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Grades Poesias Dante

Cerca de 7868 frases e pensamentos: Grades Poesias Dante

Quem nos libertará...
dessa prisão sem grades
deste confinamento chamado mundo
a que fomos submetidos a viver
com amarras intelectuais de uma sociedade falida
querendo corromper a todos...
nos calando e nos cegando.

Agoniza uma alma
Numa fria cela confinada
De grades de ferro
De uma rainha sem trono
Sem coração
Sem dono
Isolada num quarto frio
Onde habita
Com lágrimas
Soltas amordaçadas
Grito
Grito de quem desespera
Sangue do corpo
Onde a alma quer partir
Encontrar um abrigo
Ser livre
Sem estar comigo
Nas águas de um rio
Que reza
Caminha descalça
Vagueia sem fim
Com seu corpo desnudado
Tem frio mas não tem abrigo
Tudo nela está ausente
Treme na pele de quem já não sente
Cada lágrima cai na alma
Vive em efêmeros sentimentos
No fim veremos escrito
Na lápide da sua sepultura
jaz aqui uma rainha sem coroa
amada e desejada por todos!

⁠Podem prender-me em algemas
Em grades ou podem amarrar meus pés
Mas meu conhecimento não!
Ah! Isso não!
É o meu escudo, minha proteção
Meu grito de guerra
Minha libertação!´

Trecho do poema: A cor do preconceito.
Livro: Súbito - a vida entre versos.

⁠Visita no Cárcere

Entre muros altos, grades e vigias,
Chega ela, frágil, sob o sol que ardia.
Na bolsa, um pão duro, um doce, um afago,
Carrega o peso de um profundo estrago.

O olhar procura, entre rostos fechados,
O filho amado, dos caminhos errados.
Encontra-o ao fim, pálido, cabisbaixo,
Um corte no rosto, um silêncio no espaço.

Separados pelo vidro frio e grosso,
As mãos se buscam, num gesto forçado.
A voz, através do telefone embaçado,
Treme: "Meu filho... como estás? Tive pressa..."

Ele baixa os olhos, vergonha profunda,
Enquanto ela vê a ferida, a juba desgrenhada.
"Trouxe teu bolo...", a voz quase sumida,
"E rezei, meu menino, por tua vida."

Lembra o colo quente, a mão pequena na dela,
A infância leve, sem sombra de cela.
Agora, o abraço é feito de saudade,
E de uma dor que corta como espada.

Fala de casa, do irmão, do cachorro,
Do céu lá fora que ainda é o mesmo.
Fala baixinho, com medo do erro,
Evita o "porquê", evita o desespero.

"Coragem, meu filho!", sussurra baixinho,
"Um dia isso passa, te juro, caminho...
A mãe tá contigo, onde quer que andes,
Até nestas grades, até nestes andares."

O tempo escoa, cruel, impiedoso,
O guarda avisa, o momento é pesado.
Um beijo no vidro, um olhar que não mente,
O amor mais forte que qualquer corrente.

Ela sai devagar, carregando a dor,
Mas carregando intacto, o maior amor.
Aquele que vence o erro, a queda, a sina...

“Podem prender-me em algemas
Em grades ou podem amarrar meus pés
Mas meu conhecimento não!
Ah! Isso não!
É o meu escudo, minha proteção
Meu grito de guerra
Minha libertação!”


Análise do poema da escritora Priscila Mancussi


Pequeno no tamanho, mas grande na potência, este poema nos lembra que o saber é uma arma contra qualquer forma de opressão.

O Calor no Inverno das Grades
​A carta é o grito que atravessa o muro,
De um coração que a cela não calou.
Escreve o "guerreiro" em seu tempo escuro,
Sobre a vida que o crime lhe roubou.
​Diz que a ostentação é marionete,
Um brilho falso que cega o olhar.
Quem no dinheiro a alma compromete,
No cemitério ou na grade vai morar.
​Fala de "porta estreita" e "porta larga",
Do "coração que calejou" na solidão.
A liberdade tem um gosto amargo,
Se a mente ainda vive na prisão.
​Mas entre as linhas de caligrafia incerta,
Há um sopro de vida, um calor, um perdão.
A mão que escreve é a alma que desperta,
Buscando em Cristo a sua redenção.

