Mensagens de Sol
Espírito antigo guardião
d'água que nos cura
e de Sol a Sol protege
é o Ahuehuete do destino
Não amar mais considero
mais do que amar demais
porque enquanto amamos
sempre estaremos vivos
Por isso ainda no amor
insisto e em tudo aquilo
que o mantém sempre vivo
Para quando chegar
a hora nos teus olhos
ver os meus reconhecidos.
O Sol sobre nós e o Hoatzin
brinda com luz e suavidade,
A mata canta uma mensagem
e assim celebramos de verdade.
Tudo da vívida e gentil liberdade
sem a gente olhar para trás
e sem se ocupar daquilo que não
faz de nós fortes em amabilidade.
Como filhos do vento orientados
pela bússola do nosso amor
pactuamos ser por onde formos.
De um jeito ou de outro no fundo sabíamos que já estava escrito
este tesouro e obra sutil do destino.
Ver o Sol nascer e de pôr
em companhia do amor,
No alto das montanhas
onde o Tocororo faz ninho.
Mesmo sem saber quem
és e quando vens,
Percebo a sua existência
como deuses me cantassem.
Quando o Tocororo cruzar
o nosso caminho daí terei
a certeza da mensagem.
No final que não haverá,
saberemos que um ao outro amorosamente pertencerá.
Como as aves aguardam
o primeiro sol de verão
para poder voar,
Assim sem demora
venho pedindo
pela sua libertação.
Nada mais honrado
e necessário abrirem
as portas e as janelas,
para o sol da justiça
deixar a tropa sair,
e a vida os reencontrar.
Quero ver a liberdade,
não desejo mais
que ninguém chore,
sem pedir pela saudade
estou sentindo por cada
um mesmo sem ter vivido.
Espero que a promessa
não seja quebrada,
quero estar presente
em cada reencontro,
no afã que cada
um tenha me lido.
Guabiruba Poética
Eu te amo do pé
até o topo do Mirante,
e no Morro São José
onde o Sol te beija
como um diamante.
Tu és amada por mim
com vasos nas mãos,
com teus sabores postos
na mesa e com teu povo
que é a tua maior riqueza.
Eu te amo com toda
a tua História raiz
e imigrante europeia,
És a Guabiruba poética.
Tu ergueste cidade e memória
com teus bravos filhos
originários, alemães,
italianos, poloneses e austríacos,
e fez-se assim muito brasileira.
Eu te amo com as linhas
da vida entrelaçadas
com a querida Brusque,
por todas as jóias têxteis
que tu na vida fizestes.
És a Guabiruba poética,
e assim te amo por tudo
o quê fostes, és e ainda será,
no meu coração tu és o quê
demais precioso sempre existirá.
São bem mais que
quatro semanas,
Neste dia que
antecede o Santo
Milagre do Sol,
Falta pouco
para relembrar
o dia e as horas
da injusta prisão
do General,
Não são sete horas,
farão sete meses;
O coração não
está sereno,
o meu Universo
em Abya Yala
a injustiça não cala
por ser de caridade
e herança ancestral.
Colocar a história
no seu devido lugar,
e não abandonar
a memória de quem
jurou a vida pelo povo
para sempre entregar,
é essa a herança
continental na veia
que faz grande
o orgulho que carrego.
A Defesa incansável
vem invocando
o respeito ao Estado
que é de Direito,
a memória sobre leis
especiais e tratados
internacionais,
e a saúde do General
vem se deteriorando
a cada dia mais,
pois o Governo finge
que não escuta mais.
O calor do Sol do teu amor
me provoca sensações
que ardem, não doem
e nos inundam de bem.
O amor romântico sentido
é algo que nos leva adiante
porque viver um romance
é um sonho que traz uma
força que nada se compara.
Racionalizar sentimentos
não nos cabe,
Nascemos o romantismo
que hoje dizem ser fantástico.
O Pinheiro-brasileiro
é um orgulho que tenho
aqui do nosso Sul,
Faça Chuva ou dias
de Sol com Céu azul
que inspiram a seguir
escrevendo os meus
Versos Intimistas
para todos os dias.
