Mudar de Cidade
Envolta em densa neblina
eis a pequena Echaporã
cidade rica em amor
acolhedora e hospitaleira
descansa sob o olhar vigilante
do bondoso Cristo Redentor
Cidade de todas as raças
Todas as cores e profissões
tabernáculo da fé cristã
que flui firme e estuante
orgulho dos moradores
dessa terra do Mirante
Ei-la envolta na neblina
Octogenaria, altaneira
não há quem não se encante
com a gentil e pequenina
De beleza louçã estonteante
princesinha da Serra do Mirante
Edite lima Novembro/2016
passarinho da Amazônia, eu conto ou tu conta?
Na moda da cidade você não existe, morra na queimada.
De longe não vejo o indio, nem a sua cenzala.
Coração Angustiado
Após entender a angustia de um coração, sai pela cidade em busca de entretenimento, caminhei por uma praça entre várias pessoas, cada uma com um semblante diferente, uma alegre a outra triste, uma chorando, a outra sorridente, mas pude perceber claramente, aquela que realmente estava contente, pois caminhava de forma suave, parecia estar flutuando, quase não se ouvia o som de suas passadas, era como se fosse uma pluma a si deslocar de um lado para outro no suave soprar do vento.
Oh coração triste e fatigado, por que está nesta ansiedade?
Sei que sofre como um aloprado, simplesmente pela confusão fatídica e insuportável de amar sem ser amado.
Sei que agora está procurando respostas, mas são tantas as perguntas, que não consegue se quer sincronizar com elas, infelizmente é assim, sentimento é algo difícil de ser interpretado, muitos falam de amor, mas com certeza nunca tenha usado, outros falam de paixão, mas se quer conhece o próprio coração, muitos não enxergam a realidade e falam de ilusão, enquanto outros estão próximos da felicidade, e tomam erradamente uma louca decisão.
Du’Art 08/ 01/ 2016
Passeio pela cidade
Hoje bem cedo ao acordar,
Saí a passear pela cidade,
Somente para recordar,
Momentos de felicidade.
Que sentia ao caminhar,
Pela orla da Riviera,
Vendo os pássaros a cantar,
Nas manhãs de primavera.
Sentia naquele instante,
O gostoso frescor da natureza,
No clarão de um sol radiante
Entre as flores e sua beleza.
Com o pensamento aflorado,
Podendo mirar o horizonte,
Enxergando algo inesperado,
Como o lindo maciço rosa do monte.
Utilizando os olhos como lente,
Captando imagens e gravando,
Numa parte reservada da mente,
Que aos poucos irão se revelando.
Du’Art 31 / 01 / 2015
Deus não disse que vomitaria a cidade de Laodicéia da sua boca, mas sim as pessoas mornas que lá viviam. Por isso, vigiemos o nosso próprio coração para não sermos também vomitados por Deus, como os de Laodicéia foram.
Andando pela cidade com vários pensamentos transitando pela minha mente, deixando muitas pessoas passarem despercebidas, além do restante da movimentação presente.
Então, só quis seguir em frente,
sem nenhum destino específico,
muito menos algo inconveniente,
pois já estava entediado com uma inquietação no meu espírito,
não queria ser mais perturbado.
Saí para afastar-me um pouco
do meu isolamento e ao mesmo tempo
ficar imerso nas minhas reflexões,
mas de certa forma, ainda estava isolado, preso a um sentimento
inexplicavelmente desagradável.
Numa determinada ocasião
duranteo meu trajeto, percebi um silêncio, não havia mais o movimento dos carros, estabelecimentos com suas portas fechadas, não avistava ninguém, tudo ficou acinzentado, aparentemente tinha ficado sozinho.
Em busca de alguma explicação,
continuei caminhando,
até que fui surpreendido
quando ela cruzou o meu caminho,
de imediato, chamou a minha atenção e consegui fazer o mesmo, logo veio na minha direção.
Ficou um de frente para o outro,
nossos olhares conversaram na mesma língua,
ambos confusos, ofegantes
e sedentos para saber o que estava acontecendo.
Após alguns instantes, respiramos fundo e finalmente externamos algumas palavras, seu nome era Violeta, estava vagando a mais tempo e sua experiência até aquele ponto, não tinha sido muito diferente da minha, assim, decidimos encontrar uma resposta juntos.
A partir desta decisão, seguimos o nosso propósito, cuidando um do outro. Entre risos e desabafos, compartilhamos nossas vivências anteriores, alguns choros e abraços.
