Lisboa
Alberto Pereira - nasceu em 1970 na cidade de Lisboa; licenciado em enfermagem, participou em diversas antologias, tendo obtido, em 2008, o 1.º Prêmio de Poesia "Ora, vejamos".
A 6 de Dezembro de 2008 foi apresentado em Lisboa, a obra poética "O Áspero Hálito do Amanhã" de Alberto Pereira, com prefácio de Xavier Zarco.
Obra e autor foram apresentados pelo emérito poeta Firmino Mendes. O prefaciador e o apresentador foram distinguidos com o prêmio Vítor Matos e Sá, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Janaina em PESSOA
Soubestes bem,
que de Lisboa saindo,
a ti irias buscar.
Que em Belém embarcaria,
em busca da ambição só minha,
de Janaina encontrar.
Aponta-me seu caminho
ensina-me a chegar,
mostra-me meu destino,
que é Janaina adorar.
Triste de quem vive sem esperança
e pensa nunca poder encontrar,
e faz de sua vida uma busca,
a ti vou a buscar, pelo brilho de teu
olhar.
Ó mar salgado, meu caminho pra ti
encontrar,
no instante imagino quantos morreram a
tentar,
e se o mar é perigoso, nem tanto quanto o teu
olhar.
Peço que não esqueçais,
mesmo se o barco naufragar,
em ti residem meus sonhos,
e este é a ti encontrar.
Agora no fim inverto,
como PESSOA não sei pensar,
pois já que não tenho talentos,
por tentar e ti tentar em poesia
meu mel será o teu tormento,
e a mim virás a buscar.
by
Mel
Bem ás portas de Lisboa
a terra dos combatentes
os heróis sobreviventes
lá está ela, imponente
a Torre de São Vicente.
Erguida nas margens do Tejo
n´antiga praia de Belém
o glorioso monumento
erguido com sentimento
do mais lindo que se tem.
Bela torre inaugurada
no reinado de Dom Manuel
é um castelo medieval
defendendo esta barra
do maior rio nacional.
Quando lhe batem as luzes
se veem inscrições de cruzes
lembrando a potencia global
deste país que é Portugal.
Hoje Património mundial
Honrando as nossas armas
à entrada da cidade
defende a ordem de Cristo
desde tempos passados
onde já fomos lembrados
até à eternidade.
Neste dia de outono
Ainda com olhos de sono
Bem no centro de Lisboa
Visando aquela canoa
Sentado numa esplanada
Numa cadeira cansada
Por aves acompanhado
Fica o poeta inspirado
Nutrindo felicidade
Nos ares desta cidade
A brisa fresca da tarde
Suflada na sua face
Se um café não tomasse
Perante tanta beleza
Dormindo talvez ficasse
Se o dia não acabasse
E o anoitecer não chegasse
Um pensamento somente
Fico aqui, eternamente.
No café, charme de Lisboa,
o cartão postal retrata,
o meu encontro com a estátua do Fernando, feito em pessoa!
Lisboetas, não me sigam que eu não sigo Lisboa;
De Lisboa trago no peito os estudantes e suas histórias que deslocados como eu, de outras zonas do país, de outros países, de diversas áreas de estudo, em Lisboa a dada altura se encontraram e conviveram - amei, aprendi; Mas esses estudantes que tal como eu procuravam apoio, algum conforto, algum convívio, escapar um pouco ao seu isolamento nesta cidade fria,... - não era por acaso o nosso encontro - traziam consigo também muita dor, alguns simplesmente regressaram a suas terras natais, outros simplesmente não o podiam fazer por várias razões, ali permaneciam por anos, os estudos deixavam de ser a sua razão de estar em Lisboa, a sua ligação às Universidades servia muito mais como necessidade para ter visto e permanecer neste país - em muitos casos já nem tinham pátria e noutros tinham uma pátria em guerra, além de outros motivos; o meu foi ter sido ostracizada desde os 18 anos por membros da minha família, a minha razão de permanecer em Lisboa prendeu-se com o facto de ter servido mais a outros do que a mim própria . interesse nas matérias? como ter consciência disto e manter as notas e rigor pelo qual sempre me havia pautado?...
