Liko Lisboa

Encontrados 20 pensamentos de Liko Lisboa

As Vezes Confundimos Educaçao e Fineza Com Deficiencia e Fraqueza.

Liko Lisboa

E do Graveto se fez Braúna.

Liko Lisboa
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O fuxico é a Justiça mais rápida do mundo julga e condena em segundos.

Liko Lisboa
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O fuxico Julga o Fuxico Condena.

Liko Lisboa
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O Fuxico é a maior maquina para criar atalhos.

Liko Lisboa
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Pra quem vai e pra quem fica o trem apita.

Liko Lisboa
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Depois do velório o morto só tem a terra como consolo

Liko Lisboa
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O Regresso de IELONO
Liko Lisboa

Cavalo que não berra é boi
Cabrito que não voa cai
A serpente da pernadas
E as abelhas nas pedras de sal
Mas depois daquele dia
Pelo filho e pelo pai
Cavalo que não berra é boi
Cabrito que não voa cai
E na varanda os seres devorando os seres
Em perfeita harmonia
E o viajante Ielono
Vai regressando pro jardim
E as estrelas no quintal
Levando o filho ao encontro do pai
Eu fiquei sabendo da sua pressa
Sei que é certa que nos devora
Mas nos eleva no caminhar.

Liko Lisboa
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Lideres de movimentos usam coxinhas com recheios vencidos nas manifestações de 12-04-15 e voltam pra casa correndo com dor de barriga

Liko Lisboa
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Em terra de besta quem tem uma carroça é Rei.

Liko Lisboa
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Água Preta
O rio da minha infância
liko Lisboa
No velho água preta
Subia e descia canoa,
Era a coisa mais bonita
Água quebrando na proa,
Homem rio fauna e flora
Conviviam numa boa.
No rio da minha infância
Pesquei traíra e beré,
As antas e capivaras
Corriam de jacaré,
Passarim batia asas
Com medo de caburé.
Meu anzol de linha longa
Ia onde não dava pés,
Era no poço dos anjos
Entre os verdes aguapés,
Que morava o temido
O maior dos jacarés.
No rio das estripulias
Numa tarde eu vi Bita,
Fugindo dos soldados
Rumo a Manoel Batista,
Um salto mortal da ponte
Num mergulho sumiu Bita.
Guilermina e o água preta
O água preta e Guilermina,
Confundem a minha cabeça
Mas depois tudo germina,
O que fizeram com o rio
Fizeram com Guilermina.
Mas que pecado cometeu
Pra receber tal castigo,
Quando era um rio bonito
Tinha o povo como amigo,
Hoje velho e decrépito
É sinônimo de perigo.
O velho água preta
Era de utilidade pública,
Servia todos e a cidade
Como isso hoje explica
No seu leito perecendo
E ninguém vê a sua súplica.
O meu rio de contos
De belezas naturais,
Era o mais bonito
De todos mananciais,
Hoje agonizando
Em coliformes fecais.
O rio água preta
Velho triste e doente,
Mesmo morrendo a míngua
Ainda serve humildemente,
Carregando dia e noite
O lixo de nossa gente.
O novo quando chega
O que tá vira passado,
É preciso evoluir
Mas que fique explicado,
Rio é como provérbio
Nunca fica ultrapassado.
Liko Lisboa.

Liko Lisboa
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Um dia você é graveto
No outro você é braúna
Um dia você é o cerne
No outro você é a casca
Um dia você é o machado
No outro você é o cedro
Um dia você é granizo
No outro você é telhado
um dia você vai
no outro você fica
um dia você será somente você.
Liko Lisboa.

Liko Lisboa
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Esperando você
Liko Lisboa

Eu tenho medo
de sair de casa a noite
Medo que o dia
não amanheça pra mim

se o dia não amanhecer
não vou ter você
na sala de aula
perto de mim

a noite
eu durmo e sonho
com os querubins
com você chegando
de asas no jardim
do palácio azul
dos Serafins
sou eu esperando você

a tarde
ensaio um canto novo
enfeito danço
e visto a melhor roupa
só pra te ver

não sei
se vou pra BH
no ano novo
ou fico aqui sozinho
pensando em você.

Liko Lisboa
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Sou um velho Alquimista
Que me transformo
Com os bons corações.

Liko Lisboa
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Emblemático e Mudo

São portas salas e quartos
Talheres gavetas e mesas
Pessoas e lugares
Roupa espelho e sobremesa
Nada como lúcido
Emblemático e mudo
E não perder o centro
Quando forem os escudos.

Liko Lisboa
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Se a loucura espreita
Não se preocupe
Já joguei pedra no vento
E já fui vela singrando os mares
Perdi meu cachorro
na constelação de Órion
E amanheci astro Rei
Nos braços de antares... Liko Lisboa.

Liko Lisboa
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Nasci empelicado
Empacotado e endereçado
Por isso sou assim
Meio louco
Mas não complicado
Não divido o que não é meu
E não deixo você ir
Sem levar o que é seu
Porque nasci assim
Meio louco
Mas não complicado... Liko Lisboa

Liko Lisboa

Com as perdas que a estrada
E o tempo vem me proporcionando
Passei a usar os freios com tanta intensidade
Que outro dia tive que ir pro acostamento
Pra não ser atropelado por uma carroça
Puxada por um jumento.
Aí parei, e pensei.
Coitado do jumento
Na descida carroça não tem freios... Liko Lisboa

Liko Lisboa
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Amanhã será um novo dia
E o maestro e sabio tempo,
É quem nos regerá,
Ao sol do Novo dia,
O nosso destino
Ele nos guiará,
E debaixo das suas asas
Me abrigo dos temporaes,
E com noites tranquilas,
Terei sonhos celestiais... Liko Lisboa.

Liko Lisboa
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Eu não tenho medo do bote da cainana
Nem das garras afiadas da suçuarana
Eu levo azagaia quando vou pra feira
Tenho pra quebranto Joana benzedeira

Quero não ter medo
Para poder ter coragem
De enfrentar o negror
Onde não há claridade
Quero não ser a gota
Que macula o pranto
Nem a ponta fina
Que lanha no ponto

E do graveto eu sou braúna
Eu dessarumo o que você arruma
Da tempestade eu sou a bruma
Os olhos da cidade
É uma lacuna

Pra viver, pra chorar
Pra cantar por ai..Desafiando as garras-Liko Lisboa.

Liko Lisboa
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