O Velho Poema
" Na calçada,
o leito de jornal velho ainda dá a noticia
tem gente morando nas ruas!!
tem sim! inclusive eu
deixado de lado pela poesia
compus versos em carreira solo,
duras madrugadas
hoje durmo bem,
o coração não doí mais
os sonhos fogem
mas durmo o sono dos justos
o luar é somente meu
quem entende?
talvez ela,
o motivo de tamanho abandono...
" Talvez se viva cem anos
ou apenas vinte e três
mas penso que arrastar o velho
não é coisa a se fazer
morrer começa a ser interessante
quando adiante
não se tem emoção
viver será sempre euforia
quando sem ironia
estiver apaixonado o coração...
É engraçado que depois que você vai ficando mais velho,
A beleza não é mais um ponto decisivo.
Se torna até ridículo quando é usada como atributo principal.
A gente passa a estar atento às ideias."
Travesseirinho, meu velho e bom amigo
Tantas vezes encharcado de velhas histórias...
Quantas noites e dias acalentou meu rosto e olhos tristonhos
Ahhh meu travesseirinho!
Se de ti pudesse tirar as marcas
Marcas de alegria e tantas vezes dor
Se pudesse decifrar os desenhos que foram formados em ti,
mas não posso travesseirinho!
Meu velho e bom travesseirinho,
Cheio de sonhos e de amor...
Uma certa vez um senhor muito velho me perguntou " o que você quer ser quando crescer?"
E eu o respondi " quero ser rico"
E ele fazendo um sinal negativo com a cabeça me perguntando porque eu queria isso?
hoje eu o entendo, nem todo dinheiro do mundo fara o homem que tenha caráter se sentir bem, hoje entendo que basta te amor no coração.
hoje sinto um vazio imenso no coração porque sempre procurei por coisas erradas na vida, não espero mais nada da vida , apenas vou viver e ver no que vai da.
As cores da lua fazem meu coração vacilar
Pela primeira vez eu tentei escapar do meu velho eu
e não deixar tudo terminar
Abra seus olhos e corra e não olhe pros lados
Quanto mais eu penso sobre isso
Parece que somos iguais e conectados
Porém eu só posso dizer que...
Eu não vou te esquecer.S2
O velho e o aluno.
Aluno:
...
-Como faço para achar o caminho da sabedoria, óh! Grande mestre?
O velho sábio então responde:
- ouse caminhar pela senda onde TODOS rejeitam passar.
Aluno:
-Mas Tenho MEDO do desconhecido e da desaprovação dos outros.
O velho:
- Então, morrerás apenas com com este desejo, nada além do que isso...
2 de novembro de 2012 às 19:04 h
Confessa com fé, entrega o viver,
Deixa o velho homem morrer.
Porque ao que crê, com o coração,
É dado o céu e o perdão.
Não olhe pros erros, olhe pra cruz,
Ali está o amor que conduz.
Volta, filho amado, volta ao lar,
Jesus está pronto pra te abraçar.
Ode ao Inverno (2)
Ó Inverno!
Velho sábio das estações,
chegas com teu manto cinério
de névoa e silêncio,
soprando nos areais
a brisa dos eremitas
e cobrindo os dias
com véus de introspecção...
Ó Inverno!
Teus galhos nus
vestem o céu
com poemas de quietude
e de recolhimento...
enquanto a luz solar
pálida e tímida
insiste e persiste
em revelar a beleza
do que é contido...
Ó, Inverno!
No abraço frio
de suas madrugadas
descansa a alma agasalhada
em trégua e vigília
e sob o cinério
dos céus suspensos
floresce a chama oculta
da memória que sobrevive...
Ó, Inverno!
És o tempo do chá fumegante
de reflexões incombustas
e das cobertas aconchegantes
que esquentam lentamente
versos arrefecidos...
dos livros lidos
na penumbra
sob à luz dos vendavais
dos passos lentos
e hidratados de poemas
sobre as folhas secas
das amendoeiras
e de olhares certeiros
que buscam dentro,
não fora...
Ó Inverno!
Há em ti
uma nobreza silente
uma lição
de desapego e reinício
Mesmo no álgido
planto a esperança
pois a tua álgidez acalenta
e guarda a semente
da primavera...
