Nao Conto Detalhes e muito menos

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Conte nos dedos e reflita

Conto nos dedos os que por ironia do destino, se desviaram dos bons modos, quando o disciplinar nao era castigo.

Conto nos dedos os que fa minha geração se desviram para vida errada, depois de serem disciplinados com algumas palmadas.

Conto nos dedos, os que aos pais deixaram de dar valor, por terem sido disciplinados como uma demonstraçao de amor.

Conte nos dedos, os que dessa nova geração por nao serem chamado atenção, se desviaram pro mundo das drogas ou se tornaram ladrão!

Conte nos dedos e me de uma justificativa, qual o motivo de ter se perdido o valor o significado do nome família!

Conte nos dedos mas peça ajuda de um pai , pois em uma so mão não conseguira contar nem conter tantos ais!

Pare por favor e reflita,
se disciplinar é castigo,
deixar de cuidar é falta de amor.

Pare e reflita se ainda nao se tocou, se ter filho aos quinze nao é normal aos trinta nao tem que ser avô.

Wsrjunior

Inserida por wsrjunior

Poesia?

Este sou eu
O perdido
Do ontem e do amanhã
Dia corrido, sofrido...
Conto de 1 à 10
Os ventos retornam
O milagre aqui vivido
Se sucede em outro lugar...
No universo que corre... Artigos.
Os barcos não são companhia ao mar.
A minha semelhança
Dentre as semelhanças de uma vida
Assemelha-se aos postos de rimas
Onde aquele mais jovem poeta viaja...
Como um motor à alma,
O de 40 anos de poesia
Vive o amor com plenitude, com ímpeto!
O de 15g, se perde no ar
Enquanto o sem-teto vê-se festejar
A falta de um forro em sua vida
Que lhe cubra
Da mais maldosa maldade do ser... Seja lá qual for.
A criança que brinca acolá
Escreve no barro molhado
A vida a qual cumprirá
Pobre criança...
Cheia de esperança! Criança.

Inserida por PaixaoV

Conto A Patroa e seu Motorista


⁠Era uma tarde ensolarada quando a bela e elegante empresária, Marina, saiu do seu luxuoso escritório para embarcar em uma viagem de negócios. Seu motorista particular, Lorenzo, um homem alto, forte e perfumado, estava esperando por ela do lado de fora, com um sorriso no rosto e um brilho nos olhos.

O carro preto brilhante deslizou suavemente pela movimentada cidade, deixando para trás os prédios altos e agitados. Marina olhava pela janela, perdida em seus pensamentos, quando de repente o carro parou no acostamento. Lorenzo desligou o motor e se virou para olhar para ela, com um brilho de determinação nos olhos.

"Marina, por favor, saia do carro", ele disse suavemente, estendendo a mão para ela. Ela obedeceu, curiosa com a atitude repentina do motorista. Assim que seus pés tocaram o chão, Lorenzo a puxou gentilmente para perto dele e a envolveu em seus braços fortes.

Sem dizer uma palavra, ele inclinou-se e capturou seus lábios em um beijo impetuoso e atrevido. Marina ficou chocada com a intensidade do momento, mas não pôde resistir ao calor que se espalhava por todo o seu corpo.

Lorenzo a pegou no colo com facilidade e a colocou suavemente sobre o capô do carro, mantendo o beijo apaixonado. O sol banhou suas peles em um tom dourado, enquanto o vento suave acariciava seus cabelos soltos. Era como se estivessem em um conto de fadas, onde o tempo se tornava irrelevante e apenas a paixão e o desejo importavam.

Marina fechou os olhos, entregando-se completamente ao momento mágico que estavam compartilhando. Ela podia sentir o coração de Lorenzo batendo forte contra o seu peito, sincronizando-se com o ritmo acelerado do dela. Era como se estivessem conectados de uma forma que ultrapassava qualquer entendimento racional.

Quando finalmente se separaram, os olhos de Lorenzo brilhavam intensamente e um sorriso brincava em seus lábios. Ele acariciou o rosto de Marina com ternura, como se estivesse memorizando cada traço dela.

"Desculpe por ser tão impulsivo, Marina. Mas não pude resistir mais tempo", confessou ele, com um brilho de vulnerabilidade em seu olhar.

Ela sorriu, sentindo-se emocionada com a sinceridade e a intensidade daquele momento. Ela sabia que havia algo especial entre eles, algo que ia além da relação tradicional de patroa e motorista.

"Não precisa se desculpar, Lorenzo. Eu também senti isso desde o primeiro momento em que nos conhecemos", respondeu ela, com voz suave e cheia de emoção.

Eles se olharam nos olhos por um momento, perdidos um no olhar profundo do outro. Então, sem dizer mais nada, ele a ajudou a descer do capô do carro e a levou de volta para dentro do veículo. O resto da viagem transcorreu em um silêncio confortável e cheio de promessas silenciosas.

Quando finalmente chegaram ao destino, Marina desceu do carro com um sorriso radiante nos lábios. Ela sabia que aquela viagem tinha mudado algo dentro dela, tinha despertado uma paixão que ela nunca pensou que poderia existir.

E enquanto Lorenzo segurava a porta para ela sair, ela o olhou nos olhos e soube, com toda a certeza do mundo, que aquele não seria o último beijo impetuoso e atrevido que eles compartilhariam.

