Lisboa
Lisboa Oculta -
Caminhei p'la noite no silêncio
da Cidade oculta adormecida!
Lisboa sonhava com o Tejo,
e na Mouraria, um fadista,
cantava ainda à dor da despedida.
Ouviu-se então
o rumor dos passos d'um Poeta
que também chorava a desventura
do Amor ...
Ninguém passava!A noite velava!
Ninguém estava! Só eu restava!
E depois de muito ter andado, reparei então,
que a Cidade adormecia oculta sob o Tejo
abraçados num só Leito ...
Óh Lisboa, o Tejo, será sempre teu Amado!
Madrugadas de Lisboa -
Na fria madrugada de Lisboa
meu berço de saudade à beira mar
bebi o cálice do fado, fui à toa
andando p'las vielas sem parar.
Há guitarras a rasgar o coração
esperando de Lisboa num desejo
as colinas são lamento e solidão
nas noites que adormecem sobre o Tejo.
Eu vejo o teu olhar em cada fado
eu sinto-te Lisboa no meu peito
meu corpo como a rua tão pisado
silêncio que adormece no meu leito.
Lisboa porque corres onde vais
à hora de cantar a tradição
que alguém deixou um dia pelo cais
pairando no teu cais de solidão.
Quadras aos Santos Populares -
Santo António é padroeiro
Da Lisboa d’encantar
Mas São Pedro é o porteiro
De quem no céu quiser entrar!
Santo António milagreiro
Que és um Santo tão Santinho
Dá-me lá mais um dinheiro
Qu’inda sou tão pobrezinho!
Diz a boca do demónio
Destas gentes da intriga
Que outrora o Santo António
Gostou d’uma rapariga!
A ti deixo este meu canto
Óh meu rico Santo António
Não te esqueças deste pranto
E arreda-me o demónio!
Óh meu querido Santinho
Vou fazer o teu altar
Comer pão e beber vinho
Pelas ruas a marchar!
Óh meu lindo São João
Dá-me moças pr’a dançar
Deixo aqui meu coração
A quem o quiser conquistar!
São João os teus cabelos
Tem ondas amarelas
Envoltas em segredos
Já não damos conta delas!
São João dos Caracóis
Procurava uma amada
E mandava os rouxinóis
Cantar uma toada!
São João é do Estoril
Santo António é de Lisboa
O São Pedro é d’águas mil
E o poeta é Pessoa!
O são Pedro tem a chave
Da porta desta festa
Mas se o “homem” não a abre
O Santo António já não presta!
Arraial por toda a parte
E sardinhas pelo pão
O São Pedro que me aguarde
Se estragar o São João!
Se chover no São João
O São Pedro está tramado
Santo António sem perdão
Vai deixá-lo entalado!
Nesta mesa dos artistas
Há gentes que se vejam,
Poetas, músicos, fadistas,
Tantos “santos” que nos beijam!
Temos dias sem sentido
Que nos deixam solidão
Vai a quadra ao manjerico
E a alegria ao coração!
Lá vai o arco e o balão
Pelas ruas sem ter mal
Pois agora a solução
É fazer um arraial!
E tudo se fez Belo.
Liko Lisboa
Quando perdi o medo
Do canavial
Das estrelas cadentes
E do curral
Foi quando te vi
Pela primeira vez
Meu coração
Saiu do compasso
Bateu na velocidade
Das asas do beija flor
Não sabia
Que era amor
Me senti vaidoso
E mais Bonito
Que o Filho Chato
Do professor.
O cheiro do Verde
A pureza da flor
A nata do leite
No papel versos de amor
O branco da goma
Secando no lajedo
Poeticamente
Tudo fez sentido
Desde que te vi
Pela primeira vez.
Não sabia que era amor
Me senti vaidoso
E mais Bonito
Que o Filho Chato
Do professor.
Quero um bom vinho, lá de Lisboa
Ir pra Veneza e navegar na proa
De um barco lindo, igual a você
E ai então cê ia perceber
O quanto a vida é bela
Vivendo com que a gente ama
O quanto a vida prospera
Se a gente levantar da cama
E eu sei que é complicado
Conviver com esse algo
Que te põe pro chão
Mas me promete que agora
Cê vai ser forte como um furacão, oh
Água Preta Menina Flôr
Liko Lisboa
Esse ano eu vou
Pra água preta menina Flôr
Rever os amigos e andar
Pelas ruas de nossa cidade
Lembrar da infância e do tempo
Bom da nossa juventude
Jogos de queimada na rua
Futebol e bola de gude
Dos encontros festivos na praça da liberdade
Do labamba e Zé Astória
Lembranças e boas histórias
No líder bar tocava música bacana
Bola Branca e Danúbio azul
Barbudo e os carnavais
Tempo bom que não volta mais
No líder bar tocava música bacana
Bola Branca e Danúbio azul
Saudade dos amigos
Itanhém eu te amo demais
Refrão.
