Mensagens de Sol
"Sobre o solo da fazenda"
No solo rude da fazenda, o sol a adentrar as frestas a luz ilumina o chão.
Elos incondicionais de mãe e filho, fortalecem os laços ancestrais,a pele escura, a genética é o patrimônio do amor imensurável ,há sorrisos na casa pois há tambem muitas alegrias à serem compartilhadas.
Tantas historias,mas nenhuma outra poderá ser vivida apenas contada pois os tempos são outros e a voz dos antepassados sobre as novas gerações hão de serem ouvidas.
Sobre os corações e mãos e abraços há uma força misteriosa que não se pode medir.
Corre a criança livre como um pássaro deixando rastros de risadas no ar .
A mãe cultiva sonhos com doçuras à enfeitar os fatos históricos de uma um povo que não mostrou apenas para que veio mas também por que veio.
"A madrugada solitária pode parecer obscura e fria, mas a esperança do sol radiante logo a frente, nos irriga com fé e força para seguirmos nesse mundo de trevas"
A tempestade vai passar
O sol vai bilhar
A chegada da primavera
Abro a janela
Vejo tudo florescer
Motivações para viver.
Não importa onde você estiver, no céu ou no inferno, em Júpiter ou em Marte, na Lua ou no Sol
Eu só quero você e nada mais...❤️
Tão cedo quanto o nascer do sol é a brisa do amanhã; tão certo quanto o ar que eu respiro é acordar com a certeza do quanto estar ao seu lado me faz tão bem. Tão certo quanto a chuva que cai molhando o solo e traz vida nova a uma plantação, assim é você para mim quando entrou no meu coração, me trazendo tudo de bom e de novo que jamais pensei em ter, me trazendo esperança e me fazendo viver.
Bom dia, Deus
Bom dia, Sol
Bom dia, Mar
Bom dia, cão
Bom dia,chão
Bom dia,vida
Um Muito bom dia
A quem eu vejo
E quem não vejo
Bom dia a quem fez,
Quem colocou,
e quem pisou e ainda pisa
Em todos os pisos
e azulejos deste mundo
Bom dia, aos que bebem água
Bom dia a todos que eu conheço
Bom dia a quem eu não sei
Bom dia, homem
Bom dia, mulher
Bom dia, Gay
Bom dia, minha mãe
Irmãos e irmãs queridas
Bom dia, vida
Eu não estava morto
e nem ressuscitei
Eu nasci um dia
e ainda estou aqui
Carpe Dien
Como se fosse
Um poema onde nada rima
Algo além do limite
Um dia sem Sol
Quando termina
A gente permite que Ele se vá
E chega a hora da despedida
Há coisas na vida
Que parece começarem pelo fim
E vai correndo ao avesso
desde o começo
Não se encaixa...desafina
Quando o coração se permite
Permanecer eternamente
Qual coração de criança
dança e ri
Com a canção desafinada
E sem querer saber de nada
Segue rindo da cara da sorte
Pois não há corte
Que não cicatrize
diante de uma boa risada
Ria sempre de volta pra vida
Não há tristeza que suporte
Um sorriso insistente
de sorte
Que um dia
A tristeza acaba rindo com você
E tudo acaba em alegria
Chuva no chão
Calor de Sol
Raios de nuvem
Na linha do horizonte
Junto aos montes
Alguma coisa tinge o Céu
de cor maçã
Nesse momento eu percebo
Que deixei de perceber
O quanto a passagem dos dias
Foi minguando, de fato
As dores e alegrias
Que eu sentia
Agora
Os dias são apenas dias
Minh'alma já nem sofre
do doce ensimesmamento
Ao qual se recolhia
Nas madrugadas caladas
O coração quase que pára
Pouca coisa resta
O Passar do tempo
tem poder
de aparar arestas
e minimizar o efeito
das pedras que ficavam no caminho
E adentravam os sapatos
A ciência que eu que não tenho
é compensada
Pela vivência de tantos
Pores-do-Sol
de fato
Aqueles de nós
Que conseguem chegar nesse lugar
Poderiam sentir , quem sabe
Estranha estupefação
Mas há tanta calma no coração
Que tal coisa não mais lhe cabe
Resta-me, quem sabe
Dirigir aos Céus uma oração
de gratidão
Por tamanha mansidão
Que o tempo me trouxe à alma.
