.
Um vizitante, um cometa.
Sou diferente e não escolhi ser.
Tento me adaptar e sobreviver.
Tento anular meus sentimentos.
Tento controlar meus pensamentos.
Tento, tento e as vezes, consigo.
Mas não demora e meus próprios concelhos, não sigo.
Queria dormir uma semana.
Pra não ter você de volta na minha cama.
Dominando meus pensamentos.
Me lembrando nossos momentos.
Mas não controlo minha mente.
Já são 5:00, minha mão dormente.
Vou finalizar e tentar dormir.
Talvez role um pouco, até conseguir.
Mas não tenho outra opção neste momento.
Espero um dia possa morrer em mim o sentimento.
O estado de espírito está no centro...
De buraco negro sem fundamento...
Ou de um jogo do destino pagando caro,
Demais como poderia ser usado.
Em tantas vezes não sei mais como começou,
Em meio da tristeza deixo passar despercebido nas profundezas...
Todos os flagelos são incomuns,
Um verdadeiro deslumbre as tentações,
Veria as versões do teus desejos.
Abraço o desespero entre menções,
Daqueles que foram seus prazeres.
Realmente a fronteira entre os delírios,
Deliciosamente deliciam teu corpo,
Invadem sua alma faminta de sensações,
Que dominam cada espaço no limite,
E assim de sublime a língua que invade...
Suas cavas úmida de desejos que da;
As vertigens do mundo...
No despertar de gemidos.
A música fenômeno de tua alma,
Realidade o seu gostos hostis...
Fazem parte da sua submissão...
Em jato no termino gemidos...
Floresce num oceano no teu coração.
Sedento de vida como as corredeiras,
De um mar que sai de dentro para fora.
Num diluvio que germina a cada momento,
Que imagina que estamos fazendo amor,
Enquanto o fogo de nossas almas...
Queimam os maiores prazeres.
Sempre avassaladoramente...
Nossos fantasmas se perdem numa felicidade,
Sem fim apenas em um caos...
Que se encontra nesta época...
Tão profundamente perdida até atroz,
Pois o amor é uma ironia do destino.
Posso não acreditar mas os fatos;
Sejam obscenos nas consequências,
De cada um dos nossos prazeres.
Esteja sobre as influências de um mundo.
Decadente pelos atos que transformam,
O amor em uma grande violência de prazer,
Mesmo no caos seus lábios são puro amor.
Por Celso Roberto Nadilo
Depois da guerra;
Só o sangue é visto;
A alma que costumava abitar um corpo;
Vaga pela noite numa solidão sem fim;
Assim assombrando a quem lhe matara;
Mais o certo não seria abandonar o mundo e preferir uma nova existência ?
Meu bem, por onde andas agora? Eis aqui um homem de bom coração, assim como o inverno nas noites de verão.
Sentado na mesa de um bar, bebendo algumas doses de tequila na esperança, talvez, de te encontrar ainda hoje.
Sinto a ausência do calor em qual encontro no seu corpo, assim como o vapor recém aquecido de uma xícara de café. Já lhe disseram, por um acaso, o quão está linda hoje? Perguntaram como é que foi o teu dia? Lhe encheram de amassos no amanhecer pós a madrugada? Não, meu bem... Talvez, jamais.
Enquanto me encontro aqui, vou lhe desenhando. Desenhando o teu rosto em minha mente e sorrindo feito um bobo ao imaginar tua boca suando ao pedir um beijo meu, o teu olhar em êxtase, em meio à tanto olhar, um brilho junto ao meu. Seu cabelo cor de mel, seu aroma doce de frutas vermelhas... meu bem, e agora, por onde andas? Venha matar com o teu desejo incontrolável de fazer amor, com o teu corpo quente. Quente assim como nas noites de inverno...
Autor Edson Cerqueira Felix 20-12-2014
[E tá rolando agora, convite pro coração meu, um hotel dos amantes como Eu.]
http://oficialecf.blogspot.com.br/2014/12/autor-edson-cerqueira-felix-20-12-2014.html
SUBLIMIDADE DE UM MOMENTO
Na semântica do amor, nossos corpos
Desafiam os limites da exaustão.
Momento sublime é ver-te cingindo
O calor dos meus braços,
Arrefecendo no abraço,
No fulgor em minhas mãos.
Quebramos paradigmas e anelos desvalidos,
Tingindo as entranhas do mundo paralelo...
Cruzando as linhas do verbo desconhecido,
Rasgando segredos e decretos
Em nosso universo alumiado em luz neon.
Aqueço-te e sonho em teu cobertor de infindos sonhos,
Encobertos nos penachos de cílios
Que resguardam o repouso dos olhos inânimes.
