Literatura
Se eu te achar além de meus sonhos
se te materializar para mim
amor que só te sinto e não abraço
seria feliz, por poder te amar
e tornar-te meu senhor, meu rei
e eu vir a ser sua rainha
dona do teu coração para a vida inteira
extasiar-me-ia com o banquete de teu amor e teus beijo
Trecho do livro "O Reino Mugh"
Outro lado
A cortina era um véu
Que dividia a sala
De um lado eu, olhos esbugalhados , boca roxa , roupa rasgada , semblante de fúria
Corri pra cortina puxando com força
Queria rasgá-la , eu estava com ódio
Eu queria furar a cortina toda com a faca que na minha mão estava
Pra chegar do outro lado
Onde estava eu
De semblante calmo , vagaroso
Bonitinho , arrumado , pele limpa , boca rosada
Enquanto o eu furioso não consegue chegar ao eu calmo
O eu calmo apenas toca a cortina e ela se abre
Ele chega ao eu furioso e em sua boca beija
Une sua carne ao outro
Na mais perfeita relação
Um mete o outro recebe
E assim um eu se torna o outro
O calmo se torna fúria
A cortina foi rasgada
O amor não precisaria, como as plantas indianas, de terrenos preparados, de uma temperatura própria?
O verdadeiro caráter é revelado nas escolhas que um ser humano faz sob pressão - quanto maior a pressão, mais profunda a revelação, mais verdadeira é a escolha da natureza essencial do personagem.
Em nome da folha
Nenhuma folha vive sem raiz, quando ela se solta da árvore achando que vai ser livre, ela voa e a cada vôo apodrece ainda mais, seja livre, mas jamais esqueça de fincar raízes A'Kawaza
Meu romance "Decoded" foi escrito num período de 11 anos e rejeitado 17 vezes. Foi uma experiência sofrida que a maior parte das pessoas desconhece, e mesmo para um escritor é algo raro.
Eu sempre consigo, facilmente, me colocar no lugar dos outros, por assim dizer, e ver o mundo através do olhar deles.
Os livros também podem provocar emoções. E as emoções às vezes são ainda mais problemáticas que idéias.
"Quando uma estrela riscar,
velozmente, o escuro do céu,
será a minha saudade a pintar
a dor insana de um coração, teu réu."
"Raio de Luz"
(CORTEZÃO, M. B., "Banzeiro Manso". Gramado (RS): Porto de Lenha Editora, 2017, p. 44)
"A chuva que molha
meu triste rosto agora
é a mesma que leva
os desencantos
correnteza afora."
"Primavera"
(CORTEZÃO, M. B., "Banzeiro Manso". Gramado (RS): Porto de Lenha Editora, 2017, p. 44)
Se não for andar comigo nas nuvens me deixe só. Você corre o risco de despencar da minha ilusão para a sua realidade... “
Escreve-se para não ser solitário e por amor aos outros; se você não tiver essa solidariedade, é bobagem escrever.
