Memória e História
Em minha memória o filme da nossa história.
Em minha memória o filme da nossa história, que faz meu coração bater no ritmo da melodia chamada felicidade. Vejo passar as cenas mais belas, mais lindas de uma breve vida vividas com muita intensidade, em muitos momentos de amor. Quero guardar comigo segredos que só a nós pertence, é assim que eu quero reverenciar tua memória, não deixarei que a dor da perda me faça perde-lo duas vezes, mesmo sem tua presença física te sinto presente, em espírito e é tão forte que se torna real mesmo não sendo palpável. Há! Meu raio de sol, eu te sinto na magia de todas as manhãs orvalhadas que me ilumina, assim como teu amor iluminava meus dias, eu te sinto no toque da brisa leve a acariciar meu rosto nas tardes de verão. Eu te vejo, eu te sinto em cada estrela, nas madrugadas insones nessa falta de ti, eu te sinto no toque da alma. E assim eu prefiro pensar que você não é minha saudade, mas é só um coração que está distante e que vem com a chuva que cai e irriga meu coração de amor e o faz viver, enquanto espero me unir a você no além.
Jalcy Dias
Psicólogo é gente.
Gente que tem história
Gente que tem memória
Gente de todas as cores e sabores
Gente que foi forjada no meio das dores
Que em meio aos espinhos, faz brotar flores
Gente que ri
Gente que chora
Gente que revigora
Gente que tem medo
Gente que tem segredo
Gente que tem enredo
E que de fevereiro a fevereiro, vive suas fantasias
Gente que encanta, canta e até se desencanta
Gente que inventa e se reinventa.
Gente que estuda (e cuida) de gente
Sra RAM com memória aleatória não nego o meu ego escrevo sua história
por 30 anos ou mais,
contraditórias Jamais, as tais memorias pois é Somente Zé Inglórias as lia.
Enquanto RAM as escrevia Todo dia nesse mesmo apreço que Zé lia desconheço as vezes derrisórias, nesse afã minhas memórias somente eu e Zé as lia . Num belo dia Resolvi que caberia dar um basta no arquivo desta pasta.
RAM cá pra nós minha senhora com esta memória 4 giga mas veloz que as lombriga reverte peço toda história. Hoje eu vivo de memória e todo dia a bendita placa genitora, ação do verbo soar na mesma conjuntura soares me deixa tristonho ma cedo já suponho Zé lia as memorias com aquele mesmo apreço que já disse no começo Igual eu mesmo desconheço
O RELÓGIO
Marca o tempo, marca a hora e melhora a memória,
Tem beleza, tem formato e tem história.
Tem o de corda, o digital e o automático,
Tá na parede, tá no bolso ou ta no braço.
Pode ser de pulso,
Pode ser de parede.
Pode ser de bolso,
Pode ser no celular.
Pode apenas marcar a hora,
Pode ser despertador.
Marcar a hora do trabalho,
Marcar a hora do descanso.
Marcar a Hora do encontro,
Marcar a Hora do amor...
O relógio é uma peça de beleza,
Usa o pobre e a Nobreza.
Quando atrasado, não adianta nada,
Quando adiantado, corre por nada.
Mede as horas,
Os segundos e os minutos.
Mede o tempo que não para e
Ameniza a doença que não sara.
Mede o tempo à espera do socorro,
Mede o tempo do campeão.
Mede o tempo do coração apaixonado
À espera do grande amor,
Mede o tempo da aflição.
Marca o tempo da alegria,
Marca o tempo da tristeza,
Marca o tempo da dor,
Marca o tempo da prisão,
Marca o tempo da solidão...
Um minuto pode ser muito tempo,
Vinte e quatro horas pode ser pouco tempo.
Pode ser novo,
Pode ser moderno,
Pode ser antigo.
Não importa o modelo, o formato ou a idade,
O relógio acorda cedo, alegrando a cidade.
Dizem que mineiro não perde o trem.
Santos Dumont tem participação nesse trem.
Pode ser que o relógio seja coisa do além,
Dividiu o tempo do Homem de Jerusalém.
Élcio José Martins
Astuto.
Na minha memória...
Sou a história...
O meu tempo....
São meus momentos ...
Sou poema....
Sou astuto....
Sou eu....
Faço rascunhos...
Escrevo....
E descrevo....
Sou o vento....
No acalento.....
Sou melodia...
Sou o dia....
Sou o verso....
Dos reversos....
Sou o palco....
Sou o espectáculo.....
Sou a vida....
Essa que vivo....
La no fundo.....
Sou do mundo....
Esse universo....
É do criador.....
Não sei bem....
Quem eu sou.....
Talvez um pouco de
Tudo......
Mas na vida atual....
Sou eu.....
O principal.....
Meu papel.....
Viver a vida.....
Sou homem....
Sou Rei....
Sou poeta....
