Mensagens Saudade de quem Já se foi
Tentativa...
E foi com aquele instinto selvagem
Que tentei esquecer um amor passado
Pela emoção da caçada imaginava não mais querer
Enganava-me todos os dias
Pelo cheiro, texturas, sabores desconhecidos
Tentava me afastar...
Nunca encontrei o que realmente procurava
Nunca pude adormecer sem lembranças
Nunca despertei sem a dor da distancia
Nunca esqueci o que queria esquecer
Meu coração dói, a cada pulso machuca, fere a alma
Meus olhos nunca choraram, não por isso
Era para ser um poema feliz
Mas a dor ainda é maior...
O tempo foi passando
inexorável e sem dó,
aos poucos, deixando ver
que um adeus se faria
numa tarde mansa
de um dia qualquer
Um gesto, um olhar esquivo,
uma palavra sem nexo,
tudo mostrando que acabava
o sentimento maior
De repente o adeus se fez,
sem surpresa, sem nostalgia,
deixando apenas atrás de si
um coração já desfeito
que para a solidão
uma taça de saudade
já oferecia
Foi uma triste despedida,
Silenciosa, quase despercebida.
Sem abraços, nem promessas...
Somente um olhar desesperado,
De um coração assustado
Rumo a uma saudade desconhecida.
Foi a mais triste despedida
Daquelas de quem a esperança foge
Certa que não haverão reencontros
Que acalentem a dor da partida.
Se foi, arrancou um grande pedaço da minha vida. 27 anos, que grande pedaço de vida. Que arrancou, mas não levou, porque deixou guardado só na minha memória, a qual não posso abraçar agora. Já não sei se é injustiça te amar tanto, te ter aqui e não poder te ver. Se posso te ver é quando fecho os olhos. É uma imagem sem vida, por isso quando muito te vejo, choro a falta de sua presença, porque a dor se assemelha a esse grande pedaço de vida. Que grande pedaço de vida levaste, mas deixastes aqui.
Ela não se diz, Ela foi
não é alegria, que esvoaça e poisa
Ela engasga, suspende e cala
no tempo de um susto
no tempo de um espanto. e vai
não falou, não disse que ia
Felicidade, é a coisa
não se diz, sobrou
no travo a saudade
na sensação tardia.
e quando eu morrer, um dia
que se guardem, meus olhos
junto ao encontro do encanto.
Ali, antes da saudade
entre o susto e o espanto.
e foi sobre esse voar
(de alma e pranto)
que se viu chuviscar
o sol (amplo e nascente)
e foi desde e por entre
o desanuviar do espanto
que um quê de encanto
se esfumou crescente
quem sabe se nevoando
solidão sobre os beirais
se lembrando ais
no crepitar da saudade
quem sabe, quem sabe!
Andei mais de mil léguas
Lugares foi mais de cem
Conheci muitas pessoas
No Brasil e mais além
Gente de toda idade
Só não sei se deixei saudade
No coração de alguém
Serenata...
Acredito que foi a época mais romantica que já houve...
Amava-se mais com a alma e o coração
do que com o sexo...
Um olhar, um suspirar, o som de um plangente violão,
conquistavam qualquer romantico coração...
SAUDADE DA SERENATA
(Marcial Salaverry)
Eita saudade danada
da serenata para a amada...
Daquela música cantada só para ela,
chamando-a para a janela...
"Lua... Manda tua luz prateada,
despertar a minha amada..."
E ela vinha, toda alvoroçada...
"Não há oh gente, oh não,
luar como esse do sertão..."
E dava aquele calor no coração...
"Tu não sabes como eu sou tão carinhoso..."
E se lançava aquele olhar malicioso...
Serestas, época que não volta mais,
e quanta saudade nos traz...
O romantismo pairava no ar,
era mais gostoso se amar...
A donzela pura e casta,
e o bravo pai a dizer : Basta...
Pegava-se na mão,
e era uma enorme emoção...
" Taí... eu fiz tudo pra você gostar de mim",
e com a janela aberta, amamo-nos, enfim...
O colorido da vida se foi. Novos dias são suportados e não mais vividos. Sonhos e desejos perderam a razão de ser.
A batalha foi árdua, o inimigo traiçoeiro, a ciência míope. Lutamos erguidos e encorajamos pela fé e na certeza que o melhor sempre acontece. Mesmo na dor aprendemos qual intenso e verdadeiro sempre foi nosso amor.
A vida agora é só uma contagem regressiva. Tenho pressa de melhorar para fazer juz de estar novamente ao seu lado na vida verdadeira.
