Poema de Pobre
Eu sou filho de um sujeito muito pobre por aí/
Jogo bola para frente até parece uma Ary/
Do nada para algo realmente quem diria/
Posto foto numa boa e a legenda é na via/
Hoje assino realmente sou Chichava com orgulho/
Quando riam os seus risos eram apenas um barulho/
Agora choram querem um gajo estender seu pulso/
Deus me perdoa, faço isso por remulso/
O PT não é o partido que representa os negros, as mulheres, os homossexuais, o trabalhador, o pobre, o Brasil.... Não!
O PT é o partido que representa o próprio PT. Que representa o Lulla, a Dilma e os petistas de carteirinha, nada mais.
Há milhares de negros, mulheres, homossexuais, trabalhadores pobres brasileiros que reconhecem e não compactuam com a ideologia de vitimização da esquerda.
Não é preciso uma pessoa negra pra representar os negros, nem uma mulher para representar as mulheres, nem um homossexual para representar os homossexuais... *Diga-me qual é o pobre que representa o pobre ou o trabalhador que representa o trabalhador na política atual???
O que precisa é gente que saiba representar, agregando e não segregando. Gente que representa trabalhando e não roubando. Gente que não enriqueça ilicitamente enquanto defende de forma hipócrita os trabalhadores honestos e pobres; culpando o capitalismo do qual usufruem (e muito) pela pobreza da nação, numa política de generalização que cria muros e não pontes.
Conscientização liberta, vitimização escraviza.
Lamento
Eu que versejo sem rima,
Ah, pobre de mim!
Sem métrica e sem ritmo
Minha estrofe fica pobre
E pobres dos meus versos,
Que sem rima se perdem
Nas ricas rimas de tantos.
(Versos Livres de Luiz A Vila Flor)
Incompletude
Minha maior riqueza
é a incompletude
sou rico de fraqueza
e pobre de vicissitude
Porém, sou de solicitude
busco total franqueza
ao outro não sou rude
ao gentil, gentileza
E neste vivo açude
bebo estranheza
sacio, talvez mude
saia da tristeza
pra alegria, amiúde
Mas, não serei lassitude
só por não ter grandeza...
Mesmo inacabado, eu pude
no amor, ser eu, ter pureza
Almejando sentido na finitude
com liberdade, com leveza
Luciano Spagnol
Maio, 2016
Cerrado goiano
Rima pobre
Das veleidades da vida
Debaixo do telhado de sempre
Entre paredes que prendem
E portas que abrem
E portas que fecham.
Acima do chão que segura
Quando corpo que pende
Quando a alma se perde
Quando o copo se enche.
Quisera que tanto harmonioso
Fosse o ciclo que decreta a cada coisa
Viva e morta, uma função;
Se assim funcionasse como o esboço
A realização.
Acima do telhado as gentes
A consertar a antena da tv que chhia.
Entre as paredes que prendem
Se abrira mil buracos de tempos em tempos.
As portas que abrem, abriam.
E fechavam meticulosamente.
O chão que pendia o corpo
Pertence agora a uma parcela de gente
Ou deita nas ruas irregularmente.
A alma derrama do copo que não suporta
As torrentes, dos tempos, das vidas, dos homens.
Se tudo é bem programado que homem haveria
que desse tudo e todos por boa intenção?
Se entre a humanidade caminha cada um
Cosendo com a própria linha sua trama de antemão...
As portas que abrem, quiçá, é uma armadilha
De entrar e ficar até então.
E quando por acaso se abrir uma oportunidade vã
Quebrar em nossa cara cristã, pedaços de um sonho bom.
Cada pedaço de tudo que deveria libertar
Mais limita e delimita no homem o seu lugar.
Mas continua e continuamos construindo castelos no ar (que bom!)
De imensas paredes, telhados e portas de se admirar
E taças pra beber e exaltar um tempo e um sonho.
Ladrilho e música, muita música, pra alma das gentes dançar
E esquecer que dançam pra esquecer que vivem e morrem.
Aos castelos todos dos homens vem o dia de desabar
Alguns desabam no chão, muitos desabam no ar.
DESPIDA DE MIM
- Por favor
Não me olhes que ainda não acordei
O meu pobre corpo, a minha alma
Apenas conheço um mar de escuridão
Onde guardo as palavras já sem voz
Dentro de uma velha gaveta de madeira
Cômoda de carvalho, posta atrás da porta
No tempo esquecido, memória da história
Onde as palavras mordem-me os lábios
Ferem-me o peito com os abismos distantes
Despida de mim, quando me deixas possuída por ti
Há nevoeiro, sigo as palavras desconhecidas
Que voam nas asas do norte, atalhos movediços
No corrupio das águas de um mar morto de letras
Que me beijam, quando eu já não estou ou estarei aqui.
Um versinho singelo e pobre de vocabulário, porém rico de conteúdo!
Há quem goste de ser enganado
Há quem goste de enganar
Há quem prefere ser criticado
Do que ter que se igualar.
“Amor hoje beija e amanha não beija”?
