Fui

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FUI TOLO(?)
Quando foi perceptível que nosso “sentimento” um pelo outro era recíproco, eu não dei a mínima atenção e, agora, não sei mais oque você sente em relação a mim. Fui tolo, burro por não ter ficado e ter tentado. Fui tolo quando voltei atrás? Acho que sim, mas, ainda sinto que você ainda sente o mesmo por mim, estou errado? Não sei, provavelmente sim. É bem provável que você se incomoda com o modo que estou agindo, tentando me aproximar bem mais de você, é talvez… queria poder lhe mandar isto, mas em relação a isso, me falta coragem. Quem sabem um dia você não leia? E vais achar que fui um tolo. (?)

Eu era jovem.
Eu era louco.
Era ousado.
E sei que não era pouco.
Não sou mais o que ja fui
Me esqueci onde estava
E nem sei pra onde vou

E se…?
E se eu morresse hoje, o que diriam sobre mim??
Será que fui um bom amigo?
Será que fui um bom filho? Ou se ao menos fui um bom colega?
Não sei, talvez tenha sido, ou não…😕

"Eu fui tudo por você
e esqueci de mim."


Amar o outro não é se nular
e sim, se complementar: com respeito, confiança,
carinho e atenção.

Hoje sei quem sou, e continuo sendo quem eu sempre fui...

Sou solteiro e tenho totais condições de ter carro ou moto. Nunca fui apegado ao material, mas a sociedade atual nos cobra esse status!

Já fui Camelo, carreguei o peso da falsa mora; Transmutei em Leão, quebrei os grilhões e destruí as tábuas da fasa moral e Leis; Após esse processo a última transmutação gerou uma Criança Livre, consciente para viver segundo seus próprios valores e ciente da corrupção do ser.

Sabe, eu nunca fui homem de promessas vazias. Olhando para trás, reconheço que houve tropeços e algumas palavras que o vento levou antes que eu pudesse cumpri-las. Mas a promessa principal — aquela de te amar e caminhar ao seu lado sob o "céu — foi a âncora que me manteve firme. O sol pode até ter inveja da nossa história, porque ele se põe todas as noites, mas o que sinto por você nunca conheceu a escuridão.
Lembro-me de cada detalhe daquele dia: o perfume da terra seca, o calor da tarde e a forma como o seu cabelo se soltou quando você caiu em meus braços. Foi ali, entre o ouro da cevada e o brilho do seu olhar, que eu entendi que o paraíso não era um lugar distante, mas qualquer espaço onde você estivesse.
Os anos passaram rápido demais, não é? Como um suspiro. Hoje, observo as crianças correndo com aquela energia inesgotável e vejo nelas o mesmo reflexo do verão que ainda vive em nós. Nossos corpos podem não ter mais a mesma pressa de antes, mas nossos passos ainda ecoam o mesmo ritmo. Quando o vento balança as espigas agora, ele não traz apenas poeira, ele traz a prova de que sobrevivemos, de que construímos algo real.
Obrigado por ter ficado, mesmo quando o céu escureceu. Obrigado por ser o meu porto e o meu amor. Enquanto houver vento soprando do oeste e enquanto houver esse ouro no final de cada tarde, eu estarei lembrando de cada segundo nosso. E, nos dias que ainda nos restam, não importa quantos sejam, eu te faço uma última e definitiva promessa:
Nós caminharemos, hoje e sempre, nos campos de ouro.
Com todo o meu amor e minha vida,
Aquele que sempre caminhará ao seu lado.

No final de todas as suas buscas, a verdade vai estar lá: o grande amor da sua vida sempre fui eu.

Sempre fui um náufrago de mim mesmo, boiando em incertezas. Mas no meio de tanto mar, seu abraço foi a primeira vez que senti o chão firme.

Dói saber que eu fui o último a soltar a corda, mas não dava para continuar segurando sozinho algo que você já tinha abandonado faz tempo.

Fui taxado de difícil ou esquisito por não ter amigos. A verdade é que a minha confiança não se entrega a qualquer um.

Eu fui trocar a lâmpada queimada do corredor ontem à noite e, quando fiquei ali no topo da escada, no escuro absoluto, percebi que o meu maior medo não era cair dali, mas sim o fato de que eu já não lembro se você preferia a luz quente ou a luz fria para a nossa casa; desci os degraus tateando a parede, sentei no chão e chorei feito um menino ao entender que o tempo está apagando os seus detalhes de mim, e que eu estou perdendo você de novo, só que agora dentro da minha própria cabeça.

Chuva na infância, sol no futuro



Em um dia de chuva fina e céu fechado,
fui deixada, sem aviso, sem abraço,
com os olhos marejados e o coração rasgado,
vi meus pais partirem… sem sequer olhar para trás.


Tinha três anos e uma camisa laranja,
uma saia jeans e a alma em pranto,
o mundo tão grande e eu tão pequena,
perdida no tempo, sem um canto.


Fui criada por vozes frias, mãos distantes,
que diziam cuidar por obrigação.
Erguemos o lar entre irmãos sobreviventes,
com amor inventado na força da união.


Dia dos pais era só mais uma dor,
um desenho vazio sem destinatário.
Guardei segredos que pesavam demais,
num peito sem colo, num lar temporário.


Procurei amor onde não havia,
em rostos estranhos e toques vazios.
Mas hoje, enfim, encontrei abrigo,
entre braços que secam meus desafios.


E agora, à beira de um novo caminho,
sonho com filhos, com festa, com lar.
Prometo a eles o que eu não tive:
amor de sobra para transbordar.

