Fui

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As raízes do meu ser
Perdem-se no infinito
Para ser aquilo que sou
Sem fugir de mim
Longe já fui
Para me encontrar
Volto dessas viagens
Em silêncio para meditar
Nas vozes que me habitam
Entender os ensinamentos
São tantas as respostas
O resultado, esse,
É sempre a paz.

No meu caminho, busquei mundos e ao poucos fui deixando pedaços de mim. Agora que encontrei o meu mundo, estou a juntar todos os pedaços para ficar de novo inteira.

-Minha mãe,
fui o seu primeiro amor,
o seu primeiro altar cá
na terra...
Hoje, trago em meus lábios, o seu sorriso que herdei, e o no coração uma imensa saudade!
Esteja feliz!
☆Haredita Angel

Queria que você soubesse o que eu não fui capaz de saber, ensine aos seus filhos o que você demorou anos para perceber.

Jardim de Pragas Antigas


Era uma quinta feira normal, fui pra escola como sempre, sentei-me em minha carteira e esperei a aula começar. Tudo estava ocorrendo normal como todos os dias, conversas sem pausa, professores pedindo por respeito e alunos que não fechavam a boca por nada. Até que chegou a aula de sociologia, a professora estava lecionando sobre cultura, e entre uma palavra e outra trouxe o exemplo do carnaval, uma cultura muito forte no Brasil. Quando que do nada percebi os diversos comentários horríveis: ‘O povo que vai pro carnaval deve ir pro inferno’, ‘esse povo da Bahia, que cultua a macumba, é do demônio’. Isso e muito mais foi o que alguns meninos falaram. O clima ficou pesado, senti como se tivesse caído uma tempestade em cima de mim, a umbanda faz parte de mim, e escutar aquilo colocou-me no tão temido inferno que eles acreditam.


Fiquei pensando naqueles meninos, esses atos não são de agora, remetem ao passado, são como ervas daninhas em um jardim florido, mas que apesar de destruir todos os diferentes à sua volta, tem raízes profundas, tão fundas que remetem ao descobrimento das terras que conhecemos hoje. São plantas tão bem estruturadas que não são mortas com qualquer veneno, a cada novo ser que nasce nesse jardim, ele é brutalmente infectado, fazendo-o proferir a mesma praga de seus antecessores. Aqueles que não são contaminados, sofrem com essa praga, combatem-na com toda a sua força, são pessoas que ainda acreditam na salvação desse canteiro. Esses novos seres que nascem, são os únicos que podem acabar com o padrão de contaminação, já que estas plantas jovens têm seus caules mais puros e se olhassem para outro lado, poderiam se agarrar em vegetações firmes, assim seriam livres dessas ervas daninhas.


O silêncio ecoava pelos corredores, era uma quietude que doía e ao mesmo tempo ardia na alma, tudo aquilo estava sem controle, nenhuma palavra vinha para acalmar aquela tempestade, e nem se quer uma tentativa de segurar aquelas pragas. Tudo estava já danificado, eu teria de ser forte, já que ninguém estava lá para arrancar as ervas daninhas. Mas mesmo que calassem-nas, não adiantava mais, raízes profundas não morrem com o corte do caule, devem ser tratadas em essência.


Quando bateu o sinal para finalmente ir para casa, fechei a mochila e fui caminhando para casa. O peso da mochila era gigante, o silêncio amedrontador da escola misturado com todas aquelas ervas daninhas ao meu redor, e aquela tempestade imensa em cima da minha cabeça. Refleti o caminho todo, não sou como eles, pensei, e é isso que importa. Enquanto mergulham em águas turbulentas, eu vivo a minha fé, e caminho por jardins límpidos. Claro, tenho muita vontade de curar suas pragas, mas não sou capaz, só eles próprios podem acabar com um padrão imposto em seu interior. Só sei de uma coisa, algum dia a própria terra em que estão plantadas, cobrará o preço, o inverno chega e só fica quem é verdadeiro e saudável por dentro.

Fui Eu que te tirei das cinzas,
e o que sai das Minhas mãos,
sai ungido, sai vivo, sai com promessa!


Sou Eu que te faço viver,
e quando Eu decido dar vida,
nem morte, nem inveja, nem inferno impedem!

“O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele confiou o meu coração, e fui socorrido.” (Salmo 28:7)


“Quando fraquejo, Tua graça me ergue,
quando choro, Teu colo me acolhe.
Minha força não vem de mim,
mas do Teu Espírito que vive em mim.”