Receio que Drummond esteja errado
Pobre Carlos, que viveu sossegado
Não viveu o amor que traz o sossego.
O Amor que é Amor faz bem
é aquele que não vive só em crista e depressão
ao contrario, vive turbulências, mas mantem a direção
Amor anda em linha reta.
AMOR DE UM CORAÇÃO - João Nunes Ventura-02/2017
Pobre violeiro na estrada da vida
Que cantou o amor a sua querida
Nas cordas da sua viola,
Hoje o seu canto é o canto de dor
Já não tem ao seu lado seu amor
De saudade o peito chora.
Lembro-me as estrofes de beleza
Hoje se ouve no canto a tristeza
Lembrança a doce flor,
Um dia ela saiu pegou a estrada
Levou pertences não disse nada
Nem um adeus deixou.
Agora ele canta triste na calçada
Sem amor só a viola é sua amada
Um triste ébrio da rua,
Os beijos que tinha do seu amor
O vento na poeira também levou
Hoje amiga só a lua.
Há tempo a sua ilusão foi embora
E na dor do amor cantando chora
O cantador do sertão,
Felicidade não é canção a chegar
É caminho pela vida a conquistar
O amor de um coração.
Quem somos nós para ditarmos regras e
caminhos de felicidade a alguém ?
Me diga Quem?
Pobre de quem pensa que pode
desenhar alheios caminhos !
Cada um sabe o que é melhor
pra si .
Deixemos Estar !
Se o devido valor fosse dado,
o pobre e o rico amados, sem conta, sem bens, sem pudor,
olhados só com o coração.
Se a vida em si for vivida,
Vivida pra si, para a vida,
Vivida para o irmão, pra família,
Com a caridade infinita.
Se de fato um sorriso é sincero,
Igualmente ao feio e ao belo,
Igualmente ao certo e ao errado,
Sorrindo assim gerações.
Eis que a vida seria mais bela,
As coisas seriam singelas,
O simples seria o real,
Na terra explosão de amor.
Estrangeiro
Sou nada e nunca serei algo,
Este pobre eu não me convence,
O interior é o meu palco,
O exterior não me pertence.
Eu recuso-me a ser o que sou,
Eu insisto em ser o que sonho,
Este caminho para onde vou,
É o lugar no qual não me ponho.
Sou uma triste peça perdida
Neste puzzle, no qual não pertenço,
Pelo instinto, perduro a vida,
Mas acabo-a pelo que penso.
O fim duma pobre criatura,
É o pecado que me perdura,
Esta minha insignificância,
A minha falta de importância.
Vivo, vivendo dos meus sentidos,
Mesmo sem fazer sentido deles,
Eles, fazem sentido do que sentem,
Mas não sentem o que faz sentido.
Tenho sentido a luta interna,
Que vai dentro dos que são próximos,
Dizem-se fonte de luz externa,
Mas no perigo são anónimos.
Sou nada e nunca serei algo,
Este pobre eu não me convence,
Sou nada e nunca serei algo,
Mas sei que a tudo o amor vence.
No cemitério!
Vem o rico e vem o pobre
vem o rei e os serviçais
vem o branco que era nobre
vem o negro e os tribais
que o preconceito se dobre
porque aqui você descobre
o quanto somos iguais.
Ser!
O caminho que eu percorrer
sigo a seta do destino
ficar pobre ou enriquecer
ser humilde ou ser granfino
e tudo pode acontecer
só não vou deixar de ser
paraibano e nordestino.
meu pobre coração ainda teima em se apaixonar, ai ele sofre, chora, lamenta e fica perdido em dor.
Quando acordei, os pássaros já não cantavam mais, o sol que sempre brilhava, se perdeu na escuridão das nuvens, e ate aquela brisa que trazia teu perfume a mim sumiu.
agora carrego a dor da tristeza da amor, quem não me ama, de sofrer a dor de um mundo inteiro, por aquela que me chama de amigo.
Pobre coitado de quem achas que na vida sabe de tudo.
Pois o tudo é muito e para um mero humano é MUITO.
Cada dia é um novo aprendizado.
Em uma rua havia dois homens
Completamente opostos
Um rico e um pobre
O rico tinha tudo que queria
E o pobre Deus no coração
Qual deles era mais feliz?
Essa pergunta eu não vou responder
Pois só você pode me dizer
Quando, Muitos
Quando pobre morre
Muitos estão surdos
Quando Rico rouba
Muitos estão mudos
Quando professor fala
Muitos não ouvem
Quando o patrão manda
Muitos agradecem
Quando a mulher apanha
Muitos vão culpá-la
Quando o menino rouba
Muitos crucificam
Quando o cristão reza
Muitos não perdoam
Quando tiver Amor
Muitos terão Ódio
Quando a elite dorme
Muitos são pesadelos
Quando choro
Muitos riem
Quando Luto
Muitos Lutam
Quando enterram
Muitos florescem
Pobre, pobre sofrimento,
Palavra usada pelos que sentem tormento,
Mas saiba que os que sabem seu real significado
já sabem, que pode ser apenas uma fase,
E depois quem sabe encontrar sua irmã felicidade.
