Fui

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⁠Morena cacheada.

Essa morena é top
Nem precisa de photoshop
É a primeira do ibope
Fui pego no doping
Constou que estou apaixonado
Querendo ficar do seu lado
Com o seu cabelo cacheado
E a pele da cor do pecado
Você é como a lua
Que bilha na rua
Com a beleza sua
Tem toda a estrutura.

É uma perfeição
Nas outras dá uma lição
De todas a mais linda
Te presenteia com essa rima
Tipo uma homenagem
Em forma de mensagem
Sem direito de imagem
Mesmo sem maquiagem
Você é uma maravilha
Me inspirou essa poesia
Que enquanto escrevia
Em cada verso o teu rosto aparecia.

Eu amo os seus cachos
Do jeito que me encaixo
Querendo ser o teu macho
Se precisar até caso
Te dou o que é preciso
Só pra ver o teu sorriso
Que é lindo igual o paraíso
Nada contra quem tem cabelo liso
Mas em terra de chapinha
Quem tem cachos é rainha
Verdadeira obra prima
Merece essa rima.

Eurípedes Barsanulfo: “Fui Até Lá em Espírito”

Era costumeiro que, durante suas aulas no Liceu Sacramentano, Eurípedes Barsanulfo entrasse em súbito transe mediúnico. Nesses momentos, seu olhar se perdia no horizonte espiritual, e um silêncio respeitoso se estab
elecia entre os alunos, acostumados àquela serenidade que prenunciava algo extraordinário. Quando retornava, o professor retomava a voz com ternura e explicava, como quem narra uma lição viva do Evangelho, o que havia feito durante sua breve ausência do corpo.

Certa manhã, após um desses transes, Eurípedes abriu um leve sorriso e disse aos alunos, com naturalidade comovente:

— Prestem atenção. Acabo de estar em uma residência, atrás da igreja do Rosário, auxiliando num parto difícil. O marido ainda não sabe que já é pai e está vindo para cá, a cavalo, com roupa de montaria. Neste instante, ele está apeando diante do colégio. Vai subir os degraus da escada… Quando ele entrar, peço que se levantem e depois se sentem. Atenção, ele está chegando…

Mal terminara a frase, e a porta se abriu. Um homem com chapéu e roupas empoeiradas entrou aflito, dirigindo-se a Eurípedes:

— ‘Seu’ Eurípedes, por favor, vá depressa à minha casa! Minha mulher está em trabalho de parto e temo por ela!

O médium, tranquilo, respondeu com brandura:

— Acalme-se, meu amigo. O parto já terminou há cinco minutos.

— Impossível, ‘seu’ Eurípedes! Há cinco minutos o senhor não poderia estar lá, eu teria visto o senhor pelo caminho!

— O senhor não me viu porque fui em espírito — respondeu ele com doçura. — Mas eu o vi. Pode retornar tranquilo: sua esposa está bem, e a menina que nasceu é linda e forte.

Desconfiado, o homem insistiu para que Eurípedes o acompanhasse de volta. Quando chegaram, a esposa, deitada com a criança ao lado, sorriu e exclamou:

— O senhor não precisava vir de novo, ‘seu’ Eurípedes… Eu e o bebê estamos ótimas!

Eurípedes, sereno, apenas abençoou o lar e regressou ao colégio. Retomou a aula exatamente do ponto em que a interrompera, como se nada de extraordinário houvesse ocorrido revelando, mais uma vez, a simplicidade sublime de quem fazia da mediunidade um ato natural de amor e serviço ao próximo.

Fonte:
Eurípedes Barsanulfo, o Apóstolo da Caridade, de Jorge Rizzini.

