Mensagens de Sol
A bandeira vermelha
foi hasteada junto ao sol
na cúpula sagrada
da mesquita de Jamkarān,
Depois do brutal crime
o Império perdeu
a sua última cartada sã.
O ataúde do General
Soleimani passou
por mim e nem
o tempo esquecerá,
E ao Império
ninguém perdoará.
A dança do Deus da Guerra
ao blues do fim do mundo
não há quem não
esteja farto de escutar,
Pedindo em oração
a Deus para Israel
se livrar das garras
do Império e se libertar.
O lado considerado
mais fraco da história
nunca mais há de se livrar
e nunca irá emancipar;
Os povos deveriam
se unir para rechaçar
qualquer sinal de guerra
que o Império vier
a se manifestar.
Vejo o mundo em um
momento crucial,
Há quem ofende o outro
por selvagem para
intimidar quem não
convive com ditadura
como se fosse algo
corriqueiro e normal;
É vendo o giro do mundo
que encontro força
para seguir pedindo
pela liberdade dos povos,
da tropa e do General.
Nas mãos siderais
estão o Sol e a Lua,
nada desfaz o poder
dos teus sinais
que me fazem tua.
Com suas tramas
as Eta Aquárideas
os cabelos da noite
como chuva molham
e os lábios adoçam.
De nenhum passo
teu eu me perco
porque por nós
tudo quero, posso
e os nós desfaço.
Nas mãos do tempo
o amor insubstituível
está a caminho,
ainda não nos vemos,
e mesmo assim eu sinto.
O meu coração feito
de América do Sul
todos os dias compõe
uma canção por dia
quando o Sol se põe
na Amazônia Azul.
Sob as constelações
indígenas brasileiras
não desistirá de ir
além do Arroio Chuí
e do Monte Caburaí.
O teu lindo semblante
mesmo que castiguem
ou o tempo passe,
ele não se apaga nunca
e nem quando a Lua
no céu está erguida.
As híades do destino
na Linha do Equador
estão se alinhando
em nome do amor
e do que está escrito.
Trópico de Capricórnio,
aqui é próprio o Universo
em total acordo etéreo
ardente em segredo
que tem íntegro o poder
de me virar do avesso.
Quando o Sol se por
no horizonte Oeste,
ainda assim estarei
remexendo com cada
um dos teus sentidos,
com iguais trejeitos
que bailam os oceanos.
Com meu pensamento
diário pouco a pouco,
preparei o teu território
com a minha rebeldia,
e todo o sentimento
de puro enamoramento.
Muito mais próxima
estarei com vitória
expressada em mãos,
para mais brilhante
coroar o meu Júpiter
com a mais extasiante
das minhas confissões.
Invocando assim toda
a delícia e teu espírito
amoroso em festa,
Como as perseidas dão
voltas ao redor da Terra
e as flores na primavera.
Seta na paz pregada
no teu balcão romântico,
a Lua sempre ao redor
destravando as guardas
da timidez e a espera
do beijo que tanto quero
sem nenhuma desfaçatez.
Sob a verdade, o céu e o sol,
O soldado que não foi
convidado se chama intruso;
O canto que resiste a tudo
se encontra em Mariupol:
Ontem, hoje e sempre grãos
de esperança e de girassol.
Do imutável Sol da Venezuela
que nasce no Esequibo,
A luz da fé eu tiro a esperança
para dançar,
Porque vencer o ressentimento
leva tempo,
Quem dera o Carlos Lanz
eu pudesse ajudar a procurar.
O Império levou o diplomata,
é sabido que não há
interesse em ajudar em nada.
Do velho tupamaro esquecido
não me esqueço que
ele é mais um preso político
vítima de absurdo e sadismo.
Por causa General preso
injustamente por pensar
diferente e da tropa igualmente,
não consigo parar nenhum
minuto de por cada
um deles me preocupar.
Como o Sol da Venezuela
nasce no Esequibo
ando pedindo
a liberdade da tropa
e de mais de um General
em cada um dos meus
versos latino-americanos.
