Logo ali na Proxima Esquina
Declaração de amor
Quando te vi pela primeira vez, logo imaginei tratar-se de um sonhar, enfim, pedia a Deus para não acordar. Sei da imperfeição das minhas palavras, a tristeza que em mim não diz nada, é tua insônia imersa em melancolia. Quando sorri pela primeira vez com teu abraço, não imaginei que você havia tomado meu coração, sentimentos puderam enfim suscitar. Sei que meus olhos não viam com bom coração suas amizades inominadas, acho que é o ciúme que me contagia. Quando te brindei com uma canção, a página da tristeza virou em meu coração, minhas decepções não preciso mais recordar. Sei que as promessas foram desmedidas, acho algumas delas heresia, te amo mesmo que se perca a fórmula desta magia. Quando disse que a parada é perfeita da batida que não para, foi simplesmente falar de teu amor, sempre sonhar.
quando a porta se abria,podia se ouvir trincos se mechendo logo sabia que era você que por aquela porta saia , e vendo você sonhando com vc e algo me impedia de estar mais proximo não era você que se afastava nem nada era apenas a distancia de uma porta que estava entre nos que não poderia ser aberta,mais que as vezes eu te via pelo vidro daquela porta e imaginava vc entrando por ela .
era assim meu sonho . De algum dia estar do outro lado para poder te tocar
Inclusão, será que sabem o significado desta palavra?
Penso e logo reflito, quantas bobagens tenho assistido na TV justamente na hora que deveria ser a mais ética possível..."o horário eleitoral"!
Como é engraçado ver estes petistas falando sobre inclusão, quando aliados partidários não incluem trabalhadores readaptados em gratificações, marginalizando-os,destruindo seu ego...é logo penso e reflito...
" O Pterígio dos meus olhos "
São Avermelhados sim! Pela manhã,, logo que acordo, durante o dia, quando irritados ou até pela noite, da mesma forma;
É uma constante conjuntivite, é triste ás vezes, pois tal aparência se confunde com o que mais me incomoda, mas fazer o quê se é o Pterígio dos meus olhos? Servem de modelo á associações, alimenta a mente fértil de muitos e já me trouxe situações difíceis de acreditar;
Fazer o quê? É o Pterígio dos meus olhos. Muitos não imaginam do que se trata ( http://www.drqueirozneto.com.br/patologias/pterigio/oquee.htm ), não é contagioso, e sim congênito, é uma herança de Família que não me traz nenhuma dificuldade na acuidade, ou seja, enxergo muito bem, mas o avermelhado dos meus olhos confunde muito, me deixando na condição de réu dos "rotuladores" , de infiel ao que defendo como um Leão, é difícil até ser "mundano", pois até tomar umas "biritas" ( que eu até aprecio de vez em quando ) complica, porque o álcool os exalta, e aliado ao avermelhado, o peso dos olhos, a confusão etílica mais a minha forma de ser, desequilibrado eu ouvi ser:_ Réu! És Culpado!
A esses tolos e tolas hipócritas eu digo: _ Não se preocupem, pois é só o Pterígio dos meus olhos.
Nos encontrávamos normais e tranqüilos.
Ate que chega a noticia junto com o espanto.
E logo surge uma pergunta.
POR QUÊ??
Caminhávamos aos prantos.
Tomados por uma angustia.
Envolvidos por uma tristeza.
Com uma imensa vontade de sentar.
Ali. Na rua!!! E chorar...
E novamente se questionar o por quê?
Envolvido em números e cálculos.
Lá si via ele...
Com a tranqüilidade no olhar.
E a paciência ao ensinar.
Que em um intervalo e outro.
Demonstrava certa simpatia,
E admiração.
A vontade de todos naquele momento.
Era de dizer pessoalmente adeus...
Professor Carlos.
PanEla dE tAmPa
Panela de tampa, tapa esse naná, que não sou criança, vem logo niná.
Panela de tampa esse fogo subi, abaixa temperatura, agente ser feliz.
Panela de tampa deixa caldo engrossar que não sou criança, pra beber mugunzá.
Panela de tampa nesse angu tem anga, se uni cumigo pra não transbordar.
Panela de tampa, vamo ser feliz, se uni cumigo, renasço feliz.