E assim, sob o olhar cúmplice do sol se pondo no horizonte, Marina e Lorenzo iniciaram uma jornada de amor e fantasia que transformaria suas vidas para sempre.

Inserida por AlineCairaG

⁠Conto: O sequestro

Preciso ser sequestrada desta selva de pedra.

Os dias cinzentos e caóticos da cidade grande enfim estavam chegando ao fim para Kayra. A correria constante, o barulho ensurdecedor dos carros e a falta de natureza ao seu redor estavam começando a sufocá-la. Ela sentia um desejo profundo de fugir, de se desconectar de toda aquela loucura urbana e se reconectar com a natureza, com ela mesma.

Foi então que Kayra decidiu que precisava ser sequestrada. Mas não um sequestro comum, feito por criminosos ou por necessidade de resgate. Ela queria ser sequestrada por algo maior, por algo que a libertasse da selva de pedra que a envolvia. Queria ser sequestrada por um lugar de paz, de beleza e de tranquilidade.

Para isso, ela estabeleceu alguns requisitos para o seu sequestro. Queria ser levada para um lugar de natureza exuberante, com árvores centenárias, flores coloridas e aromas silvestres que enchessem seus sentidos de alegria. Queria ouvir o canto dos pássaros e o som suave das águas correntes de um rio cristalino. Queria dormir em uma rede na varanda, sentindo a brisa fresca acariciar sua pele enquanto ela se entregava aos sonhos mais doces.

Kayra queria vestir trajes simples, feitos de materiais naturais, que a conectassem com a terra e com o universo ao seu redor. Queria saborear um café da manhã com frutas colhidas no pomar, almoçar e jantar com alimentos frescos e saudáveis da horta cultivada ali mesmo. Queria se alimentar não apenas o corpo, mas também a alma, nutrindo-se da simplicidade e da pureza da natureza.

E durante as noites, Kayra queria serenatas ao luar, com canções suaves e românticas tocando em seu coração. Queria sentir o encantamento da noite, a magia do momento, e ter seus lábios beijados suavemente por quem a sequestrasse. Queria se entregar ao amor, à paixão, à beleza que só a natureza poderia proporcionar.

E assim, Kayra se viu sendo sequestrada da selva de pedra, levada para um refúgio de paz e harmonia, onde podia finalmente respirar fundo, sentir-se viva e em paz consigo mesma. Ali, entre as árvores centenárias, as flores coloridas e os rios cristalinos, ela encontrou a liberdade que tanto buscava, a felicidade que tanto almejava.

E naquele lugar mágico, Kayra descobriu que o verdadeiro sequestro não era feito por mãos criminosas, mas sim pelo desejo profundo de se entregar à natureza, de se reconectar com sua essência, de se libertar das amarras da vida urbana. Ali, ela encontrou o seu lugar de pertencimento, o seu refúgio de paz e amor, onde finalmente podia ser quem realmente era.

E assim, entre as árvores centenárias, as flores coloridas e os rios cristalinos, Kayra viveu feliz para sempre, sequestrada pela beleza e pela magia da natureza, sequestrada por sua própria vontade de ser livre. Porque, afinal, o verdadeiro sequestro é aquele que nos liberta, que nos faz sentir vivos, que nos faz amar a vida como nunca antes. Kayra encontrou seu verdadeiro sequestro, e nele encontrou a si mesma.

Inserida por AlineCairaG

Conto: Noite de Inverno

⁠Era uma noite de inverno, o vento gelado soprava lá fora, fazendo com que as chamas da lareira dançassem alegremente. Dentro daquela casa antiga e acolhedora, as almas iluminadas se reuniam em torno do fogo, compartilhando histórias e boas energias.

A anciã da casa, com seus cabelos prateados e olhos sábios, olhou para seus convidados e sorriu. "Boa Noite almas iluminadas", ela começou, sua voz suave enviando ondas de serenidade pelo salão. "Venho aqui lhes desejar uma doce, encantada, tranquila e aprazível noite."

Os presentes sorriam, sentindo o calor do amor e da amizade que os envolvia naquela noite especial. As velas espalhadas pela sala lançavam uma luz suave e mágica, iluminando os rostos sorridentes e os corações cheios de gratidão.

Enquanto o tempo passava, as histórias se desenrolavam, algumas reais e outras imaginárias, todas tocando os corações de quem as ouvia. As emoções fluíam livremente, trazendo risos, lágrimas e suspiros de admiração.

E então, como se por encanto, a velha anciã começou a cantar uma antiga canção de ninar, cuja melodia envolvente acalmou as mentes agitadas e trouxe paz aos corações cansados. Os presentes fecharam os olhos e se deixaram levar pela magia do momento, sentindo-se transportados para um mundo de sonhos e fantasia.

E assim, naquela noite de inverno, as almas iluminadas foram abraçadas pela magia do amor e da amizade, encontrando conforto e alegria na companhia uns dos outros. Que neste inverno eles estivessem docemente aquecidos, não apenas pelo fogo da lareira, mas também pela chama da amizade que ardia em seus corações para sempre.

