Mudar de Cidade

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⁠Feliz de todo aquele que vive na cidade e não pensa e nem interpreta a vida, as noticias e os movimentos, como a maioria.

Inserida por ricardovbarradas

⁠*Água sobre a cidade*


Num tempo, São Paulo seca.
Agora, encharcada...

Como se as águas conscientes,
Morando nas profundezas da terra,
Entendessem o seu lugar
para retornarem sempre:
Ora amigas.
Ora bravias.

Matando a sede,
Enchendo casas,
... Ruas
... e as próprias almas!

junho/04

Inserida por hidely_fratini

A voz da Natureza é o silêncio colorido; esta emudece: quando chega a cidade.

Inserida por JoniBaltar

A cidade é uma aldeia em bicos dos pés.

Inserida por JoniBaltar

⁠É na Natureza que tu aprendes a não ser uma cidade vazia.

Inserida por JoniBaltar

Então me sentei sobre o céu estrelado e senti uma vontade louca de chorar olhando a cidade adormecida.Havia tantos casais a minha volta e só eu ali,tremendo na noite gelada sem ter ninguém para abraçar, me sentindo abandonada,perdida e oca,vazia,querendo amar mais do que tudo,querendo sentir de novo as borboletas bagunçando meu estômago,a adrenalina,a tontura…Pois apaixonar-se não é algo prático como matemática,só resolver ax + b e pronto,é mais como um terremoto,porque você nunca sabe quando vai acontecer e nem como e não entende a intensidade até o chão começar a tremer.

Inserida por audreyponganborteze

⁠Coloquei música no meu ipod e uma melodia suve me invadiu. Garoava lá fora e a cidade parecia levamente cinzenta. Pessoas andavam na rua apressadas com seus guarda-chuvas enquanto Edu Lobo e Tom Jobim cantavam “Luiza” no meu ipod fazendo eu divagar e pensar em como seria morar ali, se seria caótico, se seria mágico, se as pessoas liam Erico Verissimo e ouviam Tom Jobim, como eu. A chuva caía suavemente escorrendo pelo vidro da janela e uma moça corria segurando um guarda-chuva vermelho. Eu achei a imagem digna de um quadro e se eu fosse artista eu pintaria um quadro, mas eu sou escritora, então escrevo, então descrevo. Descrevo como o guarda-chuva revolto se agitava com o toque do vento, de como a garoa aos poucos queria se transformar em uma chuva. Descrevo como um sol preguiçoso se escondia atrás da névoa... fui tomada de uma onda de suavidade e eu tive me segurar para não cutucar Josh no banco da frente e mostrar a música que eu ouvia e dizer como era bonita, como era poética. Eu queria dizer que o cenário lá fora combinava perfeitamente com a música e como daria um belo quadro, uma bela canção, um belo poema. Eu queria dizer tudo isso, mas me detive. Ele certamente acharia que eu era idiota. Eu não sei dizer diário porque pensei em cutucar Josh e falar para ele sobre bossa nova e sobre poesia aquela hora da manhã. Não sei explicar logicamente a mim mesma porque entre tantas pessoas ali no ônibus eu pensei em Josh. Não sei dizer porque eu pensei que certamente ele seria a única pessoa no mundo que poderia entender, que poderia me entender. Pensei que nenhuma de minhas amigas entenderia aquele momento de sensibilidade em que a chuva caía suavemente e como a música corria por minha mente, levando-me com ela. Nenhuma de minhas amigas entenderia pois elas jamais teriam a sensibilidade suficiente para isso, para sentir a música e a poesia correndo pelo corpo como chuva, mas eu pensei que Josh entenderia e não sei dizer ao certo porque tive essa sensação naquele momento.

Inserida por audreyponganborteze

Foi engraçado olhar para a cidade e para os lugares e ver que tudo está exatamente igual ⁠apesar de parecerem tão diferentes! Na verdade as ruas, as casas, os prédios, tudo está exatamente igual. Quem mudou fui eu.

Inserida por audreyponganborteze

Se alguém encontrar um travesseiro perdido pela cidade...não de ouvidos ao que ele vai dizer, pois ele vai estar embriagado, pois ronquei nele a noite toda. (Patife)

Inserida por SaulBelezza

⁠Letras desbarrancadas
de muito cansaço
de tanto se queixar
as margens da BR-470
na cidade de Gaspar,
aqui em Santa Catarina,
somos vozes isoladas
de um vício antigo
que não é só brasileiro
e está espalhado por
toda a América Latina,

Nesta estrada federal
onde há espécies
raras de árvores que
o Homem se sente
autorizado a derrubar
do Pau-Brasil
ao Jequitibá-Rosa,
Nada escapa do radar
desta gente ambiciosa
que insistem o país
da gente descaracterizar;

Letras muito cansadas
de gritar pela vida,
pela liberdade
de consciência
e pelos nossos
povos originários,
nós latino-americanos
estamos sufocados
vencendo barreiras
para no futuro
a memória
em todas as escalas
não ser desaparecida,
No meio dos Mapuches
que ainda esperam
pela justiça lenta,
as minhas letras
estou no meio da tropa
que o fel da rotina arde
mais do que gás pimenta
neste mês de março
que a prisão injusta
que o General está,
e a fé de todos experimenta.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Ascurra Poética

Nascida de uma História
de glória para reverenciar
outra glória esta cidade
gentil sempre faz História.