Panela de tampa, no gogó, caldo grossinho sem vira gororó, bem de mansinho não faço dar dó.
Panela de tampa, vem logo pra cá, caldo quentinho não pode esfriar.
Vem logo tira, não deixa de lá, que fogo não apaga, neném quer mamar.
Quero teu gogó, neném quer mamar, panela de tampa, vai voar.
Voa tão longe logo neném não sou criança, entro na brincadeira também, caroço de milho nesse jequiá. Caroço sem tampa, panela neném, vem logo, que cansa esse vai e vem.
Vamo tudo denovo, outra vez começar que eu não me canso de fogo brincar.
Menino se queima denovo neném impressão a marcar, fogo ascender antes ele que seja você...
Panela de tampa isso é tudo que eu quis, pego caroçinho, a tampa panela tampar, panela de tampada, esquecida temperatura sufocar.
Não mexa denovo no calo nenem tudo é meu nao me canso de brincar também.
O sol mergulha todas as noites no crepúsculo azulado da vida, para acordar logo cedinho todo vestido de luz.
Disseram-me que os diplomas não reduzem as orelhas, só as ocultam. Logo os que buscaram os cursos a distância se veriam melhor, se não fosse o Benjamin Franklin com seu eufemismo: "Quem se ensina a si mesmo tem um tolo como professor."
```Hoje pensei em você.
Logo lágrimas começaram a descer.
Quando percebo que se foi, logo começo a intristecer.
Essa saudade, só vou sofrer.
Fico a imaginar.
Você agora em meu lado para podermos brincar.
Você sorrindo, o pai do sei te amar.
Não é fácil pensar.
Saber que você se foi para nunca mas voltar.```
*Wellington Silva*
O mar e o amar
Sentei de frente para o mar.
E sem nada pensar, acendi um cigarro.
Mas, logo me veio você!
Pensei no seu corpo, e o imaginei ali, lindo, junto ao meu sob os raios do sol.
Pensei no seu lábios, fechei os olhos e mordi os meus.
Olhei pra minha pele branca e me lembrei de como sua pele branca me faz queimar mesmo em dias sem sol.
Pensei na paz que você me dá e a comprarei com a paz que o marulho traz.
Pensei em você e senti sua mão em forma de brisa tocando meu rosto e meus cabelos.
Pensei no amor que sinto por você e o comparei com a imensidão daquele mar.
Minha mente atravessou todo aquele imenso mar, e meus lábios sentiram que a saudade compara-se a ele, por seu tamanho, estado físico e sabor...
E o cigarro?
Ah! Foi "fumado" pelo vento!
na verdade, eu acho que tornei tudo muito raso, com medo de novo; Logo eu, que costumava exigir profundidade, me deixei consumir pelo medo de me afogar, e afastei tudo e todos que poderiam consumir meu medo e me trazer paz de novo... mas ninguém fica onde é superficial demais, nenhum sentimento se mantém em lugares rasos, eles nem mesmo nascem ou crescem alí, e mais uma vez, eu vejo ir embora, quem podia ficar, mas pareço querer que vá, quem sabe não seja pra ser agora, e talvez, apenas talvez, um dia eu volte a ser profunda, e me permita, mergulhar em sentimentos de novo, e nas profundezas de um coração hoje tão raso, alguém um dia, se instale, fique, e regue o amor, mais uma vez, quem sabe, um dia!
O mundo é o resultado das interpretações que faço; meu limite, minha alienação, logo eu sou o prisioneiro da realidade que prefiro acreditar que percebo.
"Todo objeto, pensamento, idéias, tudo e todos necessitam de alguém que crie, logo o universo necessita de um Criador"
Tinha domingo que era dia de receber visita. E elas chegavam logo cedo. Parece que a mãe da gente tinha algum pressentimento nesse dia. Levanta que vai chegar gente! Ela falava enquanto preparava a massa para os beijus de tapioca. Acordava todo mundo logo cedo, dava café da manhã, ariava as vasilhas na pia, colocava naqueles suporte de ferro de pendurar panela e dava rapidinho aquele trato caprichado na casa. A mãe mandava o pai na feira comprar umas coisinhas, enquanto a gente arrumava as camas e dava uma "barrida" no terreiro. Era tiro e queda, não sei como ela acertava. Não tínhamos telefone, nem o fixo nem nada, e mesmo assim, ela parecia que tinha recebido um e-mail ou zap zap informando que fulano ia lá.
