Coleção pessoal de marcusdeminco

1 - 20 do total de 125 pensamentos na coleção de marcusdeminco

O Extinto Vivo

Frívolo ser;
Morto antes do começo,
extenuado no tropeço,
que o acaso lhe fez ter.

Alma sem luz,
vivendo sem vida,
sem dor ou ferida,
que de secura secou.

Moléstia sem crença,
a pior da doença,
que podes-te ter:
“ser o pobre do ser,
num mundo medonho,
vivendo sem sonho,
fingindo viver.

Marcus Deminco
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Se você procura uma leitura prazenteira, leve e serena, que faça o tempo passar ligeiro, e despercebido como uma brisa suave de fim de tarde, recomendo qualquer outro autor mais comedido, ameno e formoso. Eu não escrevo para leitores delimitados pelas letras, nem para olhos subordinados às palavras. Aos sem imaginação – que enxergam somente aquilo que as vistas revelam – creio que cartões postais, fotografias e revistas coloridas, valerão muito mais do que a minha busca visceral para tentar suscitar em palavras tudo àquilo que verdadeiramente sinto.

Marcus Deminco
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Tags: literatura leitores

" GRITE, CANTE, FALE.
O silêncio é o brado sem eco dos incapazes e a mudez a eutanásia dos covardes.

BRIGUE, XINGUE, REVOLTE-SE.
O medo é o limite dos pusilânimes.

AJA, EXISTA, REAJA.
A ideologia dos combalidos só é forte com coristas.

PENSE, REPENSE, MAS FAÇA ALGO.
A inércia é o câncer das ideias vazias.

JOGUE, ARRISQUE, AVENTURE-SE.
O receio de perder é a derrota prenunciada dos fracos e somente o não tentado é irreparável.

MUDE, TRANSFORME-SE, DESFAÇA-SE.
Ser você mesmo não lhe condena a ser sempre o mesmo.

ASPIRE, COBICE, DESEJE.
Pior que a ambição dos gananciosos é a alma miserável dos contentáveis".

Marcus Deminco
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"Língua que fere e língua que fala
Língua que morde e que cala.
Língua que beija e língua ferina
Língua que corta e mina
Língua que prova e língua que sente
Língua com língua não mente
Língua afiada e língua torta
Língua molhada e morta".

Marcus Deminco
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As lições mais inesperadas na vivência erudita de muitos sábios é que – de vez em quando – até mesmo os idiotas estão certos.

Marcus Deminco
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Tags: ensinamentos marcus

O motivo pelo qual muitas pessoas vivem se lamuriando a vida inteira é porque acreditam que o seu passado foi melhor do que, realmente foi.
O agora pior do que ontem, enquanto o amanhã será sempre melhor do que o hoje não foi. Então, acabam sem ser quem seriam, se tivessem o que queriam, e amassem quem deveria.

Marcus Deminco
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Tags: lamentações marcus

O TEMPO é [...]
indiferente para os conformados
Vagaroso para os passivos
Rápido demais para os covardes
Assíduo para os determinados
Justo para os corajosos
Longo para os lamuriosos
Breve para os que celebram
Eterno para os que vivem de amor.

Marcus Deminco
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“A problemática do meu amor não está no sentimento do amor em si. A problemática do meu amor está justamente na minha V-O-L-U-B-I-L-I-D-A-D-E”.

Marcus Deminco
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Divido-me em intermináveis interrogações, espantosas exclamações, mas salvo pelos imorredouros três pontos (...)

Marcus Deminco
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Vez por outra precisamos enlouquecer até perdermos o tino, somente para sermos capazes de fazer algo que a prudência da sanidade nos cesuraria.

Marcus Deminco
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"Existe um verso não escrito,
A música não tocada,
A promessa prometida
A virgem desonrada
O beijo nunca dado
A palavra maldita
O amor contemplado".