Edson Ricardo Paiva
Hoje o Sol
Parece meio apagado
Assim como
de vez em quando
Você tem a sensação
de ter sido
deixado de lado
E ficou sem nenhum amigo
Sorria
Feche os olhos
E voe até certos lugares
Onde normalmente você não iria
Enxergue que nesses lugares
Existe
Muita gente
Se sentindo assim, também
Elas são
Muitas mais
Que você pensa
A diferença existente
Entre você e elas
É que elas não contaram pra ninguém
E, talvez sua passagem por lá
há de deixá-las
Um pouco mais contentes
Pense somente
Que a sua solidão
pode tornar-se uma coisa boa
Pois dali
Haverão de sair
As palavras que vão melhorar
As vidas de outras pessoas
Não existe nada nesta vida
Que possa ser
pra sempre esquecida
E não há nenhuma vida
Que se possa viver à toa.
Edson Ricardo Paiva
Me pego desejando
Que os raios de luz de Sol
Iluminem um pouco mais
As cores desbotadas
dos varais da minha infância
Lençóis de criança
Perdidos no tempo e distancia
Caras alegres de outros dias
Colhendo tristes frutos
Da estupidez semeada
Sol, infância, lençol
Não restou quase nada
Talvez um resto de poesia
Que a força dos ventos
Faz soprar por entre as folhas
Outros dias vem
Nasceres do Sol
Coloridos sem cor
Brilhares sem brilho
Pouca coisa
Quase nada
Nada além
da cor desbotada
Edson Ricardo Paiva
Sol de mês de agosto
Farpas de janeiro
Numa linda manhã de junho
O dia inteiro assim
Por mais que se faça
Vai ficando
Mais sem graça ainda
Alguém procura poesia
Pedindo que alguém as escreva
Talvez um dia ela seja lida
Numa linda manhã de chuva
Durante o velório de alguém
Que viveu e nem viu
E morreu num dia de abril
Pode ser
Que seja eu.
Edson Ricardo Paiva
Triste luz da manhã.
Bela manhã de Sol
Lindo Sol
de uma manhã tão triste
de tristeza daquela que mata
Esconde a morte
entre os cortes
da arte de natureza morta
sete cores escondidas
no branco da luz do Sol,
Triste Sol de branca luz
Manhã de borboletas voando
exibindo seu voo manco
Manco voo à branca luz de Sol
Luz de hemorragia
Branca luz do dia
O sangramento estanca
Hemofílica alegria
Luz que na verdade mente
e mente com propriedade
Quisera me esconder da luz do Sol
Ah, meu Deus
Como eu queria
Que esse manco voo de alegria
tornasse uma tristeza verdadeira
Quando do Céu despontasse
A derradeira luz da tarde
desse branco Céu
Sangrando de falsa alegria
Que voa e não voa
A vida correndo a toa
Ardendo de verdade
doendo com qualidade
Prenúncio de tempestade
Pálida verdade
Triste Sol de uma manhã que arde.
Edson Ricardo Paiva
Amanhece mais um dia
O tempo passa
O mundo gira
Nasce o Sol
E o Sol se põe
Nuns dias
a gente sabe onde vai
Noutros não
É somente uma questão de tempo
A vida vai correndo como um rio
Os sinos tocam
Mas você não os escuta
Sopra o vento
E vai mudando a cara do mundo
Momento a momento
Corre o rio
Frio e calor
Seu coração se enchendo de amor
Transborda segredos
Pra depois se transformar em ódio
Ódio em medo
E o medo traz saudade
Nesse momento você pensa
Que já possui sabedoria
Mas foi só mais um dia
Um dia na vida que passa
Não há nada que se faça
Ou que se possa fazer
A vida passa
O cansaço te alcança
O teu coração repleto de espaços
Incompletos
Vazio de valor
Amores e abraços
Agora há somente
Espaço e lembrança.
Edson Ricardo Paiva.
Lá fora, claro dia
O Sol, tão só, brilha no Céu
Talvez de solidão
A luz que esse Sol irradia
Ultrapassa
O ponto onde a vista alcança
Astro indomado
Exibindo eternamente a realeza
Na tristeza dessa mansa solidão
O Sol tão só no Céu
Ternura ausente
Que se sente
Nessa escuridão tão branca
Talvez o Sol
Seja criança entre as estrelas
Um ponto entre outros Astros
Vaga tranquilo
Brincando de destruí-los
Lentamente
Enquanto isso a gente
Tão sós quanto o Sol
Carentes de tamanha realeza
Destruímos a nós mesmos
Com tamanha destreza e celeridade
Que jamais chegaremos perto
Da idade do Sol
Que lá fora
Arde tranquilamente.
