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Literatura

Cerca de 3146 frases e pensamentos: Literatura

⁠A literatura,
tal como outra qualquer
expressão de arte,
ostenta como iluminado
propósito corrigir
distâncias...
Nos aproximar!

Inserida por maurotoledo

Entre a censura e a literatura passeiam muitas crianças.

Inserida por ClaudethCamoes

O que regula os costumes é também a literatura, não credite em falsas notícias, a extensão é parecida mas não é alheia.

Inserida por ClaudethCamoes

⁠A capacidade criativa é ilimitada, e a literatura atemporal!

080324

Inserida por J6NEMG

⁠A Literatura escrita pelo Autor da Vida deixa sinais ainda mais claros do que os dos autores literários dos mais diversos gêneros nos seus livros, e que permitem aos olhos atentos interpretarem sem erro: antes de tomar uma atitude avalie se você não está ultrapassando o limite de quem pode manter você de pé ou te erguer quando cair.

Não ultrapasse os limites do outro e das situações. Seja previdente, respeitoso e não ultrapasse os limites de quem quer que seja, porque os limites da Natureza ultrapassamos todos e para quem sabe ler a conta chegou proporcional ao conjunto da obra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não existe nada em toda
a Literatura que chegue perto
da candura dos teus olhos
feitos de mar, de amor
e que cobrem com dulçor.

Não canso dia e noite
de continuar a cobiçar,
Neles moram tudo
o quê é melhor que esta
América Latina é capaz
de abraçar e nos embalar.

Sentes de longe que sou como
a florada de Manacá-de-cheiro
espalhando o aroma no ar,
Algo diz que tu és verdadeiro,
risonho e sedutor querendo
o quê eu quero me enveredar.

Algo diz que preludia o melhor
sem medir as consequências,
porque não queremos conquistar
somente apenas por conquistar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A nossa Literatura Nacional é parte ímpar e sublime da nossa nacionalidade. Ler mais é preciso para reforçar a conexão afetiva com as belezas da nossa Pátria.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠São Bento do Sul

Da Música, da Dança, da Literatura
e de cada herança da imigração,
Eis me poesia dedicada
com o balanço das matas dos parques
e a revoada das tuas aves,
Passeando de Maria-Fumaça
com todo o direito e charme.

São Bento do Sul, amada
fostes, és e para sempre será,
A cidade bonita que embala
o meu amor por todos os lugares
e me dá motivos para venerar.

São Bento do Sul, a sua poesia
está até na movelaria,
e por ti retribuo com a poética
da cada dia para que a gente
se encontre, converse e sorria,
és a minha razão de viver
e a melhor companhia.

São Bento do Sul, adorada
fostes, és e para sempre será,
A cidade que me leva
a qualquer hora a estrada cruzar,
e me dá razões para nela morar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Quando um autor se radicou naquele lugar a literatura dele é daquele lugar. ⁠

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠⁠⁠⁠⁠A literatura comercial sob a égide de sua crítica.
Possui fins seletivo
Todo aquele que não denotar obediência à sua sintaxe.
Logo serão versos pobre.
Podendo ser comparada à arca da aliança
Ou, quiçá, a área 51
Não mostre sua arte aos tolos...
São secos, sem júbilo.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Sobre a literatura comercial, permeiam-se dois tipos de poeta e escritor.
Há aquele que reverbera o discurso em voga, cujo a crítica precisa ouvir. Hoje, por exemplo, destaca-se o discurso identitário para abrir portas. É o atalho ao púlpito dos intelectuais.
Outro, ainda que não dê vasão ao que a crítica e burguesia intelectual convenciona, possui capital financeiro podendo bancar sua obra independente. Talvez não comercial, mas igualmente palatável.
A escrita não deve complacência às convenções da elite intelectual. Ela é, em si, fomento do grito encerrado dos marginais.

Inserida por NICOLAVITAL

FACULDADE

Minha faculdade é a rua!
Formei-me em Letras,
História e Geografia.

Fiz letra de samba,
Letra de rap,
Letra de forma,
Letra de mão,
Letra de pixo,
Letra de grafite.

Fiz histórias nas ruas!
Contei histórias da vida,
Histórias de manos e minas,
Histórias do cotidiano…
Histórias de miliano,
Histórias verídicas.

Andei pelos guetos, becos,
Observei os terrenos baldios,
Construí poemas de madeira,
Barracos de papel.

Observei os arranhas céus
Os córregos poluídos.


Minha faculdade é a rua!
Formei-me em Letras,
História e Geografia.

