Imagino
Eu imagino que talvez a publicação da foto pós vacina seja só um jeito do vacinado dizer que foi vacinado e que por muito pouco, por um triz, por uma fração de segundo ou de milímetro, quase não sobreviveu ao coronavírus; se não for isso, pode ser apenas a esperança de que, num futuro distante, daqui a uns duzentos anos, algum historiador a veja, e venha a escolhê-la para representar a história da pandemia da covid-19 no ano de 2021, mas se não for nem uma coisa nem outra, então, talvez, seja somente um pequeno reflexo mental da pandemia, consciente ou inconscientemente, no plano digital, e nada mais.
Ainda não encontrei o amor da minha vida, mas
Eu imagino que, quando finalmente encontrar, não será nada fácil, com toda a certeza o universo lançará algum teste, mas sei que o nosso amor será forte o bastante para resistir a tudo· Seremos como guerreiros num mundo que tenta nos derrubar a cada passo, mas juntos, venceremos· o nosso amor será tão intenso, tão verdadeiro, que até os deuses, observando lá de cima, e não poderão fazer nada além de se comover·
E quando o destino finalmente nos unir, será como nas antigas lendas de amor, quando o nosso tempo mortal acabar, os deuses, tocados pela força do nosso amor, nos transformarão em estrelas, imortais no vasto céu, para que a nossa luz nunca se apague. Nós brilharemos juntos, lado a lado, para sempre.
Meus pensamentos, tantos.
que fazer?
As vezes palavras não bastam.
Imagino-me outrora avante,
além dos meus pensamentos.
Voando, caindo, partindo...
O que seria de mim?
O que seria dos meus pensamentos
sem as palavras?
Enriqueço-me do prazer,
conhecer,
escrever.
Ver o que não veria
se não existissem as palavras.
Acalento-me,
Sei que não estou só.
Caneta,
Papel,
e meus pensamentos.
Quando escrevo sobre algo, não escrevo como é, e sim como imagino.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Quem Dera
Imagino um dia em que estarei no barro.
Às vezes quente, às vezes lama, entre outros,
No mais alto teor malcheiroso que exalam os mortais.
Quem dera!
Se até mesmo sob tanta terra,
Naquele invólucro imóvel, apertado,
Sem água e escuro, a decompor-me,
Exalasse o perfume de jasmim.
Quem dera!
Pois essa podridão indesejável
É o perfume da humanidade vil
Que o exala sem querer, claro!
Transfigurando-se em seu estado mórbido.
Quem dera!
Se eu fosse,
Apenas fosse,
Sem ter que me ver decompor-me
Com tanta fetidez.
Quem dera!
Se eu apenas fosse numa viagem
sem ter que me ver neste estado humano
devorado por vermes.
Quem dera!
Assim o penso,
Assim é o meu lado material.
Quem dera!
Não fosse.
Santo Antônio do Salto da Onça/RN
23/11/2023
Poema: Ábdito
Caminhando entre túmulos imagino
Muitos vermes devorando um corpo inerte
E às vezes tenho medo que o desperte
E que o espírito deste corpo se liberte
Para então procurar seu assassino
E complique ainda mais o seu destino
E se torne dos dois mundos um peregrino.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
20 Julho 2023
Bastava que ela me dissesse: vamos. E eu iria. Não sei para onde. Não imagino para onde. Mas iria. Feliz como nunca. Feliz como estou, feliz... sempre que estou com ela. Vamos, diria ela, nos meus sonhos mais utópicos. E eu iria. Mas não vou. Ela não diz. Ela não diz nada e eu vou aguentando esta sucessão de nadas que tento transformar em tudos, tudos que queria ouvir, tudos que queria sentir, tudo que só ela me pode dar....
Amar é transformar uma sucessão de nadas em tudo.
Sérgio Soeiro
Textos fictícios
Ateu e desinformado: "Quando vejo um físico dizer que Deus criou o universo eu imagino um ginecologista dizendo que a cegonha é quem trás os bebês.”
Reposta: "Quando eu vejo um físico dizer que o universo surgiu sem uma causa, eu imagino um ginecologista dizendo que o bebê não tem pai e nem mãe, surgiu espontaneamente. Qual dos dois é mais ridículo? O universo é finito e por isso precisa de uma causa; negar a causalidade no universo é a mesma coisa que dizer que ele veio do nada.”