Esse ano eu vou
Pra água preta menina Flôr
Rever os amigos e andar
Pelas ruas de nossa cidade...
Não sei o que é mais lindo em Lisboa.
A arquitetura histórica que nos faz voltar ao passado;
As belezas naturais exuberantes que nos enche os olhos e nos dá a certeza que existe um ser superior;
Ou mesmo o romantismo que o clima deixa no ar, nos levando ao mundo de fantasias e sonhos.
Lisboa, linda Lisboa, só tu nos dá o prazer de encontrar tanta beleza em um só lugar!
Lisboa, linda Lisboa!
Lisboa
Conhecida como a cidade branca,
Graças à sua luminosidade única.
A beleza vai além dos monumentos,
Abraçando todos os nossos sentidos!
Lisboa é extremamente animada
Tem eventos culturais e festivais.
A cidade é pra lá de apaixonada,
Origem do meu povo, bom demais!
O Sistemático Senhor da Casa Lisboa
Desde sempre, ele era uma alma meticulosamente organizada, um arquiteto de sua própria rotina. Cada minuto de seu dia era encaixado com precisão em um relógio invisível. Todas as manhãs, sem exceção, ele enfrentava a água gelada do chuveiro como se fosse um renascimento diário, uma reafirmação de sua disciplina férrea. Depois disso, ele preparava seu café com pão, um desjejum simples, mas sagrado, antes de seguir para sua loja, um pequeno império construído com esforço e dedicação.
Sua loja, Casa Lisboa, era seu reino. Lá, cada objeto tinha seu lugar e propósito. Ao final de cada dia, ele voltava para casa, preparava um lanche e assistia TV antes de se entregar ao sono, pronto para repetir o ritual no dia seguinte. A vida era um ciclo previsível, um refúgio seguro na constância. Ele acreditava ter o controle absoluto sobre a própria vida, como um maestro conduzindo uma sinfonia perfeita.
Anos se passaram como folhas levadas pelo vento. Agora, ele está velho e doente. A loja, outrora vibrante com a energia dos clientes, agora se encontra vazia, um eco dos dias de glória. Ele não compra mais nada, não vende mais nada, mas insiste em ir até lá todos os dias, agarrando-se ao que resta de sua rotina.
A demência, insidiosa, começou a roubar-lhe a percepção do tempo. No meio da madrugada, acorda confuso, olha para o velho relógio que só marca AM e PM, e acredita que já é manhã. Levanta-se, toma um banho acreditando ser o início de um novo dia e prepara seu desjejum habitual, sem perceber que ainda é madrugada.
Seu filho, preocupado, tenta trazê-lo de volta à realidade, mas ele, teimoso como sempre, repete a frase que se tornou seu lema: "Mas não é possível!". Agora, uma bolsa de plástico substitui sua bexiga, que há anos deixou de funcionar, tornando sua fragilidade física ainda mais evidente.
Parece preso em um ciclo interminável. O controle que acreditava ter sobre a vida se revelou uma grande ilusão. A verdade é que a vida não pode ser controlada; é uma escola cheia de desafios e lições a serem aprendidas. O Senhor da Casa Lisboa focou apenas nos fenômenos que podem ser medidos e expressos através de fórmulas, sem perceber que a verdadeira essência da vida está nas pequenas imperfeições e surpresas que compõem o todo.
E assim, ele continua vivendo do mesmo jeito, sem notar que a magia da vida reside justamente nas pequenas imperfeições e nas surpresas que ela nos reserva.
Agora, como um maestro sem sua orquestra, ele encara o vazio de sua loja e de sua vida com a mesma teimosia de sempre. Talvez, no fundo de sua mente confusa, haja um lampejo de entendimento de que a verdadeira beleza da vida está além do controle, nas nuances e nos imprevistos que ele nunca soube abraçar. E, enquanto o Senhor da Casa Lisboa luta para manter o equilíbrio em um mundo que escapa de suas mãos, somos lembrados de que a vida é uma dança entre ordem e caos, e que às vezes é nas rachaduras da nossa rotina que a luz consegue entrar.
