Morrer
Antes de atirar a isca, certifique-se se ela está bem presa no anzol, o peixe pode morrer pela boca.
Prefiro acreditar que vou morrer sabendo que ainda posso encontrar tudo do que viver pensando que minha existência não é nada.
Poeta é todo aquele que está disposto a morrer bela beleza, nunca pela justiça, ao contrário dos santos e dos palhaços.
Todo homem só deve morrer quando for cabalmente instruído sobre a sua insignificância na eternidade!!!
Evan do Carmo
A PREGUIÇA MENTAL DOS ESTÚPIDOS
Gente estúpida vai continuar estúpida, e vai morrer estúpida, porque tem preguiça mental para estudar, só ler porcaria, especialmente sou for excitante. Mas quanto a ler o que lhe tiraria da escurida da ignorância, isso não, prefere perguntar para saber o básico, o mínimo suficiente que possa lhe qualificar como ser humano.
Serei sempre defensor dessa ideia, "o homem deve morrer por uma causa de vida e não por uma causa de morte..."
"Cedo ou tarde iremos morrer, por uma causa interna ou externa, alheia à nossa vontade. Então devemos morrer com a dignidade de quem abraçou a causa da verdade..."
SOBRE A CONTRADIÇÃO HUMANA.
Poeta: - Estou muito novo pra morrer.
Filósofo: - Estou velho demais pra viver.
Homem comum: Nunca é tarde pra viver nem cedo pra morrer.
Nem a morte valeria
Hoje eu poderia morrer, morrer pra te punir
outrora já pensei que minha morte
seria também morte para ti.
contudo, agora não é bem assim,
creio que nunca fui tão importante
como erroneamente imaginei
não vejo mais paixão nos teus gestos
nem desespero em tuas reações
quando sofro a angústia mortal do abandono.
há um egoísmo cruel em tua liberdade recente
quando por amor te dei alforria
não tenho mais parte contigo em teu paraíso
nem no teu inferno.
e aquele encanto do amor da juventude
inexoravelmente se apagou
como estrelas na eternidade cósmica
no apogeu vigoroso do meu querer, da minha empatia,
hoje não somos nem metade do que fomos um dia
mesmo se poeta eu fosse, como Dante, jamais saberia
descrever a tua atroz indiferença em poesia.
Relembrar é morrer
a vida que não temos mais
um barco esquecido no mar
de saudade que ficou ao vento
no esquecimento dos temporais
relembrar é voltar ao passado
e saber que aquele cais já não existe
só o que persiste é a ilusão
em um lugar inatingível
que engana os incautos
relembrar nunca foi viver
só se vive uma vez
sentir saudades é voltar
ao que se perdeu no tempo.
O SAMBA NÃO PODE MORRER,
Eu faço samba noite a dentro
Não perco tempo
Espero raiar o samba
Já fui um bamba
Na ladeira da Rocinha
A letra é minha,
Só me falta a melodia.
O samba se harmoniza
Mas não morre
Quem me socorre
É a poesia
Se alguém perguntar por mim
Diz que subi o morro
Pra cantar com o meu povo
Um samba novo, pra lançar no carnaval.
Do fundo do quintal
Escuto a voz de um coral
A me dizer, que o samba não pode morrer.
Que ele precisa renascer.
Que é preciso ver de novo
A alegria deste povo
Na Estácio, na mangueira.
Na ladeira da Rocinha
Já fui um bamba, hoje o samba
É quem dita a minha vida.
Na ladeira da Rocinha
Subi o morro para cantar
Junto com povo
Para aprender um samba novo
Para lançar no carnaval.
Todo ser humano deve viver ou morrer pelo que acredita. Isto é um direito universal, desde que não fira nem roube o direito de outro.
Existem três formas de se morrer, a física é a mais ostensiva e a que tenho menos receio, é uma consequência natural da Vida, que pode eventualmente ser tragicamente antecipada.A moral é a mais hedionda, um câncer que corrói a nossa alma aos poucos como o “esmalte derretendo um isopor, só restando um agonizante remorço em forma de rancor, resultante a uma personalidade deploravelmente apática,inerente de uma alma vil.A morte intelectual, nos torna natimorto, pois se não penso, logo não existo! Nos tornando um “ Neo-Zumbi”, escravos de “movimentos de manada”, tornando sua volição e cognição entorpecido .Inerente a uma personalidade fantasmagoricamente preguiçosa é inócua.
É a minha lei viver de amor...
Morrer não quero...
Desfalecer...
Sufocar de prazer...
Até na dor...
Sim...
Amar também dói...
Aperta o coração...
Nos tira o chão...
Faz a gente contar as horas ...
De agonia ...
Não ver o tempo passar...
Também nos tira a sabedoria...
Mas amar é bom...
No encontro das mãos...
Na troca e entender de olhares...
Saudades que não tem fim...
Pensar sempre na pessoa amada...
Em qualquer tempo...
Em todos os lugares...
Não há tempo consumido...
Nem tempo a economizar...
Além do amor, não há nada...
Apenas amar...
Um querer diferente...
Que envolve e doma a gente...
Harmonia suave...
Mas também insensatez deslumbrada...
Buscar sem saber o que busca...
Sem perdão e sem disfarce...
É lume que arde...
Na alma e no peito...
Deixando a gente sem jeito...
Igual a criança tola...
Que acredita no que, às vezes, não vê...
É viver entre a paz e a guerra...
Derrubando as distâncias...
Fazendo manhas...
Fatigado é procurar abrigo...
No seio ondes moras...
Enquanto a vida acontecendo lá fora...
E o antigo vazio...
Sendo preenchido...
Que hei-de fazer senão sonhar...
Não quero morrer de amor...
Quero viver...
Vivendo para te amar...
Sandro Paschoal Nogueira