A prisão não começa com grades.
Começa com horários.
Luz acesa antes do corpo acordar.
Contagem.
Café sem escolha.
Fila.
O dia é um corredor longo
onde nada acontece
e tudo pesa.
Aprendi rápido as regras não escritas:
não olhar demais,
não perguntar por quê,
não prometer nada.
Na prisão, o medo não grita.
Ele sussurra.
Sussurra quando alguém passa rápido demais.
Quando o silêncio dura mais do que devia.
Quando o guarda chama um nome
e não explica.
O banho é curto.
A privacidade, inexistente.
O pensamento, excessivo.
Ali dentro, o tempo não passa —
ele se acumula.
Vi homens contando dias na parede.
Outros desistiram de contar.
Alguns se tornaram barulho.
Outros, pedra.
Eu virei observação.
Observava quem ainda dividia pão.
Quem dormia de sapato.
Quem rezava sem palavras.
Descobri que sobreviver exige pequenas corrupções:
um acordo aqui,
um silêncio ali,
uma raiva engolida.
Ficar inteiro era trabalho diário.
E trabalho cansa.
À noite, o corpo deita,
mas a mente continua em pé.
Pensava nela.
Pensava no documento verde
que agora existia mais como ameaça
do que como direito.
Sete meses assim.
Um dia igual ao outro,
mas nenhum realmente igual.⁠

O Mito Enjaulado
William Contraponto


O chefe dos boçais atrás das grades
Deveria ser um grande alívio;
Mas eles inventam outras verdades
E seguem o mito em desvario.


A cela expõe o preço da arrogância,
Sem convencer o fiel cativo;
Ele nega a própria circunstância
E chama o cárcere de “motivo”.


A sentença pesa como ferro frio,
Mas há quem jure ser fingida;
Criam teorias em desafio,
Num culto à fraude repetida.


O país que sangra por transparência
Ainda escuta o coro nocivo;
Gritam por honra, mas com ausência
Do que sustenta o real vivo.


E enquanto a Justiça cumpre o fato,
Eles se agarram ao discurso antigo;
Transformam culpa em falso ato
E seguem marchando com o perigo.

A mente, cativa de grades antigas e ausentes,
Despreza o agora, fingindo um futuro curado;
Mas como colher o amanhã, se as mãos negligentes
Carregam o peso doente de um corpo parado?
O medo do erro, raiz que no peito se entranha,
Faz da autossabotagem o seu mastro e guia.
A vontade de ir se perde na voz que estranha
O brilho do sol que o presente anuncia.
Mentes que transbordam um lixo de águas turvas,
Ocupadas de sombras que chamam "passado".
Seguimos a estrada em retas e curvas,
Buscando o saber, mas de si, exilados.
Nascer é mistério, morrer é o eterno aprender,
Em uma busca cega pelo que o mundo contém.
Triste é o homem que cansa de tanto saber,
Mas morre sem nunca saber quem ele é também.
— Islene Souza

Cheiro uma flor da janela com grades, e solto um grito no meu pensamento: "vejo caminhando sobre a casa o meu coração, sem grandes motivos de perdoar pedindo para ficar"!
Tornando a coexistência com a vida próxima de algo inesperado: "estava regando espinhos ao invés de flores"... a água é turva, que mata esta sede!
"O olhar é atento do amor, que cresce na rua sem dinheiro"... a vida que quero estar, é a vida que quero ser!
Uma dor não causada, que vem, se transforma em uma mágoa interior sem controle do que está acontecendo: controle como está reagindo!

A pior prisão do mundo
É dentro de uma mente,
Pois tem gente preso em grades
Que vive naturalmente
E por ter a mente aberta
Sabe viver livremente.

Santo Antônio do Salto da Onça RN

"A morte para o espírito é aquele pássaro livre a voar fora das grades da vida!"
Haredita Angel
22.08.24

Sou como um canto que nasceu livre, mas aprendeu cedo o peso invisível das próprias grades, não as que se veem, mas as que se sentem no fundo da alma. Há em mim um desejo antigo de voo, desses que não pedem destino, apenas horizonte, mas que se desfazem toda vez que a lembrança me puxa de volta. Minha liberdade mora longe, talvez no tempo em que o peito ainda não conhecia o silêncio imposto pela dor. E mesmo assim, continuo cantando baixo, como quem tenta não esquecer a própria essência, ainda que tudo ao redor insista em aprisioná-la. Porque existem almas que nasceram para o céu, mas aprenderam a sobreviver dentro de gaiolas feitas de saudade.