Enlevados, sentimos os vestígios de felicidade
Em repouso, próximo as paragens
Do rio opimo que corre em virtude do mar.
Muitos são os mistérios do amor. Um deles é o poder que exerce de nos resgatar. De devolver a paz outrora perdida e ainda nos levar além do que somos.
O amor se materializa através das atitudes que manifestamos. Do nosso jeito de olhar com menos pressa, de cuidar com mais atenção. O amor é presença, é saber que independente das circunstâncias sempre haverá um lugar para se aconchegar quando se perde a serenidade, ou simplesmente um lugar de reencontro.
Muitas vezes, o amor vem de longe. Outra maneira de ser presente e outra maneira de manifestar o carinho. Mas a sensação é a mesma. Quando ele chega vem com o poder de nos conduzir e ampliar a visão na busca do equilíbrio necessário. O coração ganha paz e a alma contempla as maravilhas da transformação interior. Seja amor. Espalhe amor. Viva amor.
“Um dia talvez você fale e escreva o que pensa e como pensa e sobre o que pensa. Mas só um dia. Só talvez.
Essa imprecisão de tempo - e da própria possibilidade de acontecimento - talvez, novamente talvez, constitua uma boa característica do que você é, e do que escreve. . ou não. Algumas coisas não precisam ser entendidas se podem serem sentidas apenas. A complexidade do sentir ultrapassa a insignificância do entender.
Uma parte de você é decisão, outra é convicção, e tudo isso que você acha que é - e talvez seja- e quase nada perto da insegurança de não saber quem se é, e pior de quem se quer ser. Talvez não se deva escrever sobre tudo, talvez nunca se deva falar de si mesmo. Falar sobre si, sobre o seus sentimentos em particular seria estupidez, e eu arriscaria dizer que talvez - novamente talvez - seria tentar decifrar o indecifrável, como se você fosse inutilmente capaz de julgar o conteúdo pela capa, o interior de um livro que você nunca poderia ler.
Nossas vidas são passíveis de desprezo
Frutos de um termino sem fundamento
Está como uma espécie em declínio
Tremendo sucesso sua própria destruição
Cantaria minhas tristezas assim ainda sorri
Abandono estes sentimentos levianos
Ate atroz emocional se reprimi a este respeito
Rir conto mentirosos tão mesquinhos
Numa felicidades para qualquer tipo
Seja um pouco do relato extremo
De nossas almas perdidas no alem.
"O Que e o Amor "
Um Sentimento de mais puro perfeito
Amor , Independente da Distancia , o Amor não e Desistir , Amar e , Sonhar e Ter Fé pois o Amor supera Tudo , Perdoa , Só Não Desiste , pois Sera Tarde Demais
Não é fácil viver em um mundo em que as pessoas dão mais valor a aparência do que a essência, porque maioria das pessoas vivem somente de aparências, cercadas de gente falsa sem conteúdo, porque pra elas o importante é ter!
E a solidão só cessa quando encontramos alguém que podemos confiar de verdade , sem mentiras, sem necessidade de aparentar quem não somos, porque isso é hipocrisia, e nada se solidifica quando existe mentiras.
A verdadeira liberdade de uma pessoa, consiste em ser verdadeira consigo mesmo, é ser quem ela é perante todos e sem precisar usar máscaras nem artimanhas para que os outros a respeitem e a valorizem.
A vida é um enorme tabuleiro em que muitas vezes as peças se movem sem que possamos interferir.
E, quando essas peças se movem, não há receituário que as impeçam. A vida é assim.
Isso mesmo, muitas vezes não depende de nós.
Veja o caso de uma pessoa amada.
Você ama porque o amor nasceu dentro de si. Ele é espontâneo.
E, dentro desse contesto, muitas vezes você se depara com a pessoa amada te magoando.
Ela não é mais aquela pessoa. Sucumbiu.
E, aí segue o seu coração machucado, enfraquecido, diante de si mesmo.
Mas, mesmo machucado, o que você não deve perder é a esperança.
Quando desaparece a esperança desaparece tudo.
Devemos entender que a vida nos dá oportunidades de recuperação, ainda que ela venha de forma lenta.
Tem que querer, buscar, almejar como algo precioso que um dia vem.
O tempo cura. A vida nos ensina e, como ensina.
E, muitas às vezes quando imaginamos que estamos muito pra baixo, quase até sem rumo, eis que alguém entra na sua vida e, transforma o seu destino.
O destino de si.
A vida é um tabuleiro, nunca perca a esperança. A esperança em si.
Através Do Meu Sorriso!
Foi esse sorriso largo...
De um canto ao outro,
que trouxe você para mim.
Foi assim:
(...) quando meus olhos te viram...
Meus lábios abriram um sorriso
tão imenso e doce.
Que você passou por ele...
Para chegar ao meu coração!
