Poemas a um Poeta Olavo Bilac
"Vinicius de Moraes foi o único de nós que teve vida de poeta."
--Carlos Drummond de Andrade
Agora é a vez de Romero Lucindo Borba falar.
Grande entre os poetas, amante por excelência, amou intensamente por toda a vida, não é atoa que casou-se nove vezes.
Desde cedo muito apaixonado. Quando se encontrava sem paixão por uma mulher, o poeta se encontrava triste, sem inspiração, morria, pois o amor lhe servia de combustível(coisa de poeta). Para mim o maior dentre todos. Eu lhe admiro,sou seu fã, mas não por ter se casado nove, dez, quarenta e oito ou trezentos e quarenta e sete vezes, mas sim por escrever versos perfeitos que me tocam, motivam e me ensinam a escrever com lágrimas, palavras doces, e doces, e doces e mais doces ainda. Não sou seu fã por ele ser famoso e coisa e tal, mas sim por compor músicas que são verdadeiras poesias.
Assim como Da Vinci, eternizado por tantas qualidades e por entre telas nos mostrar verdadeiras poesias, Vinicius fazia o mesmo, só que com letras e canções. A prova viva é a música "Garota de Ipanema", imortalizada, a segunda música mais tocada de todos os tempos, perdendo apenas para a música "Yesterday" dos Beatles.
Enfim, o poeta sofre e colhe os frutos do seu sofrimento. Tristeza às vezes vale a pena; às vezes! Isso aumenta o grau de inspiração. Vinícius é o poeta, e me senti obrigado a escrever para este que ás vezes, assim como eu, deixa de escrever com tinta e escreve seus poemas e músicas, com lágrimas. Boa tarde.
Vinicius eterno.
PORQUE BRINDAR AOS CAÍDOS?
(Fábio André Malko)
Ei poeta, porque brindar aos caídos?
Se até a vida deles se esqueceu
Sem valor algum, foram esquecidos
Choras por uma chance que perdeu?
Ora, amigo, não sejas inocente
Pois a vida parece uma roda
Quem hoje chora amargamente
Amanhã vê a taça que transborda
Jamais esqueça que os caídos
De hoje podem se levantar
Pois vitória sem sonhos perdidos
Não dá gosto de saborear
Portanto jamais zombe um perdido
Pois a vida malvada dá e tira
Hoje aquele que é preterido
Amanhã estará na frente da fila
Falso poeta
Eu amo cada parte de ti. A parte do nós, onde se encaixa a melhor parte de mim, você. O orvalho da manhã, límpido como o brilho dos teus olhos. O toque da pétala, macio como os teus lábios, doce como tuas palavras ao dizer que me ama. Romântico, como a carruagem que te traz, te traz para o meu coração de carpinteiro. Sem posses. Sem sofisticação. Simples como um amor, como o amor que te dedico.
Tenho andado confuso, inspirado em Walt Whitman, inspirado em tua vida, percebo que qualquer poema, texto, manifestação, é brutalmente assassinada ao sair da minha boca, pois nada é alto como você, nada é tão simples que explique essa complexidade. O mais perto que chego, é dizendo que se eu fosse o AMAR, você seria o AMOR. Se eu fosse o medo, você seria a paixão. Se eu fosse o velho, você seria a idade. Se eu fosse a casa, você seria a família. Se eu fosse o pai, você seria a mãe. Se eu fosse as nuvens, você seria o céu. Se eu fosse Tales de Mileto, você seria a filosofia. Se eu fosse a vida, você seria o motivo. Se eu fosse a morte, você seria a vida. Se eu fosse o coração, você seria as batidas. Se eu fosse o erro, você seria a perfeição. Se eu fosse ingênuo, você seria a malandragem. Se eu fosse budista, você seria meu templo. Se eu fosse ignorante, você seria a cultura. Se eu fosse o livro, você seria a leitora. Se eu fosse o relógio, você seria o tempo. Se eu fosse escolha, você seria a minha. Se eu fosse amar pelos anos, amaria, ou melhor, amarei você.
VAZIO
Não adianta poeta
podes alcançar o interior
do mar, pode ver as ondas
e o vento jogando
aos seus pés os restos
que a natureza
espantosa cuspiu.
Podes ser o incauto
Por alguns segundos
Camuflado em busca
Do seu ideal
Mas nenhum poema
Nem sequer uma frase
Tampouco uma linha
Vai te dar na pauta
O que te faz falta
Uma palavrinha.
Vais falar do que?
Vais transparecer
Se até o silêncio
Queres sonegar
Todo grito é vão
Se não tens paixão
Pra te inspirar.
Ezhequiel Queiróz Águia
Quando nascem as flores
Nos jardins do coração,
Quando os sonhos do poeta
Se perdem na imensidão,
Quando os desejos batem asas
Sobre as chamas da paixão
É o amor que vai surgindo
Nos débeis caminhos da solidão.
Descobri que era feliz
Na serenidade de teu olhar,
Nos louros de tua fronte,
Na beleza de teu sorriso.
E quando a lua da Primavera
Prateia na escuridão,
Sinto a magia de teus lábios
Trêmulos de emoção
Sussurrando promessas de amor
Por entre as brumas de minha ilusão.
reúne-se com o poeta
o silêncio da noite
e com ela arde
e com ela rebenta a semente
como se fosse o fogo
o sangue arde-lhe nas veias
e estiola-lhe o cérebro
agarra a noite e a solidão
no punho da mão fechada
quando a abre
o silêncio expande-se à volta
de si
arde em fogo a noite que se adensa
à superfície do tempo
fecha-se a vida ao poeta
quando o dia amanhece
Alvaro Giesta (dois ciclos para um poema - “ciclo DOIS” acerca do Homem que perdeu a Luz)
O verdadeiro poeta
É aquele que sabe
Expressar seus sentimentos
Não em palavras,
Mas sim com a boca
Entre as pernas de sua amada.