- Tiago Scheimann

Liberdade, sol da tarde
É a vossa fuga
É a Vossa cura
Nunca é tarde
e a verdade muros e grades derrumbam
e a vossa contrução é....

Inserida por Geivison

As grades da sociedade que enibem o pensamento,
A falsa escolha de liberdade da vida,
As algemas monetárias,
A falta de consciência, a maldade,
Engolindo nosso povo mais que areia movediça,
O sol que um dia iluminou,
Hoje se apaga,
Envolto na fumaça que sobe das chaminés da ignorância,
Valores invertidos,
Amores corrompidos,
Famílias se esmigalham,
Com essa chuva ácida de falta de valores,
Nesse jogo de interesse,
Pessoas se fazem e fazem outras descartáveis,
Se usam,
Se estragam,
Se machucam,
Os olhos se secam com a poeira da corrupção,
Cegos,
Não só de governantes,
Mas à todo instante,
Uma enxurrada de hipocrisia constante,
Onde as palavras não tem peso de regra,
E tudo vira uma tremenda bagunça,
Enquanto isso...
As bocas se calam,
As mãos se fecham,
E o mundo não para de girar.

Inserida por LeticiaDelRio1987

Inconstância,
Sentimentos,
São as grades que trazem o aprisionamento,
Paixões,
Questionamentos,
São círculos,
E ciclos que vivem em círculos

Inserida por LeticiaDelRio1987

*Amor, uma prisão sem grades*


Meu amor por você me chama cada vez mais...
Para eu continuar rendida aos seus encantos
Não sou eu que falo, é a claridade do seu amor que de mim exala...


Esse amor que me ajuda a levantar todos os dias, não só o peso do corpo, mais o peso dos contratempos que insistem em nós separar...



Minha mente me aprisiona a você, e meus pensamentos que me cercam como barras de ferro a esse amor, que é uma prisão sem grades, que insiste em me manter ligada a te...


Teu amor me amarra como meu corpo em meus lençóis pelas mãos e pelos pés
me deixando imóvel e paralisada diante de você….


Não me solte não me deixes, apenas me ame para que eu mantenha esse amor forte e pulsante….


E lutemos nos duas contra o escuro que se apresenta em forma de distância.
Muitas vezes impedindo a luz se apresentar e as flores de nosso amor brotar em cada primavera de nossos despertar...



Voce é minha luz que fez e faz meu coração pulsar, meus pensamentos voar e a luz de meus brilhar...


Iraneide Fonseca

Inserida por IraneideFonseca

Ditadura! É a população viver trancadas por grades de ferros em suas próprias casas.
Ditadura! É ir para a escola ou trabalho sem garantia nenhuma, de voltar para casa.
Ditadura! É ir em agências bancárias, comércios e diversões sabendo que podem serem assaltados, ou vítima de qualquer outro delito.
Ditadura! É viver sem proteção e segurança, e sem o direito de defesa.
Ditadura! É este bando de políticos que enriquecem com dinheiro fácil, e que não prestam um serviço justo a Nação.
Ditadura! É o atraso no desenvolvimento e crescimento do País, por quem tem o dever de lutar por ele.
Ditadura! É isso um povo pobre, sem educação, saúde, segurança, trabalho e preso na sua própria casa.

Inserida por sergiocancioneiro

Sentiu alegria no primeiro dia de escola,
entrou no portão com as grades abertas,
correu destemido atrás de uma bola
cheia de um ar de aversões encobertas...

As outras crianças olharam-lhe a cor,
olharam-lhe os pais com a tal rejeição
que entorna por dia oceanos de dor
e o fez encostar sozinho ao portão...

Sentiu-se confuso, procurou os defeitos
que tinha no corpo, nos pais e na pele,
não viu mal algum a não ser preconceitos
criados por muitos e ali para ele...

E a pura alegria desfez-se em tristeza,
ouviu impropérios com a alma oprimida,
sentiu no momento abalar-lhe a beleza,
que em tantas crianças marcou uma vida.

Inserida por AntonioPrates

O amor não tem grades
(às vezes algemas que te fazem gritar)
ele não te aprisiona, te liberta
a falta dele nos mantém em cárcere
não amar é estar em prisão perpétua.

Inserida por lili_dantas_oliveira