Me lembro de uma colina
Que eu via na minha infância
Nunca fui lá
Só via de longe
Aquela paisagem tão mansa
Poderia desejar
muita coisa nesta vida
Mas se eu pudesse fazer um pedido
Queria hoje romper a distância
Que o tempo cruel demarcou
E estar lá agora com minha amada
Sentar-me com ela
E olhar o mundo ao longe
Fazer fogueirinha
declamar para ela poesia
Erguê-la lá no Céu
Somente com palavras
Convencê-la de que a amo
Olhá-la sorrindo
Perceber o quanto é lindo
o seu sorriso contrastando
o Sol que finda mais um dia
À noite olhar estrelas
As que estão no firmamento
E mais aquelas que subiriam
Em movimentos lentos
Ao despregar-se da fogueira
Deitar-me ao lado dela
Fazer planos...
Passaram-se tantos anos
O Sol se pôs muitas vezes
Fizemos coisas complicadas
estando juntos
Mas esta coisa delicada e pura
Não
Passa-se a vida
E a gente deixa escapar
a oportunidade de realizar
os sonhos mais singelos
Que foi deixando pra depois
e quando a gente vê
Passou-se quase tudo
E a gente pensa na colina
distante no tempo e no espaço
O amor, este permanece
A colina
Acho que não existe mais
Esquece!

Já fui menino
Andando de braços abertos
Em cima de muros altos
Avesso a qualquer redoma
Incauto e descalço
Um gênio sincero
À espera ingênua
da imensa luz que dissipasse as sombras
E somasse sempre aos sonhos
Desenlaces concretos
Menino inquieto
Que um dia caiu de nuvens
Levantou-se
E sem chorar foi seguindo a vida
Alheio às coisas do mundo
Crédulo e feliz
A cada nova jura
Num tempo que não jura nada
Mas cumpre
A cada ameaça que porventura
Tenha vindo acompanhada de sorrisos
Sou menino perdido ainda
Atrasado na tarefa de crescer
Prefiro morrer assim
Não quero que digam no final
Que eu tenha sido igual a eles.

Edson Ricardo Paiva.

Dente de Leite

Eu fui na praia passear com minha vó
Veio uma concha na onda bateu no dente da frente

Que era de leite tão molinho meu xodó
E eu já tinha prometido pra minha vó de presente

Mas eu engoli o dente
Engoli o dente
Que eu já tinha prometido
Pra minha vó de presente

Eu engoli o dente
Engoli o dente
Que eu já tinha prometido
Pra minha vó de presente

Sobre Abusadores e Abusados


Eu...fui uma criança que não conheceu o pai e era feliz assim, até que aos quatro anos de idade levei um tapa na cara de um gigante muito forte enquanto com um canecão de alumínio despejava água para que o gigante escovasse sua dentadura, e foi assim que conheci o meu padrasto.


Com o tapa, que mais percecia um soco mesmo, cai, bati com o queixo no chão e de alguma forma cortei o céu da boca e doeu, e sangrou bastante. Assim foi a minha vida até os 16 anos quando finalmente eu criei coragem e fugi para São Paulo com uma namorada e lá construímos nossa própria família.


Foram 12 anos de abusos físicos e psicológicos, e naquele tempo era aceitável pelas Leis, e minha mãe também vítima de abusos psicológicos, pois nunca presenciei agressão física contra ela, aceitava tudo de boa.


Ninguém veio me salvar. Ah! Como eu sonhava com isso. Não consegui amar de verdade minha mãe até o dia que ela faleceu, não conseguia entender a razão de ela não ter feito nada todas as vezes que ele me bateu.


Hoje vejo o povo Venezuelano, que por anos vem apanhando, e nós? Da América do Sul nada fizemos. Salve os Norte Americanos!!!

Seguindo exemplos cordiais


Fui induzido ao erro

Fui escravo mas era o chefe

"Eu fui um veículo sem condutor até que bati e senti dor"

Eu vi um gigante rosnando feroz
E fui atirado na testa dele
E ele caiu

Quando fui servido como refeição aos leões, não pensei que seria parte da alcateia!

DÁDIVAS DA VIDA - LOUCO QUE FUI...!
O sol buscava a linha do horizonte e o manto escuro da noite já se espalhava pelos campos, quando o trabalhador deixou a lavoura e tomou o caminho de volta para casa.