Aos poucos, aquele sentimento que mencionei no início foi ficando cada vez mais fraco, o semblante dela também estava mais amistoso,
as cores a nossa volta voltaram todas
e tudo o mais voltou ao normal,
trânsito dos carros, pessoas em várias direções e estabelecimentos abertos.
Ficamos olhando tudo admirados
como se tivéssemos despertado
de um sonho, o que foi muito curioso,
tendo em vista que até pouco tempo,
éramos dois estranhos,
entretanto, não chegamos em nenhuma resposta e nem nos importamos.
E ainda com os nossos corações ardentes e nossos olhares exultantes,
beijamos-nos intensamente por alguns deleitosos instantes.
Depois, trocamos nossos números,
em seguida, Violeta Alencar precisou retornar para sua família e eu precisei regressar para minha casa,
mas sinto que realmente
não foi uma despedida,
pois nossas almas estão conectadas.
Que hoje à noite, todas as luzes da cidade se apaguem, que as estrelas sejam discretas, pois o teu brilho merece o destaque, será a tua hora dourada,
quero ser iluminado por tua rica resplandecência.
Então, brilha com a tua essência ardente,
que eu possa acender o teu sorriso
belo e radiante,
resplandece com o teu jeito envolvente,
com a veemência das tuas emoções,
um amor forte e reluzente
que causa deleitáveis sensações.
Levando em conta tudo isso,
minha amada,
darei uma pausa no tempo
para desfrutarmos este nosso encontro de corpos e almas,
iluminados pela Luz do nosso amor recíproco
com uma intensa vontade que não se apaga.
"Não adianta trocar de casa, de bairro, de cidade,
de país, de amor...
Se você não trocar de você!"
☆Haredita Angel
Natal
Cidade noiva do Sol
Que hoje se deteriora
Pela falta de memória
Que nos deixa esquecer até da história.
Faz com que nossa cidade Ainda continue numa realidade
Que de forma poética
É até bonita de verdade...
Provinciana em tudo
Não se tem futuro
E se desenvolve sem um ordenamento maduro
Que se pense em cidade
E se pense em futuro!
Natal tem vivido um absurdo
Esquecido os jovens, o meio ambiente e a nossa gente Que segue em uma cidade
Gerida de soluço e vaidade.
Anos se passaram e o PPA não efetivaram
De que vale ter juntos pensado
Em um momento participativo
Mas que hoje demonstra que serviu só de circo
E para o povo pagar mico...
Não sei se sigo
Pois a cada palavra ainda mais me inspira
A falar não só de tristeza, Mas também de alegria
Pois Natal mesmo com essa demasia
Ainda continua bonita e viva...
Então conclamo
Em nome de todos os sonhos
Dos que a amam
Que não deixem a cidade ir Para o sentido de manter vaidades ou sigilos
Temos que lutar e nossa cidade retomar
Desse povo que, de nós, nossa cidade querem roubar Deixando a cidade
Como disse na primeira parte
Se deteriorar
Natal precisa é avançar
E para isso
O povo tem que voltar a enxergar!
Despedida
Ainda que na mesma cidade
sendo iluminada pela mesma lua
a distância se instalou e sem rumo
existe um abismo entre nos duas.
Sei o seu percurso de volta a casa
somos separadas por uma janela
de longe vejo os carros passar
no horário marcado sei que vai está lá.
sinto falta mas quando resolvemos desistir não foi algo que de fato veio para nos unir, pensando agora, você saiu da prisão e eu continuo aqui por mais um tempo até que você desapareça por completo.
A lua está tão linda
os aviões parecem estrelas no céu.
" Nesta cidade desvairada...
Pessoas indo...voltando…
Rindo... chorando…
Atrasados para o seus compromissos…
Cada uma em seu mundo particular…
Perdidas em seus próprios pensamentos…
Cegas por suas tecnologias...
Nesse mundo tão caótico do dia a dia…
Nessa velocidade frenética…
A cidade não para…
Alguns invisíveis…
Alguns se reencontram...
Outros se perdem…
Ou perde alguma coisa…
Num piscar de olhos…
As horas passam…
O dia acaba…
A semana se foi…
O mês se perdeu…
O ano ninguém viu…
Ninguém viu ou sentiu...
Nesta cidade desvairada…
A inocência no sorriso da criança…
A delicadeza do beija-flor bebendo seu néctar…
Os malabaristas dos faróis…
O aquecer do sol em sua melanina…
O ar que enche seus pulmões que lhe dão vida…
As batidas do coração...
O casal de idosos andando de mãos dadas…
O outono se despedindo…
Para dar passagem à primavera…
O encontro do sol com a lua todo fim de tarde…
As chuvas umedecendo as terras férteis…
Ou sentiu o cheiro de terra molhada…
A brisa do vento que lhe tocou o rosto…
Os irmãos que acolheram os invisíveis...