Umas 10h e pouco a gente ouvia o bater de palmas lá no portão. Chegavam entrando, assim, sem protocolo nem nada. Ô de casa! Eram o tio dela, ou primo do meu pai, ou irmão de alguém ou ex-vizinho... era alguém conhecido que chegava com a família pra passar o dia. À pés mesmo, nada de chegar de carro, desciam do ônibus em alguma parada próxima e iam cruzando a poeira solta, preocupados em chegar limpos. Chegavam cedo que era pra dar tempo de ajeitar um melhorado pro almoço. Põe água no feijão! Alguém já gritava lá do portão afora. A gente, menino do mato, ficava observando aqueles abraços e recomendações lá da janela, de butuca, igual bicho, morrendo de vergonha de depois ter que ir na sala pedir a benção. Era regra: Menino, pede bênção pra fulano. A gente estendia a mão ganhava a benção e uma bagunçada caprichada no cabelo, ia de brinde. Quando vinham outras crianças que a gente não tinha intimidade, era pior ainda. Mais bicho do mato a gente ficava. As mulheres se apressavam e já iam na cozinha ajeitar um cafezinho e uma água gelada pro povo e os homens ficavam na área da frente falando dos parentes distantes e ouvindo meu pai falar das futuras reformas que queria fazer na casa. Quase sempre, quem visitava levava uma "lembrancinha" que trouxera de algum lugar. Uma lata de farofa, uma rapadura, um queijo, um docinho de leite, uma linguiça caipira, um pedaço de carne de caça ou até mesmo uma carta de um parente distante...Essas coisas que a gente que é da roça dá valor.
Domingo era dia de visita. A casa ficava alegre com tanta gente. A gente ficava de ouvido ligado nas conversas e fofocas dos adultos se atualizando das novidades familiares. A gente podia até "assuntar" os assuntos, mas ai de nós se intrometesse na conversa, já ganhava aquele olhar de reprovação do pai. A mãe com a visita na cozinha já providenciava a tal "água no feijão". Era dia de almoço gostoso, com toda certeza. Os adultos falavam do dia-a-dia na lida da vida, ouviam umas modas no radinho, falavam de sonhos futuros, falavam mal do governo e iam emendando prosa atrás de prosa. A meninada ficava por ali na área da frente, jogando uma bola ou inventando alguma brincadeira em que todos pudessem participar. Apesar da "bichodomatice" a gente se introsava e fazia amizade bem rápido. Quando o cheiro de comida boa começava o tomar de conta, o pai ou, geralmente, a visita tirava uns trocados da carteira e mandava a gente ir comprar umas barés ali na padaria da esquina. Aí sim eu via vantagem. Almoço servido, conversa animada, panelas cheias. A gente era muito feliz com bem pouco. Não era raro o dia de duas visitas no mesmo dia, a casa enchia mais ainda. Onde comem dois, comem três e põe mais água no feijão. Nos dias de sorte, o senhor que vendia quebra-queixo ou o do algodão-doce passava gritando em frente às casas, meninada eufórica, adultos felizes, sobremesa garantida. Era baratinho, umas moedinhas e aquele doce que faz criança sorrir estava em nossas mãos. Acho que visitas só iam na casa dos outros em dias de pagamento, pois eram bem generosos.
Meio de tarde, tinha café coado, biscoito de polvilho frito, conversas, dominó, lembranças, uma foto na máquina "love" (que a gente só veria um mês depois) e por fim as despedidas. Desejavam boa semana uns aos outros. Agradeciam a Deus pela recepção. Agradeciam a Deus pela visita. Agradeciam a partilha do pouco que tinham, que se tornara fartura à mesa. Agradeciam pelos momentos de alegria. Com meu pai e minha mãe, aprendi a agradecer por tudo, pois era assim que eles faziam. Final de visita, pede benção pra se despedir, cabelo bagunçado de novo, alma abençoada novamente. Família feliz. Era o domingo da gente. Amém. Dia de domingo era dia de visita. Pães multiplicados, laços familiares ressuscitados. Tudo era bênção. Acho até que Deus nos visitava também.
Põe mais água no feijão minha gente!
