Ipê
O zéfiro balouça o ipê.
Longe ritomba um trovão.
Detrás do zíper: o ocaso.
Noite e vinho
derramando sono nos meus olhos.
Em um rascunho de poesia no chão ao lado de toco de cigarro e uma flor de Ipê amarelo:
Faz sentido ter caído
Aqui desse lado
Talvez eu seja lido
É certo que serei pisado
EM AGOSTO
Um pé de jacarandá para o outro:
-- Não aguento esse povo me chamando de ipê!
-- Não liga! Faz pose para a foto. O importante é aparecer.
SETEMBRO
Se o amor chegar agora,
tem uma primavera brotando
em mim.
Se é com a seca que o ipê floresce;
É com a dor que a gente cresce.
Para que chorar se existe amor.
A questão é só de dar.
A questão é só de dor.
Chove chuva
chove de mannsinho
levando ao ipê florido
terno gesto de carinho
Ouço pássaros a cantar
prá lá e prá cá a voar
eu de cá olhando
não deixando de admirar
Chove chuva
Chove sem parar...
Editelima60
crônicas da fronteira. A lenda do pé de Ipê.
Era uma vez, em uma vasta mata que existia na região de fronteira de Ponta Porã com Oedro Juan Caballero, quando não existia estas duas cidades, onde os espíritos da natureza e os guardiões das plantas medicinais conhecidas pelos nativos como yuyos reinavam.
Certa vez uma grande tribo de guerreiros que vivia em harmonia com a a natureza e a terra fez um oacto para selar a uniao entre duas grandes nações que existia na região nestes tempos.
Nessa tribo, havia uma linda moça indígena chamada Jaciara, filha do grande chefe guerreiro. Jaciara era prometida ao filho primogênito da tribo vizinha, um casamento arranjado para selar a paz entre os dois povos.
No entanto, o coração de Jaciara pertencia a outro. Ela estava apaixonada por,Tekohá o jovem filho do xamã da tribo. Tekohá era conhecido por sua sabedoria e conexão profunda com os espíritos da floresta. O amor entre Jaciara e Tekohá era puro, mas impossível, pois ela estava destinada a outro.
No dia do casamento, Jaciara, com o coração pesado, decidiu fugir com Tekohá, eles correram pela floresta, mas foram perseguidos pelos guerreiros das duas tribos. Uma grande batalha se seguiu, onde Jaciara e Tekohá lutaram bravamente pela vida, amor e felicidade. Infelizmente, foram capturados e mortos como castigo.
O xamã, devastado pela perda de seu filho e da jovem que ele considerava uma filha, lançou um poderoso feitiço para salvar as almas dos amantes. Ele invocou os espíritos da floresta e os guardiões da natureza, pedindo que transformassem o local de seus túmulos em um símbolo eterno de seu amor.
Com o tempo, no lugar onde Jaciara e Tekohá foram enterrados, nasceram três pés de Ipê. Um Ipê branco, representando a pureza e a beleza de Jaciara; um Ipê amarelo, simbolizando a coragem e a força de Tekohá; e um Ipê roxo, representando o fruto proibido de seu amor impossível.
Assim, a lenda do Ipê nasceu. Todos os anos, na primavera, os Ipês florescem, lembrando a todos da luta pelo amor e felicidade de Jaciara e Tekohá. As flores dos Ipês enchem a floresta de cores vibrantes, um tributo eterno ao amor que transcendeu a morte e se tornou parte da própria essência da natureza.
Surrealidade Inapropriada
Magia
Imbatível
Do
Amarelo-Ipê
Sublime
De
Música-Tom
Letra- Buarque
Emissários
Alados
Sons
De almas
Ouvindo
Da juriti
O pio
Gastura
De cão
Vadio
Em
Noite
Fria
Riso-choro
Inexplicável
Coisas
De
Melancolia
Juntando
Histórias
De
Solidão
Alegria
Doce
Encanto
Presente
Passado
Surreal
Que só
Quando a saudade tem forma, quando a saudade tem cor, quando a saudade tem flor, a saudade é um ipê...
Uma milha a pé caminhou,
Pelo bosque sacro andou,
Uma árvore de Ipê avistou,
Cruzando a praça e a venda.
terra
Onça-pintada
tamanduá, jacaré.
baobá, ipê amarelo
jacarandá.
seu zé, dona maria
padre José.
um pouco do todo
cabe em um poema,
mas não cabe no
seu mundo?
Quando começa a florejar o ipê
Sua floração amarelado com perfume doce suave anuncia a primavera a estação dos amores da paixão do desejo cheia de romances e poesias
O ipê em sua beleza encantadora florido exalando seu perfume adocicado como o amor dos enamorados...
Os meus cabelos cobertos
de pétalas poéticas
de Ipê-Amarelo-do-Brejo,
Você achando graça
e me chamando de sua fada,
Assim eu quero,
assim será, nos prevejo
e estar perto de realizar
este meu mais lindo desejo.
O vento dança o baile
junino com o Ipê-Verde
no meu caminho,
Todos os dias tenho
um grande motivo
para trazer você
com festa e carinho.
O Ipê-Branco cobre o chão
com o seu véu floral,
As flores caem e se emaranham
com os meus cabelos,
Repleto de encantamento
o meu olhar envolvido com o seu
convida ao paraíso secreto
com um quê de levitação e poético.
O vento do mês de Junho
soprou a mais radiante
flor do Ipê-Rosa e levou
para as mãos de Deus.
In Memoriam a Irmã Guilhermina Heinzen.
A inefável poesia
que o Ipê-Tabaco
convida a ser,
Porque sei que
és um coração raro,
És a minha fortuna
poética que nem
mesmo o tempo há deter,
Todos os dias você
não para de me querer.
Uma coroa com flores
de Ipê-Felpudo,
Estar ao teu lado
sendo imprescindível
e para ti o seu mundo
dando de mim tudo,
Recebendo o teu amor
lindo e mais puro
em nosso ponto de paz
e augusto porto seguro,
Desta vida não vislumbro
para nós outro augúrio.
No Hemisfério Celestial Sul
floresceu o Ipê-Branco
da Via Láctea do destino
da Corujinha-das-Guianas
que cruzou no meu caminho,
Ouvindo "Guayana Es"
prevejo a volta do Esequibo
e entregarei os meus poemas
para onde poderei ver
de perto e tocar as estrelas.