Marcus Deminco
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Um dia alguém nos magoará tanto que teremos medo de sofrer novamente e pelo medo deixaremos de semear amor por algum tempo na nossa caminhada... Até o dia em que desarmados, conseguimos notar que o sentimento é indomável quando o amor surge de verdade.
Então compreendemos que não é o comum, nem o oposto que nos atrai. MAS, o imprevisível encontro sem hora marcada. Aí passamos a entender que éramos muito importante para algumas pessoas, mas a magoa não nos permitia repará-las com tanto valor, até o arrependimento do que fomos do que não éramos nos ensinará que talvez fosse justamente essa pessoa que devêssemos ter ao lado [...] então, torcemos para não termos aprendido tarde demais. Atire-se na vida sempre de cabeça, vive-se de capacete apenas os precavidos, e não se ama com prudências que não sejam insanas.

Marcus Deminco
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As pernas conduzem os homens comuns para todos os lugares previsíveis de suas redomas. Somente
aqueles que ousarem seguir os apelos do seu coração
serão guiados por caminhos desconhecidos,
caminharão sozinhos por desertos e trevas. Passarão fome, sede, medos, incertezas. Mas, jamais
regressarão até reencontrarem no pulsar do seu coração tudo aquilo que seja verdadeiramente essencial em sua vida.

Marcus Deminco
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Sou um sujeito muito estranho. Cheio de manias, quereres e reticências.

Marcus Deminco
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Subterfugindo da exposição, eximindo-se dos julgamentos e isentando-se das condenações. Lá estão nossos críticos, com pedras em punhos, escornados nas arquibancadas da vida.

Marcus Deminco
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A vassoura limpou a casa,
O banho lavou meu corpo,
A reza libertou o meu espírito,
E eu (...)
(...) fiquei sozinho, tomei o meu Lexotan e fui dormir

Marcus Deminco
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Tags: marcus deminco

QUANDO EU percebi que NÃO me encaixava nos padrões de normalidade deste MUNDO,
compreendi que era justamente,
para ajudar a criar um novo MUNDO
que EU estava aqui.

Marcus Deminco
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Não sonhe pequeno, VOE alto EM SEUS DESEJOS. Muita gente pensa tão pequeno que nem consegue enxergar suas asas,
e do chão GRANDES sonhos não decolam, pois para vôos altos precisa ter a coragem de um aviador sem pára-quedas. a queda dependerá sempre da altura do seu sonho, cai-se muitas vezes de alturas inimagináveis, mas é do chão que tudo nasce e renasce. Decole em busca de tudo que lhe faça voar, pois quando o homem fez o chão, o céu já estava pronto.

Marcus Deminco
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Tags: sonhos sonhador

Todos são suficientemente fortes para lidar com as dores dos outros. Pois, normalmente, ninguém leva das nossas feridas qualquer cicatriz. Raros são os que conseguem sentir as nossas angústias, os que as sentem fingem calados enquanto tentam tratar apenas das suas. Muitos, sequer, enxergam as nossas fraquezas, e quando as enxergam, muitas vezes, serão ainda pior por usá-las com deszelo. A maioria não escuta os nossos suplícios, mesmo quando a delicadeza nos força a discrição acanhada em desabafos para admiti-las. Quase ninguém enxuga os nossos maiores prantos internos, pois só são capazes de nos fitar pelo lado de fora, enquanto nos inundamos por dentro para deixar-lhes em sorrisos, o otimismo vital da vida que não recebemos dos seus olhares. Ainda assim, os mesmos cegos, surdos, mudos e omissos, enxergam os nossos menores deslizes, sem sequer ponderar o que poderia ter sido se acertássemos. (Marcus Deminco)

