Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura
Semente...
Há sempre uma semente corajosa que se desprende da flor do alecrim, do manjericão e até da macieira lá do pomar e se aventura mundo afora levada pelo vento ou por um pássaro, suas melhores companhias.
Quando cansa de sua viagem aventureira, pousa sobre um campo descoberto ou entre as pedras para que a protejam até a chuva cair e a enterre no solo para criar suas raízes e produzir uma nova vida.
by erotildes vittória
Vida...
Gosto de parar em algum lugar e observar o meu redor. Há música, uma sinfonia de sons que se misturam e ecoam em meio ao caos.
Há pessoas de mau humor, mas há também, muita gente com um sorriso contemplativo, com um bom dia sem palavras, um olhar carregado de amor, um abraço sem toque e há muitos corações, recheados de gratidão.
Dessa forma, aprendi que quando atravessar a rua, será sem pressa, todas as corridas serão inúteis se eu não conseguir enxergar a vida que vibra do meu lado.
by/erotildes vittoria
a minha mente não me deixa pensar,isso pode parecer estranho por que há vários pontos de vista,ou eu sou louca mesmo, é isso ,isso é bom,é vivo ,é ser
ser alguém que já não é ,pensar não pensando,estar não estando,escrever não sendo,só aconteça!.
Não há nada melhor para curar a dor que você esta sentido do que tornar menos dolorosa a dor do seu próximo. A vida não é triste, mas existe momentos de tristeza, as vezes feliz na tristeza ou triste na felicidade. Quando eu fico triste e com medo de alguma coisa, eu levo ela para Cruz, porque sei que lá sempre sera meu refúgio. Então você ouve: Me procure. Então eu respondo: Eu sei, eu sei, Ó Eterno eu te procurarei.
Há muito tempo, uma forma alienada de viver domina nossa sociedade globalmente, tornando-se evidente nas diferentes manifestações do corporativismo ao fascismo, à destruição da arte e do meio ambiente, forçando-nos a nos auto enclausurar numa forma íntima, para nos protegermos do convívio.
A sociedade é constituída sobre como verificar e fazer as coisas objetivamente e colher informações. E nossa cultura valoriza as informações e a ciência permitindo-nos fazer diversas coisas com a tecnologia que nós jamais seríamos capazes de outra maneira.
Crescemos e frequentamos escolas, onde aprendemos informações sobre matemática, ciência e história, mas não recebemos a sabedoria sobre como viver a vida. Nossos pais, professores e amigos interagem conosco e nos dão o que podem, mas ensinar como estarmos presentes em nosso viver, com envolvimento e receptivos, e com capacidade de resposta para a verdade, não é foco da nossa cultura.
Quando respondemos à vida de uma forma livre do nosso condicionamento, o nosso conteúdo criativo gerador de essência, a nossa alma, o gênio dentro de nós, torna-se disponível e emerge.
So o olhar alcança averdade, porque você é vive nele.
se noolhar não ha distánciapoque você vive nele.
Se eu existo poque você está perto da minha existência.
Não importa o que você pensou ontem,
Não importa o que você disse há um mês atrás...
Apenas importa o seu ser hoje.
Há pensar
Se vivo, coleciono metas...
Elas fracassadas ou conquistadas...
Nos dias a repetição,
Nas horas o sorriso, nos minutos apenas reflito...
Para que existo???
Fantasias me frustra...
Alegrias me sinto vitoriosa...
Ao ler um conto, me vejo voar...
Na loucura dos dias me ponho á pensar.
Nem mesmo o céu, nem todo o mundo
é capaz de mudar o sol
Mas todo o resto é capaz de mudar o homem...
Não somos nada, mas queremos o mundo...
Não temos nada, mas lutamos para ter tudo...
Do milagre viemos do mistério voltaremos...
É noite sem você aqui.
Sem você tudo é frio,
Não há estrelas, só
Um vazio profundo,
Chamado solidão.
Rodei o universo à sua
Procura. Sem corpo,
Somente alma, sem
Bagagens, sem pesos
E nem excessos.
Eu sei, bem sei, somos
Passageiros do tempo.
E perdi essa carona,
Perdi as horas, me perdi
De você. De nós.
E Deus sabe, o quanto
Eu sonho com você,
Com suas chegadas
E saídas e noites de
Amor a dois.
Entre memórias a viver,
será a mais doce. Entre
Lembranças perdidas,
O calor extraviado.
Entre os sentimentos,
Serei saudades do
Porvir.
Há um momento na vida, em que se faz necessário desocupar lugares, reorganizar os móveis, eliminar todo aquele pó acumulado e respirar novos ares.
Se as palavras têm asas firmes,
Que voem até você e pousem
Em seus pensamentos.
Não há peso em tais palavras,
Nem medo. Apenas a audácia
Rasante de quem te ama.
Amo-te no chão, entre nuvens
No céu. Eis que esse amor
É plumagem leve e frágil.
Abrem-se asas no meu coração,
Que voa, voa, voa alto
Batendo sem parar.
É um amor infinito e desmedido.
Pressupondo-se que dura
Uma vida. Que seja eterno!
