Morrer
"Ame como se fosse viver para sempre,
e perdoe como se fosse morrer amanhã.
Fazendo assim; Se o teu amanhã não
vier, certamente chegarás a Eternidade."
(Guto Lopes)
Posso até não morrer de amor por todos, ou talvez por ninguém, mas enquanto eu viver, desejo amar a todos como ninguém. amando, do meu jeito, imperfeito, mas sincero.(Guto Lopes)
Deve entender, todos vamos morrer, não deixe ninguém viver por você...
Deve entender, quem paga suas dívidas? então viva...
Quando eu morrer
Dá o que restar de mim
Às crianças
E aos idosos que esperam para morrer.
E se precisares chorar,
Chora pelo teu irmão
Que caminha pela rua contigo.
E quando precisares de mim,
Coloca teus braços
Em volta de alguém
E dá a ele o que precisas me dar.
Quero deixar-te algo,
Algo melhor
Do que palavras
Ou sons.
Busca-me
Nas pessoas que conheci
Ou amei,
E se não puderes deixar-me partir
Ao menos deixa-me viver em teus olhos
E não em teus pensamentos.
Podes amar-me mais
Deixando as mãos
Tocarem as mãos,
Deixando os corpos tocarem os corpos,
E libertando
As crianças
Que precisam ser livres.
O amor não morre,
As pessoas sim.
Assim, quando tudo o que restar de mim
For o amor,
Dá-me como um presente a alguém.
❝...Não deixe a magia
do Amor morrer
dentro de você.
O amor tem que
ser aquecido todos
os dias, como tomar
um bom café antes
de começar o dia,
como um beijo de
bom trabalho, como
um sorriso de boa sorte.
Carinho, afagos na alma,
faz toda a diferença...❞
-------------------------Eliana Angel Wolf
A minha calopsita, linda de morrer, fugiu de sua gaiola de arame apropriada com todo o conforto necessário, com água filtrada, ração de primeira e tudo mais, para ir morar no galinheiro com as frangas índio - gigante, galinhas rhodia - vermelha e um casal de garnizé. De início, achei bastante estranho, porém, depois, observando melhor, verifiquei que a convivência deles estava maravilhosa e bastante harmônica, com a calopsita querendo até namorar o garnizé, e, os demais, alegres e felizes com a visitante estranha no galinheiro. Lá pelas tantas, quando tudo parecia estar tranquilo, eis que a garnizé fêmea, talvez por ciúme da calopsita que paquerava com o seu parceiro garnizé, partiu para a luta corporal atacando a calopsita com uma bicada mortal, a qual, se sentindo em perigo iminente de morte, se não voa muito ligeiro, já teria sido levada a óbito em menos de segundos. Aí, eu que não sou bobo, pressentindo o acontecido, prendi novamente a calopsita em sua gaiola e, alertei-a a não repetir mais tal façanha, sob pena de sofrer uma prisão domiciliar, até que se resolva o incidente acontecido. Ela, gentilmente abaixou a cabeça e pediu-me desculpas, balançando a cabeça se sentindo arrependida, e, com certeza, não vai querer fazer tal proeza nunca mais, é o que esperamos.
Tem pessoas que não precisam nem morrer para feder, é só ficar um dia sem tomar banho mas mesmo assim, se acham!
RENASCIMENTO
Ela aprendeu no inferno que ao ser ferida
Ela precisa se permitir morrer
Suportar o sofrimento
Absorver cada gota de dor
Para não deixar vestígios do que lhe feriu
Até não haver o que ser absorvido
Nem sofrimento
Nem dor
Nem nada
Assim ela se cura
Assim ela renasce das nossas próprias cinzas.
MEU ALENTO:
Quando eu morrer,
Não me facultem alarde ou risos!
Não me chorem amargos sisos!
Eu não chorei nem sorri.
Quando eu morrer,
Se assim, o for meu querer,
Os ouvidos, guardai em potes de vidro
Pra que não possa te ouvir.
Sobre os meus olhos,
Plantai no mais alto dos outeiros
De frente pro mundo inteiro
Para eu ver, quem chora ou sorrir.
Quando eu morrer,
Só a língua deixai ao relento
Pra não calar o que sinto
E reportar o porvir.
E só quando eu morrer,
Separem do corpo o nariz
Esse aos eflúvios condiz
Guardem-no, nos florais,aos jardins.
PRESSÁGIO:
Enquanto nascemos começamos a morrer.
No vigor do corpo físico, definhamos.
Essas dores que sentimos,
Apenas, mensageiras são.
Menos dias, a cada dia,
Menos ser, a cada sonho,
Menos sonhos, a cada ser.
Sob sonhos!
Sonhamos tudo outra vez.
Assim, como o pensamento, logo passamos!
E quem não é o que é
Naquilo que é se perde.
02Fev2016
ALÉM - TÚMULO:
Falar de morte é utopia!
Nós não morremos. Apenas...
Morrer é tão somente uma cedência
Ao JAVÉ!,,,
À uma incumbência
Às vezes,
No prelúdio de nossa aurora.
O que muitas vezes destroça
Entes queridos
Na incompreensão de breve reencontro
Quiçá, na proclamação do Além - Túmulo.