✍©️ @MiriamDaCosta
Soneto do amigo
Um velho que me diz verdades duras
em horas que não desejo ouvir
como um pai ou uma mãe a me pedir
cautela, para olhar além das amarguras
Às vezes tão distante e tão presente
contar com uma amigo é ter certeza
da voz que exala brandura e madureza
a infundir coragem, a nos tornar contente.
Alguém fiel, mas imperfeito como nós
humano e errante, mas leal e constante
um amigo antigo desata os nossos nós
Feliz é quem encontrou um grande amor
se a sorte não nos valeu neste sentido
pelo menos nos conceda um amigo de valor
Evan do Carmo 02/04/2018
Para todos os meus amigos, declarados e anônimos
Diz um velho sábio, um grande amigo meu:
" Quem é meu amigo senta à mesa comigo."
Ter muitos amigos é complicado, diria impossível, sobretudo se levarmos em conta o bom caráter e a nobreza dos que escolhemos como amigos.
Até o Cristo, que era perfeito só conseguiu ajuntar à mesa 12 amigos. Contudo, entre esses havia alguns mais especiais que outros. Um o negou por 3 vezes, outros discutiam acaloradamente quem era o maior entre todos, para sentar à sua direita.
Todavia, entre os 12, apenas um se destacou por sua ingratidão e vilania. Esse, o mais intenso nas suas atitudes despojadas o entregou para ser morto por seus inimigos.
Aconselho, portanto, que não se deve desejar uma mesa muito grande, com mais de dois ou três lugares reservados para nossos melhores amigos.
SOBRE A CONTRADIÇÃO HUMANA.
Poeta: - Estou muito novo pra morrer.
Filósofo: - Estou velho demais pra viver.
Homem comum: Nunca é tarde pra viver nem cedo pra morrer.
FUNDO DO POÇO
Estamos vivendo
No fundo do poço
A vida está dura
Pro velho e pro moço.
A guerra e a fome
O mundo consomem
Será culpa de Deus
Ou é obra do homem?"
A doença se espalha
Fere como navalha
Corpo e alma do povo.
Mas o homem não teme
Sua sorte no mal
Cresce sua altivez
Quando a culpa é só dele
Não daquele que o fez.
Poço de arrogância
Tanto velho e criança
Sábios na intolerância
Sucumbindo ao caos.
Mas a morte é distinta
Fica a obra que pinta
Para os bons,
Para os maus.
O Último Grito do Velho Mundo
(ensaio lírico-profético)
O mundo não acabou de súbito.
Ele se gastou.
Como um círio queimando por dentro.
Como a esperança que vira cinza
sem ninguém perceber.
Não foi a bomba,
não foi o vírus.
Foi o ego.
Foi a pressa.
Foi a mentira repetida até virar fé.
As nações marcharam para o abismo
de olhos bem abertos.
Brindaram com vinho podre
à vitória de um rei sem rosto,
de um deus sem alma,
de um futuro sem ternura.
O homem construiu muralhas,
mas esqueceu a casa.
Construiu máquinas,
mas esqueceu os filhos.
Construiu impérios,
mas esqueceu a si mesmo.
O céu chorou.
Mas ninguém levantou os olhos.
Estavam ocupados demais
com as telas.
Com as senhas.
Com os ídolos de carne e marketing.
Veio o colapso.
Mas não foi tragédia —
foi revelação.
A Terra cuspiu os venenos.
O mar devolveu os corpos.
As árvores negaram seus frutos.
E mesmo assim,
houve quem risse.
Houve quem vendesse ingresso
para assistir ao fim.
O último grito não foi de dor.
Foi de desespero.
Foi de quem percebeu tarde demais
que já não sabia amar.
Que já não sabia parar.
Mas —
no ventre da escuridão,
um resto de luz ainda tremia.
Era uma criança.
Era uma canção.
Era uma palavra esquecida
na boca dos justos.
Aqueles que não negaram o coração,
aqueles que enterraram os seus mortos com lágrimas,
aqueles que ouviram a dor do outro
como quem ouve a própria mãe.
Esses não morreram.
Dormiram.
E o paraíso,
em segredo,
começou a sonhar com eles.
O Último Grito do Velho Mundo
Ó Céus, que antes cantastes a glória do Eterno,
Agora vos calais sob a sombra do abismo crescente,
Pois a terra, outrora jardim imaculado, se retorce em dores,
E os homens, feitos à Sua imagem, corromperam a própria luz.
