Máscara
Há pessoas que vestem uma máscara de santidade, mas por trás fazem coisas que até o diabo duvida e depois ainda querem pregar moralidade. Quando percebem que não conseguem sustentar a própria farsa, fazem campanha de difamação e usam manipulação emocional contra os outros. Portanto, jamais permita que o comportamento de alguém faça você questionar o seu próprio valor.
Quem puder ande com uma máscara nova extra na bolsa devidamente empacotada para doação. Quem puder, faça essa boa ação. Ninguém precisa ser estúpido com ninguém.
Pensando num tutorial barato para quem usa máscara abaixo do nariz, no queixo, faceshield sem máscara e máscara que deixam livres o nariz, a boca ou os dois...
Orelhas de burro recortadas com qualquer folha de papel ou papelão compõem bem o figurino.
Mesmo quando passar a pandemia continuarei usando máscara para esconder o meu sorriso sarcástico dirigido a algumas pessoas.
A pessoa falsa tem que fazer um esforço tremendo para manter as duas caras sem deixar cair a máscara.
As pessoas buscam apenas seus próprios interesses, porém se escondem atrás de uma máscara de preocupação com o bem do outro.
No amor:
O uso da máscara evita que palavras e frases ditas ao vento e em vão... possam transmitir falsos sentimentos que infectam de forma enganosa... a mente e o coração. Proteção: Distanciamento. Vacina eficaz: A realidade.
Ninguém tem o privilégio de ser si mesmo o tempo todo, na maioria das vezes somos as nossas mascaras!
Para você que se diz cristão, mas vai pular o carnaval, lembre-se de levar a máscara que você usa na Igreja.
MÁSCARA:
Sob sol a pino, em meio à multidão,
O astro de face dupla, feições interrogativas e sorriso pálido,
Em um ritual...
Em instantes nos transporta ao mundo surreal.
Mergulhados nos movimentos rítmicos do artista.
De tal forma a levitarmos, migrar à outra dimensão.
Regressei ao espelho onde meu pai extraia sua pele
No silêncio de repetitivos movimentos verticais da gillete.
Que me gritava indagações ao futuro!
Assim se ouvia à expressão corporal do mambembe
Que cantava, encantava e decantava sua alma.
Não ouvia-se o som de sua voz,
No entanto bastava para compreender suas palavras simplórias e silenciosas,
Que me transportara à àquele mundo de imaginações.
Ante a mimica que nos expressava explicita tristeza,
Nas exclamativas lagrimas que borrava sua pele,
Nas piruetas a expressar pérfida alegria.
Nos movimentos lentos e circulares das mãos
Encenando a mulher que carrega outra pessoa.
Naquele instante, todos nós, éramos um só,
Não se ouvia as agruras do realismo...
Em meio à multidão, me senti único, envolvendo-me visceralmente.
Ao fantástico mundo dos mitos.
Pois que o artista deixara seu corpo cair inerte nos sugerindo a viagem.
Ato continuo, com a sutileza de uma pluma, recobra a vida pondo fim ao rito.
Decido ficar um pouco mais e assistir ao encantado ato do mambembe...
Despindo-se, traveste-se de sua pele natural e segue seu mundo real na busca de novo ritual.
Suspendi meu olhar vislumbrando o iluminado ser em seu mais fútil personagem.
Um rosto a mais na multidão. Sem fala, sem cara e sem canto...
E definitivamente me perguntei: O que seriamos sem esses mitos e seus rituais?
Escolher a própria máscara é o primeiro gesto humano. E solitário.
“Com tantas fantasias, sonhar em ir a um baile de máscara é só para quem vive em um conto de fadas”.
