Literatura de Cordel
E de minha janela eu assisti tudo,
o brilho nascia junto com o Sol
e o sino indicava o rumo desse caminho;
vivendo de escolhas e acertos;
Estávamos escrevendo essas linhas, preenchendo-as de histórias;
Você me trouxe de volta a esse contexto;
Como um suave assoprar em minhas feridas;
Sonhando com um ser constante;
Eu juro, apenas feche os olhos;
E como um gigantesco ciclo isso sempre acontecerá;
Como ideias vazias tentando preencher um infinito branco
e todas as apagadas palavras recitadas no auge momento entre nós
Mulher-espetáculo
(Victor Bhering Drummond)
Pra você solto balões e muito mais
Só pra ver o seu sorriso e nada mais
Carrego Marias Alices
Só pra sentir sua energia
E pinto arco-íris dentro de minhas poesias
Só pra que que meus versos sintam sua alegria
Você nasceu festa, sons, seresta
Nasceu intensidade
Nasceu felicidade
É a irreverência em pessoa mais tradicional
Ao que realmente importa: aos velhos amigos
Ao amor, ao resgate das doçuras e simplicidades
Pra quê adivinhar a sua idade
Se carrega dentro de si uma infinidade de crianças
Uma porção de adultos
Com a energia de uma adolescente
Da risada mais contagiante e indecente
Ah! Se todas as indecências do mundo
Fossem iguais a você
Não haveria guerras
Frios, sinos que não soam.
As igrejas seriam coloridas
As noivas mascariam chicletes nas portas dos casamentos como você
E os noivos entrariam apaixonados
Por terem encontrado mulheres que transformam seus mundos, suas crenças.
As cortinas dos teatros não se fechariam
Porque você é o espetáculo em pessoa.
Então venha nos alegrar
Venha nos comover
Venha nos contar um pouco
Dos segredos de quem realiza o mundo com essa energia.
O resto, deixe com a gente.
A plateia que se comove e se enche de vida
A cada passo seu, a cada nova descoberta sua.
Suas palmas, louvores e amores estão garantidos.
E levaremos impressos na alma as cores deste seu circo, Fran mulher rainha coroada
De amores celebrada.
Novembro colorido de 2017
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Cidadãos de cultura duvidosa, com visão política à direita, invariavelmente repetem mantras neoliberais que incluem o Estado mínimo, a meritocracia, rejeitam o papel social dos governos (é o ensinar a pescar, jamais dar o peixe), apreciam a privatização do patrimônio público, são egoístas, profundamente egoístas e alheios a qualquer humanismo nas relações de classe. Muitas vezes, foram ou são beneficiários da coisa pública, mas não aceitam que outros sejam. Repudiam o comunismo sem o mínimo traço de conhecimento teórico, sem sequer terem investido numa leitura básica do Manifesto de Marx e Engels. É difícil respeitar as opiniões dessa gente, que raramente são opiniões de fato, geralmente se resumem a aspectos autobiográficos de um pensamento medíocre.
Interpretar é a arte de observar as premissas. Aceitar os erros é declarar que não conhece o que é certo.
As literaturas são os registos condensados do pensamento público. Os grandes livros não se produzem senão quando as grandes ideias agitam o mundo, quando os povos praticam os grandes feitos, quando os poetas recebem da sociedade as grandes comoções.
O apoio que qualquer pessoa pode te dar é limitado. Quando se tratam de sonhos, é você por você. Luta diária. Ou escreve, ou escreve.
O menino caminha em direção ao castelo de sonhos. Lá, o Velho e Bom Senhor o Aguarda. Visitam aposentos, revivem memórias, abraçam amigos que foram morar do outro lado da montanha. A distância enfim, findou-se. Não há mais lágrimas, saudades. Apenas a certeza de que agora os entardeceres serão meras nuvens coloridas. Porque os dias não mais terão fim. (Do outro lado da Montanha - Victor Bhering Drummond)
O menino acordou cedo, estudou seu peito de amor, aqueceu-se com uma bebida quente e roupas confortáveis e saiu pelo mundo pregando sorrisos e distribuindo abraços. (O que fazer pelas manhãs - Victor Bhering Drummond
Oração do Leitor
Nossa Senhora da Livraria;
Dai-me forças para não comprar mais livros;
Livrai-me da tentação das ofertas;
Perdoa-me por manter uma pilha sem fim;
Concede-me tempo para eu ler,
e assim dar vida aos personagens em minha mente.
Amém.
"Fui desbravar o mundo na bicicleta da minha imaginação. Não tão rápida quanto os carros, em que não poderia observar os detalhes da vida. E nem tão devagar quanto os pedestres. Assim poderia descobrir o cotidiano no tempo dos poetas." (Diário de um ciclista - Victor Bhering Drummond)
Quando as luzes foram se acendendo, uma a uma, coloquei minha alma para caminhar. Vagueou por ruas, sobrevoou casas. Mas encontrou mesmo abrigo, foi na melodia inspiradora daquele violinista emitindo suas notas de cima do telhado, sob a luz do luar. (Violinista do Telhado - Victor Bhering Drummond
Se até as árvores se acenderam, percebemos que também era necessário iluminar o mundo com nosso sorriso e o farol do nosso olhar. (Farol - Victor Bhering Drummond)
Se até as árvores se acenderam, percebemos que também era necessário iluminar o mundo com nosso sorriso e o farol do nosso olhar. (Farol - Victor Bhering Drummond)
É para isso que a ficção serve. É para nos levar à verdade, quando a verdade não é suficiente para a verdade.