Amazonas poética Amazonas,
do belo Pau-d'arco-amarelo
florescido como Sol no meio
do Universo da floresta,
Inspiras muito mais
do que imagina com toda
festa em esbanjamento
que dão cores aos meus
Versos Intimistas tornando
ainda mais belos os amores
e me libertando das dores
que o mundo dá sem pedir
licença nas nossas vidas;
E pela beleza de seguir
em frente tudo de ti sagra por
onde devo orgulhosamente ir
para continuar sempre a resistir.
Quando floresce
o lindo Ipê-amarelo
no Rio de Janeiro
assim como o Sol
no firmamento,
Só consigo
lembrar de você
e o quanto te quero
e com os meus
Versos Intimistas
com todo o carinho
na imaginação
te presenteio
porque te quero
colado no peito.
Sob o Sol ou sob a garoa
de São Paulo o Ipê-róseo
cumpre a missão de mostrar
o quanto esta terra é boa
e vale a pena viver para amar,
Como sou poeta quero
com os meus Versos Intimistas
fazer que surjam novos poetas
para com poesia sempre continuar.
Não apenas o Sol
existe em mim,
Mas a Via Láctea
que acolhe
a fortaleza plena
que ergui em ti
cimentada de poema
no Hemisfério Celestial Sul.
Não há como não cobiçar,
E muito menos não querer;
Ao ver o Sol dançando:
lembrei-me de você.
Não há como não deixar
De um só minuto de te amar,
Da aurora até o amanhecer.
Beijo doce, e imortal,
Trouxe-me um presente
- sem igual
Vendo o auge do passo doble
- mortal
O Sol dando no mar um beijo
- sensual
Acordes da [Tarragona] divinal.
Não há como não se curvar,
Vendo o azul do céu
- beijando -
Sensualmente o mar;
Não há como não querer
- passionalmente
Nessa festa não se misturar.
Para não parar de se
surpreender,
- ela sempre nos amando
A bailarina vida sempre
supreende:
ela sempre acaba nos [beijando
Seja através da balada da
- Catalunha -
- ou, mesmo através das andaluzas
Ela vai bailando, e [coreografando,
O seu passo de amor, coragem e juras,
Com a mesma coragem do Sol [dançando
Sobre as ondas do Mar Mediterrâneo,
Ao som de Paco de Lucia nos [tocando...
O Sol raiou dissipando o frio
O mar ainda persistente e bravio
- esbanjou -
A cor azul oceano se destacou
E o céu apaixonado sem engano
Beijou o mar conforme o plano.
O poema ali escrito nas dunas,
A praia de Salinas e das ternuras,
- escreveu -
A história do jeito que eu esperava:
Pude apreciar as tartarugas,
o ninho das corujas e as borboletas.
A nossa cidade tão cauta,
Tão repleta de alma,
Tão doce e calma,
É o Balneário longe do mundo,
- endereço do sossego
Que tenho por apego ao aconchego.
Balneário Barra do Sul,
Onde o beijo do céu azul
Beija o beijo do mar azul.
Faz de mim filha devota
- Da região Sul.
Derramada de tanta devoção,
Apaixonada pelas paisagens,
Carregando nas veias as origens,
Embalada por tanta paixão,
Carregando versos de amor,
Assim irei fazendo de mim uma canção.
O Sol vai surgindo risonho
Igualzinho ao Sol dos teus sonhos,
Entre bons e pequenos morros
Existe um lugar feito ouro,
E mais valioso do que um tesouro,
Ele é simplesmente maravilhoso!
Quem nasce morretense,
Assim vive para sempre,
Quem mora por lá,
- vira morreteano
Dono de um doce endereço
De beleza e de uma paz
- sem engano -
O Sol aconchegantemente
- Repousa
Dando espaço para uma Lua
Que nenhuma outra sequer ousa.
