Mudar de Cidade
Paraíso encantado
Uma cidade que encanta e seduz.
A história e seus monumentos, as artes, a floresta, os rios e toda a biodiversidade existentes fazem parte de um contexto paradisíaco.
Andar pelas ruas de Manaus é se sentir como integrante de uma ópera, a mostrar um lirismo capaz de transportar através do pensamento para um passado de glórias e encantamento.
A luz do Sol vem chegando
Enquanto a cidade iluminada pela luz artificial
Dorme sem se dar conta de um grande espetáculo da vida
No final da madrugada a força da energia se resplandece
Do horizonte do espaço traz a esperança de um dia radiante de alegria.
Curitiba
“” Ouço o ecoar e o sinto o cheiro de minha cidade
Chego perto e ainda é pouco o que habita a alma
Normalmente, um coro de pássaros me acompanha
Nessa bela casta e pacata urbe
Ventos calmos acariciam a chegada
Mesmo assim desperto. Já é madrugada
Assim rompe a aurora
Reluzindo vida que há lá fora
Pinheirais despontam na mata
Colossais verdes em perfeita evolução
Coragem de botas apertadas
Redefinem o amor no coração
Sou do sul sou do lugar
Sou da lida do luar
Onde as aves cantam pra vida
Sou cheio de amor por ti
Curitiba...””
“” Em uma cidade de papel
Nossa história
Ainda é página em branco
Nas ruas delimitadas por linhas
Tortas ou não, rabiscam.
Ditadas pelo destino
Poemas serão
Quem sabe a dor sufoque a alma
Até conhecer o amor
No desenho do nosso coração...””
Não é a cidade
é você
hoje ali é aqui
num voo só
tudo rápido
e rasteiro
certeiro como flecha
direto como pensamento
assim não há desculpa para dizer
que não se vai
nem vem
vai e vem
a pé ou de trem
vá e venha
se atenha
ou passe a outro a senha
e vire história.
"" Desceu a lama
e junto desceu a dignidade
a felicidade
a cidade
só ficou barro e calamidade
diante de tanta tristeza e dor
que não falte solidariedade
que não falte amor...""
" sob o telhado, leopardo urbano mia de amor
a cidade dorme, o caos dá um tempo
solidão acorda o poeta
que acostumado torce para que o romance dê certo
mas parece que ela, hoje não quer
resignado,vaga pelos muros
cantando, madrugada afora
sua triste canção...
Há de ser feliz
contra tudo e contra todos
porque felicidade é uma cidade
onde vive quem quer e aprende
dissolver qualquer tristeza
e ver na vida a beleza
mesmo que algum espelho, diga que não...
Um a um tomam a cidade... Os pêlos do corpo levantam e os pés pisoteiam calçadas e ruas... Os gritos da revolução ecoam novamente... Lágrimas escorrem... Estamos dispostos a tudo mais uma vez... Saímos em uma diáspora de paz para tomar de volta tudo que nos roubaram... Viva o ativismo! Viva a revolução!
Mas... ai de mim!
Era moça da cidade.
Escrevia versos e era sofisticada.
Você teve medo.
O medo que todo homem sente
da mulher letrada.
Não é preciso uma guerra para tornar uma cidade em terra arrasada. Basta eliminar as suas indústrias.
Dia da primeira consulta marcada em uma clínica psiquiátrica na cidade de Goiânia/Goiás. O paciente, meu tio Mário, que, embora aparentasse uma pessoa lúcida e inteligente, frequentemente passava por graves crises esquizofrênicas e distúrbios mentais que já lhe acarretara até mesmo riscos à sua integridade física.
No consultório da Dra. Michelle, minha tia Marta, acompanhante do paciente, ouvia, atônita, a conclusão da psiquiatra.
- Seu irmão não apresenta qualquer disfunção ou distúrbio mental. É uma pessoa definitivamente normal. Mais normal até mesmo que muitos de nós. Não há necessidade para nenhuma medicação.
Sem argumentos para contestar a conclusão médica, minha tia decidiu procurar um outro psiquiatra. Quando saíam do consultório, a Dra. Michelle quis saber o que acontecera ao olho direito do meu tio, que perdera a visão em um acidente quando ainda era criança.
- Foi um policial da ROTAM que furou – respondeu ele, fazendo gestos com as mãos enquanto explicava o acontecido. – A gente estava brincando com espetinhos, sabe, Dra., espetinhos? E ele furou meu olho! – concluiu, para o espanto da psiquiatra, que reviu sua posição anterior, e prescreveu-lhe alguns medicamentos controlados.
