Fui

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Eu vi um gigante rosnando feroz
E fui atirado na testa dele
E ele caiu

O Dia em que Eu Me Fui

Vai chegar o dia em que você abrirá o celular e não encontrará mais uma mensagem minha.

Minha foto desaparecerá.

Meu número mudará.

Meu silêncio ocupará o lugar onde antes existia a minha insistência.

E, quando esse dia chegar...

Acredite.

Não será porque deixei de sentir.

Será porque, finalmente, consegui deixar você partir de dentro de mim.

Nesse dia, não haverá mais espera.

Não haverá mais saudade.

Nem perguntas sem resposta.

Você deixará de existir no único lugar onde ainda vivia: dentro do meu coração.

Para mim, será como se a nossa história tivesse encontrado o seu fim.

Não porque ela nunca tenha sido importante.

Mas porque algumas lembranças precisam ser sepultadas para que a alma volte a respirar.

Talvez você só perceba minha ausência quando ela se tornar definitiva.

Talvez seja tarde.

Talvez não.

Mas isso já não fará diferença.

Porque, no dia em que eu desaparecer da sua vida...

Também terei desaparecido da prisão que era esperar por você.

E esse será o dia em que, finalmente, eu voltarei a viver.

Cyntia Karla De Liz
Autora

Molesta-me saber que nunca provei seu sabor...
Por um Capricho dos deuses, fui destinado a te encontrar.
Fiquei outrora a pensar.....Como seria te beijar ?
Está dúvida ainda hoje perdura e por mais que tenha me esforçado a natureza não foi complacente ......
Ah!!!!! Talvez esse dia ainda chegue ....
Ou morrerei sem saber ?????
Morrerei em dúvidas!!!!!
Seus lábios nunca provarei ? Não posso aceitar !!!!
Quero um beijo de prêmio que será prisão.

Me sinto aflito, desejoso estou !!!!

No meu caminho, busquei mundos e ao poucos fui deixando pedaços de mim. Agora que encontrei o meu mundo, estou a juntar todos os pedaços para ficar de novo inteira.

As raízes do meu ser
Perdem-se no infinito
Para ser aquilo que sou
Sem fugir de mim
Longe já fui
Para me encontrar
Volto dessas viagens
Em silêncio para meditar
Nas vozes que me habitam
Entender os ensinamentos
São tantas as respostas
O resultado, esse,
É sempre a paz.

Do Meu Tempo

Demétrio Sena - Magé

Fui menino de fato menino, embora fosse um pensador e isso levasse a pensar que eu fosse maduro para minha fase.Tive medos infantis de mentiras, lendas, e levava parlendas a sério. Quando a menor das dores atacava meu corpo, minha mente se achava na hora da morte.

Era um jovem de arroubos, paixões e raivas típicas da juventude. Sentia-me no meu espaço e me aceitava exatamente assim, muito embora maldissesse o planeta. Como sei que fazem os jovens. Como faziam e continuarão a fazer.

Sempre fui um ser humano do próprio tempo. Jamais estive ou tentei estar além do que me era cabível, como indivíduo. Ao alcançar a meia idade, não tive crises de plenitude frustrada. Fui sem enxertos e drenos, por dentro e por fora.

Neste momento, arrasto meus passos para uma marcha lenta. Cada vez mais lenta. Sequer passa pela minha cabeça, forjar uma alma jovem nesta carcaça idosa. Muito menos apelidar a velhice de melhor idade. Não quero ter o meu corpo em conflito com a minha essência.
... ... ...

Respeite autorias. É lei

E pela segunda vez eu fui único apaixonado na história até pensei que ela seria minha verdadeira paixão, mas acho que me enganei novamente.

Eu fui um cara …
É eu fui um cara
Fui cara ingênuo
Um cara malicioso
Fui um cara sonhador
Mas também fui um cara iludido
É já fui cara que tentou ser um cara
É que quebrou a cara
Várias e várias vezes
Mas também fui um cara
Cara que levantou
Que caiu
Eu fui cara que construiu
Desconstruiu
Hoje sou um cara só um cara
Que pela ânsia de um dia querer ter sido o cara
Apenas que ser um cara
Um cara comum
Aquele tipo que cara
Que existe
Que resiste
Que insiste
E que no fim nunca perde o vício de querer ser o cara.
Marco Antônio
13/08/2026

O passado revela o que fui; o presente, o que me tornei; e o futuro, aquilo que minhas escolhas projetam que serei. Os erros de ontem, quando compreendidos hoje, tornam-se parte dos acertos de amanhã.”

“Quando olho para trás, vejo aquilo que já fui. Quando observo o presente, encontro a sombra de tudo o que vivi e a forma atual do que sou. Quando olho para o futuro, vejo uma projeção: aquilo que poderei me tornar. O passado fornece os erros, o presente lhes dá compreensão, e o futuro recebe as consequências das escolhas que faço agora. Assim, aquilo que vivi, somado à consciência do que sou, torna-se a matéria com a qual construo aquilo que quero ser.”