Caminhava a passos largos com a colheita do dia às costas, quando notou que, em sentido contrário, vinha luxuosa carruagem revestida de estrelas.

Contemplando-a fascinado, viu-a parar junto dele e, quase assustado, reconheceu a presença do Senhor do Mundo, que saiu dela e estendeu-lhe a mão a pedir-lhe esmolas...

O quê? Refletiu espantado. O Senhor da Vida a rogar auxílio a mim, que nunca passei de mísero escravo na aspereza do solo?

Mas, como o Senhor continuava esperando, mergulhou a mão no alforje de trigo que trazia e entregou ao Divino Pedinte apenas um grão da preciosa carga.

O Senhor agradeceu e partiu.

Quando, porém, o pobre homem do campo voltou a si do próprio assombro, observou que doce claridade vinha do alforje poeirento...

O grão de trigo, do qual fizera sua dádiva, tornara à sacola transformado em uma pedra de ouro luminescente...

Deslumbrado gritou:

Louco que fui!... Por que não dei tudo o que tenho ao Senhor da Vida?

* * *
O apólogo retrata um pouco da atual realidade da Terra.

Quando o materialismo compromete edificações veneráveis da fé, no caminho dos homens, o Cristo pede cooperação para a sementeira do Seu Evangelho, junto ao Seu rebanho sofrido.

No entanto, nós costumamos agir como o lavrador.

Não estamos dispostos a ofertar a nossa dádiva em benefício do bem comum. E quando fazemos, damos apenas uma pequena migalha.

O Senhor da Vida não necessita das coisas materiais porque todas lhe pertencem, no entanto, solicita a nossa autodoação em prol da edificação de um mundo moralmente melhor.

Assim como o verme executa sua tarefa embaixo do solo, a chuva e o vento fazem seu papel no contexto da natureza.

Assim como o sol, a lua e os demais astros trabalham para que haja harmonia no Universo...

Assim como as abelhas e outros insetos fazem a tarefa da polinização, possibilitando a fecundação da vida... assim também o Senhor da Vida espera de nós a dádiva da polinização do Seu amor junto aos Seus filhos.

A pequena dádiva da paciência e da tolerância...

A esmola convertida em salário justo, dignificando o homem...

Uma migalha de afeto doada com sinceridade...

O sorriso capaz de despertar a alegria em alguém....

Um minuto de atenção a um enfermo solitário...

A palavra sincera capaz de esclarecer e consolar...

Uma semente de esperança plantada no coração de alguém que sofre... São nossas pequenas dádivas que se converterão em luz a iluminar nossa própria caminhada.

* * *
O Senhor da Vida está sempre a solicitar a nossa colaboração para que Seus objetivos nobres se concretizem na face da Terra.

Sabedores de que nossas pequenas dádivas se converterão em tesouros eternos, não as economizemos como o lavrador. Agindo assim não teremos que dizer:

Louco que fui!... Por que não dei tudo o que tenho ao Senhor da Vida?

Redação do Momento Espírita com base no cap. Dedicatória,
do livro Cartas e crônicas, pelo Espírito Irmão X,
psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
Em 9.7.2020.

Confesso com franqueza,
fui poucas vezes na igreja,
porém nunca chamei DEUS
de VOCÊ!

Era sábado, a garoa caía,
bem leve, molhando a calçada,
e eu fui ao BarCana tranquilo,
sem pressa, sem hora marcada.

Ali estava a Rose, proprietária,
dona daquele cantinho acolhedor,
e entre conversa, risada e lembrança,
a noite ganhava seu próprio sabor.

Uma garrafinha de catuaba
ia chegando ao seu ponto final,
enquanto a chuva, mansinha,
deixava mais bonito o temporal.

Não era noite de grandes planos,
nem de procurar explicação;
era apenas viver aquele instante,
com simplicidade e satisfação.