Não sou poeta, nem sou poesia, sou o contrário do bem, mas não o mal, sou o meio-termo.
Sei que nem tudo pode ser do meu jeito, mas insisto em acertar - ou "desacertar"- as coisas,
sou o erro, e a saudade.
A saudade não é boa, mas também não é totalmente ruim.
Eu sou a saudade. Sou dessas pessoas que se divertem com as catástrofes, com as suas próprias tragédias, sou muito mais eu dentro da minha bagunça. No meu quarto bagunçado com livros e roupas pelo chão, eu me encontro com muito mais facilidade. No meio da minha mente perturbada, cheia de paranóias, incertezas, e loucuras,eu tento fugir do mundo crítico, real, padrão... Eu fujo da rotina me escondendo dentro de mim mesma.
Se parece loucura, sou eu.
A poesia tem uma cumplicidade secreta
com o POETA, de sofrimento, alegria,
tristeza, sorriso, lágrima, saudade,
lembrança, nostalgia e mesmo assim
enobrece a alma...
Se a poesia é o que não cabe no poeta
Por que então escrevo sobre você?
Que cabe em mim
Mas não caibo em você
Então me escreva
Já que não caibo na sua vida
Que caiba no papel
Que o papel caiba no seu bolso
E que eu caiba em você
Eu por mim.
Amante dos versos,
poeta de mim mesmo,
errante a cada instante.
Recluso no lirismo dos versos vagos.
Todo poeta, ama além do possível
Deseja mais que o permitido,
Busca o improvável
Enxerga a alma !
Sonha !
Chora o poeta que goza
Suas paixões em forma de prosa
E então esmagam-se as horas
Entre os olhares e as rosas
Ode à Literatura
Han Yu
Poeta chinês do séc. VIII
"Tudo ressoa, mal se rompe o equilíbrio das coisas. As árvores e as ervas são silenciosas: se o vento as agita, elas ressoam. A água está silenciosa: o ar a move, e ela ressoa. As ondas mugem: é que algo as oprime. A cascata se precipita: é porque falta-lhe solo. O lago ferve: algo o aquece. Os metais e as pedras são mudos, mas ressoam se algo os golpeia. Assim também o homem. Se fala, é porque não pode conter-se. Se se emociona, canta. Se sofre, lamenta-se. Tudo o que sai de sua boca em forma de som se deve a um rompimento do seu equilíbrio... A palavra é o mais perfeito dos sons humanos; a literatura, por sua vez, é a mais perfeita forma de palavra. E assim, quando o equilíbrio se rompe, o céu escolhe entre os homens os que são mais sensíveis e os faz ressoarem."
A ARTE DO MAIOR PINTOR
A minha terra é de beleza sem igual
Revela tudo que o poeta não contou
A mianha terra é mais rica entre milhoẽs
A minha terra revela a mão do criador
Oh, meu Brazil
Tu es a pátria escolhida
Para revelar a arte do maoir pintor
Oh, meu Brasil
Tuas espécies incontáveis
Me faz pensar
Existe mesmo um criador
Oh meu Brasil
De lindas fontes cristalinas
De aves mil
Planando pelo imenso mar
De céu azul
Constelaçoẽs de brilho intenso
De verdes bosques
Puro ar
Na minha terra
Na natureza é sem igual
A sua flora
É mais extensa que os mares
Na minha terra
A chuva cai com mansidão
Trazendo a relva
E faz florir as emoçoẽs
O poeta se perde nas ruas a procurar sua alma,
Entre tantas as ruas, vaga insanamente sem cessar
Das auras encantadas se faz acreditar na sua
Em luas e luares sem medo e pressa de chegar
Ao longe muito longe tão perto ele está.
Brincando de ser poeta e relembrando minha adolescência:
Já é noite ou ainda é dia?
E neste momento, é tão bom está te protegendo,
E de olhos fechados continuo a te ver.
As vezes, Olho o relógio e ainda é meio dia.
Desde que eu a vi, tudo virou fantasia!
Você é inspiração desta poesia.
Meu mundo virou, meu coração disparou!
Um novo sonhador despertou.
Ainda Hoje espero a alvorada chegar.
Sento em cima do telhado
E entre os raios solares e o fim do luar,
Escuto o seu chamado, pedindo pra eu ser seu enamorado.
E neste momento, é tão bom está te protegendo,
E de olhos fechados continuo a te ver.
As vezes, Olho o relógio e ainda é meio dia.
Desde que eu a vi, tudo virou fantasia!
Deixar voar livre para ver se volta?
Isso é coisa de poeta, e eu não sou poeta.
Se quiser ficar comigo, terá que contentar-se
com voos baixos... Monitorados por mim!
Eu sou poeta
Momento de plena felicidade
É quando me sinto poeta.
Eu sou poeta.
Eu sou poeta.
Eu sou poeta.
E é a melhor coisa que sou, sendo para mim...
Não para ninguém, mas para mim.
Ser ou não boa poeta,
Isso fica para o amanhã.
Hoje EU SOU POETA.
Eu teço versos... Com meus sentimentos.
Roubo do ar... Momentos.
Solvo das pedras... Sentimentos.
Descubro paixão... Disfarçada de escuridão.
Eu sou poeta, que ri enquanto chora.
Que renasce a cada aurora.
Que risca em si a fonte de seu existir.
Eu fui poeta sem saber
Eu sou poeta por querer
E serei poeta depois que morrer.
Enide Santos 23/06/14
