Memória e História
Senta, calma, eu vou contar uma história.
São flashes falhos que se estancam na memória
Uma menina que transbordava amor
E um amor que respirava solidão.
Um dia ambos se esbarraram no caminho
Devagarinho, os flagras de uma paixão.
Moraram juntos numa velha quitinete
Encontrada num jornal como manchete
Fruto de liquidação.
Viveram dias no torpor do paraíso
Nas madrugadas se livraram do juízo.
De transbordar o amor foi se evaporando
E os dois pararam de tentar se confortar
Um dia ela sussurrou considerando:
“Se a gente separa, com quem a arara, vai ficar?”
Então soltaram a arara aos quatro ventos
Se separaram e tornaram a caminhar.
E caminhando novamente sob a lua
Um esbarrão na chuva que molhara a rua
Foi transbordando novamente o coração
Daquela gente que vivia de paixão
Eu quero uma história
Eu quero uma história
Que comece com
“Era uma vez”
Quero na memória
Todas as lutas que enfrentei
Todos meus motivos pra sorrir
A minha vitória,
É correr por todos os caminhos
Sempre sorrindo
Não importando com os espinhos
De rosas que não cativei
Quero capturar algumas estrelas
Quero um céu sempre azul
Quero alguém pra me ajudar
A terminar tudo o que comecei
Quero poder escrever
“Feliz pra sempre”
E fazer de todos os momentos
Eternidade.
"O ciúmes é uma arma de fogo
Carregada de erros
O espelho se mostra
A memória
A História
Se identifica
E não se conforma "
Ah, menina... Se atreva! Escreva sua história, não vire apenas mais uma memória, seja eterna, sua própria lanterna pra iluminar o caminho à sua frente...
"História é memória! Tem que ser gravada e propagada para que no futuro possa ser conhecida por quem não teve a felicidade do seu convívio" (Extraído do livro:Almira e sua história - Traços biográficos)
Véus da Alma
Quero agora, tua história, aqui!
Lancinante, entre os rasgos da memória
Entremeada de lembranças nos véus da alma.
Fácil pranto este, que agora flui,
Fluindo o desencanto, que ao desencantar,
Por fim,liberta!
Libertando a mente que ficou desperta
Orientando este meu, andar.
A redação é viajar em sua memoria e criar personagens,montar uma historia.
Analisar o cenário e se a sentar com tempo,abismar a criação e elogiar o criador, e escrever sobre a vida e a ela da valor!
Era uma vez a ferrovia!
Povo cheio de tanta história,
oh, povo sem memória!
Escrevendo seu passado
nas linhas da ferrovia, que
traria o progresso e tanta alegria...
Mas que trouxe em seu eirado, a triste,
triste sina de quem viveu a real vida,
e o triste fim no Contestado, que
nas barras do progresso que foi sim,
e é até hoje,... um caminho pedregoso.
Trouxe pois, trouxe emprego,
bovina, dócil, calmaria por uns tempos,
o que hoje já não há. Há sim, muita,
muita hipocrisia, de gente que diz
que um dia lutou para a ferrovia ficar!
Que fez de uns poucos - proprietários,
em negócio sigiloso, daquilo que um dia foi
da posse real do povo, em sua forma mais igno
sem saber que era dono, desse bem assombroso,
enorme, grande colosso - uma linha férrea -
belíssima, que em outras plagas seria,
o caminho para outras, muitas outras,
bem vindas vias!!!
Preciso esquecer eu sei...
Mas trago nossa história gravada na memória.
Cada fragmento de nós, tatuado na alma e no coração!
As poesias segue o tempo,a memoria ressuscita a historia,a historia vivida no tempo,tempo que ofusca o ser,ser que tudo veio a escrever.vivendo a vida viver!
O MONSTRO E A FLOR
Aconteceu uma história
Que passo a lhe contar
E guarde em sua memória
Pois creio pode ajudar.