A vida talvez seja justamente isso:
saber o momento de chegar e partir;
ficar quando existe vontade,
e ir embora quando é hora de dormir.

Porque eu tenho pousada, tenho trabalho,
e a manhã não espera ninguém:
quatro e meia já estou de pé,
fazendo o café para quem vem.

Enquanto muita gente ainda dorme,
eu já começo o meu dia a cuidar:
dos quartos, da casa, dos hóspedes,
e de tudo que precisa funcionar.

Então terminei minha catuaba,
dei boa-noite e fui embora,
não porque a noite estivesse ruim,
mas porque o descanso também tem sua hora.

E enquanto a chuva caía lá fora,
eu voltava pensando, talvez,
que a vida não precisa de luxo
para oferecer beleza e prazer.

Às vezes basta uma mesa,
uma conversa e uma amizade,
uma garrafinha quase vazia
e um pouco de chuva na cidade.

Felicidade não precisa de ocasião:
ela aparece nas coisas pequenas,
quando a gente presta atenção...

Sandro Paschoal Nogueira

Afinal, menino levado faz o que? Travessuras? Sempre tive cara de travesso, mas nunca fui levado -- Me levaram é claro, mas para outro lugar -- Levado fui de minha morada ao descobrir que nunca fora minha. Agora levo-me e levo pessoas como a minha morada. Assim consegue-se carregar para qualquer lugar, até mesmo uma outra casa. De casas entendo, já morei em várias, algumas, me sentia em casa, já outras, nem tanto -- às vezes, sentia que minha casa era mais casa do que onde morava.
Minha casa desabou. Como? Não vi, uns pedreiros foram lá reformar, não, na tentativa de mascarar as dores causadas à casa -- particularmente adoro maquiagens -- sofreu de reforma. Os pedreiros teriam realizado um trabalho impecável se não tivessem esquecido de reformar as pessoas que lá moram. Uma nova casa com hábitos antigos. Pensei a respeito dessa frase. Seria no futuro -- pós reforma -- que os hábitos que perpetuaram décadas de convivência em sua morada, se tornaram o passado? -- pós reforma. Conseguira ela -- a casa -- dispor deste vasto poder sobre o tempo ao mudar a cronologia das ideias ao presentear ao passado o presente? Se alguma coisa mudou, foi a casa, e eu, me mudei de lá.

Muita coisa mudou, fui vendo muitas maguas e pesadelos, provei dores e desgosto, mas nenhuma dor mais dói não por me armar em rei, mas por saber que tentei e já vivi esse espetáculo várias vezes.

Desde a minha mente sempre fui exímio, mesmo rodeado de pérfidos, insultuosos e hipócritas eu sempre mostrei a minha benevolência com plácida e deixei a minha rúbrica e reputação, mesmo eles tentando me deixar famélico, não parei de ser conspícuo com a minha inteligência e carácter para não ter que ser improfícuo.

No pedestal da tua incerteza,
Quase fui santo, abrigo e retidão;
cuidei do mundo e da mesa,
fui porto seguro e mão.
​Ontem, a força e a luz inteira,
a ponte firme em ti lançada;
hoje, por uma atitude ligeira,
a vida inteira é tornada em nada.
​Num gesto se apaga a história,
desfaz-se o bem de tanto tempo;
o carinho perdeu a sua memória,
Como que varrido pelo vento.
​Do altar ao chão num só segundo,
sem peso, sem mérito, sem calor;
assim é a regra desse mundo,
onde o passado não tem valor.

“O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele confiou o meu coração, e fui socorrido.” (Salmo 28:7)


“Quando fraquejo, Tua graça me ergue,
quando choro, Teu colo me acolhe.
Minha força não vem de mim,
mas do Teu Espírito que vive em mim.”

Fui Eu que te tirei das cinzas,
e o que sai das Minhas mãos,
sai ungido, sai vivo, sai com promessa!


Sou Eu que te faço viver,
e quando Eu decido dar vida,
nem morte, nem inveja, nem inferno impedem!