Poema Sobre Solidão
Não se deve ter medo da solidão, ela não trás medo nenhum se for comparada com uma má companhia.
Na hora certa e pelas circunstâncias certas, ela será substituída por quem valha a sua presença.
Tranquilize-se, o segredo é não procurar e não esperar essa hora acontecer. Relaxe! Deus determina.
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No meu mundo não existe solidão
No meu mundo não existe tristeza
No meu mundo não existe desigualdade
No meu mundo não existe preconceito
No meu mundo não existe morte
Na verdade meu mundo não existe
ANABIOSE DA PAIXÃO
Enquanto ergue-se em mim
Um monólito de bem-querência á solidão,
Lá fora a rua é quase calmaria
Pois o rádio ---- ainda que
Ligado ---
Ajuda a compor o quadro
Do augusto mutismo altruísta, sereno,
Sábia atmosfera de reflexão recrudescendo.
Após tantas e tantas esperas
Pela ignescente e fulgurosa
Aurora boreal, sem
Que houvesse uma sequer
Negativa ou positiva resposta,
Apaguei a chama da esperança:
Cerrei-lhe a porta!
Preferi o porto seguro do vácuo
A prosseguir contumaz
Em minhas andanças
De exitoso náufrago.
Porém a voz da minha consciência
Diz que é cedo demais
Para eu relaxar,
Me deixar entregar ao embalo
Dos hartos e meigos braços
Do réquiem do apaziguamento
No mar da expansão engolfado.
A bem da verdade,
Ela me alerta:
Diz a mim que o náufrago
Não se dirigiu ás estâncias
Do reino do Morfeu perpétuo.
Não,
Ela me diz que ele escapou
Das garras do limbo da letargia eterna
No momento em que minha visão-caminho
Singrou o caminho da jóia
Divagativamente
Ametista-Névoa
Que no meu jardim aflorou áquela hora.
Sim, um copo-de-leite roxo
Libertou-me, de novo,
Do cárcere da benfazeja embriaguez voluntária.
Sim, um copo-de-leite roxo foi o suficiente
Para revelar que o crepúsculo
Definitivo da chama, na verdade,
Era o ouropel da morte:
O coma, o coma!
Ah, mais que dolente engodo:
Agora é que descubro
Que meu monólito de bem-querência á solidão
É um dantesco absurdo!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Escolhas
E caminhas tu na rua deserta da solidão
Nega-se a abrir os portões do cárcere
Pois é mais fácil viver á sombra da despedida
do que guerrear com a vida à própria sorte...
Ora direis dos versos que te fiz
Aprendeis com o vento, no lamento do sol
Mais vale amar uma rocha e lapidá-la com o tempo
Do que ter em mãos um diamante frágil
O destino é um trem sem estação
Pois guardais no vagão só o que nele cabe
Não perderei tempo planejando a viagem
Embarco, sonho, olho as paisagens
A medida do amor é não ter medida certa
Porque a paixão é rua deserta após a tempestade
Quando um coração se mostra de verdade
Não há como sucumbir a alma e apagar o que se sente...
Viveis hoje o que lhes cabe viver
Sonhais só amanhã com o anoitecer
A vida assim como o amor, também é passageira
E num piscar de olhos, apagam-se as estrelas...
Vão passando as horas no limiar do tempo
Na covardia das sombras a nos assustar
Rasguem o destino, quebrem as amarras
Pois meu coração não vos deixarei selar!
O Amor é ilusão
Porque você se entrega
E termina na solidão
Sem chão...
Tudo começa numa troca de olhar
E após um beijo termina em um só par
E depois quando chega o momento de parar
É ruim quando se tem vontade de continuar
Porque se deixou apaixonar...
Quando se ama
Acende a chama
Não se tem fome
Tudo que é de ruim some
E a chama se mantém aceza
Porque quando há amor há pureza...
Mais quando se conhece o mundo
Quem é fraco se corrompe
Pela vida que é do homem
E o amor se consome...
Porque o amor quando é fraco
Não suporta a ilusão
Que o mundo transforma em ação
Que no final termina em solidão...
A M A N T E S
Corpos desnudos, pensamentos de lascívia,
Almas candentes, desprezando a solidão.
Amantes rudes na alcova permissiva,
Cheiram a suor sob os lençóis da inquietação.
Sol já se pôs, caiu solene o véu da noite,
Ambos molhados sobre a cama incandescente.
Lá fora é frio, madrugada traz açoite,
Corpos sedentos, excitados e carentes.
Insinuantes, tal riacho em curva mansa,
Beijos profundos, sofregando de emoção.
Mais uma noite, e os amantes não se cansam,
Pois a luxúria lhes embala o coração.
Mas o destino tem também os seus caprichos,
Aos mais incautos, sempre é bom se prevenir;
Achou por bem deixar um deles aos suplícios,
Levando o outro a triste sina por trair.
Pois o marido, ao confirmar a anomalia,
Num gesto insano de angústia e morbidez,
Matou o amante e se matou, por ironia,
Deixando à amante, a dupla dor da viuvez.
dissimulação
uma dúvida
de alma
une-se ao corpo
respirando pelos poros
exalando solidão
é tarde
é noite
onde é exatidão?
em que sombras
do meu rumo
escondem-se certezas
fazendo da angústia
meu campo de visão?
eis-me o vento
eis-me a vida
que o silêncio anuncia,
o poema me ocupa o dia.