Inserida por AlineCairaG

⁠AOS PÉS DA EMOÇÃO

Fui no amor sonhador exaltado
tudo era para mim importante
o conto... a ilusão tão cintilante
ouvir, sentir, um feito sagrado
Foi se avivando ser enamorado
e a paixão, ardeu, num instante
com uma sensação penetrante
e um toque cheio de significado

Deitei-me aos pés da emoção
na tendência de muita direção
ri, chorei, e fui um imaginário
Ó crenças do coração, singela
és ao sentido enigmática janela
e pro sentir sustento necessário.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
19 julho 2024, 19’32” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

CONTO DE NINGUEM

Essa história poderia ser a minha, mas é conto de ninguém.

- Uai sinhá Ineizinha!
- Ninguém se não é nenhuma pessoa é quem?

- Uê!
- Poderia ser vosmecê ou alguém, mas é conto de ninguém.

- Ah! Sinhá! Alguém eu não identifico quem. É ninguém?

- É!
- É ninguém com alguém, como eu e vosmecê. Slave and mistress. Black and white.

Bem assim: num vocábulo do tempo da senzala em tempo de se cuidar do linguajar. Onde toda palavra que se diz tem outra interpretação e pela conotação reação mediática.

Num?

- É! No interior de... Tá tudo mudado.

- Tá, Sinhá?

- Alto lá, tá é tá e basta!

Pré conceito é agressão aos novos conceitos. E armar o povo, não é mais instruir e ofertar conhecimento. Voltou ser outro tempo. O tempo do Lord of slave! Até açoite tão dando. Outros mandando. Éh! Vosmecê precisa entender. Tão é tão.
E alguém evoluiu mesmo sem saber quem! E ninguém regrediu, só se descobriu!

- Sinhá, ninguém ficou nu com dorso de fora como outrora?

- Não!
- Ah! Sim! Parece bem assim.
E agora é hora de black on white como a sinhazinha que ouviu ser ninguém, e que chegou na idade que ela se dá ao direito de usar o suporte que lhe convier com a palheta da sua vivência e se colorir como quiser.

E hoje quer ser Black! Mas é white! E é Indigenous! E all the people of the land.

E a tal que ouviu ser ninguém, sabe. Criar é de graça. Só pode alguém que entende ser não a graça do nada que custa ninguém. E sim a graça da superioridade que dons lhe concedeu. E ninguém sabe o quanto estes dons muito lhe custa. Money não compra dom e money ninguém tem. E se money não têm para alguém é ninguém.

E se vosmecê ouve bem entenda, sinhá compreende que se tudo que alguém tem é money, não compra o saber de ninguém. E ninguém vale nesta vida mais que alguém!

E bom evitar contenda de alguém com ninguém por vintém. E conserva o money que é tudo que tem.

E ninguém, que money não tem, conquista com seus dons mais que vintém ou money de alguém.

Falo por falar, vosmecê deve saber, Conselho igual ninguém nada deve valer.

Autoral: Cleuta Paixão

Todos os direitos reservados a autora protegidos por lei específica até que alguém lhe tire esse direito também.

Inserida por CleuttaPaixao

⁠Xô vendaval

Tu conta
Ou eu conto?
Canto, encanto, encontro
O murmurar do sol rachando
_ Ah, ainda tem canto em algum canto

Vinho na taça
Flor no quintal
Amor na vida
E fé para continuar

Ainda tem chão
Roupas no varal
Sorriso de criança
E amor para curar
Poema curto autoria #Andrea_Domingues ©️

Todos os direitos autorais reservados 22/10/2021 às 23:40 hrs

Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues

Inserida por AndreaDomingues

⁠Tudo começa como um conto de fadas, a conquista, o olhar que aquece a alma e faz tudo estremecer. Logo após a conquista vem a fase do que você deve ou não fazer, coloca em sua mente o que é certo e o que é errado. Sem perceber ele está controlando tudo e o mais fundamental, a sua vida. Você está sendo dominada sem ao menos perceber a gravidade, se afasta da família, amigos, de todos, e ele faz com que você pense que só ele presta e todos querem seu mal.
Quando você se depara, sua vida está um caos, e o único refúgio é o causador de tudo isso.
Logo após todos esses abusos vem a violência psicológica, física, verbal e de todas as formas possíveis. Para todos em sua volta, você não deixa ninguém perceber, mas por dentro está tudo arruinado e você não consegue mudar a situação, pelo fato da dependência emocional. Você não quer sair daquela situação por que acha que tem amor, mas nada disso existe mais, como foi dito, apenas a dependência emocional que deixa entrelaçado nessa relação totalmente abusiva. Ele não deixa você sair, suas amigas são todas “perdidas”, seus amigos querer pegar você, sua mãe não presta, sua família, ninguém mais. E você fica a merces para não perder de vez seus amigos e sua família.
Quando finalmente percebe o que está acontecendo, você se dá conta que tudo isso não passou de uma fantasia, sim, algo que você mesmo idealizou, aquilo que você rotulou de “príncipe encantado” e percebe o grande abusador que ele é, e no que você permitiu para estar em um relacionamento assim. E daí vem a pior parte, a parte que você tenta se desvincular disso que chama de “relacionamento amoroso” mas, que de fato não passa de um relacionamento abusivo.
Não é fácil, é a pior parte, então não julgue se alguém que você conhece tentar reatar esse relacionamento, esteja ao lado dessa pessoa e mostre todos os pontos e o motivo que fez ela alguma vez, tentar romper esse laço. Ajude! E vai uma dica para você que está passando por isso: Se te faz chorar, passar raiva, se você se sente desequilibrada e sem energia para nada, com alguém ao lado, saia dessa! isso não é amor, isso é um relacionamento tóxico, abusivo. E NÃO DEIXE DE PRESTAR UMA QUEIXA DO ABUSADOR, ISSO PRECISA PARAR!
Quantas pessoas passaram e passam por situações como essa? Quantas pessoas estão com transtornos psicológicos por conta desses abusos? Pessoas pensam em destruir a sua vida, pelo fato de não aguentar tamanha dor. Vamos ajudar ao próximo e se ajudar.
Violência psicológica também é crime!!!!! Seja lá o tipo de violência, denuncie.
Não romantizem relacionamentos abusivos!!!