Sou rimador....
Tenho temor....
E me atrevo....
Louvar o Criador.....
Assim......
Sinto o amor.....
Me transformo.....
Num trovador.....
Então.....
Com minha fé....
Posso ser tudo.....
Estando com Deus.....
Tenho tudo.......
Autor :Ricardo Melo
O Poeta que Voa.
Eu e ele
Cada momento que vivemos é uma história criada,
São Laços reafirmados que fica na memória.
não somos perfeitos,
somos seres eleitos a viver cada momento do seu jeito.
Somos tudo e somos nada.
Vivemos em constante aprendizado, para aceitar a cada dia as mudanças de nossa jornada...
Você é isso ...
tudo e nada...
É vida...
É jornada ...
É ensinamento em cada encontro...
É aprendizado em cada noite traçada.
Menino, conta pra mim a tua história!
Sei! Está guardada em tua memória
Teu tormento transformado em superação
Conta, menino, conta pra mim tua canção!
Tudo envolve amor e euforia
Questões em prosa e poesia
Tão quanto tua Maria envolventes
De frescores suaves, beneficentes
Virtudes de inestimada alegria...
Menino, como é belo o teu viver!
Propagas prazeres ante à solitude
Da calma o coração passa a tremer
de tantos que te querem vicissitude
Faças, Menino! Faças emudecer!
A voz que também não soube ouvir
De pequeno que não para de sorrir
As gargalhadas que não te podes perecer
Não ocultes o prazer jamais, Menino!
Dos saberes, dos amores, do bem viver
Que ser pequeno e ser forte leonino
E ter garras pra então se defender
Mostres o teu sonho, grande Menino!
Que tu sonhas junto a outros partilhar
E o mundo vem, Menino, transformar.
(PIRES, A. F. Menino. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 17).
Eu fui
Não olhe para traz pois lá está nossa história e agora ela só existe na nossa memória.
Não olhe para trás pois foi lá que nos perdemos nesse eterno desencontro.
Não procure respostas, a verdade pode machucar
Agora olhe para mim e veja o que somos
O hoje existe por consequência do ontem, e convenhamos foi lindo.
Agora olhe, mas não muito, ainda tenho problema com meus olhos
os meus malditos olhos que me expõem de maneira cruel
Agora eu olho pra você e pergunto como vai sua vida e tudo não passará de “estou bem e você”
me deseje, mostre que sua alma ainda precisa da minha alma para sobreviver
mostre que ainda existe amor.
O amor nunca acaba, então você ainda me ama?
Homenagem (2) ao mestre Borrachinha
Na minha memória, trago uma história fácil falar, falo de Borrachinha nego mandingueiro, que a capoeira ensinou jogar.
Oi na Ginga Brasil, começa uma história, que logo em seguida teve que mudar, Guerreiros de Aruanda de seu Borrachinha, nossa academia é no mesmo lugar.
Foi ali que aprendi/ todo fundamento/, aprendi cair, aprendi levantar/ hoje eu levo pra o mundo, com muita alegria, a história de um homem que soube ensinar.
Obrigado meu mestre pela capoeira que tu me ensinou/ sua história eu carrego por toda minha vida, por onde eu for.
Sandro Capoeira
Convivo com minhas aporias, só existe o agora, tudo é parte da história da memória, fracassos e glórias, minhas manias, escrevo trechos entre linhas enquanto me preocupo com minha vida, não sei se sou apenas mais um egoista, nessa corrida maluca pela vida, nascemos cada um em uma posição na pista, de alienado a alquimista, senso comum ou reflexão de “o por que estamos vivendo a vida?”, mas o que é viver?, se morremos a cada segundo de segunda a segunda nessa desassociação do ser.
Cicatriz
Cicatriz é a marca de uma história
Que você traz na memória
Que às vezes não quer lembrar
Você quer apagar
Mas como esquecer
Ela ficou para escrever
Uma história para você
Mas você não quer contar
Você quer evitar
Falar da cicatriz que te fez chorar
A cicatriz é o sinal
Que o que te machucou
Se curou
É o último sinal do processo
Você não quer retrocesso
Lembra quando machucou
No quanto sangrou
Doeu
Sofreu
Mas não morreu
Questionou
Mas não parou
Aquele machucado demorou para sarar
Foi difícil suportar
Com o tempo a casquinha formou
E você não arrancou
O machucado sarou
Mas a cicatriz ainda está lá
Ela está para lembrar
Que quando nos machucamos
Precisamos aguentar o processo
Suportar a dor
Cuidar com amor
Para assim cicatrizar
E aí nos curamos
Você vai se lembrar
Vai se orgulhar
E vai querer contar
Para poder ajudar
Quem ainda não se curou
Ascende a chama
na memória
Faz acontecer
a nossa história
O que ficou retido
anos atrás
Vem aos poucos
e se compraz.