Eu, outros que como eu se reuniram em Lisboa, não era Lisboa que queríamos, era a nossa casa, a nossa família, o nosso país, e que o nosso país permitisse estudar, viver, continuar a crescer e a fazer crescer o povo a que de facto pertencemos um dia. Agora passear em Lisboa nada me diz, já não encontro lá as caras amigas ou pelo menos as com que mais convivia, nem sequer era expectável, estava implícito que entre nós eramos livres de estar ou não, de falar ou não, de aparecer ou desaparecer, de dizer o que pensávamos ou não,..; apenas havia uma regra, também implícita, o respeito.
No primeiro dia que a Lisboa cheguei chorei agarrada as paredes da rua da escola politécnica, não era meu hábito chorar, muito menos no meio da rua, mas chorei compulsivamente como um bebe, não querendo ficar, não podendo evitar de ficar; fiquei...até hoje.
Tudo é vazio para mim em Lisboa, desde há muito.
Tudo esvaziou gente e gente em Lisboa.
Não são as suas ruas que deram significado a Lisboa, outras terras, outras cidades, são as pessoas. Querem manter o turismo, querem mudar o povo que lhes deu a sua originalidade, estão a despir esta cidade e aos olhos de todos querem vender aos turistas a Lisboa de outra ora; pode durar uns anos, e depois cessa e enquanto isso a cidade já foi vendida; não sendo Lisboa, não sendo uma terra, sendo apenas uma pessoa, se por todos os meios me despojarem de mim própria, deixo de ser quem sou, tal como Lisboa ou outra terra ou pessoa; ao me despojarem de mim, ganharam uns anos para comprar e vender o que querem, depois também cessa, mas já cá não estou mesmo que o meu corpo permaneça, fica aqui o meu testemunho enquanto ainda há algo de mim em mim própria que não me tiraram.
Não me sigam lisboetas, eu não sigo Lisboa!
UM DIA IREI A LISBOA
Um dia irei a Lisboa...
Capital Lusa da Pátria-Mãe!
Que do Brasil tanto se afeiçoa
Tal mãe, que a um filho não estranhe...
Escutar o fado, a música boa...
Dançar... Se assim me assanhe
Ler a poesia que ao mundo ecoa
Comer, beber do melhor champanhe!
Visitar lugares e monumentos...
Deixar fluir bons pensamentos
Navegar em um barco à proa...
No tempo que é ágil e voa...
Deixar flores e sentimentos
Ao túmulo do ilustre, Pessoa!
(UM DIA IREI A LISBOA - Edilon Moreira, Setembro/2017)
Eu era apenas apaixonado e...
Ela era doce, ela amava Lisboa, ela cheirava a Avon, ela assistia a Pretty Woman centenas de vezes.
Eu continuava apaixonado e...
Ela ria alto me olhando com ironia, e dizia "quero conhecer toda Europa, nem que seja de carona, nem que seja de carroça. Vem, venha comigo fazer histórias novas até os olhos fecharem".
Em Madri, falo espanhol
Em Paris, é o francês
Em Berlim, o alemão
Em Lisboa, português
No Brasil, vai depender
Se é Nordeste, vou dizer
A língua nordestinês
Terremoto Lisboa Cascais Estoril Portugal
Lisboa, Portugal
26 de agosto 2024. 05:11 hs
Acordado,
Mandava mensagem para um amigo
Júnior, do Espírito Santo, Brasil
E na tela surgiu:
"Alerta de terremoto"
Nem deu tempo de piscar....
Paz no coração!
" Viver constitui uma responsabilidade social e, primordialmente, jurídica."
Lisboa, 13 de Outubro de 2024
Escrevendo sentado em um degrau, chovendo/abrigo'', no Rato, Lisboa.
Não sou nenhuma noviça
Noviço
Rebelde
Nem vou praticar nenhum sacrifício
Magia negra... Sedução!...
Nem querer fazer desordem
Quebra, quebra e vandalismo
Arrancar o seu coração!...
Tudo, realismo
Naturalismo
Quero mesmo é enfeitiçar você
Abater a tristeza de sua'lma
Destruir o que te faz sofrer
Transmutar a sua energia
Para o bem
Uma causa maior
Siblime e elevada
Que te faça uma revolução
Na vida, na mente... No coração!...
Na realidade a temperatura aqui em Lisboa caiu muito. Estava 15°, com vento e chuva.
Vamos que vamos.
Paz no coração
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