O General que foi do MBR-200
partiu de supetão sem ter
visto a tão sonhada restituição
da dignidade nacional;
O quê fizeram com
ele e com os fiéis soldados
foi um injusto brutal.
Não se tem garantia
se deixarão vivo
o General que pede
pelo encontro, perdão
e reconciliação nacional,
Tem sido visível por parte
de uns a opção pelo Mal.
Ninguém sabe e sequer viu
onde foi parar a herança
de humanidade de 13 de abril,
Só sei que do ínicio até o fim
a palavra o General cumpriu
e a parada respiratória como
um furacão da vida o levou.
Não se fala em outro assunto:
Não permitamos o quê foi
feito com ele com o General
que por pensar diferente
continua preso injustamente.
O Sol da Venezuela nasce no Esequibo,
só não sei quando nasce
a justa liberdade para o General,
não é possível que não
exista nenhuma resposta sobre isso.
Não me canso de repetir isso:
Como o Sol da Venezuela nasce no Esequibo,
A liberdade está para o General.
Não me canso de repetir isso:
Como o Acordo de Genebra de 1966
está para a integridade territorial,
A liberdade está para o General.
Não me canso de repetir isso:
O General continua preso injustamente,
e sem acesso ao devido processo legal.
Não me caso de repetir isso:
O Sol da Venezuela nasce no Esequibo,
e o Sol da liberdade não pode
continuar sendo negado ao General.
O sol acaricia as roseiras, Beija as rosas enfim, A alegria da passarada inunda o jardim - doçura serenada, faceira e querubim.
A tua presença me aquece como o Sol, Faça do teu corpo o meu lençol, E conduza com as tuas mãos o nosso itinerário, O nosso amor é sacrário.
O sol carinhoso doura a minha pele, Os seus olhos são um doce encanto, Olho para o céu, e te desejo, Será que te alcanço?
A presença feminina nasceu para espalhar amor, Nasceu também para ser um carinhoso raio de sol durante o mais vigoroso inverno...
Pude observar a [dança]
- do sol e do luar -
No oceano de amar,
Para seguir a luz
De quem me ama...,
E de mim nunca se cansa.
Destarte, posso tanto,
- em segredo -
Sagrado com afeto,
Espalhar este canto.
Pude passar a tarde
- de sol e luar -
A observar o mar,
Imaginando você em cena,
Ditando poesia suave,
E um sussurrar com [arte].
Evidente, nesta poesia
- intimista -
A deslizar nas areias
Palmilhando as conchas,
Para tomares conta,
E para quando abraçares:
- Roubares o meu beijo
Deslizando no canteiro
Escrevendo poesias boêmias
Com as pétalas das gardênias.
Eu sou movida à paixão,
não temo caminhar ao sol.
Eu sou amante da vida,
te querer é a minha religião.
Em ti resiste a fogo brando,
- e a brasa mansa [recolhida
De uma paixão impensável
Por minh'alma [feminina.
Eu sou aquela [criatura],
que se perfuma para te ter.
Eu sou aquela [ternura],
que vira de verso para te ter.
Do melhor de mim para ti
oferto-te o meu inalterável:
o meu amor feito de poesia
Sublime, ardente e honorável.
O verde dos teus olhos esparramados
No balanço das ondas do balneário,
O Sol brinda o amanhecer enternecido
No limite do amor ainda desconhecido;
O amor flechou, e fez dois apaixonados.
O teu lugar ao meu lado está reservado
Na rede para ver o tempo passar...
Há um amor para nos entreter,
E uma doçura para compartilhar.
O mar escreveu o nosso destino,
Traçou a poesia nas areias,
Porque com arte escrevo o que sinto;
Semeio flores no nosso caminho.
Porque a arte explica tudo:
o amor, a saudades e o afastamento
Para viver de dor e de alento;
E de puro entendimento de não tê-lo aqui,
Bem junto de mim neste momento.
Eu te escrevo
como quem beija,
Só para ver se
você me (nota).