⁠Máquina

Às vezes a vida parece
Uma espécie de máquina agressiva
Uma máquina livre
Feito um pássaro
Cria asas, voa alto.
Perde-se
Deixando mágoas
Em formas de cachoeiras:
Bate e rebate
Nos seixos
Desmancham-nos,
Aos poucos diminuem,
Os torna um ser pequeno
E aos poucos se sentem pisoteados.
Porém, não bem somos
Uma máquina
Mas somos um ser
Capaz de se aperfeiçoar.

Valter Bitencourt Júnior
Toque de Acalanto: Poesias, 2017.

cuidado com espinhos pequenos
cuidado com palavras pequenas
cuidado com abraços curtos
cuidado com beijos abreviados.
cuidado com pequenas armadilhas
cuidado com pequenas medidas

Cuidado pois ninguém tropeça em montanhas,
são as pedras pequenas
que mais quebram a gente.

Roney Rodrigues em "Sobre coisas pequenas"

ÁRIA PARA AS REPRESAS DE SÃO PAULO

Naveguei por tuas entranhas
Me arrebentei em tuas curvas
Me molhei no teu centro
Bebi dos líquidos teus
Mergulhei, pulei, me diverti.

Fui inocente ao teu encontro
Amei sob os teus olhos.
Perdi amigos e quase irmão no teu dorso. Chorei as mágoas dos esquecidos.

Naveguei na esperança
Mergulhei em busca de paz
Descobri tua história, tua criação
Percebi tua importância,
Passei a cuidar ainda mais.

Vi teu nome batendo asas
Rubras asas de teu Guará.
Alimentei minh’alma, meu corpo.

Saciastes a sede de muitos
E não pedira nada em troca,
Mas aqueles que de ti beberam
A esqueceram.

Ficaste triste
Desabastecida de esperança
De chuva e de cuidados.
E teu corpo espalha-se
Por minhas periferias
Pelas margens de minha cidade.

Encontrarás rios-mares
Nas noites frias e quentes
Desaguará nas válvulas dos desperdícios Será beijada pelo céu
Em dias de chuva
E aquecidas nos dias de sol.

Silenciosa eclusa de minha vida
Cuja paisagem me enche os olhos na alvorada
Teu gigante corpo sobre as cidades
Trazem as histórias do século XX
E o desprezo do XXI.

Minha esplanada líquida
Que de tão importante
Far-se-á em ouro.
Mas mais importante
São os ouros de vidas
Que por ti clamam.

Me recordo muito bem,
eu, maestro do silêncio sabia te silenciar,
meus métodos impecáveis te jogavam pra longe
lembro da imagem do seu rosto inocente reluzindo
como um cometa e me acertando em cheio,
eu acordava suado no meio da madrugada
e ficava acordado até meu corpo se apagar,
porque minha mente nunca se apaga,
ela está sempre ligada repetindo meus erros
me levando para um passado recente
transbordando minhas lembranças.

O passado é um trem carregado apitando e saindo da linha, eu nunca fui bom corredor e sempre perco essa corrida.

Roney Rodrigues em "Memória Fumaça"

Inserida por RoneyRodrigues

O inverno corta rente a carne
a ferida arde mais em quem sente
mais que os outros.
Em um ponto de ônibus qualquer
as horas demoram para passar
e o vento assopra loucuras geladas
no ouvido de uma moça que deixa escapar algumas lágrimas,
ela recolhe algumas gotas que caíram.
Com um lenço vermelho ela impede que vejam a fragilidade.
O frio mais assassino é um coração polar,
um coração tão frio que afasta qualquer alma
que ouse se encostar para esquentar.

Roney Rodrigues em "Coração Polar"

Inserida por RoneyRodrigues

Quando um abraço acontece,
os corações se esbarram,
o calor estremece as veias,
as pontas soltas se ligam,
o relógio se retorce
e o tempo desacelera.
Amar é um grande descompasso,
é curvar o tempo e ser eterno
nem que seja apenas
por um momento.

Roney Rodrigues em "Descompasso"

Inserida por RoneyRodrigues

Acredite, palavras são profecias. O que é dito volta com a ferocidade de um furacão ou com a maciez de um lábio apaixonado. O dia ainda não acabou, aproveite cada oportunidade para espalhar a cura de uma palavra boa.

Inserida por RoneyRodrigues

Me leva na sua bolsa,
perto do teu kit de maquiagem,
perto das chaves do teu coração.
Me guarda no calor no teu colo,
enriquece minha presença
com memórias suas.
Me leva pra onde você for.
É só você chamar
que eu vou tropeçando.
Faz mais frio aqui nessa mesa
do que no bolso daquele teu
jeans preto rasgado.
Me alegra ser um chaveiro,
pois de vez em quando,
eu fico grudado em você.

Roney Rodrigues em "Chaveiro"

Inserida por RoneyRodrigues