Gatinha, como sempre te chamei. Uma Leoa como mãe. uma Cheetara como guerreira.
Minha Cheetara, minha gata guerreira.
Eu era completo e não sabia. Agora jamais poderei voltar a ser.
Infância
O quintal de casa era o meu paraíso; sempre foi aquele mesmo lugar, mas nunca em minha imaginação, isso já fazia valer a pena cada segundo ali.
buscar algo novo
dentro de algo que se foi
é a promessa mais ilusória
que se poderiam inventar
ouse amar
o que já não tem mais caminho e volta
e ouse partir
pra dentro de si
Cinzas
Viver? Morrer?
Isso nunca foi culpa sua.
Mas, quanto a amar Pedro?
Isso, sim! Isso você poderia ter evitado.
Mas por que permaneceram?
Sinto falta de Pedro.
Sinto sua falta.
Sinto falta de nossos encontros,
E sinto muita mais falta de nossas despedidas.
Até mais!
Até mais...
Nada mais.
Foi o medo que me levou até você.
O medo de ficar sozinha…
Foi o medo que fez eu admirar você.
O medo de que alguém tão especial e interessante nunca me olhasse…
Foi o medo que fez eu me apaixonar e me declarar para você.
O medo de perder a chance e nunca mais poder dizer nada…
Foi o medo também que me silenciou quando você fugiu…
O medo de te incomodar aí no seu cantinho.
Foi o medo que me fez escrever muitos poemas e mensagens pra você…
O medo de te ver triste, eu só queria te alegrar…
Foi o medo, sem sombra de dúvida que me fez te procurar…
O medo de nunca tentar… De nunca te abraçar…
Enfim, é o medo que me faz ficar aqui quietinha, na minha…
Você escolheu ir… eu respeito sua vontade, que definitivamente não é a minha…
É por essas coisas que amo o medo…
É por essas coisas que eu amo você…
Nostálgica manhã
O recado poema foi dado
me chega na lua ainda em prata
ilumina e brilha em meio ao clarão
traz o desejo em forma de rimas ...
Oh alvorada prateada
que tanta saudade retrata
nessa distância malvada!
Desperto do sono isolado
sem o amor ao meu lado ...
RECORDAÇÃO (soneto)
Não eras, pra ser, um amor oriundo
Do amor. Foi segundo intransigente
Lia-se-te no sentimento, claramente
O vagar distante, vazio e moribundo
Tinhas nos olhos, algo de profundo
Perturbador. Coisa que pouco sente
Em uma sede da alma tão diferente
Errando, e errante, e pouco fundo...
E nessa tristura, escura, fria, covarde
Na saudade aninaste, tão segregado
Reclinado na penúria dum mendigo
Porém, junto da poesia, ainda arde
Tua recordação. Cantar do passado
Que sinto há de ser teimosa comigo!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
21 maio, 2021, 07'53" – Araguari, MG
Casarão da esquina
Viveu um tempo, que foi um longo tempo de alegrias.
Avós, filhos, pais, tios, netos, amigos...
Farofa, pé de moleque, doce de manga, macramé, crochê...
E um mundo inteiro que cabia num quintal.
Hoje o casarão é um velho.
Sozinho...
Você foi o último toque.
O balanço que acelerou meu coração, o carinho esculpido nas lembranças e a poesia que exalo nas canções.
É, chegou o seu dia né?
Talvez não venha pro RJ nunca mais. A gente nunca sabe.
Foi muito foda te conhecer, por mais que tenha sido tão breve. Mas antes breve, do que nenhum pouco.
Melhor do que te conhecer, foi ter compartilhado momentos de prazer com você, dividir uma cama, dividir uma roupa despida, uma troca de olhar, uma conversa mais pessoal, uma entrega.
Dessas conversas mais pessoais, eu nunca te disse uma coisa: eu nunca soube lidar com a saudade.
Eu sou um cara que vivo com todas as saudades de quem eu gostei um dia. Sofro desde então com o passar do tempo.
Você se junta agora a esse time de lendas em meu coração.
Eu ficarei na sua torcida daqui do Rio de Janeiro. Acompanhando de longe, alguém que eu tive tão de perto.
Posso afirmar com segurança que você foi uma das pessoas mais importantes do meu 2021.
Sentirei falta de você e isso não terá um tempo. A saudade sempre será eterna!
Obrigado por tudo!
Deportei a razão
Foi exilada
No lado entediante de meu cérebro
Agora somos só nós dois:
Eu e meu coração!
