Meio
A missão que um Ser assumiu lá na espiritualidade de ser o meio pelo qual outro Ser vem a Terra é muito lindo e nobre.
O reconhecimento vem com um grito ao saí do ventre que simboliza um muito obrigado Mãe, pelo alimento que sair de ti, pelo aconchego em seus braços, pelos cuidados com meus passos, que ao longo da vida vão continuar ao seu lado.
O meu muito obrigado a todas as mães!
A pandemia me proporcionou um inusitado autoencontro. Em meio a devaneios criativos, encontrei sentido e também dúvidas, mas acima de tudo descobri uma nova e evoluída versão de mim.
Em meio ao silêncio, meu barulho ressoa, como um eco insistente que me confronta. Às vezes, é como um turbilhão de pensamentos tumultuados, uma sinfonia dissonante que me desafia a encontrar a calma perdida. Reconheço a necessidade de acalmar a tempestade interna, de encontrar a paz que se esconde por trás do tumulto ensurdecedor. Mas lembre-se: não mexa com meu silêncio se não pode lidar com meu barulho.
A mulher quer se sentir única para o homem,
quando o homem lhe traz flores,
quando no meio da noite cobre seu corpo com um lençol.
Ela quer um homem que compreenda suas dores.
Que mesmo ele estando ausente, ela nunca se sinta só.
Ela não quer um machista, ela quer um motorista
para levá-la para tudo que é lugar.
E que no dia da TPM, faça o possível pra lhe dar carinho.
A mulher quer um homem que perceba o que ela está sentido,
pelo seu olhar.
E que possa ajudar a prosseguir seu caminho.
Ela não quer uma pedra de tropeço,
ela quer um homem que tire o espinho da rosa.
O que ela procura no homem é um ombro pra chorar
é um homem que seja conselheiro.
Que esteja apto para ouvir quando ela falar
mesmo que ela fale o dia inteiro.
A mulher não quer um homem que só a procure para levá-la
pra cama,
mas um que a surpreenda com coisas diferentes
que lhe ajude a fazer as atividades de casa para lhe dar descanso
e que a leve para lugares fascinantes.
DRUMMOND
Sentou-se numa pedra que havia
No meio do caminho.
E passou o José todo triste;
sem saber pra onde ia.
Logo depois passou um anjo,
E disse: "Vai, Carlos! ser gauche na vida".
E disse Drummond: "Eu não serei poeta de um mundo caduco..."!
E Drummond, saiu recitando: " Eu também já fui brasileiro..."!
“Em meio ao concreto e ao luxo, corações se encontram: ela, com sua grife; ele, com sua arte. O amor não escolhe berço, apenas floresce.”
Como posso dizer que este pássaro é um pássaro do deserto, se no meio do ano ele voa até a américa.
"As palavras,quando bem usadas, são meio caminho andado para vender um nectar ou um vinagre. Quem diz vinagre diz qualquer outra coisa. Um bom rótulo escrito com elegância até vende os cascos da rolha."
As experiências vão nos moldando em meio a vida tornando-nos cada dia mais conscientes de um fim inevitável... este, a escarnecer dos meus sentimentos.
O ópio da saudade
Muitas vezes em meio a correria, anseios, buscas, idealizações, superações, ...., em suma tudo o que remete a uma projeção do futuro , ficamos imersos nestes pensamentos e esquecemos de todo o resto. Mas às vezes, meio que repentinamente, nos deparamos com coisas sutis que nos chocam como uma batida de carro e nos colocam num estado de transe profundo, com sentimentos e sensações próprios de quem teve um passado e vem construindo uma história.
E em meio a esta viagem acolhedora permanecemos por alguns minutos até que alguém nos interrompa ou até que termine uma música, e quando retornamos à realidade voltamos cheios de si revigorados para continuar.
Mas forte que qualquer composto químico, droga, eletrochoque, manipulação da mente ou outra coisa que possa tirar uma pessoa da realidade, o estopim para esta viagem pode vir de um odor forte e característico de um perfume marcante, uma sensação, um lugar ou ainda mais funcional, uma música. Mas não é algo em que se possa reproduzir a todo o momento como um viciado que manipula droga a todo o momento, porque perderia toda a sua funcionalidade. São momentos únicos e irreprodutíveis que nos acometem meio que repentinamente como, ao abrir um frasco de perfume e remeter a um momento único de quando usava aquele perfume, ou uma pessoa para quem se produzia com aquele odor, ou ainda a uma carta perfumada que recebeu de alguém. E a partir daquele simples odor vem uma recordação e um arcabouço de outros sentimentos que provocam uma reflexão daquele momento até os dias atuais, como uma linha do tempo ou um longa metragem que passa em alguns segundos.