Por vezes a distância nos impede de sermos completos.
Pois há momentos em que ficar distante de quem amamos, é sentir a ausência de uma metade, é está longe de uma parte de si mesmo.
O Acaso
Cai
a pluma
rítmico suspense do sinistro
nas espumas primordiais
de onde há pouco sobressaltara seu delírio a um cimo fenescido
pela neutralidade idêntica do abismo
PEDRA GRANDE
Entre a Quixaba e o Jorrinho
Tem uma grande Pedra
Há uma “Pedra Grande”
Esquecida no caminho
Abandonada pelos poderosos
Desprezada pelos políticos mesquinhos
À espera de quem quebre esse tabu
E salve o Rio Itapicurú
Dos maus costumes
Dos maus curtumes
Quem nunca sonhou com esse lugarejo
Tornar-se algum dia palco de cobiça, de desejo
Que seja o primeiro nessas terras
E atire a maior das pedras!
CER TE ZA (crônica)
Tem anfetamina nos armários. Há pó branco na geladeira. No canto. Há. Há fumaças entrando pela janela da sala. Pela janela da sala. Há fumaças. Não consigo identificar. Não há o que identificar. Há pó branco. Nos armários. Está tudo misturado neste pequeno apartamento. Só o apartamento que é pequeno. Não me pergunte o motivo. Por ventura, os motivos não são obrigados a ser contados. Está tudo misturado. Pó branco. Anfetamina. Fumaças. Meu cigarro está aceso. Fumaças do cigarro. Talvez? Talvez. Trago cinco fumaças. Uma, duas, três, quatro, cinco. Poderia ser seis. A metade do tabaco coube seis fumaças. Minhas pernas começam a tremer. Ansiedade. Talvez? Talvez. As fumaças estão entrando pela janela da sala. O apartamento é pequeno. Grande são os pensamentos que me invadem, enquanto o ponteiro do relógio registra duas da madrugada. Duas. Da Madrugada. Os carros não estão na avenida. Nem as pessoas. Há pessoas nas ruas. Há carros nas casas. E o ponteiro está no número dois. O céu estrelado. Trago mais uma fumaça. A sétima. Contei. O conhaque está no balcão, a preguiça, debaixo do meu sofá e eu, no sofá. Não lembro quando chamei a solidão para dançar, mas todas as noites ela tira os sapatos e fica bailando no carpete da minha sala. Baila com passos descompassos. Não precisa saber dançar para se ser só. Ser só é uma arte. Já é uma arte. A oitava fumaça do cigarro se mistura com as fumaças da janela. As fumaças da janela são misturas dos cigarros de alguns adolescentes na rua. Eles também tragam fumaças. Não contam. Tragam. Eles riem. Mas eles riem. Eu não. Apenas fito paredes assentado no sofá sobre a preguiça ciente de que há anfetamina nos armários. Quadros estão nas paredes. Manet, réplica. Van Gogh, réplica. Vinci, réplica. Britto, original. O último está guardado. Minhas paredes pedem arte. As paredes pedem tudo. Toda vez que a solidão baila no carpete, as paredes pedem meu olhar. Talvez porque não enxergo a dança. Em um dos quadros está a sua fisionomia. Fisionomia. Rosto. Face. Cara. Teus cabelos enrolados. Encaracolados. Ondulados. Modelados. O sorriso rasgando a fisionomia. Rosto. Face. Os olhos decorando o rímel. O castanho decorando o glóbulo ocular. Infiltra-me. Decora e infiltra-me. As paredes pedem meus pensamentos, também. Agora eles estão te focando. Te focam. Devoram. E rasgam. Rasgam como o sorriso. O teu sorriso. Causam um estrago mordaz. Voraz. Alcatraz. A solidão saiu do carpete e tu entrou. Coreografia seguinte. Tuas pernas vão bailar no carpete. Teus dentes ranger felicidades. Ranger. Morder. Ranger. Meu olhar irá te encontrar. E não te largar. Ele nunca larga. Ele não quer largar. Ele não irá largar. Ele não pode largar. Teus pés pisam o chão. O chão. Imaginação. O chão da minha imaginação. Inquietação. Sob o meu corpo há uma inquietação. Agora. Sem demora. Mais uma fumaça do meu cigarro entra no ambiente. Ambienta o clima belo. A solidão volta a dançar. Tu foras embora. Voltou para o quadro. Ao lado de Manet. Pela manhã, o padre falou que as pessoas morrem. Que todos morrem. Que a morte é a única certeza da vida. Que a vida há uma certeza. Uma certeza. A morte. Morte. Mas ele mentiu. O padre mentiu. Men-tiu. A única certeza da vida não é a morte. Ontem eu te matei e hoje tu me devoras com o olhar. Não é certeza. Alguém deve estar certo, mas eu te matei. Ma-tei.
A única certeza é que há anfetamina nos armários, pó branco na geladeira e cigarros no meu bolso. O resto é balela. O ponteiro marca duas e cinco da madrugada, outra certeza. Talvez? Talvez.
- João Guilherme Novaes
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