Poema Quase de Pablo Neruda
Historia (Platão)
Há dois anos me envolvi quase por completo em uma amizade sem explicações.
Era como se eu já o conhecesse há tempos.
No começo, superficialmente nos falamos sem nenhum interesse. Semanas depois já sentia necessidade de estar ao seu lado.
Saíamos, dançávamos, riamos. E apenas isso não me completava. O que eu sentia não era mais amizade.
Passei noites pensando como diria isso a ele, pois eu sabia que o interesse dele era em sermos apenas amigos. E eu não queria magoá-lo mesmo sendo em prol da minha felicidade amorosa.
Mas um dia não pude mais conter meu sentimento, e em um momento íntimo da nossa amizade resolvi contar a ele tudo que estava guardado em mim.
Me surpreendi, pois a reação dele não foi de surpresa. Ele apenas riu e disse que tudo que eu havia dito ele também sentia, desde o começo, mesmo antes de nos conhecemos.
Me disse ainda que seu amor se baseava em algo essencialmente puro e desprovido de paixões e que não se fundamentava num interesse físico. Ele me via como um ser magistral, e que tinha medo de me amar como os outros amam, pois o seu carinho por mim era perfeito á visão dele, que éramos felizes com a situação que estávamos vivendo, e de mim ele não queria mais nada, além de me ter ao seu lado me fazendo feliz.
ave maria kéeeeeeeeeeeu
Ontem pensei nas mesmas besteiras daquele dia
Do dia em que quase cessou, parou, deixou
Ontem pensei em fazer o mesmo que provocou naquele dia
No dia em que quiz sair de tudo, deixar sem nada
Ontem pensei nas mesmas coisas, mas com motivos diferentes
Nos motivos que me prendem, que não consigo esconder
Ontem pensei nas mesmas coisas que me prendem
As mesmas coisa que me deixam feliz, que me fazem sorrir
Ontem pensei em parar com tudo
Ontem pensei que poderia
Mas agora é hoje, e para pensamentos não há mais o ontem
Agora haverá: eu e o presente, com todos seus presentes
Com todos os momentos, sem mais besteiras
Sem parar, cessar, sair ou deixar
Sem mais ser preso, a não ser a mim.
No terminal rodoviário
Olhem os ônibus chegando!
Devagar, cheios, quase parando
De repente abre a porta
Para sair a tripulação
Uns sem preocupação
Outros apavorados
Querendo sair às pressas
Para num outro ônibus entrar.
Quanta correria...
Vêm com passos largos
Os olhos ao alto a procurar
Será o meu ônibus estacionado
Ou ainda terei de esperar?
Uns com mochilas pesadas
Trazendo suas marmitas.
Outros com sua bolsa a tiracolo
Materiais didáticos, livros, sacolas
Numa correria para a escola.
É muita gente que vem e que vai
É um encosta-encosta, empurra-empurra
Todos querendo chegar
A um destino que só Deus sabe
Onde vai parar.
As filas cada vez mais longas
A busca por um assento
A lotação é incômoda
E o cansaço se estampa
no começo da manhã.
São rostos desconhecidos
E também desfigurados
Muitos demonstram cansaço
Outros tranqüilidade,
Talvez até dopados.
E lá se vão acomodados, incomodados
Segurando como podem
Equilibrando-se dentro do coletivo
E a atenção na rodovia
Indo cada qual para o seu destino
De um novo dia.
Rosa Ângela
Começar é arte!
Tudo, aliás é arte.
Sobretudo hoje, quando já quase ninguém sabe mais o que é arte.
Começar, porém, exige uma força, interior, uma esperança tal que se vai tornando uma “arte”…
Exige uma sensibilidade para antever o fim
Exige uma capacidade grande para saber onde se vai .
Exige uma síntese que só a arte oferece ou enriquece.
Recomeçar é mais ainda arte…
Porque é renovar convicções, recolocar posições, reanimar virtudes, restaurar esperanças, reequilibrar a dimensão interior, redescobrir a humanidade…
Quem bem começa tem muito para bem terminar!
Quem sempre sabe recomeçar tem muito para chegar a vencer.
Quem continuamente admite recomeçar atinge rápido a perfeição, feita sim, de limites, mas … humana
E é por isso que…
É sempre bom falar de esperança…
É sempre proveitoso e agradável, no princípio de qualquer caminhada, ouvir dizer esperanças …
É sempre animador, no princípio de qualquer princípio, cantar esperança do peregrino, do caminhante, do viajante.
Flores da ribalta
Cenário sempre quase pronto
Figurino ainda em retoques
Texto passado por trás das rotundas
Luzes ensaiam o anoitecer da cena
Num paradoxo de já ser noite
Platéia sempre cheia
Com lugares reservados nunca usados.
Roldanas levantam paredes
Como se tudo fosse mentira.