Sentimentos que tiram completamente a atenção como ao entrar em um carro e colocar naquela rádio que seus pais escutavam quando era jovem, e perceber que a música da sua adolescência agora toca lá. E ao se embebedar com uma imersão de sentimentos, passa a refletir sobre as baladas que dançou ao som daquela música, e quanto tempo passou desde então e não é mais aquele jovem; da inocência que tinha naquela época e se perdeu; das magas que fizeram você se tornar uma pessoa mais madura, mas completamente diferente; das pessoas que amou e das que te fizeram sofrer; os amigos que não vê mais bem como aqueles que não poderá encontrar; de como as coisas eram diferentes; da época que pensava em ser astronauta e no que se tornou; da vontade de mudar o mundo até o momento que se tornou apenas mais um; de como seus pais pareciam chatos em alguns momentos e que hoje, talvez, você cometa as mesmas chatices; de todo o que queria fazer e não fez; de quanto cabelo você tinha; das coisas que não precisava se preocupar e hoje te tornam uma pessoa estressada; mas também das superações que teve para chegar até onde está hoje e quem sabe, pensar melhor em para onde quer ir. E no final desta viagem de curta duração fica um bem estar e a retomada a realidade.
A dualidade é um caminho de sofrimentos e julgamentos, seja inteligente e trilhe o caminho do meio e não defina uma posição no jogo da vida!
Por meio de um pequeno texto podemos encontrar respostas que nem todos os livros do mundo juntos conseguiriam dar.
O casal escuta um ao outro por meio do subconsciente, a interpretação é complexa por que o que recebemos do outro são símbolos e metáforas.
Entre o Vento e a Pedra
Sou vento que insiste,
sou pedra que resiste.
No meio, o tempo ensina
que tudo fere, mas tudo afina.
Estava com ela dentro do barco
No meio do nada ou mais longe
O sol queimava a tez morena dela
E o sal em seu corpo brilhava como pequenos cristais
O vento balançava seus cabelos que tocavam meu rosto
Como pequenos dedos em um balé
E seu sorriso ...
Iluminava o mundo ao redor
Chegando a ofuscar o sol que brincava com o ventos
A correnteza os levou para longe
Onde não se ouvia mais nenhuma voz humana
Nem a nossa que agora falava com toques e presença
Era tão perfeito estar ali
Ao lado daquela que queria por toda a minha vida
Segurando a mão da única que amei
A imensidão do mar
A grandeza do sol
São insignificantes
Comparados ao universo de nosso amor
Ele colocou uma coleira na sua posse ...
E a conduziu para o meio do mundo
Todos estavam de olho neles
Então ...
Ela se despiu
E ele a possui como se fosse a primeira vez
Todos ficaram com inveja do amor deles
E eles nem ligaram para o mundo
LUXO E A VIDA NÃO AS CENAS.
No meio das grandes metrópoles no movimento das avenidas, há um homem pobre empurrando o trem da vida. Sem um destino certo, sem estações, sem dinheiro no bolso para comprar um pão.
Ele segue a vida, pelas avenidas muitos o chamam de zé ninguém. À noite ele irá descansa seu corpo em algum lugar próximo à mesma avenida onde passou o dia, chegando ao fim de mais uma estaçao.
Ali o homem irá descansa seu corpo, mas terá que acordar antes do dono da loja chegar, antes da loja abrir, envolto pelo frio, coberto por papelão, mas quando o sol nascer, ele terá que juntar suas coisas, começar mais uma jornada rumo à próxima estação.
Seu combustível é a força de vontade, é a fé, é a luta, a vida. Ele seguirá seu destino, entre carros e faróis, de portas em portas, sem malas, sem passagens, onde muitos passam contando suas notas , mas ninguém notam sua presença.
Triste cena, triste, sina, triste vida, temos que entender que nas grandes metrópoles não são só sinais, nunca será apenas buzinas, a vida nunca será uma avenida, sem fins sem paradas, apenas partidas, onde o luxo é a vida, não as cenas.
Morei no meio dos pobres que comiam o que tinham conseguido. Também vivi no meio de ricos miseráveis que comiam reclamando do que comiam.