Inserida por TianaDias

⁠Eu conto todos os momentos que me deparei com esses olhos, me pergunto em meio a tantos pensamentos se realmente sou merecedor desse teu amor e em meio a tantos questionamentos, encerro com um ponto final. Dizendo a mim mesmo que se vivo algo assim, com toda certeza o universo já predestinou, e agora só me resta te amar e ser amado por esse teu calor.
E assim tomo parte desse mundo, só meu e seu, o nosso mundo perfeito do nosso jeito.

Inserida por costaguimaraes

Quando eu era pequena era tudo quase igual a um conto de fadaas mas também⁠ a pesadelos e os meus pais eram muito agressivos a minha mãe e o meu pai discutiam a tempo inteiro começei a ficar mais dark na escola primária não sabia me defender e deixar a ignorar os outros e sofria bullying o meu pai tentou fazer de mim uma lutadora nessa altura mas não resultou pois eu era ingénua e pensava que tudo era ou uma história de romance ou um conto de fadas , 5º ano em 2016 ,eu continuava a sofrer bullying e eu tive as minhas primeiras amigas falsas e o que me põe mesmo mal é que eu me importava mais com os outros do que comigo e o tempo foi passando 6ºano 2018 (eu tinha chumbado 5 negativas na minha primeira vez do 5ºano). Eu fui humilhada há frente da minha turma por um rapaz que eu gostava , 7º ano continuava a gostar daquele rapaz e conheci 1 amiga que hoje ainda falamos mas não somos melhores amigas... 8ºano de 2020 a 2021= hoje em dia , sinto me paralisada e apaixonada o rapaz que eu gostava há 2 anos é o melhor amigo do meu namorado e o meu namorado ,eu conheci ,ele no 7ºano e ele conhecia me desde criança ,(eu em criança andava de bicicleta há frente da antiga loja da minha mãe )e o meu namorado era timido então antes nunca tinha me falado , eu apaixonei me por ele em junho de 2020 ,eu tinha medo de outro amor não correspondido então nunca lhe disse até dia 13 de novembro de 2020 , o nosso primeiro beijo foi em 11 de dezembro de 2020 e não é a primeira quarentena que não ficamos juntos...
Então eu tinha coração ingénuo em criança desde que nasci até aos meus 11 anos, eu com 12 anos a tentar ter coração de pedra , com 13 e 14 (14 minha idade atual) anos do 7ºano ao 8º ano eu mudei muito fiquei com metade do meu coração de ferro psicoçógicamente e a outra metade amor, eu fora de casa não demonstro sentimentos a não ser que esteja com a minha família e amigos e dentro de casa tenho sentimentos frágeis e sou tipo a durona da minha escola os amigos do meu namorado tem medo de mim... e alguns professores e professoras adoram me eu sou tipo um anjo com metade coração de pedra e metade amor e vou ser verdadeira o amor muda-nos completamente como mudou me fisíca e psicológicamente.

Inserida por sara_castilho

Chuva, café e um clima frio nos primeiros dias do mês. O pensamento vai longe. Conto os pingos que caem e se amontoam na janela do quarto. Nenhum desses pingos é igual, penso eu com os meus botões. Ser igual para que mesmo?
As grades da janela transmitem a estranha sensação de aprisionamento. Mas nem as grades, nem a sensação estranha e nem a tarde chuvosa e fria conseguem conter os pensamentos que, livres por natureza, correm de encontro ao que me faz bem.
Os dias têm sido intermináveis e rotineiros. Os afazeres e os compromissos me consomem. Os problemas diários também. Não tem para onde correr. Tem que ficar e resolver. Mas ai de mim ou de nós, meros mortais, se não existissem as lembranças e a capacidade de nos transportar aos momentos que nos preenchem e que, em dias chuvosos e frios como os de hoje, nos fazem carinhos na alma.
A sensação de bem estar vem com um dia de sol. Uma simples espera por um café na padaria. Mas não é qualquer café. Tem o café, os carros passando, e a moça que passa com o filho logo cedo, e aquele senhor que não tem dias cheios, mas que, mesmo assim, passa apressadamente para algo ou para alguém. Peço um suco, e fico admirando as pessoas que vem e vão. E de repente, meu café da manhã se transforma em risos e sorrisos. E o vazio preenchido.
Eu gosto de tomar o tal café na padaria. E gosto de andar pela rua como se ela fosse somente nossa. Gosto de almoçar no mesmo lugar e dizer que eu não sei cozinhar aquela comida. Gosto de ouvir você falando e fazendo planos. E eu me dou conta de que eu quero ouvir você falando e fazendo planos, em todos os almoços em que eu puder te ver comendo e falando ao telefone ao mesmo tempo.
Eu quero o café. O almoço. E a tarde de sol na praia. Eu quero mãos dadas. Eu quero te olhar e pensar que você é uma criança grande e descobrir que, apesar de tanta escuridão e confusão que teimam em nublar os meus dias, você ainda é aquele dia de sol que me acompanha e aquece a alma.