No espaço de um palco
Cabe o mundo, o universo.
Objetos ainda faltam!
Que falta poderiam fazer?
Completo pode ser qualquer vazio.
E no abrir da cortina os atores!
Sempre fingem representar,
O que na vida sempre fazem.
Apenas aguardam os aplausos finais,
Que na vida é apenas silêncio,
Com algum choro, flores e cortejo.
Jaak Bosmans 19-04-09
Pensamento viaja, sem fontreiras,
ultrapassando barreiras quase invisíveis;
estacionando numa paisagem rude que
ficou na lembrança do passado.
A ironia faz parte quase que integralmente,da vida de algumas pessoas.As quais não se permitem fazerem o que tem vontade,pelo simples fato de se arrependerem de alguma coisa que ainda nem fizeram,então como tem essa certeza do que vira.
O importante e o curioso da vida de todo nós é viver,se permitir fazer o que dar na telha,não adianta conselhos,ou dizer não faça!É preciso correr riscos,é preciso fazer e só assim crescer,tirar proveito de situações futuras,é com os erros que se aprende.
Com os erros é que se vive.A vida é uma mistura de momentos,ora bons ora ruins,é bom olhar pra trás e dizer:como pude fazer aquilo,ou porque tive aquela atitude,é nesse exato momento de reflexão que está crescendo,que você sai do seu mundinho e se olha como se estivesse em frente a um espelho.Viva,permita-se e depois com uns 70,80 anos dÊ risada de tudo,a vida é curta sim,senhor então,viva.
O doutor católico é um homem quase impossível: pois
tem de conhecer todo o depósito da fé e os atos do
papado e ainda o que São Paulo chama de os
'elementos do mundo', isto é tudo
e tudo.
"A ida alonga, a volta contorce, tanto dobra que quase ouço,
faz mais interessante, estende, o doce pormenor suspiro,
paramenta a palavra murmurada, a cada centímetro da folha,
enquanto todo o entorno, a minha volta, desaparece a vista,
escrita à mão, os braços arrepiam, pois enlevam os desejos, de
num abraço, colar em ti, como o mais vivo viés, de tuas vestes."
Espero com impaciência!
Quisera não ser impaciente;
Tenho sido.
Minhas resistências são quase sempre medidas até o limite,
E da puerícia parece não querer sair essa minha fé.
Da impaciência, inquietação!
Inquieto, corro o risco de entregar-me a mim;
Disto resultaria o caos.
Me livres, pois, dessa entrega de fracasso garantido;
Volver em minha direção será o recomeço para o nada eterno.
Quando se trata de mim, sou levado a crer,
Que a Tua preferência de chegada é no dissipar das minhas forças.
Resignado acato.
No entanto, desterra essa repugnante incredulidade que me habita,
E recicla essa minha impaciente fé.
por Magno Ribeiro em 7/5/2009 às 15h58min
TÔ ANIMADO CAS FESTA
Sinhá!
To animado pra modi sê seu marido
Já tá quase tudo prontu pro acotecido
As orquestra tá insaiano no galinhêro.
Precisa vê os bichinho tudo nos pulêro!
I não se apreocurpe cuns fedô
Nem cuns mal chêro
Pra vaze adubu orgânico
Catêmo as bosta e us istercu
Ocê para de sê isibida
Pensano em sê artista
Capa de rivista só vistida
Num pode mostrá nem dicoti
Minha honra defendu cas morti
Sinhá, num esquece de passá
No cumpadri Antero Buticão
Se precisá abri a boca
Pelo menus os denti vão brilhá
Mas sinhá! Ocê sabe falá cada coisa!
Que inté fico se avermelhado tudo
E os trein fica quereno se mostrá
É melhó deixá pra lá ...
A delegada mais eu já se acertêrmo
Já dei minhas cordenada
A Grobo vai tá aqui?
E o casá vinte tamém?
Acho que vai tê confusão
A turma do Pânico tamém vem!
Antão vamu seguino cas arrumação
Esses palavriados da cidade num entendo muito não
Adispois vois mecê me ixprica?
Num encontrei nada no dicionário caipirêis
Sinhá!
Se tá cum vontade pode iscrevê
Num fique cum vergonha!
Nois vai sê marido e muié
Inté viu, sinhá!
Eu amo voismecê
Perdedor
Eu perdi
E perco quase sempre
Por opção
Mas o fracasso traz um gosto
Ao qual me familiarizo facilmente
A perda é ridícula perto da lição
Do erro faço novas escolhas
E das escolhas, encontro novas opções
Toda correção exige tempo
Não tenho pressa
A persistência é o aprendizado
O aperfeiçoamento é constante
Sem desanimar
Vejo o quanto tudo é fútil
Sutilmente apressado e finito, solitário
Bernardo Almeida
Muitas palavras quase sem sentido
são proferidas à toa, sem parar,
não esperam o pensamento ser concluído, com certeza encrenca irão arrumar...