Como um Leviatã que desperta das profundezas esquecidas,
Surge o orgulho insolente, vestindo-se em trevas,
Ergue-se a Babel de vaidade contra os portais do Altíssimo,
E o hálito do Éden se extingue em suspiros de desespero.
Não foi um dia, mas uma era inteira de desvios e promessas falsas,
Onde o mensageiro da luz caiu e fez morada na escuridão,
E a serpente antiga seduziu o coração dos homens,
Fazendo-os esquecer a aliança, a promessa e o Amor eterno.
Ó profetas, erguei vossos olhos além do firmamento,
Pois a trombeta soa com força que estremecerá os séculos,
E as chagas do mundo são abertas, jorrando o sangue do arrependimento tardio,
Mas poucos se voltam ao Cordeiro, e ainda menos o buscam.
Pois o Último Grito não é o clamor das armas,
Mas o suspiro mudo da alma que perdeu seu caminho,
Entre ruínas de templos e cinzas de promessas,
No silêncio que sucede o furor dos deuses caídos.
O legado
Aurélio era o mais velho dos irmãos, tornou-se arrimo de família.
Aos 16 anos trabalhava como ajudante numa oficina mecânica de máquinas agrárias.
Morava com sua avó paterna...e uma tia.
Seu pai era agricultor e morrerá ainda jovem.
Sua mãe já viúva... morava com os seus outros filhos.
Aurélio herdara do avó uma caixa de ferramentas de carpintaria e muito habilidoso fazia consertos em portas e janelas. Passou a fabricar mesas, tamboretes e bancos de igreja.
De ajudante a "Mestre" e, assim o chamavam...
Aos 27 anos viajou para São Paulo e realizou o Curso de Mecânica Agrícola Manutenção de Tratores e Colheitadeiras, tornou-se funcionário público.
Casou-se, teve filhos, os dois primeiros também se tornaram mecânicos.
O Mestre, além de muito capacitado era solícito e não media esforços para ajudar as pessoas, foi sempre indicado por realizar um serviço de excelência.
Repleto de verbos e lembranças, contava sempre suas histórias.. fazendo referências a diversas situações... umas engraçadas, outras nem tanto!
Aurélio...levantava todas as manhãs ...muito cedo e mesmo aposentado era sua rotina. No galpão construído por ele, no quintal de sua casa, expunha suas ferramentas...como uma coleção.
Pontualidade era uma de suas maiores qualidades, seus dias eram resumidos....entre o trabalho e a família. As vezes brincalhão outras vezes muito bravo..
Mesmo doente, Aurélio não perdeu sua vitalidade, seu senso crítico e sua imensa vontade ajudar. Fez muitas doações e, uma de suas últimas para o hospital onde fazia seu tratamento..
Era hora de parar... Aurélio sabia que, como uma máquina, tudo tinha seu tempo.
Amanheceres
A luz do amanhecer já não fazia diferença para Olga, se não fosse o velho despertador de corda, presente de Camilo, (irmão mais velho). Olga vive entre crenças e caridades realizadas e na companhia do seu fiel escudeiro, o cãozinho Pipoca.
Nunca, nem um dia era igual ao outro.
Enquanto o apito da chaleira não avisa a fervura da água, Olga liga o rádio: as notícias não param...
O telefone toca (..trim...trim...trim..)...
Olga caminha até a sala para atendê-lo: "Alô?, Alô?: Quem fala?"
Do outro lado a voz rouca tesponde: sabe quem fala? Ao mesmo tempo responde, é Ava sua sobrinha. Alegrias, saudades expostas, assuntos em dia.
E não há espaço para ele na estalagem.
Ele ficou um pouco mais velho e não havia espaço na sua família. Sua família não creu nEle. Ele foi ao templo. Não havia nenhuma sala no templo. O templo ficou contra ele. E quando Ele morreu não havia espaço para enterrá-lo. Ele morreu fora da cidade. Pois bem por que, em Nome de Deus, você espera de ser aceito em toda parte? Como é que o mundo não pôde suportar o Homem mais santo que já viveu e pode suportar a você e emmim?
Leonard Ravenhill – Pastor e Avivalista Metodista
Vou colorir meu mundo!
Experimentar novos sabores!
Pintar meu cabelo de vermelho e
esquecer velhos rancores!
Idiotices cometidas pelo homem:
Desmanchar uma cerca para substituir o arame velho por um novo, e depois guardar esse arame velho e dizer que ele pode servir para fazer uma cerca nova...
Patife)