Inserida por Michellewundervald

CONTO - O Dia de Fila


O assunto que vai ser tratado hoje é conhecido de forma prática por muitas pessoas. Apertem as fivelas do sapato, lencinho no bolso, garrafa d’água, e muita paciência, pois hoje é dia de FILA.
Meu dia começou bem. Acordei sem precisar de barulhentos despertadores, nem ter que sair depressa para algum compromisso; houve até tempo para uma daquelas boas espreguiçadas antes de sair da cama. Tomei um saboroso café da manhã acompanhado com pão e frios. Aparei meus pequenos fios de barba que insistem em brotar no meu rosto continuamente, tomei um banho energético e saí para resolver aquelas coisas práticas que todos costumam (precisam) fazer de vez em quando. Visitar alguns bancos, retirar extratos, fazer cartões, renovar benefícios, buscar declarações, protocolar pedidos... enfim, um legítimo office-boy de assuntos domésticos, familiares e acadêmicos.
Piseis duas quadras com meus brilhosos sapatos sociais, seguidos de minhas calças com vincas bem feitas a ferros hábeis, camisa azul, recoberta por um suéter que acompanha a cor da calça (que não arrisco falar pois ainda não decidi como ela se chama) e, para encher de glamour o visual, óculos escuros diante dos olhos e pasta 007 às mãos. Na primeira curva do dia, aquela que se tornaria companheira do dia, a FILA; companheira e vilã.
Embora fosse curta, coisa de seis ou sete pessoas, lá estava ela se formando embaixo do ponto de ônibus, pronta para se atirar ao transporte coletivo que chegaria em alguns instantes. Cada um tendo tomado seus lugares, em meio aos truculentos balanços do veículo seguimos ao centro da cidade.
Tendo chegado ao centro, a primeira missão era apresentar um protocolo, que vinha dobradinho no bolso, para retirar minha declaração de matrícula. Galgando aos degraus da faculdade fila diante das catracas para que os atendentes pudessem direcionar cada aluno para o local correto e conceder-lhes a “organizadora eletrônica de filas”, a SENHA. Tendo retirado a minha, me coloquei na minha respectiva fila para retirar minha solicitação. Quando tudo estava pronto e minha angústia tinha acabado, missão cumprida! Tinha em mãos minha declaração, embora válida por trinta dias, o que me soava como um “vale-outra-fila-daqui-a-um-mês”, me atrevi a parar diante de uma das catracas e pedir informação a respeito do atendimento aos alunos que precisam mudar o plano de estudos; desisti da história assim que soube que fila lá estava maior do que a que eu havia deixado a poucos instantes, e quando dou por mim, havia outra fila, mas essa era formada pelos que esperavam que eu saísse da frente da catraca para que eles pudessem entrar. Ô sufoco!
Como essa primeira missão ocupou um tempo da minha manhã, que já havia se iniciado tardiamente, já estava na hora de ir para o restaurante e encontrar com minha amada, com quem havia marcado um almoço. Certamente, nesse conto, não haverá lugar para os dois “pombinhos” se assentarem e pedirem o cardápio, isso é mensalmente, e nunca acontece às segundas-feiras. Hoje o restaurante é o buffet de comida italiana do shopping. Não poderia estranhar que minha amiga estivesse lá esperando minha chegada com minha amada. A fila estava grande e por ela nos aventuramos até que acertamos as contas e alçamos nosso lugar às mesas.
Alguns amigos que costumam freqüentar o mesmo lugar foram chegando de forma alternada, aos poucos nossa mesa estava repleta. Mas, claro que cada um comia a seu tempo e de acordo com o horário que chegou, no entanto, para não ficar deselegante, e mesmo porque tínhamos interesse em conversar, cada um que foi terminando ficou esperando o término dos demais. Nem acredito, novamente estávamos ordenados em fila, embora sentados, cada um esperava pela ação do outro para seguir seu dia. Até parece que se tem prazer em formar fila!
A segunda missão do dia, já auxiliada por minha amada, era visitar o banco. Como não pode escapar das filas, nos deparamos com uma fila para passar na porta giratória, para não sair do comum, a porta sempre trava com algumas pessoas. Quando entramos, explicamos a situação para uma dessas mocinhas do “posso ajudar?” e ela nos encaminhou para uns acentos, uma fila mais confortável. Depois de um bom tempo de espera conseguimos atendimento e pudemos sair para fazer nossos depósitos no caixa eletrônico. Considerando que nossas habilidades bancárias são nulas, tivemos que nos enfileirar atrás de outra mocinha do “posso ajudar?” e dizê-la que sim, ela pode ajudar! Enfim, missão realizada com sucesso!