Amanha bem cedo com um novo olhar,
Sem esquecer as cerejeiras, que eu imagino
Matizando a relva que acolhe as pétalas
E ondulam com a brisa primaveril ...
Amanhã bem cedo quando a roseira enrubescer
Com a cambaxirra e o beija-flor
Num triângulo amoroso lógico e inexequível
E o rio lavar as margens, de rastros de paixões
De amantes clandestinos, de amores impossíveis
Amanhã bem cedo quando o hálito da matina
Ainda orvalhar o frescor da neblina matinal
E a vida vicejar no verde das folhas e das águas
Acariciando a sensibilidade dos poetas,
Ensejando às paixões e as ilusões frágeis e levianas
Ainda terei essa certeza infactível
Bocejando a tua ausência
E adiando a vida e suas perspectivas
Para amanhã bem cedo...
Enquanto isso...esqueço de ti!
Imagino-te com teus amores injustos
Apegos findáveis que duram enquanto
a pecaminosa relação existe apenas nas camas frias
***de encontros sexuais...gelados qual a neve***
e no teu desagrado afugentas de teu peito e memória
***o verdadeiro amor...por mim..***.
e eu vou te perdendo pouco a pouco noutros caminhos...
e suavizo a fragilidade dos sentires enquanto
***esqueço de ti!***
Como as águas escuras do rio negro, cheio de mistérios, é como eu te imagino. Me desconcerto nos seus encantos, de beleza estonteante, me faz simples, me deixo levar. Até pode me chamar de Solimões, só meu prazer.
Só imagino as pessoas rindo
Eu sei que algum dia iremos
E mesmo que esteja longe
Me faça aguentar mais um dia
Me cubra de sol
Me regue de bons momentos
Me diga que o mundo está girando desde e o começo
E que tudo ficará bem
Só me cubra de sol
De longe, todas essas montanhas
São só algumas pequenas colinas
Flores silvestres continuam vivendo
Enquanto elas estão paradas
Eu tenho perdido o ontem
Mas e se houver um lugar melhor?
Nesta manhã que se revela restrita e do céu eu imagino minhas lágrimas de chuva. O que tenho é apenas um teto de nuvens e um chão de terra que habito sem conhecer, apenas caminho nos meus sonhos de suspiros líricos onde existe a esperança e vejo muito além do meu arco íris interno que talvez esse amanhã dentro de mim não chova mais e o sol fulgente resplandeça de vez, enquanto isso a vida passa e tudo que penso que tenho me faz falta...Mas aí eu finjo que me basta!
Pensar em nós é a mesma
coisa que saborear um Sonho
passado no açúcar de confeiteiro,
Imagino e desejo muito
que de mim você pense o mesmo.
Imagino o seu perfume misturado com os das estrelas, O nosso amor, doce constelação, Imagino sem pena o teu carinho, adocicado poema.
Algo me diz que a busca
pelo teu amor fino
tem muito mais de espera
do que eu imagino,
Como Lua no teu Oriente
nestas noites longas
em preparação ando
vestindo-me de platina
e amorosamente latina;
Para que ninguém
tenha poder sobre nós,
para que estas almas
de chumbo
não nos alcancem:
Eu venho neste mundo
à beira do precipício
desenhando estrelas
com os meus poemas,
Com tremendo orgulho
místico protegendo
a existência do amor
romântico neste oceano
em brutal turbulência,
Que do apelo do mundo
dos corações não tem
dado trégua, clemência
e a resiliência,
Inconfidente insistente
pedindo às pessoas
que se tornem heroínas
deste século confuso
perseverando no amor,
Permaneço na trilha
para quando você vier
por si ou eu pelas
próprias pernas for
na hora certa de dar
uma chance plena ao amor.
A espera valerá bem
mais do que imagino,
Quando chegar
a nossa primavera,
Será em ti que vou
me perder,
E isso fará todo o sentido.
Quando imagino o dia em que verei o meu Salvador face a face, meu peito quase não segura o meu coração de tanta alegria.
Meu pescoço se enruga, imagino que seja de mover a cabeça para observar a vida.
E se enrugam as mãos cansadas de seus gestos.
E as pálpebras apertadas no sol.
Só da boca não sei o sentido das rugas, se dos sorrisos tantos ou de trancar os dentes sobre caladas coisas.