Saudades do natal em Portugal, das ruas de Lisboa e de Coimbra, do cheirinho da fumaça da lareira, e do frio que gela a face.
Carlos do Carmo
Adeus cantor de trovas de Lisboa, da liberdade de Abril!
Cantavas lindo! Sim foste o do jardim de Lisboa lírio!
Como Camões cantou Portugal, no azul e imenso mar,
Tu por menos, não ficaste no teu valoroso cantar!
Teus "putos" continuam a saltar e a brincar em Lisboa!
A "gaivota" no céu no bairro, da cidade ainda voa!
Só tu não estás mais entre nós! Com tua canção!
Para sempre estás em nosso recordar e nosso coração!
Vais à terra de além, deixando tua saudade, por cá!
Já se ouve no país, o teu cantar e Portugal a chorar!
Por ti choram os que no canto, tu mesmo os lançaste!
Teus filhos, teus netos recordam o amor com que os amaste!
Tua esposa sempre amiga, chora porque já a vieste deixar!
Adeus Carlos do Carmo, que já foste para outro lado! O de Lá!
Terremoto Lisboa Cascais Estoril Portugal
Lisboa, Portugal
26 de agosto 2024. 05:11 hs
Acordado,
Mandava mensagem para um amigo
Júnior, do Espírito Santo, Brasil
E na tela surgiu:
"Alerta de terremoto"
Nem deu tempo de piscar....
Paz no coração!
Escrevendo sentado em um degrau, chovendo/abrigo'', no Rato, Lisboa.
Não sou nenhuma noviça
Noviço
Rebelde
Nem vou praticar nenhum sacrifício
Magia negra... Sedução!...
Nem querer fazer desordem
Quebra, quebra e vandalismo
Arrancar o seu coração!...
Tudo, realismo
Naturalismo
Quero mesmo é enfeitiçar você
Abater a tristeza de sua'lma
Destruir o que te faz sofrer
Transmutar a sua energia
Para o bem
Uma causa maior
Siblime e elevada
Que te faça uma revolução
Na vida, na mente... No coração!...
Na realidade a temperatura aqui em Lisboa caiu muito. Estava 15°, com vento e chuva.
Vamos que vamos.
Paz no coração
Rumo ao centro de Lisboa
Encontros
Reencontros
Abraços apertados
Sentimentos aflorados
Fortes emoções
Infância
Juventude
Maturidade
Na flor da pele
Tocando fundo
Sentimentos
Lembranças
Convivios
Maravilhosas recordações...
E vamos que vamos
Caminhando com prazer nessa vida
E mesmo com alternações
Metamorfoses
Mudanças
Ciclos
E variações...
Vamos seguindo
Com fé e gratidão
A nossa estrada
Caminhando
Com amor no ❤️
E acolhendo
Curtindo
Apreciando
Desfrutando
E Amando
Todos
TODOS
Todos
Que caminham conosco nessa geração
Considerando sempre
Que Todos, somos uma grande família
Irmãos
Que viemos crescer, amadurecer e evoluir
Para uma real transformação
Mental e espiritual.
Gratidão a todos que caminham comigo
Felicidades para todos vocês
Maninhos e maninhas
Do meu ❤️🇧🇷🇵🇹
Paz no ❤️
Adilson José Corrêa
Glória Gregório Corrêa
Mais que irmãos
Espíritos unidos na minha essência
Completando o meu Ser
Gratidão
Caminhos percorridos por calçadas de Lisboa, bons dias as pessoas, a enchente começa a partir das 10 ao Sábado, abrem -se as portas dos estabelecimentos, um pequeno almoço convidativo e apelativo na rua Augusta, sobe-se pelo Chiado espreita-se a Gardênia, Bertrand, vê-se o Natal espreitar no decurso das ruas, as luzes instaladas apagadas a espera de cintilar.
Os vendedores ambulantes apregoam a arte, a leitura.
O Museu homenagea a José Saramago a Lisboa, recordações intemporais guardadas nos corações dos demais com felicidade e amor incondicional.