Dirigimos-nos para o serviço que gerencia o transporte coletivo da cidade. Se veículos isolados de transporte coletivo geram filas, é possível calcular que a administração desses meios de locomoção motorizada deve gerar algum tumulto também. Lá fomos informados que deveríamos preencher um formulário e em seguida providenciar um calhamaço de fotocópias de documentos diversos. Espero que o efeito FILA já esteja automático na mente dos meus leitores e eu nem precise dizer que a foto copiadora estava congestionada e lá se confeccionou uma pequena fila.
Ao retornar para administração de onde havíamos saído, recebemos outra “organizadora eletrônica de filas”, SENHA 74. Aguardamos nossa vez no atendimento, e recebemos uma motivante notícia: “FALTA O DOCUMENTO XXXYYYV..., pois esse que você trouxe não serve!”. ##$%@**%$#@! Há sujeito de bem que seja capaz de manter um só nervo no lugar com tudo isso? E ainda não chegamos à melhor parte!
Dessa vez segui solitário para o endereço onde deveria fazer uso, mais uma vez, dos excelentes modelos de atendimento do serviço público. Tendo chegado ao local, não sei se pelo cansaço ou por falta de esperteza, fui obrigado a rodear o “belo” prédio da Previdência Social, até encontrar um recorte no muro com uma placa impressa em jato de tinta, em filha de papel contínuo, que dizia: ENTRADA, e era sublinhada por uma esclarecedora flechinha.
Depois de ter seguido as demais indicações impressas em folha contínua cheguei a uma imensa recepção, ocupada com quinze computadores, dos quais apenas três eram operados, e cujas operadoras eram senhoras protuberantes, enrugadas e infelizes. Uma delas atendia vagarosamente a fila onde os seguranças me colocaram. Ao chegar minha vez emiti uma saudação que encontrou como resposta uma rude exclamação: “FALA!”. Pedi o serviço desejado, apresentei minha carteira de identidade, e enquanto explicava exatamente minha situação ela imprimiu uma “organizadora eletrônica de filas”, e me pediu para tomar um acento.
A senha que eu tinha em mão era ainda mais complexa, me condicionava a subgrupo indicado pela letra “I”, e outro indicado pelo número “0362”. Depois de uns cinqüenta minutos esparramando naquelas cadeiras fui chamado. A segunda atendente, grosseiramente me informou que não poderia atender minha solicitação pois o nome que constava no documento solicitado era do meu pai e não o meu. Tendo respirado bem fundo questionei-a acerca do motivo da primeira atendente ter me feito esperar todo aquele tempo para receber essa notícia. Esta segunda reclamou, repetiu as grosserias, repreendeu a outra que trabalhava em alguns computadores antes, mas decidiu me atender em “consideração” à espera. No entanto, parecia que sorte não estava querendo sorrir para mim. A impressora dela emperrou.
Fui encaminhado para um setor de subgrupo “M”, onde havia outros cinqüenta computadores, mas apenas uma senhora, um pouco mais contente, que atendia solitária. Lá expliquei minha situação, ela se retrai com a informação de que além de estar no nome do meu pai, era um documento cadastrado em outra unidade da previdência. Fui impelido, provocado, obrigado a responder: “As informações aqui são distribuídas em segredo para cada funcionário? Cada um recebe uma informação diferente e complementar?” e em seguida a informei do que havia acontecido anteriormente, e entre queixas ela imprimiu o meu comprovante de meia página, com letras cinzentas, quase extintas, e eu pude ir embora.
Cansado do dia exaustivo, me dirigi para o meu ponto de ônibus que fica algumas boas quadras distante. Ao chegar, sem admiração, me posicionei em outra fila, essa maior, deveria ter umas vinte ou trinta pessoas. Em poucos instantes o ônibus chegou e finalmente pude ir para casa. Chegando em casa fui direto para a internet verificar a quantas andava o processo de inscrição de um concurso do estado para professor substituto. Sim! Além de tudo quero dar aulas (risos). Então, tive a notícia de que as inscrições haviam sido adiadas para daqui a dois dias devido ao grande congestionamento. Agora essa! FILA virtual. ##@#$%¨&***! Novamente eu pergunto: Existe algum sujeito de bem que possa manter seus nervos intactos depois de um dia desses?
E agora, encerro o dia aqui, ENFILEIRANDO letras, tentando dar à elas uma ordem que possua uma finalidade mais relevante e menos estressante, e uma organização lógica e justa para cada uma delas.