Às estátuas humanas pelas ruas agitadas…
O silêncio que paira no ar...
Porque "todos" estavam desvairados…
E não!!!
A cidade está atilado no seu modo de ser…"
O lugar, a rua, a cidade pouco importa.
Desde que seja ainda nesta vida.
O nosso encontro.
Dois corações.
Que se buscam.
E perseguem com coragem, através do tempo, e de outras vidas.
Escrever uma linda história.
Para que o sentir não fique no "e se".
Mas que se torne real.
Como o amor, que é imenso.
E que muito em breve, nossas chaves abram a mesma porta.
Pois ali será o novo endereço da felicidade.
.
Corajoso mesmo não é aquele que destrói uma cidade com bombardeios, é aquele que reconstrói honrando sua história.
Terça-Feira, Madrugada
Noite enjaulada
A Cidade parece escondida
Paisagem parada
Não vejo sinal de vida
Trancaram todos os portões
Estou sozinho comigo
Chego a ter medo dessa paz
Que se abriga em todos os quintais
Todo Mundo foi dormir mais cedo
A cor da luz da noite
É daquelas que se vê raramente
E eu ouço aquele característico
Som que sempre emana do silêncio
Seu tímbre tem algo de místico
Abafando os ruídos da noite
Estalidos e crepitares
Imagino ouvir distantes
Quebrares de ondas que vêm de algum Mar
A Lua tem ar suspeito
Daqueles de quem sabe algum segredo
Mas não conta pra ninguém
De jeito algum
Há anjos em pé, por sobre as nuvens
Fachos de luz, quase que imperceptíveis
Cruzam os Céus em movimentos lentos
Modorrentos
Parece que a qualquer momento
Virão pairar pertinho da janela
E anunciar que é hora de partir
Pra algum lugar
Onde eu não quero ir
Desejo boa noite
Apago a vela
Vou dormir
Assim como as pedras
Não podem ser chamadas
de cidade
Minhas palavras eu sei
Que não dizem nada
Meus pés não fazem a estrada
Minha alma
há muito desenganada
já sabe que asas
Não significam liberdade
Palavras no alto da montanha
Ecoam
Há muito eu estou lá
gritando à toa
Saber escrever
Em linha reta
Não faz, nunca fez
e nem fará jamais
de mim um poeta
Silêncio e nem dinheiro
trazem paz
A luz do Sol
não faz o dia
Tentar achar a paz perdida
Não traz mais
Harmonia
em minha vida.
A MULHER QUE TOCAVA ESTRELAS COM A ALMA.
Numa manhã fria de março de 1857, na cidade escocesa de Dundee, nasceu Williamina Paton Stevens Fleming — uma menina que, ainda antes de conhecer o céu, já carregava as estrelas dentro de si.
Aos 14 anos, já era professora.
Mais tarde, foi abandonada grávida pelo marido ao chegar aos EUA.
Sem opções, tornou-se empregada doméstica…
…na casa do diretor do Observatório de Harvard.
Frustrado com seus assistentes homens, ele disse:
“Minha criada escocesa faria um trabalho melhor que todos vocês.”
E fez.
Em 1881, Williamina trocou o avental pelas lentes astronômicas.
Sem diploma. Sem cátedra.
Mas com a mente brilhante e a alma determinada.
Foi pioneira entre as “Computadores de Harvard”, um grupo de mulheres que — nos bastidores da ciência — traçou os mapas do céu com os próprios olhos.
*Ela catalogou mais de 10.000 estrelas.
*Descobriu 10 novas.
*Identificou 59 nebulosas e mais de 300 estrelas variáveis.
*Criou o sistema de classificação estelar ainda usado hoje.
Num universo dominado por homens, ela se tornou a primeira mulher membro honorário da Real Sociedade Astronômica.
Williamina não apenas estudou as estrelas.
Ela se tornou uma.
Inspiração que atravessa séculos
Mesmo invisível aos olhos de seu tempo, ela redesenhou o céu.
E nos ensinou que é possível renascer das cinzas,
brilhar no silêncio,
e escrever a própria constelação — com coragem.
“Quando você sentir que está à margem da história, lembre-se: até as constelações só se formam depois de noites inteiras de paciência.”
De toda minha vida, quase três partes se passam na cidade onde, em meio à competitividade, insisto em sobreviver e adquirir conhecimento, mas se não fosse a primeira parte vivida na roça onde aprendi a arte da humildade e da sobrevivência, certamente já teria sucumbido.
