Mensagens de Sol
Linda Caixão-de-defunto
cheia de vida e que busca
o Sol nas clareiras das matas,
Teu nome deveria ser
trocado para "Beijo de fada"
para todas as vezes que
uma pessoa te encontrar
no caminho receber a graça
da consciência despertada.
A Borboleta Seda-Azul
do Céu do meu Sul
se deixou iluminar pelo Sol,
E você querendo
o tempo todo saber
como chegar perto
e me ofertar o seu
borboletário vivaz e poético.
Meu Aruanã avistado
na superfície d'água
e pelo Sol iluminado,
És o meu tesouro raro,
o amor da minha vida
e o quê há de melhor
encontrado em toda poesia.
A Jurupoca
contente escreve
nas águas a poesia
em companhia
dos raios de Sol,
Nas entrelinhas
da correnteza há
assemia da perfeita
escrita feita a nado,
No rio do coração
também existe quando
se está apaixonado.
Matrinxã errante
desta Bacia Amazônica
adorada que a cruza
em dias de Sol
e em noites de Lua,
Te celebro poema
escamado e misterioso,
e em ti me inspiro
a continuar seguindo
com força o destino.
O Rabo-branco-cinamôneo
foi ao encontro do Sol,
O poema é o fenômeno
do tempo que não se detém,
Ninguém é o tempo todo refém.
Ânimo de Angoéra
dançando com
as moças na festa
até o Sol raiar,
É assim que te quero
ver pelo salão
da vida a rodopiar,
Porque mesmo
que tudo desafia,
o importante é
nunca se esquecer
de cuidar da alegria,
e sempre encontrar
uma razão para festejar.
As roupas e as ideias no varal
deixo por conta do Sol, da Lua,
das estrelas e das tempestades,
Esta alma fresca é mantida
por conta absoluta da poesia.
Tudo é cultivado no fino afã
de nada deixar dever a alegria
autêntica de dar graças a vida
até quando a danada desafia
no festival da virada dos instantes.
O pleno caminho de ida e volta
o quê prende somente tem a ver
com a liberdade sem receio,
Acostume-se com este jeito
de quem nasceu selvagem mesmo.
Como um pássaro
pelo Sol espera
para se aquecer
da noite austera:
esta sou eu
nesta manhã fria
em busca
do calor do teu amor,
que a distância
ainda nos sentencia:
como um adágio
abrigo o meu peito
do mundo áspero
e o idílio do século
te entrego para
que me entreguem
nos braços da Pátria
que me confundem
como parte fizesse,
porque na verdade
deste mundo
não faço parte;
e muitos ainda
não se deram
sequer conta
que pertenço ao Universo,
nos olhos o adverso encaro
e minhas luas disparo
para as almas em chamas enternecer.
Eu aguardo por você
como a relva após
uma noite de sereno
aguarda pelo calor do sol,
e assim há de ser
o nosso amor...
Faça Chuva ou faça Sol
nem mesmo o Céu tem
me convencido mais,
Os dias nublados
têm sido todos iguais.
Fincaram algo pesado
no meu humor,
algo comparável as cinzas
que nos reduziram
desde o primeiro dia
que senti que abriram
o perfume e senti
num único frasco
o aroma misturado
da Morte e da Guerra.
Flores azuis do tempo
não desabrocharam
nunca mais e as aves
andam cantando
debaixo da Chuva como
se fosse Primavera.
Embora ainda não
tenhamos notícias
completas do que aconteceu,
Não ando conseguindo
me enganar porque o Céu
para mim é um livro
que não pude mais
ler como antes sorrindo.
Espero saber da verdade,
ver a vida sendo refeita
até chegar no ponto
de esquecermos desta
tempestade de fogo
que dentro reduziu tudo
a uma incalculável destruição.
Cada Araguaney florescido
é filho do Sol que nasce
sempre no Esequibo,
e não há como ser esquecido.
Nesta Pátria Grande a poesia
vive a relembrar o destino
que já foi escrito e uns
teimam querer inventar.
Onde as harpa canta os llanos,
é da Venezuela que vivo o tempo
todo falando para o seu despertar.
Não há outro jeito onde eu veja
as estrelas mais visíveis,
É nos teus olhos que vou encontrar.
Florada discreta e sombra
generosa que protege
do Sol ardente que torna
a Costa Rica calorosa
Faz lembrar tempos antigos
de roupas lavadas com
os frutos da Guanacaste
e distraí com amorosidade
Guanacaste faz artes e constrói
com nome de inspiração
náhuatl que fala da ancestralidade
Debaixo de uma Guanacaste
juraremos inequívoca fidelidade
sem precisar dizer uma só palavra.
O Natal é a festa do Sol
do mundo nascido
para iluminar os corações
obscurecidos pela guerra.
O único pedido que tenho
é que leve a paz que desejo
para todos os cantos
do amado planeta Terra.
A paz é um dos bens que
o dinheiro não pode comprar,
mas nós podemos semear.
Porque com paz tudo
se conquista na vida
e sem ela tudo se distancia.
No Golfo do México
sou Ahuehuete
sob o Sol do Universo
em letras de ouro
Desde o meu nascimento
sei o lugar e destino
que foi por Deus escolhido
em pleno México
Não quero o quê não é meu,
e não quero que ninguém
queira o quê nasceu meu
Este Golfo com mar e chão
pertencem a minh'alma
e ao corpo de todo o coração.
Na bela Ilha Margarita ver
o Sol se pôr e a Lua se erguer,
Enquanto uns dizem querer
amar e deixam o amor escapar.
O Mar do Caribe canta
diferente em Pampatar,
Não quero outra coisa na vida
a não ser o seu amor encontrar.
Sei o quê quero, o quanto quero
e como quero para vir a encantar
quando a gente se emaranhar.
O meu querer é sério embora
o meu amor seja risonho,
és confirmado o meu maior sonho.
Com igual placidez
do Mar do Caribe,
Devolvo a imagem de dia
de Sol ou tempestade.
Tudo depende do olhar,
assim ondeando
sempre sei onde chegar,
por ser paz a espalhar.
Em Ilha Agustín sei por
onde ir sem me enganar,
leio os sinais para me guiar.
O Hemisfério Celestial Sul
não me nega nenhum mistério,
é a bússola que sempre carrego.
Nasce igual o Sol e a Lua
aqui em Santa Catarina
o rio do nosso destino
na Serra da Boa Vista:
o amoroso Rio Tijucas.
Com o nome de água
de mangue que mantém
vivo o pulmão do mar:
é preciso fazer de tudo
um pouco para ele durar.
O medo do absurdo
e o medo do futuro
não irão sequer esbarrar
enquanto ele e cada rio
forem com o mar se encontrar.