Ascurra adorável vizinha,
de lindas vinhas e do arroz
saboroso que eu encho
com todo o gosto o prato.

Eu, poetisa desta Rodeio,
sem cruzar as fronteiras,
saúdo a Ascurra poética
e suas linhas pioneiras.

Ascurra poética e terna,
a tua gente simpática
sempre me ganha fácil,
e quem te visita se encanta.

Ascurra, minha adorada,
não precisa ser feriado
para dizer o quanto
por mim és inteira amada.

Eu, poetisa desta Rodeio,
te levo no peito por ser
quem és e o teu povo ordeiro,
és a catedral de escudos cristalinos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Blumenau Festiva

⁠Uma cidade poema
chamada Blumenau
que te recebe de braços
abertos de verdade,
e só de olhar para você
pensa em Stammtisch,
porque te ter por perto
é razão para ser feliz.

Blumenau querida,
é na Vila Germânica
que a tua presença
se observa romântica.

Uma cidade poética
que as origens não nega,
e todas as gentes
com boas festas reúne:
amo tanto você que
não nego o meu ciúme.

Blumenau festiva,
na Festitália
e alma posta na mesa:
a minha alma delira.

Um poema cidade
chamado Blumenau
que para amar não
tem e nunca teve idade,
e na Oktoberfest
te leva pela mão
para rodopiar no salão.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rodeio sob o Céu

A cidade de Rodeio
sob o céu armado
desta tempestade,
Um sonho apaixonado
contigo no domingo,
Te quero sempre como
meu eterno namorado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rodeio Amorosa

Onde o Pico do Montanhão
abraça esta cidade,
Ergo para o céu a gratidão
por poder morar onde
a Natureza escreve
um poema diariamente
e meu coração se derrama
de devoção amorosamente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Campo Belo do Sul

Minha amada cidade,
a tua origem tropeira
que fundou a Freguesia,
és fonte da minha alegria.

Minha preciosa cidade,
que nunca da origem
se esqueceu e sempre
há de abrir novas rotas
corajosas rumo ao futuro.

Minha linda Freguesia
de origem que virou poesia
de gratidão e veneração
sob os aparados da Serra.

Fazenda tu nasceste
sob a virtude mariana
de Nossa Senhora
do Patrocínio dos Baguais:
você sabe que te amo demais.

Campo Belo do Sul, gentil,
minha terra de encantos,
tu és filha bonita que por ti
meu coração reverencia
nas águas do Despraiado Scotti
e agradece a colheita do Kiwi.

Campo Belo do Sul, meu amor,
pela tua História, por tua gente
e pelos teus deliciosos sabores,
não nego que morro de amores,
de ti jamais sairei porque dentro
ergueste uma cidade total em mim.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Timbó Profunda

Eu, poetisa, da cidade vizinha,
te celebro por tudo aquilo que
fostes, és e sempre será na vida.

Ando contando no calendário
os dias da Festa do Imigrante
que para setembro foi transferida.

Eu, poetisa daqui de Rodeio,
te celebro até mesmo
enquanto a festa não vem.

Porque te amo do alto e com
o mesmo balanço do Morro Azul,
És filha bonita de Santa Catarina
e jóia preciosa da Região Sul.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Dona Emma

Na margem direita
do Rio Krauel
escreveu-se um poema
que ergueu cidade,
Jóia que esplende no Vale.

Dona Emma, eu te celebro
por tuas lavouras
e a tua herança na caridade.

Dona Emma, eu te agradeço
por tudo que me deste
nesta Pátria da Liberdade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠Dicas para quem quer escrever um poema para a sua cidade

1- Não se preocupe em ser certinho na hora de escrever, manifeste o seu sentimento afetuoso pela sua cidade,
escreva como se estivesse conversando com uma pessoa que você admira muito.

2- Não tenha vergonha de elogiar as pessoas da sua cidade.

3- Conheça a História e os aspectos geográficos da sua cidade.

4- Elogie a História, a Natureza, a Cultura, a fé e as festas ou algum outro aspecto que você ache interessante em registrar no seu poema sobre a sua cidade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Garuva

Olhando para a Serra do Mar
plena é a cidade de metal
que se ergue com industrial
sabedoria e repleta de lavouras
de amor por mãos europeias
que o Atlântico cruzaram
em busca de uma nova vida.

Minha Garuva maravilhosa
agrícola e madereira
dos rios e da Baía do Babitonga,
é nas Cascatas do Quiriri
faceira que celebro somente a ti.

Minha Garuva profunda,
meu Paraíso das Águas,
meu Caminho dos Príncipes
meu Caminho do Peabiru
real, etéreo e mais sublime
que ao tempo resiste.

Minha Garuva mística
do Monte Crista
e dos Campos do Quiriri,
o meu coração mora em ti.

Minha Garuva inebriante
de lábios de alambique,
coberta de flores e radiante
tu és do Nordeste de Santa Catarina
mais preciosa do que diamante.

⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Rodeio Poética

nesta cidade tranquila
em domingo orquestral
pelo cântico da passarada,
sei que sou por ti amada

fiz o meu poema postal
para que alcance e te leve
pela mão a viver o destino
previsto pelo coração

aqui o Rio Itajaí-Açu
a terra corteja,
a minh'alma aguarda
por você e sempre
carinhosa te beija
nesta distância que fará
na vida a gente se encontrar.

Inserida por anna_flavia_schmitt