Era uma vez um poeta
Falava coisas de amor
Mas numa hora incerta
Causou um grande horror.
Ele cuidava bastante
De uma rosa sincera
Mas deixou que um rompante
O transformasse em uma fera.
E a rosa então, machucada
Ferida por um vil monstro.
Ficou bem estraçalhada
Como um navio sem mastro.
A rosa perdeu o seu brilho
Perdeu sua direção
E o vento lhe trouxe o martírio
Água no fogo da paixão.
E quando o monstro foi embora
O poeta continuou
Mas a tragédia que aflora
O coração despedaçou.
Eu sei, você tem um monstro
Guardado no fundo da alma
Resista e lute eu lhe mostro
Que é bem melhor a calma.
Pois muitas vezes a fera
Da ira, ciúme e suspeitas
Acaba romances e opera:
Intrigas, histórias desfeitas.
Pois podes levar muitos dias
A cultivar linda flor
Mas se o monstro for libertado
Talvez perderá um amor.
Por isso eu dou-te um conselho
Em forma de um poema
Reflita e fale ao espelho
Resista, não seja um problema.
Palavras bonitas são boas
Mas nem sempre suficientes
Apenas um furo e as canoas
Afundam com seus delinquentes.
Eu sei que as flores existem
E como é difícil cuidá-las
Mas somente os que insistem
Não deixam o monstro matá-las.
Você que lê esses versos
Talvez é o monstro ou a flor
Cuidado, valores inversos
Machucam, causam muita dor.
A rosa também tem espinhos
Que ferem machucam os monstros
Tocar com cuidado e carinhos
Realçam o brilho dos astros.
Poetas e monstros, não sei
Qual vais deixar vir pra fora.
A rosa, cuidado, avisei
Também tem espinho que aflora.
E pode haver algo bom
Em toda essa história.
Não sei se pegou o tom
E fixou na memória.
Que os monstros fiquem dormindo
Ou morram dentro dos poetas.
E as flores sejam bem cuidadas
E fiquem lindas e abertas.
11/01/2015 (07h30)
O que sabemos sobre nossa história?
Dizem que o brasileiro tem memória fraca, pois é, pode ser, hoje qualquer pessoa sabe um pouco sobre o acontecimento da Ditadura Militar e a democracia que na época se ofuscou, mas muitos dos quais sentiram isso na pele já não estão aqui para narrar o vivenciado; lemos sobre ela e ainda assim não sabemos exatamente como foi. Entendemos pelo que nos foi mostrado, mas não acredito que para nós foi mostrado muito. Se a Ditadura nos trouxe algum benefício? Sim, os postos de saúde eram melhores e não havia tanta ladroagem pelos governantes. Insisto em me questionar se isso realmente valeu a pena, por mais que estivéssemos tranquilos em questão a nossa saúde e ao governo, só isso não nos traz a felicidade, o medo era constante na época e o sentimento de impotência também. Será que para conseguirmos o benefício da liberdade, que já era nosso, como todas outras conquistar mais humanas da história, precisamos “derramar tantos sonhos?”.
Nossa história
Um dia quando a juventude for só uma memoria
Sei que você estará ao meu lado
E juntos vamos reviver essa história
Fazendo também bom agora
Sabendo que tudo que foi bom no passado
Pode ser melhor se ainda for aproveitado
Deixando-se amar ou ser amado
Por que o tempo passou, passou
Mas o nosso amor se parece eternizado
Fazendo da história uma memória
Que o futuro irá dizer que adora.
O mito da Caverna!!!
Anônimo ser, ser que se oculta
oculta da história, oculta da memória
memória que se acaba
por fim se reinicia
memória que se lembra das frases que dizia
Anônimo que morreu
morreu e renasceu
por memórias exprimidas
nasceu seu apogeu
seguiu-se um raciocínio.
Platão que dizia!
Aonde está escrito??
Escrito na memória
memória infinita
nas folhas que registras as belas poesias.