O CÓDIGO DAS APARÊNCIAS, A ELEGÂNCIA DO VAZIO

Nunca fui eu quem viu o mundo de um jeito errado. Foi o mundo que se acostumou a olhar torto e chamar de normal o que o desnutriu.

Sempre observei com calma e clareza as vaidades humanas, essa fé cega nas aparências, esse culto ao tecido, à marca, aparência cara.

Percebi cedo que o tratamento muda conforme a roupa.

Se estou de acordo com o figurino, sou tratado como alguém digno de escuta.
Mas basta vestir o que é confortável, o que é meu, e já sou confundido com alguém menor, sem valor.

O traje é um passaporte social.
Quem veste o uniforme da convenção entra. Quem veste a própria pele é barrado na porta.

O mais curioso é que os mesmos que exigem elegância não conseguem enxergar educação no olhar sincero, nem grandeza em um corpo simples.

Confundem brilho com valor, perfume com virtude, mentira com sabedoria.

E nessa inversão de sentidos constroem o vazio que os engole e consomem seus filhos, vendem status, compram aprovação e chamam o aplauso de propósito.

Tristes dos que vivem da casca, só percebem o abismo quando o chão cede, e o chão sempre cede, porque foi feito de vaidade.

A sociedade adora o disfarce.
É por isso que respeita quem finge e rejeita quem sente. O código das aparências é a religião do vaidoso, onde o espelho é altar e a consciência é silêncio.

Mas há quem se negue a ajoelhar.
Há quem saiba que a roupa não sustenta caráter e que o corpo, por mais enfeitado, não abriga verdade alguma se a alma estiver ausente.

Não é rebeldia, é lucidez.
A roupa que visto não muda o que sei.
A aparência que esperam não define o que sou.

O mundo pode continuar se engomando, eu sigo sendo humano.

Prefiro o desconforto da autenticidade ao conforto de uma farsa bem passada.

Porque, no fim, o corpo fica, a roupa apodrece, e o que resta é o que ninguém viu, a dignidade que sustentou o silêncio, a verdade que não precisou de terno e a coragem de não caber no falso figurino.

Daqui não se leva nem o corpo, muito menos a fantasia.

Pela janela do meu carro

⁠O sinal estava fechando e eu fui desacelerando. À minha frente duas motos já estavam paradas.
Na faixa de pedestres, indo para o lado esquerdo, atravessou um mulher muito bonita, corpinho de violão, daquelas que "param o trânsito".
Um dos motoqueiros não hesitou e levou automaticamente o pescoço e a cabeça para o lado esquerdo, acompanhando os passos da beldade. O outro motoqueiro logo em seguida fez o mesmo movimento e não perdeu a oportunidade de admirar aquela beleza.
E quem disse que homem disfarça essas coisas?
O mais interessante é que durante aquele pouco tempo entre sinal amarelo e vermelho os dois trocaram figurinhas.
Minha imaginação:
- Pô, cara, viu só aquela mulher como é gostosa?
- Pois é, ô mulherão!
Durante o papo um deles balançava a cabeça confirmando algo.
Acho até que já se tornaram melhores amigos.

P.S.: Vou começar a aproveitar essas histórias e criar contos do cotidiano. Rsrs

Fui visitar o passado apenas por curiosidade e voltei com o coração cheio de gratidão. Quantas vezes Deus me livrou sem que eu sequer percebesse?

⁠Desabafo de um orelhão
Tudo começou quando fui criado e instalados nas ruas da cidade
Há foi muito lindo eu era útil e todos me procuravam, também eu era jovem e bonito e um excelente ouvinte.
Fui portador de notícias, diminui as distancias, espalhei a voz ao mundo.
Transmiti notícias boas e outras nem tão boas assim.
Foram, milhares de vezes “Mamãe nasceu, nós ganhamos, deu tudo certo e assim vai” porem teve também as notícias tristes nos quais chorei junto “sou muito sentimental”
Foi um tempo feliz e eu era alimentado por moedinhas que todos chamavam de fichas, e assim podiam conversar por três minutos e era sempre uma emoção.
Os tempos foram mudando e começaram a colocar papel ao invés de moedinhas, mas tudo ainda era maravilhoso, mas o tempo sempre cruel, continuou passando e eu fui ficando velho e obsoleto.
Hoje já quase não me encontram nas ruas, perdi meu glamour, perdi minha utilidade.
Meu tempo está acabando só tenho noventa segundos, queria muito me despedir de você,
Queria falar adeus e dizer o quanto eu... TU,TU,TU,TU,TU,TU,TU,TU...

O Varão de Deus.
Fui vítima do golpe do varão (Testemunha de Jeová) ideal enviado de Deus!
Seis meses de namoro e quatro de casada. Uma semana depois fui internada em uma clínica para tratamento psiquiátrico e multidisciplinar. Fechada, onde só ele e minha filha (9 anos), tinham autorização para visitar.
Nesse período, me encontrava em processo adoecido, com severa depressão bipolar, ao ponto de tentar desviver por vezes.
Em resumo, o tal varão fazia parte de uma quadrilha criminosa, tentou violentar sexualmente minha filha, me usou para se esconder da Polícia Federal, levou minhas reservas financeiras, meu carro e tentava vender minha casa, usou meu nome e conta bancária para golpes de compras e vendas de grandes propriedades, e quando tentei reagir, ele quase me matou!
O casamento foi uma forma de consentir, e pela justiça nada poderia fazer.

⁠As vezes sou amarelo
Ou cor de caramelo

Já fui roxo fosco
Misturado ao azul anil
no carnaval fui lantejoulas
parafraseando o Brasil

Já pintei-me nas cores
do poema de Drumond

Me embelezei dos versos
que Osvaldo Montenegriou
Até rimei melodias
que o triste palhaço me ousou.