Paulo Macaia
Paz, é o que todos querem, querem durante a guerra para poder ter glória, glória de ser, ser amor, transmitir alegria e comer a paciência sem mais ingredientes, apenas dor, tristeza, resiliência, resistência, fé e esperança como água.
Estar sem falar, mas o meu silêncio fala alto por mim. Ando mas a minha mente só sente o sentimento de correr e o coração só gosta de andar para ter mais tempo, tempo no tempo de Deus e saber, saber que mesmo lento chegará lá.
Sem saber o que fazer, a noite passa como se fosse infinita, o relógio gira às voltas, mas o mundo gira com surpresas que têm duas respostas para uma só pergunta e eu acabo escolhendo a terceira resposta.
Sentado no silêncio da noite, penso que o homem é pneumoultramicroscopicosílicovulcaniótico por dentro, porque respira poeira de volcões antigos sem notar.
Prendo meus pensamentos numa anilha de ferro, fecho a braguilha da alma por medo do julgamento, e ainda assim, sou o suspeito de costume, por amar de mais o meu eu.
Apressado e atrasado, o tempo passa, mas o segundo tempo espera por mim, ansioso para saber qual é a minha surpresa e qual é o meu próximo passo.
O cupido me mostrou o que é o amor e o amor disse para a fidelidade que sem alegria não há bondade e sem bondade não há paz.
Sinto o que não gosto, mas tenho o que pode parar esse sentimento. O problema, é que o tempo ainda não chegou.
Tenho a agonia de ser frio como o fogo na veia. É minha aura narcisista tentando se auto-aquecer para arrefecer a mente quando o mundo só sopra vento.
O sujeito da tristeza, sempre estará sujeito para a morte facilmente, a morte que roubou o robô da felicidade e o pensar da mente que o corpo não precisa mais de ter gratidão à ele.
O amor te dá alegria para enfrentar a tristeza, mas se você for burro de correr atrás só do dinheiro, terás dinheiro no bolso e vazio na alma.
