Pedra nos Rins
A modernidade
Olhos cegam, feio essa imagem
Não veja essa lastima existir
Pedra que se jogar parece bom
Essa lastima resistir
Limite da vida de hoje, circunstâncias desse mundo moderno.
Kaike Machado
O dia poderá sempre melhorar, se acreditarmos que Deus nosso Pai celeste, não dá pedra e nem serpentes aos seus filhos quando eles pedem pão e peixe!
Melhor abraço
Alma leve e pronta pra voar
Rara pedra preciosa
Caminha por entre os medos
Iluminando o próprio caminho
O homem que é herói sozinho.
Não atire a pedra, espere!
Repense agora, é a hora!
Nada passou em branco, garanto!
Você estava amando, no comando!
De acácio a tupiniquim!
De apático a diadorim!
Por que reclamas?
Pelo quê clamas?
É você narrando! - Por que o espanto?
Há quem confunda uma bela pedra com diamante ao ponto de atribuir-lhe um valor inexistente e sem perceber passa a vida com esta pedra no caminho cujo o papel fundamental é ser um eterno obstáculo na estrada da sua existência
Ando tão atarefado tentando construir a paz, que não encontro força nem tempo para jogar pedra na vidraça alheia.
Esta é a Pedra sobre a qual está alicerçada toda a confiança do nosso coração: Cristo Jesus, o Primogênito de Deus, a Testemunha Fiel, o Primeiro e o Último!
« (...) tentavam sozinhos, com os seus falsos rostos de pedra ou de bronze, evocar uma imagem degradada do que tinha sido o homem»
VOZ FANTASMAGÓRICA
Minha voz gritou tão alto.
Mas eras feito de pedra
não podias me ouvir.
Eu tinha uma linda canção
feito orvalho a cair nas folhas.
E dizia: Ama-me! Ama-me!
Quem sabe um dia eu já nem cante,
mas ouças a canção sussurrada
a murmurar em seus ouvidos:
__Ama-me! Ama-me!
Ou, ainda quando ouvires o ruído
d’orvalho a cair nas folhas,
poderá lembrar da minha voz
que um dia gritou tão forte,
desesperadamente:
__Ama-me! Ama-me!
Docemente, fantasmagoricamente,
nas noites frias, em seus ouvidos de pedra.
Aprenda com as crianças a simplicidade da vida.
Onde uma pedra se torna o herói de uma brincadeira e onde uma simples poça de água se torna um gigantesco rio.
Não sendo bicho nem deus
nem da raiz tendo a força
ou a eternidade da pedra,
o poeta nas palavras
põe essa força de nada:
sua funda é o poema.
E na Selva de Pedra
Há falsos brilhantes e luz escondida.
Há muitos solitários acompanhados.
Há celebração utópica de vida em sepulcros caiados.
Há corpos de estômago farto, de alma faminta.
Há juras de amor em janelas mecânicas,
e corações torturados pelo nada.
Há medo de partir e deixar tesouros perecíveis,
Mas o medo que impede é o mesmo
Que dá coragem para silenciar em morte sonhos de luta.
Há jovens velhos e velhos jovens.
Há sangue de resistência e cale-se da impunidade.
Há rios que não matam a sede;
Sua fonte é a amargura, lágrimas que levam a dor daqueles que tiveram sua alma e esperança despedaçadas.
Há nascer e renascer.
Há morrer e deixar de existir.
E na Selva de Pedra...
Também canto a pedra no caminho!
É no tropeço que sigo adiante,
mesmo que aos "trancos e barrancos",
é a pedra que me desafia a seguir.
Cika Parolin