Edson Ricardo Paiva.
Eu sob a nuvem
A nuvem sob o Sol
E o Sol, num Céu que não tem fim
Mas, se existisse mesmo a infinitude
Qual seria a razão
Dessas simples existências
Eu, a nuvem, Sol e Céu
Juntos, nesse mágico momento
Que há de ser mais um, entre muitos
Qual de nós tem mais motivo
Pra estar vivo
Amanhã ou depois?
Pode ser que nenhum
Ou um
Talvez dois
Pequeno pedaço de espaço
Curto traço sem chão
Nem feio e nem bonito
Estranhamente finito
Perante tamanha amplidão.
Edson Ricardo Paiva.
Depois da chuva
O carisma da tarde
Uma ponta de saudade
A luz do Sol me alisa
Uma brisa suave
Parece até que chove leve, ainda
Um prisma no Céu
Um sinal que à luz decanta
A clara luz que ontem brilhou
E mesmo assim
Ainda me leva
Pra algum lugar longe ou perto
Só não deixa ficar onde estou
Me vem lembrança
de uma rua escura e estreita
De algum sonho que há tempos sonhei
A noite cai
Tudo se ajeita
Pode ser que este mundo
Não seja perfeito
Mas ele sempre melhora
Na hora que eu tenho você aqui perto
Peço ao vento pra levar
Um olhar, um pensamento, a saudade
Quem sabe na volta
Ele traga o alento da lembrança
De algum sonho em que você estivesse
Te juro
Se soubesse onde está
Eu mesmo ia lá
Te buscar.
Edson Ricardo Paiva.
Uma hora o Sol se põe
Você percebe
Que perdeu a conta dos ocasos
Não se ocupou de contar os sonhos
Nem se importou com medonhos pesadelos
Talvez você tenha sido feliz
Regando ou pintando vasos
Não lamentou as coisas que não viu
Foi feliz ao final
De cada dia que partiu
Nem ligou ao perder
ou ver clarear os cabelos
Sem perceber, cumpriu todos os prazos
Sangrou às vezes, sem chorar
Suportando assim, todas as provas
Confiante, que a cada dia que nasce
Haverão de nascer
Sempre coisas novas
Novas alegrias, talvez tristezas
Não faz mal
A vida tem que ser vivida
todo dia, toda hora, todo mês
Quando a gente vive assim;
Sem preocupação, culpa
ou medo no coração
Viver amanhã aqui? Talvez
Haverá sempre de existir a confiança
De que a vida um dia
Haverá de começar de novo
Um dia a gente vai voltar
A correr e pular
Como fez em outros dias
Num tempo em que ainda era criança
Quando a gente aprende
a não deixar de ser
Esta inocência, pura e divina
Nos dá a certeza
De que vão tornar a acontecer.
O dia nasceu e eu olho pra ele
O Sol à brilhar, pássaros voando
Crianças sorrindo
Mas o Mundo não é mais aquele
Algo nele se perdeu
Eu juro que tento
Confesso que estou atento
Ouvindo as palavras que diz-me o vento
Não vejo a mesma alegria
Que eu via em outros tempos
Nem consigo esboçar o sorriso
Que sorri em momentos passados
Parece que tudo ficou no caminho
em dado momento
E hoje aqui
Eu choro sozinho
Escondendo meu rosto
Ninguém percebe
E Assim prossegue o dia
Sem mostrar o brilho que havia
Vejo alegria em outras caras
E sigo vivendo
Este Mundo não pára
Escrevo uma triste poesia
Em menos de um minuto
Enxergo e sou surdo
Porque
Se ainda me fala a alegria
Não escuto.
O Sol ainda não se apagou
Hoje ele calcinou a terra
Amanhã
Ele haverá de evaporar os mares
E nuvens virão
Com ares de bem aventurança
A lente arranha o Sol
O pensamento entorta o aço
O passarinho quebra a pedra
Aquilo que é lento e silencioso
Quando finalmente nos alcança
haverá deixado em nossas vidas
Marcas muito mais profundas
do que aquelas que houverem despertado
a atenção momentânea
O caminho, apesar de bem cuidado
Mesmo assim se racha
Vão-se os dentes, fica a gengiva
E um dia, finalmente a gente acha
Muito, infinitamente lindo e mais belo
Um sorriso de alegria singela
Quando vindo de uma boca banguela.