Marcus Deminco
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Lançado em Setembro de 2006, durante a 1ª Quinzena Nacional de Leitura em comemoração aos 78 anos da Livraria Siciliano, EU & MEU AMIGO DDA (Autobiografia de um Portador do Distúrbio do Déficit de Atenção) é o primeiro relato autobiográfico feito por um jovem portador do Transtorno. Através de uma narrativa despudorada, envolvente, e descontraída, Marcus Deminco descreve parte das suas inquietantes aventuras ao decurso de uma vida inteira repleta de devaneios, exageros, perigos, fantasias e muita intensidade: das traquinices da infância, as palhaçadas e rebeldias dentro das salas de aula, passando por suas arriscadas experiências com drogas, e os segredos que lhe impulsionaram a fazer a capa da revista G-magazine. O livro relata ainda como ocorreu a descoberta do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), a comorbidade com a Dislexia, alguns efeitos da Ritalina (Cloridrato de Metilfenidato) durante o começo do tratamento, e encerra com depoimentos surpreendentes de outras pessoas diagnosticadas com Transtorno.
Embora veiculado de maneira independente, comercializado em poucas livrarias, e divulgado somente através de sites, comunidades, e blogs da internet, o livro vendeu mais de 3.000 exemplares, e rendeu ao autor o título de Doutor Honoris Causa – conferido pela Brazilian Association of Psychosomatic Medicine – em reconhecimento a contribuição científica, e relevância social da obra.

Durante a consecução para o lançamento desta sua 2ª edição foram inseridos seis novos capítulos: (CONTENDO) com os acontecimentos mais relevantes, polêmicos e/ou engraçados que sucederam a sua 1ª edição, dados atualizados sobre o Transtorno, algumas respostas do autor quanto as intermitentes notícias infundadas conjecturando a inexistência do TDAH. Além de acrescentado novos depoimentos com outras pessoas diagnosticadas com o transtorno, e relatado como funciona o erudito rufianismo dentro do mercado editorial brasileiro. Sobretudo, entre uma famosa Senhora diretora, e os seus subalternos alcoviteiros de um dos maiores grupos editoriais nacionais.
De maneira singular, e autêntica o autor nos apresenta uma narrativa transparente e desinibida sobre algumas consequências desencadeadas em virtude de uma mente inquieta, distraída e desassossegada. E expressando particularidades da sua própria personalidade, explica como ocorrem as irrefletidas e precipitadas atitudes impulsivas, sem a premeditação de qualquer tempo que lhe permitisse avaliar antecipadamente as possíveis consequências, ocorre de maneira tão impetuosa e independente da sua vontade, que somente depois, ele consegue perceber o que fez e/ou falou. E entre muitas histórias constituídas pelas suas vivências: alegrias, tristezas, fatos divertidos, inusitados, descontentamento, apatia, solidão, euforia, inquietação, frustrações, derrotas, incompreensões, conquistas, desleixo, indiferença, etc.. Mas, acima de tudo, o retrato de uma vida marcada por muita superação.

“Devo reconhecer que – se em grande parte não ter conseguido relançá-lo através de nenhuma editora nacional tenha me deixado bastante desanimado, ao menos assim, isento de qualquer tipo de acordo, formal ou tácito, que me limitasse a agir sob determinadas condições, livre de qualquer forma de convenção, expressa ou implícita, que regulasse ou inibisse o meu comportamento, não hesitei (nem por motivo, conveniência, muito menos por vontade) em descrever algumas verdades sobre a estreita ligação e a conduta indecorosa entre os mais renomados especialistas nacionais em TDAH e o Laboratório Novartis (fabricante da Ritalina), a omissão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) diante da ação criminosa praticada por esse mesmo laboratório, e algumas considerações, que tentam desconsiderar, quanto aos motivos no excesso no consumo de Ritalina no Brasil [...] E se não me calei diante de toda aquela absurdidade é porque nutro imenso desrespeito pelos omissos, pois eu sempre preferi carregar todo peso das minhas atitudes, que andar com o vazio passivo daqueles que nunca se atrevem. Prefiro correr o risco de desagradar qualquer pessoa com a minha sinceridade, que a subtração do meu pensamento pela conveniência. Prefiro a crítica sobre o que digo, que todo o silêncio covarde que adormece na isenção contida daqueles que se abstém do mundo. Enfim, eu prefiro jogar o jogo da vida, que assisti-la de longe, escondido nas sombras das arquibancadas’. (Marcus Deminco).
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EU & MEU AMIGO DDA – Autobiografia de um Portador do Distúrbio do Déficit de Atenção. (Nota Sobre a 2ª Edição).

Marcus Deminco
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