Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Miry Silva

Encontrados 8 pensamentos de Miry Silva

​"Carrego dentro de mim o amor. Atenta aos detalhes, permito-me desmontar várias vezes, como um quebra-cabeça; na busca por algo verdadeiro, refaço-me. Sigo o fluxo dos dias comuns e caminho por diversas estradas, refletindo o que me é permitido e idealizando a minha chegada.
​Nessa jornada, entrego-me ao exercício da paciência: não uma rotina vazia, mas um terreno de experimentação. Minhas múltiplas versões provam que sou livre para mudar o rumo a qualquer instante. Sob a luz da minha razão, a esperança será, para sempre, a minha alma poética."


Miry Silva

Inserida por mirya_luvison

​"É a transitoriedade de um dia cansativo que passou."
​Às vezes, o maior alento de um dia exaustivo é saber que ele — assim como o sol que se põe — não possui o poder de durar para sempre. Ele termina para que o descanso nos devolva a nós mesmos. E os pés que queimavam de cansaço agora esfriam na paz do repouso, provando que nenhuma dor de jornada é permanente.


Miry Silva

O Eco da Solidão.


​"Aprendi o que é o amor, aprendi sobre ele e, então, conheci a solidão. Carrego o peso de tantas frustrações e a inquietude de uma alma que se cala por sentir demais e não saber como demonstrar. Nem sempre foi assim, mas agora, a cada passo, a solidão se faz presente. Apesar das contradições evidentes, entrego-me à melancolia dos meus dias; uma dualidade paradoxal, vivida em um sentir que, muitas vezes, parece não ter sentido."

​"Sentir nada é também sentir alguma coisa que não sei dizer. Estranho, porque sinto tudo."

"Existe beleza na melancolia. Ela sempre te devolve à realidade."

​"Não é prazer, é fôlego.
Escrevo para que o peso diminua,
pois trago oceanos na garganta
e apenas gotas na fala.
​Estranha ironia a de ser ponte
que deseja o encontro,
mas não conhece o mapa
para traduzir o próprio abismo."


​"Amei com a fúria de quem entrega as chaves e esquece de ficar com uma cópia.
No zelo de ser cais para o outro,
naufraguei em mim, deixando minha própria margem ao relento.
​Odeio o rastro que os fins deixam:
esse eco de portas batendo em casas que ajudei a construir,
mas onde nunca fui o dono.
​O medo, esse velho cúmplice, sorri no canto da sala,
lembrando-me de que, entre tantos 'adeus' que dei aos outros,
o mais doído foi o que sussurrei para o espelho."

Minha dor não tem uma origem externa; ela nasce da consciência do que já compreendo.