Chegando em casa, perguntei-lhe porque inventara aquela história para a psiquiatra.
- Ora, o meu olho não foi atingido por um espeto enquanto eu brincava com o João? Pois é, hoje ele não é um policial da ROTAM? Então, eu não disse nenhuma mentira. Foi um policial da ROTAM que furou meu olho com um espetinho! Ela não me perguntou quando isso aconteceu!
Não consegui conter a risada. O meu tio era mesmo mais normal e inteligente que muitos de nós. Se ela tivesse conversado um pouco mais com ele, correria o risco de concluir que o louco ali realmente não era ele...
Do que eu gosto em Bruxelas?
Da diversidade.
Da idade.
Da cidade.
Das diferenças.
Dos semelhantes.
Da individualidade conjunta.
Do respeito ao conjunto,
e à individualidade!
E de mim, quando estou por aqui!
quando você está ne uma cidade grande sua mente fica barulhenta,, quanto está numa cidade pequena reina a paz interior.
Sou um ignorante da cidade ou até um sábio selvagem da favela, mas que nunca quis retirar de ninguém o que não me pertence;
*Amor do Campo
Marise morava na cidade. Trabalhava como secretária em uma empresa de grande porte, mas estava cansada daquela vida de escriturária.
O trânsito, o barulho, a poluição, a violência.
Tudo isso a sufocava.
Um dia, Marise decidiu mudar de vida, partiu para uma pequena área em Paraty.
Preparava-se para trabalhar no sítio .
Arrumou suas coisas e foi morar no campo. Sol e leve brisa vindo do mar.
Comprou um sítio pequeno e começou a plantar hortaliças e criar animais.
Marise conheceu um rapaz alto, de olhos verdes, que também morava no sítio ao lado.
Ele era sitiante há muitos anos.
conhecia tudo sobre a vida no campo.
Marise despertava uma vaga lembrança de que o conhecia desde jovens Formou-se a amizade, e o rapaz virou amigo do peito.
Passavam horas conversando sempre que podia.
Trabalhando, batalha dura da vida, os sonhos, os planos. Aos poucos, iam produzindo tudo que podiam, inclusive o sentimento de amizade formando inseparáveis momentos.
Fortificar não só o campo, mas a mente.
Produziram muito. Uma união intensa, pelo sítio, pelas plantas, uma espécie de paixão e cumplicidade agrícola. Plantar, Colher coisas bons no futuros
Plantavam as hortaliças, frutíferas. Sentavam-se na varanda para contemplar o pôr do sol e prosear.
Plantaram a semente, a amizade eterna da vida.
Depois de todos esses anos, voltar a minha cidade Natal faz eu reviver tantas memórias e bons momentos. Já faz mais de um década que deixei esse lugar para explorar esse mundo. Eu era tão jovem. Meu objetivo era apenas me conhecer melhor e viver tudo aquilo que eu sonhava. Mas os planos mudam e eu escolhi criar raízes em outros lugar. Ao passar por essas ruas, me lembro da minha infância e da minha adolescência, de todas as pessoas que conheci, de todos os lugares que frequentei. É incrível como algumas lembranças permanecem intactas. Chego a me emocionar quando vejo tudo o que deixei para trás, mas ao mesmo tempo, grata por tudo o que vivi quando decidi começar uma nova etapa da minha vida. É assim mesmo. Para nos encontrarmos, precisamos, muitos vezes, nos perder primeiro. É impossível esquecer o lugar em que crescemos, as pessoas que fizeram parte da nossa vida. Os caminhos mudam, é preciso seguir em frente, mas reviver algumas memórias é bom. Apesar de eu amar esse lugar, sei que nada disso me pertence mais. Meu lugar não é aqui. É bom relembrar, mas é melhor viver.
Há tantos lugares nessa cidade que me lembram você. Alguns deles não existem mais. Mas ao passar por determinadas ruas, em frente a um local que nos trouxe tantas memórias boas, é impossível não se lembrar de você. Já faz quase duas décadas que nos conhecemos. Nós éramos tão jovens. O tempo passou tão rápido e eu nem percebi. Tanta coisa ficou para trás, mas o que tínhamos de mais valioso, permaneceu. Algumas coisas simplesmente nunca mudam.