ADMITINDO-SE
Meus olhares de todos os dias
Quase sempre se fecham desesperados
E se abrem tão sãos disfarçados
Mas a tristeza contínua
Me puxa e me beija
Que é o beijo na boca do prazer
E o beijo da boca do lazer
Dias tristes também sorriem
Quando se combinam com palavras tristes
Dor não me suporta
O orgulho me abriga
E o que não era pra ser
Agora é no meu ser
O egoísmo me refaz
E a hipocrisia, que me tentaria
Agora na verdade, ela me chupa
Me puxa no gosto da mentira
Me chupa do seio da covardia
Me acaba com vontade
Até que não sobre palavras bonitas
Para passear com minha tristeza do lado
E a quem enganamos?
O bonito não é mais o romântico
O romance agora é decadência
Mesmo assim ainda tenho sonhos
De alguém que me acompanhe
Nas etapas da decadência do amor
Isso deve ser tão delicioso
Enfim viver não só a tristeza
Mas as palavras tristes
trocam o bom pelo mau
“Quase” sempre há aqueles(as) que trocam o bom por ruim
E o ruim por bom, tão lastimavelmente
Eles(as), por que fazem isso?
Nunca estão prontos para andar dignamente e irrepreensivelmente
Só sabem dizer, uhh, que calor é esse
E mais incomodados ficam com a blusa de mangas daquele
Irrepreensível e dizem
Ele é ruim por isso
Nesse calor e ele sente um calafrio, não é febre,
Quanta ruindade hein!, nossa, de mais!
Estes são os passos deles
E não vão nunca saber de como e quão puro se há de ser para como que de linho
Se vestir, dos pés à cabeça
(edson cerqueira felix)
DESTINO.
Água pouca quase nada
e o sertão sofre calado
toda semente plantada
já não rende um trocado
nessa seca desvairada
cada porta que é fechada
mais um destino é selado.
A vida é mesmo assim;
nada é como a gente achou que ia ser.
Mas quase tudo pode acontecer, se você decidir viver.
"Viver não é só estar vivo; mas sim fazer acontecer."
Passarinho pula do ninho sem saber como é que se voa.
Coragem ele leva no peito e é isso que o faz perfeito.
Ele sabe que para voar além do horizonte, é primeiro desafiar a si mesmo, confiando nas suas asas, passarinho voa sem medo.
Seja como o passarinho!
Acredite na sua força; escolhe o caminho que deseja e vai enfrentando sem medo.
Na vida nem tudo sai perfeito, mas quando não é contra a morte; podemos dar-lhe um jeito.
Todo dia que abrimos nossos olhos, temos a chance de um recomeço.
Aproveite esse intervalo e arrisque o que tiver que ser.
"Viver não é só estar vivo; mas sim fazer acontecer."
Agarre toda sua coragem e coloca o medo para correr.
Autora
#Andrea_Domingues
{ Todos os direitos autorais reservados}
15/07/2018
Manhã linda, quase primaveril,
no céu o tom azul forte se faz
doando o belo ao olhar
do coração em busca de paz
Manhã linda, quase primaveril,
muita luz reflete a paisagem
doada pelo sol que não falha
fazendo do novo dia, nova viagem!
O grande problema em escolher a verdade é que ela não traz quase nenhuma vantagem imediata; os que a escolhem são chamados de loucos, traidores, intolerantes e outros nomes menos publicáveis. A verdade é dolorosa, implacável e exigente; não ameniza a vida de ninguém; escolhê-la é sofrê-la. O salário da verdade é a solidão. Seu símbolo máximo e universal é Jesus Cristo abandonado por todos e pregado numa cruz.
O caminho da verdade passa pelo sentimento de solidão. Quando você descobre um aspecto da realidade utilizando a sua inteligência e a sua memória, segue-se uma quase insuportável sensação de isolamento. É como se, naquele momento, você fosse uma ilha separada do restante da humanidade. Mas, apesar da angústia de estar só, há no fundo um sentimento libertador: o sentimento de que você parou de mentir para si mesmo. Contemplamos as grandes verdades da vida quando estamos absolutamente sós — tendo apenas Deus por testemunha.
Além da solidão, a verdade tem outra característica importante: ela é antiga. Só pode ser chamada de 'nova' na medida em que surpreende e escandaliza a arrogância dos homens ('Eis que faço novas todas as coisas'). Tudo que é verdadeiro já foi testado ao longo do tempo por inúmeras gerações e sociedades. Alguns dizem que a verdade é conservadora; e estão certos. Deve ser por isso que o mundo insiste tanto em impor as novidades, as opiniões modernas, as revoluções comportamentais, as modas ideológicas e os 'avanços' que, no fundo, são apenas uma forma de destruir aquilo que é mais valioso dentro de nós: o sentido da vida."