Eu vi o Sol desmaiar
de êxtase,
Para acordar nos
braços da aurora.
Nada me saciará mais
Do que você
como alimento,
Dono de um corpo
que me tira a paz;
E de uma fragância
cheia de sentimento.
Eu vi você amanhecendo
no meu peito
Como um lindo Sol
cor-de-coral,
Eu vi você
me levando...,
Para o teu abrigo
(espiritual).
Nada me aquietará
mais,
Do que ser calada
com o seu (beijo)
Pedindo de mim o segredo
que te satisfaz;
Sabemos quando
e como fazer do nosso jeito.
Tudo acontece
quando te vejo,
E até quando te ouço,
Talvez eu nunca te fale,
Embora, sei que
você percebe,
Que o meu corpo
pelo teu sempre ferve.
Neste círculo de condenação,
(íntima)
Cada momento seu sempre vira poesia,
(feminina)
Certamente encantada de vivê-la
Ao menos na (escrita).
Lembre-se de mim, assim:
como margarida vestida de sol.
Lembre-se de mim, assim:
como um sorriso sem fim.
Recorda-te que passei,
e que o amor um dia foi lei.
Agora, tudo mudou:
o tempo - implacável - passou.
Contente-se com a lembrança
Que não dissipou, e não passou,
Recorda-te da borboleta mansa,
- repousada na tua mão
Eu que fui verso e virei canção
Para sempre no país do teu coração;
Serei a tua razão,
- inesquecível -
Lembre-se de mim assim:
como o teu amor celestial
E de todos o mais incrível.
Libertei-me do ninho,
Sou o amor que voa sozinho,
Libertei-te para não voltar,
Viver para me amar
É tua responsabilidade;
Deixe-me no meu destino,
Sou o curso do rio de volta
Para a vida e para o mar,
Assim na poesia estrelar...
O mundo pode
até dormir,
O nosso sol
sempre abrirá:
Os mais lindos
caminhos
Nas noites
lunares no [mar.
O mundo pode
até esquecer,
O nosso amor
sempre existirá,
E a nossa música
jamais deixará
De tocar
o nosso coração,
e embalará
O nosso grande amor
em todo o [lugar.
O mundo sempre
tenta contestar,
O amor teimoso
sempre persistirá;
Ele escolheu
o teu coração
para morar...
Soneto escrito macio
em cada concha,
Soa como o cravo
que toca;
Deste país amor
sempre toma conta...
O mundo pode
até acabar,
O Universo que há
em nós não findará;
Neste abrigo sempre
há de constelar...
O mundo pode tudo,
e pode mesmo:
O mundo só não pode
acabar com
- o nosso desejo -
Nos trigais do alvorecer,
[e no poente.
O mundo não pode acabar com o que
há de mais bonito dentro
[da gente;
E com todo esse oceano de amor
que a gente sente - alucinadamente.
O meu olhar se desdobra
em busca do teu,
- é como a Terra
procura pelo Sol
Para sorrir mais,
e amar demais;
Tens uma mulher
que te adora,
- vestida de aurora,
E que é capaz de te amar
além da hora
- não me deixes só -
Não vá embora!
O teu rastro
de estrelas
Faz de mim
uma doidivana,
Por isso posso
ser sua
Na poesia - e fazer
todas as artes...
Nascida das estrelas
e dos teu primeiros
Raios de sol,
- sou a mulher que sempre
procurastes,
E me encontrastes.
Nas tuas orações sempre
me recomendastes,
- Deus me encontrou em alta
velocidade.
Os aromas enlevados
na atmosfera,
- nos fizeram ainda
mais interligados
Não nos vejo desgarrados,
- estamos apaixonados
Uma surpresa concedida,
e que por nós foi acolhida.
Sob a proteção d'Ele
nos desalinhos dessa vida,
- descobrimos dois
corações alados,
Sedutores e enamorados;
- capazes de se amar
entre as flores
E matar de inveja
por milhões de vezes
todos os senhores.