“Santo ou demônio”
Atitudes tão estranhas, sentimentos sem fim, solidão como forma de alívio, busca vaga, uma estrada sem leis.
Busca inacabada por aquilo que se perdeu, um longo período de marasmo, só não chore desta vez.
Cavalgue pelos mais penosos caminhos, a chuva e a tempestade ás vezes podem trazer um amor; suspire.
Demônios têm o dom de perturbar nossas almas, a sua flor é recheada de espinhos, tormenta distante.
Espreite a batalha insuperável, o inferno é uma bela canção e teu paraíso está apenas em construção.
Fundamental é acordar e sentir-se bem, não importa o mal que se fez; errado outra vez.
Generosos são aqueles que enxergam um pouco mais com o coração, homens castos, defeitos que emanam soluções.
Harmoniosas são as palavras que curam as dores, não possuo esta felicidade, minhas palavras murcham a flor.
Insistentes foram os romances, exigentes as decepções; tanto faz um abraço ou um sorriso, nunca tive noção.
Jeitoso quando acaricio com minhas mãos, jubiloso quando digo não, justiceiro ou não é apenas escolha; opção.
Solidão
“Hoje posso sentir
Aquela mesma sensação
De não estar sentindo nada
É a solidão que se tornou
Mais uma vez
Intima minha
Mas se perguntarem
Se me sinto só, direi que não
Estou junto de minha
Amiga intima,
A Solidão.
Esta intimidade
Está tornando
Minha vida mais vazia
E o que aproveito dela
È apenas poesia
Solidão!
Para qualquer pessoa
Se torna emoção,
Para um poeta
Pode até virar canção
Para quem ama,
Aperta o coração
Mas para mim...
...Ela é simples assim:
Me acorda na madrugada
Vem vigiar meu sono
E no meio da multidão
Vem trazer-me o abandono
Ah, solidão
Só te peço que não me traga
Lembranças brancas,
Apagadas
Pois quero viver das cores
Que encontrei pelas estradas.”
POEMA DA SOLIDÃO
Serei tão secreta
como o tecido da água
e tão leve
e tão através de mim deixando passar
toda a paisagem
e todo o alheio pecado
do gesto, da presença ou da palavra
que logo que a tua mão me prenda
me não acharás:
serei de água
Sem aquela que amo
A lágrima rola
Feito um café que derrama chão a fora
Feita a solidão
Que na madrugada me assola
Sem aquela que amo
Só me resta sufocar nessa dor que me afoga
Agora!
Um beijo na solidão,
sinto teu coração arder,
lagrimas perdidas na noite,
tudo se comprime e se deprime,
para os quais se desdem o desejo.
São 23:16
E a solidão vem devagar se aproximando em silêncio o meu peito no meio rasgando e a minha alma sai a procura de seu corpo quente , macio e cheiroso que nas noites frias de inverno se enroscava no meu .
Aqui deitado no meu leito a solidão e minha companhia .
Mesmo que leve mais 6 anos seu amor
Vou ter de novo e minha boca a sua vai encontra , e em seu corpo trémulo meus lábios vai deslizar e fazer sua alma delirar de prazer e sua saudade mata.
Amor enterno por ti vou senti .
Te amo meu 💞
Roberto B. Da Silva
Às vezes, na solidão da noite,
até o mais arrogante dos homens
teme como uma criança indefesa.
(Estrofe do poema "Certezas)
NÃO DESISTA DE MIM
Sei que a razão te julga
A lâmina da solidão te corta
Mas por favor, não desista de mim
Não desista de mim
Sei que não queres continuar assim
Te entendo sim
Ninguém de nós dois quer, enfim
De te perder não estou a fim
Quero recuar o tempo
Até aonde tu eras minha crença
e eu a tua
Onde éramos condenados
e a felicidade era nossa única sentença
E em suspiro nós vivíamos
Despia-mos as nossas almas
Sei que mereço te perder
Com todo ABC de perdição
Sei que essa freima, fui eu a causar
Mas não quero que penses
Que aquilo foi fruição
era e é amor!
Não desista de...
Seus mentiras estão profundas como as feridas que se expõem na solidão.
meus olhos sangram, quando sinto cada estante num sonho...
sua face morre num estado frio... cálida voz que se calou...
Na Solidão..
Na solidão posso meditar
Sobre o dia a dia agitado
O que poderia ter realizado
Para tudo melhorar
Na solidão eu procuro encontrar
O sentido que da alento
Para mudar o pensamento
Dos que querem só maltratar
Na solidão vejo tristeza
A vida não tem razão
E todas as belezas
Se perdem na ilusão
Mas solidão se sente
Por apenas um momento
Que a gente fica ausente
Só com o pensamento.
Genelucia Dalpiaz
Grite na solidão,
ninguém vai nota...
mesmo quando desespero,
está tão vivo quanto sua morte...
metodicamente tudo passa de uma ilusão...
Espera
Oh! Estrela solitária
Na noite de solidão
Por que o teu silêncio fala
Se silente está o coração...
A poesia na inação se cala
Vazia está na inspiração
Não brada nada!
Deixe quieta a emoção
Vou deitar a saudade
No colo da afeição
Sem nenhum alarde
Sem noção e razão
Irei sonhar banalidade
Assim, na espera, nada em vão!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
12/07/2015
Cerrado goiano