Escolhido no Meio da Rejeição
Helaine Machado
Fui rejeitado no abraço que não veio,
no olhar que desviou,
no silêncio pesado
de quem deveria chamar de filho…
e não chamou.
Fui rejeitado no amor que prometia ficar,
mas partiu sem olhar para trás,
levando pedaços de mim
que nunca mais voltaram.
Carreguei no peito perguntas sem respostas,
feridas abertas
e um vazio que ecoava:
“Por que não fui suficiente?”
Entre pais que não entenderam,
entre amores que não permaneceram,
aprendi cedo
o gosto amargo da ausência.
Mas foi no meio do abandono
que algo mudou.
Quando todos disseram “não”,
uma voz suave me chamou pelo nome.
Quando me senti esquecido,
Ele me encontrou.
Jesus Cristo me escolheu
não pelas minhas faltas,
mas pelo que Ele via em mim.
Enquanto o mundo me rejeitava,
Ele me acolhia.
Enquanto eu me sentia perdido,
Ele me chamava de filho.
E foi então que entendi:
a rejeição dos homens fere,
mas a escolha de Deus cura.
Hoje ainda carrego cicatrizes,
mas também carrego a certeza
de que fui escolhido.
E entre todos os “nãos” que vivi,
o “sim” de Jesus
foi a melhor escolha
que já me encontrou.

Não foi o mundo que mudou,
fui eu que cansei de me moldar.
Cansei de aceitar o que me fere
como se fosse normal suportar.
Não ao silêncio imposto,
não ao medo que me limita,
não às versões de mim
que nunca foram escolhidas.
Eu me refaço em cada passo,
me reconheço no que sinto,
e já não peço permissão
para existir do meu jeito.
Porque depois de tanto me perder
tentando caber em tudo,
eu finalmente entendi:
Quem decide agora sou eu.
Helaine Machado

Me afoguei no mar…
mas fui eu quem escolheu descer.
Quis sentir cada correnteza
rasgando o que eu fingia ser.
Nas águas me perdi — sim,
mas não foi fraqueza, foi decisão,
porque mulher que se enfrenta
não teme a própria imensidão.
Meu corpo não pede licença,
minha alma não sabe recuar,
sou fogo que aprende no toque
o próprio jeito de queimar.
Minhas curvas não imploram,
elas sabem o que são,
carregam força e desejo
como um grito em combustão.
Helaine machado

Minha tia já estava me esperando. Eu fui para a casa dela, passei 3 meses com ela, depois fui morar com a minha avó paterna.


Com ela, passei 2 anos.


Depois, no último mês! Eu tive que sair da casa dela, porque meu tio era um drogado e violento, então saí, porque ele começou a ameaçar meu namorado, hoje, meu marido.


Então, fui pedir abrigo na casa de uma cunhada da minha avó, ela disse "tú pode ficar, mas não quero nem saber de macho aqui na minha porta".


Eu tinha 19 anos, e esse macho que ela falava estava me esperando e ouvia tudo. A gente tinha marcado o casamento, faltava um mês.


Era só disso, que eu precisava.
Mas, ela fechou a porta para mim.


Eu tinha umas amigas que já não estavam tão próximas de mim, mas foi a minha única solução.


Pedir para a mãe delas, para eu ficar lá por 1 mês!! Até casar.


Foi o que aconteceu.


Fiquei 1 mês!!


Trabalhando, feliz, sendo cuidada por aquelas pessoas, e no dia do casamento, me levaram de carro e ainda participaram comigo.


Recebemos 1 almoço surpresa.


Foi o melhor período da minha vida!!


Continua...

Tem dias em que eu acordo com a sensação estranha de que fui colocada aqui sem nem ter concordado com os termos de uso. Tipo aqueles aplicativos que a gente aceita tudo sem ler, só que nesse caso… não tem como desinstalar, nem voltar pra versão anterior, nem reclamar no suporte. E aí eu fico nesse meio-termo curioso, quase filosófico, quase dramático, meio cômico também, porque olha a situação: eu não queria ter nascido, mas também não quero morrer. Eu só queria… sei lá… um intervalo. Um botão de “pausar existência” pra respirar sem ter que existir tanto.

E é engraçado perceber como essa ideia desmonta aquele discurso bonitinho de que viver é sempre um presente. Presente pra quem exatamente? Porque tem dias que parece mais uma entrega surpresa que ninguém pediu, embrulhada com expectativa, boleto e uma leve crise existencial de brinde. E ainda assim, eu fico. Eu continuo. Eu escovo os dentes, tomo café, respondo mensagem, faço planos, reclamo do calor, rio de meme. Uma rotina inteira construída em cima de alguém que nunca pediu pra estar aqui, mas também não tem coragem de ir embora. Olha que ironia elegante.