Ao carinhoso beijo da brisa,
A memória não virou pó,
Em Morretes ainda é lembrado
O bravo povo carijó;
E a sua glória pela Cananeia
Ficou para sempre escrita.
As nuvens dissipadas no céu,
O sol bondoso fazendo brotar...,
Não só os beijos das sereias
Pelas areias,
Mas também pelo mar;
Das gaivotas eu escuto,
- o cantar
Embalando o festejar.
As delicadas borboletas,
Obras primas da Natureza,
Sobrevoando as gentis dunas,
Enfeitando a poesia praiana,
Descrita na Praia de Salinas,
Eternizada como um doce beijar.
As dunas são como a vida,
Ambas mudam de lugar;
Não deixe nunca de amar...,
E no teu coração o amor bailar,
Siga como o barquinho
Pelas ondas do mar;
Permita-se ser levado pelo flutuar
De tanto me adorar...
É impossível conter a emoção
Diante dessa indomável paixão
Que fez o Sol do amor nascer
Resolvi me entregar
Deixar o amor levar
E o coração entregar
É incrível o arrepio na pele
Diante da tua presença
O teu sorriso é a minha crença
Escolhi te amar
Para sempre me dedicar
E o teu corpo louvar
O amor não oferece escolha
É amar você ou amar você
Quando o coração ama, não tem escolha.
Não existe cortesia maior
Do que o sol
Cumprimentando o mar,
Assim é você perto ou longe,
Mas nunca deixando de me amar,
Não há o que explicar.
O amor é assim: ele surge como o
Amanhecer abrindo carinhosamente
O céu do coração - e a percepção.
A Paraíba e Santa Catarina formam
Rima para fazer letra de música para
Animar um forró de uma maneira que
Até o Bom Deus duvida... é a vida!...
A poesia é assim, ela capaz de chamar
Para brincar de roda o Rio Grande do
Sul, Santa Catarina e o Paraná com
A pequena joia que se chama Paraíba.
Joia rara e pequenina capaz de seduzir
Arrebatadoramente o coração e fazer
O Brasil inteiro cantar a sua canção.
Por isso saúdo Luiz Gonzaga que a
Eternizou em versos e ritmo de paixão.
A Paraíba é uma joia que é para guardar,
Apreciar e poemizar para fazê-la notada
Porque ela tem mística - é terra encantada,
Quem sabe levarei o meu amor
Para a Praia de Tambaú?
Para todos apreciarem o mar
E uma das mais belas nuances da alvorada?
O Sol da Venezuela
nasce no Esequibo,
Você sabe que isso
sempre será repetido,
O nascer do Sol
não há como capturar;
A Pátria não é minha,
é toda esta poesia
aqui posso decretar
o Estado de Manuel Piar:
O nascer do Sol
não há como reter,
Ainda é insistente
pouco a pouco
o roubo do Esequibo,
na Justiça hão
de responder escrevo
para ninguém se esquecer
que o sol não há como
ninguém prender:
O nascer do Sol
que nasce no Esequibo
é o mesmo em cada canto
deste continente esquecido,
e o quê há de raiar
para o General e cada preso político.
Porque o raiar da liberdade
ninguém há mais de segurar,
a vida tem que voltar para o seu lugar.
Desde a criação
do mundo o Sol
da Venezuela
nasce no Esequibo
por obra do Senhor
e pelo Acordo
de Genebra que
deve ser cumprido,
e jamais esquecido.
Ontem o Astro Rei
gentil nasceu por lá,
hoje nasceu
de novo e amanhã
também nascerá,
ninguém captura
a vontade d'Ele;
a minha voz faz
a história espalhar.
Aprenda de uma
vez por todas
que é de direito
e dever não se furta,
você goste ou não
e de maneira igual
ao rumo que foi
dado ao destino
dos generais
e do Coronel que
ninguém sabe mais.
Contando tudo isso
e tentando poetizar
sobre os destroços
deste continente,
rememoro quase
que diariamente:
o General foi preso
em março há
quase dois anos
e não há previsão
do pesadelo terminar.