Inserida por renaud

⁠Tenho planos

Vou seguindo nesta trilha.
Conto metodicamente cada passo, cada milha.
Claro que tenho planos.
Minhas ideias são transparentes.
Não aceito enganos. Fujo dos ardis...
Tateio entre as brumas...
Caço caminhos de marcante matiz.
Falei de amor... sem temor.
Nem sei se devia.
Queimei etapas. Pulei lances desconcertantes.
Fiz de conta que perigos não via.
Hoje solitário sigo na direção
do sol nascente.
E não, não deixo transparecer o quanto vivo carente.

Inserida por RosangelaCalza

⁠O Conto da Tulipa
Era uma vez um coração que, mesmo calejado, ainda pulsava com a esperança de um jardim.
Entre tantos espinhos, ele sonhava com uma flor - não qualquer flor, mas uma tulipa.
Singela, delicada, mas firme.
Nascida não por acaso, mas por destino.
A vida, com suas voltas silenciosas, traçou caminhos tortuosos.
O coração caminhou por invernos e verões, carregando em si a memória de algo que ainda não havia vivido, mas que, de alguma forma, já reconhecia.
E então, um dia comum ou talvez um dia mágico disfarçado de comum ela surgiu.
Como se o universo abrisse um portal breve entre o acaso e o eterno, ali estava a tulipa.
Não era extravagante, não era barulhenta.
Era sutil, como o toque do vento na pele.
Mas seu perfume atravessava as paredes da alma.
Ela não precisava dizer: o olhar falava, os gestos escreviam versos no ar.
O coração, antes desconfiado, se dobrou sem resistência.
Pois amar aquela flor era como respirar depois de muito tempo submerso.
Era como lembrar-se do próprio nome ao ouvi-lo pela primeira vez.
Juntos, criaram um jardim onde palavras se deitavam como sementes, e gestos brotavam em árvores de afeto.
Houve dias de sol e tempestades também - mas até a chuva parecia poesia quando caía entre os dois.
E se o mundo os viu como apenas mais um casal, o coração sabia: aquela era a sua primavera eterna.
A tulipa, que florescia até nos silêncios, era o amor com nome, pele, riso e alma. Era Alva Beleza Que Despertou - flor que nasceu para florescer no coração certo.
Não como parte do jardim, mas como o próprio motivo dele existir. A tulipa rara que, entre tantas, era a única.
E assim nasceu o conto - não o de fadas, mas o da flor que venceu o tempo, da alma que encontrou abrigo, do amor que não precisou de fantasia, porque já era milagre o bastante ser real.
Fim.

Inserida por Anteros

Encanto

⁠Enquanto canto encanto tantos com o conto que eu conto quando canto
E quando canto cada canto que encanta em todo cantoeu me encanto
E em todo canto em que eu canto busco tanto uns quantos contos pra ter canto;
Mas nenhum conto com meu canto eu encontro para um canto e desencanto...

E sem um conto e sem um canto e sem encanto por todo canto ainda canto
Pois quando canto, me encanto e então eu canto um lindo conto enquanto canto
Por todo canto eu conto tantos que se encantam vezes sem conto com o meu canto
E nem mil contos, e nem mil cantos contam tanto o quanto eu sinto enquanto canto!

Inserida por maria_beserra

⁠“Conto Sem Fuga”
Viaja, coração — sem mapa, sem bagagem,
cruzando desertos de rotina e miragens,
na esperança de que o amor seja real,
e não apenas um eco no quintal da alma.
Liberdade soa linda…
até que ela custa o toque,
o riso em dia nublado,
o cheiro no travesseiro —
onde antes havia lar, há silêncio calado.
Sentimentos se embaralham como vento em véus,
confusos, intensos — ora céu, ora breu,
e as lágrimas que caem não são fraqueza,
são bilhetes molhados ao universo, pedindo beleza.
Pagamos caro por sonhar:
o apego, o abrigo, o beijo não dado,
o amor que nunca disse a que veio,
mas ficou sentado no peito, espreitando.
E ainda assim — sorrimos.
Colocamos a máscara de contentamento,
enquanto o "eu" lá dentro
grita por toque, por verdade, por alento.
Grita por um conto de fadas
que não precise de dragões ou castelos,
mas de mãos que se reconhecem,
e olhos que digam: “eu também me perdi, mas vim te achar.”
E talvez o encanto esteja nisso:
na dor que não some,
na pele que ainda arrepia só de lembrar o nome,
no beijo que mora sem nunca morar,
no instante que foi…
e ficou para eternizar.
Mas ao final da página —
não há fuga, nem feitiço.
A realidade sempre nos chama
e exige o compromisso.

Inserida por TaynaCutrim

⁠Eu e você contra o mundo é como em um conto.
Dois melhores amigos, se amando, brigando como irmãos,
Que se amam, se provocam mas se protegem acima de tudo.
Não é sobre nada contra, na verdade sobre muito a favor.
A favor de se doar, torcer, pertencer, permitir juntos.
Sempre juntos, sempre próximos para tudo. Em todos.
Para viver tudo, sentir tudo, alcançar tudo. Ganhar tanto.
E não é ganhar de vencer. Ganhar de se permitir.
É partilhar e viver, momentos, emoções e sentimentos.
Não é sobre mais pra menos. Maior ou menor. Melhor e pior.
É sobre conseguir, estar ali, de viver para saber.
Também é sobre construir. O amor, o afeto. Um abrigo.
Não conter, delimitar ou para desconstruir.
É destruir o apego, o medo de ir. Porque já vai voltar.
Não há perdas, só há ganhos. Lembranças, recomeços.
Chuva que não alaga represa. Só pode contribuir, retribuir.
Para que o amor recomece de onde o apego foi cego.

Inserida por rahifsoliva

⁠Na minha solidão via ondas
Agora observo vales e montanhas
Conto casas, vejo festas, ouço barulhos
Vejo os carros que passam entre caminhos estreitos
Observo as estrelas no céu, minhas fiéis companheiras
Sinto a falta daquele que expulsei com os meus temores
Sinto o vazio de sua presença, a incompletude
Observo o caminho que outrora fazia
Reflito sobre o compassar do tempo
Concluo que o tempo de Deus é perfeito e os acontecimentos nunca são frutos do acaso.