Passar no Museu Nacional de Arte Contemporânea banquetear de exposição de abstracionismo de vários artistas, as pinturas num contexto com planos monocromáticos, com blocos, linhas gestuais bidimensionais e tridimensionais, com fundo e geometria. Outra exposição denominada Nature, onde provém a essência da precessão de uma existência a pedras mais duras, diamantes representados na sua real intenção divina onde as cores do arco íris transparecem o rebento do ser e do existir pela força de expressiva de espaços e pontos.
Numa outra parte a arquitetura se desdobra e multiplica como a lapidação de um diamante. Em várias secções.
Finda aqui a minha observação neste dilema de busca, pesquisa e de vida.
Por: Emanuel Bruno Mota Veiga Andrade
Emanuel Bruno
Lisboa
Reflexão
Estar presente é ser um homem consciente.
Viver no agir com conhecimento,e atitude.
Prevalece o desejo de ascender e enaltecer o nosso ser.
Com verdades que nos que nos façam crescer.
e nos façam desenvolver, nosso potencial nosso caráter e aquilo que queremos parecer ser, porque demonstrar no fazer, acaba por ser apresentado exposto.
O amor o brio o equilíbrio e a força que colocamos em cada ação é o valor que ela tem, nosso empenho tende agilizar -se com a prática na continuidade da prática e nosso desempenho ,apesar de haver obstáculos e contra tempos, prevalece demonstrar a vontade continuar, tendo autodomínio sobre si, e seus pensamentos.
Refletir é filtrar é fazer escolhas é deduzir é concluir é seguir por um caminho que nos conduza a maior felicidade, tendo esse discernimento segundo um padrão.
Por: Emanuel Bruno Andrade
Lisboa 2024
Pascoa reconciliação na esperança de um amor maior.
Lisboa 2024
É páscoa altura de renascer de novo, após um retiro reflexivo junto da minha família decidi começar a escrever alguma coisa que solidifique e crie estrutura, sei que nada se constrói de um dia para outro, para que seja consistente vou criar passo a passo,dia após dia para minha utilidade e para o bem da sociedade um novo trabalho.
Antes de mais sou grato pela força que me dão, tenho agradecimentos em especial que terei a oportunidade de oferecer pessoalmente.
A Deus agradeço em oração pelos dons, vocações o amor que tem por mim e pelas revelações que me inspiram para seguir em frente.
Não sei o que vai sair do meu íntimo, pelas minhas observações e ligações entre as pessoas e os vários ambientes que vou vivendo,o Universo apela por aquilo que é divino, e o que é divino é o amor a vida de um modo geral, para me expressar pelo guia de luz, que inspiro em mim e no tudo e todo que me circunda.
Quero ter a sabedoria para suprimir este desafio ao qual me proponho, lançando-me ao caminho, prossigo para superar-me,sobrepujando as barreiras da oposição e das energias negativas das contrariedades, dando o meu melhor, nesta fase que é uma etapa que amadureci e estando mais maduro, continua o desejo e a vontade de me lapidar, forjar num contexto de aperfeiçoamento da minha pessoa, para encarar a vida com mais verdade, maior retidão, tolerância, paciente sendo o objetivo ser diligente em tudo, promovendo o bem comum e a conexão e coligação entre todos, para na união partilha onde há mais respeito e maior confiança pelo próximo.
Dando real valor aos seres humanos, a natureza vegetal e animal e a todo ciclo de vida, onde na minha ideia tudo será de todos, a utilidade que dermos seja o que for daremos sempre valor, ao utilizar um bem ou serviço devemos, zelar, cuidar e deixar em bom estado e deixar a vida fluir pela fruição da vida…
Uma feliz páscoa lembrem-se há sempre um momento de reflexão para cada situação….
No que remonta a lembranças na minha memória do passado, as minhas vivências é que permitem ser o que sou hoje e o que me tornarei amanhã.
Quando olho para trás e vejo que estava no fundo do poço, em adventos e percalços, onde não tinha eira nem beira, num universo que tinha criado que não me levava a nenhum destino, apenas era um indevido vazio, um ser vivente morto para a vida agora ao despertar para vida, passei a dar-lhe um real valor
Não sei precisar a data da minha mudança,foi gradualmente fui alinhando o meu ser, ainda com muito para lapidar a cada momento, porque estou em contínua mutação e adaptação a novas aprendizagens e experiências, a novas formas de fazer, de estar e ser onde o meu ser se encontra apelando por mais, pelo desejo de querer e crer nessa transformação em relação a minha pessoa na corrente da vida , num trajecto que não tem volta.
Faço votos de uma páscoa feliz junto da família e todos demais.
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