E aí vem a outra parte, aquela que pesa mais do que parece. Eu nunca quis dar essa experiência pra ninguém. Não por falta de amor, não por falta de vontade de cuidar, mas por uma lucidez meio incômoda: existir é bonito, mas também é cansativo. É um pacote completo, com alegria e angústia no mesmo combo, e eu fico pensando se é justo colocar alguém nisso só porque eu quis. Tem gente que chama de egoísmo não ter filhos, mas, sinceramente, às vezes me parece mais egoísmo trazer alguém sem garantir que o mundo vai ser gentil com ela. E o mundo… bom, o mundo acorda de mau humor com uma frequência preocupante.

Só que no meio desse pensamento todo, existe uma coisa que me segura, quase silenciosa. Uma curiosidade. Um “já que estou aqui…” meio despretensioso. Já que estou aqui, deixa eu ver o que acontece amanhã. Já que estou aqui, deixa eu sentir mais um pouco, rir de novo, me decepcionar de novo, amar de novo, reclamar de novo, porque reclamar também é uma forma de continuar. Eu não pedi pra nascer, mas já que nasci, eu vou observar essa bagunça toda como quem assiste uma série longa demais e pensa “agora eu quero saber como termina”.

No fundo, talvez não seja sobre querer ou não querer. Talvez seja só sobre estar. E ir lidando com esse estar do jeito que dá, com humor quando possível, com paciência quando necessário, e com aquela sinceridade crua de quem não romantiza tudo, mas também não desiste de tudo.

Agora me conta, você também já se sentiu assim?

Bons profissionais, fazem toda a diferença. Hoje, fui tirar meus pontos da cirurgia. Não senti nenhuma dor, o enfermeiro me distraiu conversando, contando histórias. Colocou um suporte para meus pés, não senti nenhuma dor, estava aflita e com os olhos fechados. Quando percebi ele já havia retirado sem eu perceber, já há alguns segundos. Caímos na risada, eu minha cunhada e ele.




Todo mundo havia relatado nos relatos que li, que quando foram foi retirar os pontos de hérnias, falaram que dói muito.


Acho que depende do profissional.

05:55 da manhã 18 de setembro de 2024


Sonhei pegando um ônibus em uma rodoviária, fui em Teresina, comprei vários vestidos e algumas bolsas pretas que estavam na promoção, eu não gostei muito das bolsas depois, comprei, mas depois estava em dúvida se realmente era para ter comprado, eu pensei em vender elas, mas não sabia como, porque tinha que alugar um ponto e no marketplace do Facebook, já não dava mais, porque estava restrito pra mim.
Depois parei em uma casa, onde eu estava apressada para ir há algum lugar, porém eu tinha que preparar o almoço para meus irmãos, eu estava cozinhando uma carne muito macia, para guardar e preparar depois, resolvi adiar a ida e preparar logo a comida, que não levaria muito tempo, então acordei enquanto despedaçava a carne para preparar o almoço.

Eu fui vítima de um amor cruel, onde me fez sangrar tanto que hoje não acredito mais no amor..

Sou um micélio experienciando ser humano, mas já fui borboleta, baleia, raia jamanta e até uma ameixa. Infinitas são minhas possibilidades!

Não é importante eu lembrar de quem já fui, mas é importante eu enxergar quem estou sendo agora.

Não sinto falta do que eu fui, nem do que serei, pois minha falta é do que sou, da minha presença hoje, e hoje não tenho falta, pois no bem ou no mal, eu estou sempre presente comigo mesmo.

Uma vez peguei no sono e morri; quando fui ver, acordei nesse corpo, renasci.

Deixei de viver para apenas existir.
Fui atrás de um sonho — e disso não me arrependo.
Foram minhas escolhas que ganharam forma no caminho.
Quando me encarei no espelho, entendi:
para chegar onde almejo, não preciso me pressionar,
preciso, de verdade, viver cada momento.


E quantos momentos eu deixei passar
por achar que não merecia,
por acreditar que era preciso sofrer
para me tornar referência.


A dor, sim, me moldou —
mas não me endureceu.
Ela me fez grande, me fez verdadeira,
me arrancou de um pensamento banal
e me ensinou a viver uma vida intensa.