Inserida por JacileneArruda

Amar é cuidar um do outro mesmo quando estamos zangados,
e assim conto este conto em que qualquer semelhança com fatos reais
não é mera coincidencia, é realidade real e verdadeira, que começou há 62 anos...
Ósculos e amplexos,
Marcial

RESGATE DE VIDAS PASSADAS
Marcial Salaverry

Em nossa vida, sempre teremos algum resgate por algo antes vivido... Algo vindo de outras passagens que certas almas tiveram... Aquela nossa outra parte que tanta falta nos faz. Aquela outra nossa parte que buscamos desde que nos entendemos por gente. O principe/princesa encantado/a. E juntos finalmente poderemos nos entregar ao cumprimento de nossa missão, que sempre será o bem comum, o amor universal, o encontro de nossa verdadeira essência que nada mais é do que o AMOR que certamente nos levará ao Nirvana... o juntos para sempre.

Relato a seguir um resgate que se realiza a mais de sessenta anos, dentro da mais completa harmonia.
Neyde e Marcial eram duas pessoas que jamais poderiam sequer se encontrar, pois levavam existências completamente antagônicas. Ela, vivia voltada para a família, pertencendo ao que se chamava na época “meninas de família”, ou seja casa, escola, eventualmente algum bailinho com a turminha de amigos e amigas, e aqueles namoricos de portão, sempre sob estreita vigilância de alguém. Ele, ao contrário, adorava a vida noturna, frequentador assíduo das “gafieiras” da época, e sempre procurava a companhia das chamadas “meninas fáceis”. Vivia apenas pensando nos prazeres da vida. Um encontro entre eles, seria como o encontro entre o Sol e a Lua (ou a Sol, e o Lua...).

Contudo, o Destino caprichosamente os colocou frente a frente em um salão de baile, quando ela tinha brigado com o namorado (estando “livre” portanto...), e ele, por um incrível jogo de coincidências fortuitas, não estava com sua quase noiva da época, e fora a um Baile de Formatura, quase que forçado por um amigo, e muito contra sua vontade, pois queria dar uma voltinha para matar a saudade das meninas de sua gafieira favorita.

Ao vê-la descendo as escadarias do salão, sentiu como que um arrepio premonitório, e comentou com seu amigo Zé Maria: “Com essa, eu casava amanhã”, provocando uma sonora gargalhada do amigo, que acrescentou ser mais fácil uma galinha criar dentes do que ele casar-se, boêmio convicto que era. Bem, alguma galinha deve ter surpreendido algum dentista...

O amor surgiu entre ambos naquele salão, como algo estranho para ambos, que não sabiam explicar o porque do inusitado da situação. Logo começaram a namorar. Contrariando todos seus hábitos, Marcial ia visitá-la quase todos os dias, submetendo-se ao “namoro vigiado” da época. Nem mesmo ele conseguia explicar o porque dessa mudança. O porque desse sentimento tão forte que lhe dominava completamente o espírito. Ninguém em sua família acreditava na seriedade de seus propósitos, acreditando que ele apenas queria mais um troféu de caça. Apenas Dna Elena, sua mãe, que inclusive disse textualmente: “O caso de vocês vem de muitas vidas. E vocês vão ficar juntos para sempre, amando-se para resgatar tudo o que trazem dessas vidas.”

Em pouco tempo, Marcial mudou completamente de vida, e depois de outra estranha coincidência, provocada por uma briga com sua irmã, decidiu sair de casa, e apressar o casamento. Mais uma vez, a família duvidou, e apenas sua mãe afirmou que eles teriam longa vida juntos e fariam muitas viagens. Assim foi, e assim aconteceu Neyde e Marcial permanecem juntos já há mais de sessenta anos, apesar de terem personalidades praticamente incompatíveis. Do que um gosta, o outro abomina. Mas aceitam-se, respeitam-se e o amor entre ambos é “imexível”. E é em nome desse amor e de como sempre souberam aparar as arestas que foram surgindo que atravessaram os anos numa vida cheia de alegrias. Claro que problemas surgiram, que brigas aconteceram, mas o amor sempre prevaleceu.

Agora pergunta-se o que pode ter feito surgir esse sentimento tão forte, unindo duas pessoas tão diferentes. E a melhor resposta foi a premonição de Dna. Elena, sobre o resgate de vidas passadas. Esse é um autentico amor vindo de um ou de muitos lugares no passado, pois segundo palavras de Dna. Elena, eles tiveram muitos encontros mal resolvidos, e teriam esta oportunidade para por a escrita em dia, tendo nesta passagem a oportunidade para o resgate de muitas outras vidas.

Esta é a história real de duas pessoas que se uniram em nome de um passado distante, e que certamente dará à elas a oportunidade de encontrar seu outro Eu.
E para bem falar desse resgate, completando hoje, dia 19 de Setembro, "apenas" 62 anos de casado, quero desejar a todos que o dia de hoje seja UM LINDO DIA, como está sendo para nós, Neyde e Marcial...

Marcial Salaverry

Inserida por Marcial1Salaverry