*O FILTRO É O PROBLEMA*

No primeiro sábado realmente quente depois do inverno, fui ao parque central da cidade.
Não por esperança. Tenho idade suficiente para desconfiar de qualquer coisa que prometa renovação.
A primavera tinha chegado sem pedir licença. Havia flores demais, folhas novas demais, gente demais tentando recuperar em poucas horas aquilo que o frio havia roubado durante meses.
As crianças ocupavam os espaços com a irresponsabilidade própria de quem ainda não descobriu que a vida cobra juros. Algumas brincavam. Outras apenas estavam ali, largadas ao sol, como se não houvesse nada urgente no mundo.
Os adolescentes circulavam em pequenos grupos. Ensaiavam aproximações. Um olhar demorava mais que o necessário. Uma risada surgia sem motivo. Um deles ajeitava o cabelo antes de passar perto de alguma garota. Pequenas operações de guerra, ainda sem mortos.
Os adultos eram mais complicados.
Alguns caminhavam como se estivessem cumprindo uma obrigação médica. Outros conversavam, sorriam, fotografavam flores, filhos, cães, os próprios pés, qualquer coisa que pudesse provar depois que haviam participado daquele dia.
Havia também os de sempre.
Sentados com a expressão de quem fora condenado a respirar o mesmo ar que os outros.
Reclamavam da quantidade de pessoas.
Do barulho.
Das crianças.
Do calor.
Da primavera.
Esses deveriam ter ficado em casa.
Não porque o mundo lhes devesse silêncio, mas porque certas pessoas carregam uma espécie de quarentena particular. Saem de quatro paredes e levam outras quatro dentro da cabeça.
O curioso é que chamavam aquilo de realidade.
Fiquei observando.
O parque não era bonito.
Também não era feio.
Era apenas um lugar cheio de gente tentando interpretar o que estava diante dos olhos.
E foi aí que percebi o truque.
Talvez o caos nunca tenha sido tão caótico quanto parece.
Talvez o problema esteja no sujeito que olha.
Um homem vê uma multidão e sente ameaça.
Outro vê companhia.
Um enxerga crianças fazendo barulho.
Outro enxerga infância.
Um vê adolescentes desperdiçando tempo.
Outro reconhece, com alguma vergonha, a própria juventude.
A mesma cena. Cabeças diferentes.
E cada cabeça jurando possuir a versão correta.
Passei boa parte da vida fazendo isso.
Escolhendo um ângulo.
Defendendo uma interpretação.
Chamando suas preferências de princípios e suas feridas de experiência.
Depois comecei a perceber que muita coisa que eu chamava de verdade era apenas uma maneira confortável de permanecer sentado dentro da minha própria versão dos acontecimentos.

O sujeito cria uma explicação.
Depois passa a viver dentro dela.
Cria um inimigo.
Depois precisa encontrá-lo todos os dias.
Cria uma identidade.
Depois passa o resto da vida protegendo-a.
Cria uma história sobre si mesmo.
E quando alguém ameaça essa história, reage como se estivessem tentando arrancar-lhe a pele.
Talvez liberdade seja uma coisa bem menos gloriosa do que imaginamos.
Talvez seja simplesmente deixar de acreditar tanto na própria narrativa.
Eu olhei novamente para as pessoas.
As crianças continuavam brincando.
Os jovens continuavam tentando impressionar uns aos outros.
Os adultos continuavam fingindo que sabiam para onde estavam indo.
Os mal-humorados continuavam mal-humorados.
Nada havia mudado.
Só havia mudado o lugar de onde eu estava olhando.
E isso foi desconfortável.
Porque, quando o observador percebe que também faz parte da cena, perde a vantagem de julgar.
Não há mais plateia.
Não há mais personagem principal.
Há apenas alguém olhando.
E esse alguém também está sendo observado pela própria consciência.
Nesse instante, minha história pareceu menos importante.
As coisas que eu havia defendido.
As coisas que eu havia perdido.
As pessoas que eu culpei.
As versões que construí para suportar determinadas noites.
Tudo começou a parecer uma coleção de móveis dentro de uma casa que eu já não precisava habitar.
Foi estranho.
Não houve revelação.
Nenhuma luz desceu do céu.
Nenhuma música começou a tocar.
Apenas uma pequena suspeita.
Talvez eu não seja aquilo que penso sobre mim.
Talvez você também não seja.
Talvez sejamos menos definidos do que passamos a vida tentando parecer.
Fiquei ali por mais alguns minutos.
Sem procurar significado.
Sem tentar consertar o mundo.
Sem transformar o parque em uma lição.
As pessoas continuavam passando.
E, pela primeira vez em muito tempo, eu não precisei decidir o que aquilo significava.
Foi quase nada.
Mas, para quem passou anos carregando explicações, quase nada já é uma forma razoável de liberdade.

"Intervalo de vida é um espaço estranho entre quem fui e aquilo que ainda não sei nomear."

“O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele confiou o meu coração, e fui socorrido.” (Salmo 28:7)


“Quando fraquejo, Tua graça me ergue,
quando choro, Teu colo me acolhe.
Minha força não vem de mim,
mas do Teu Espírito que vive em mim.”

Fui Eu que te tirei das cinzas,
e o que sai das Minhas mãos,
sai ungido, sai vivo, sai com promessa!


Sou Eu que te faço viver,
e quando Eu decido dar vida,
nem morte, nem inveja, nem inferno impedem!

Quando me perguntarem como consegui, não direi eu fui forte. Direi: Deus me sustentou quando eu não conseguia mais.

Eu não fui salva porque merecia; fui salva porque Cristo teve misericórdia de mim. Por isso, creio que a graça também pode alcançar qualquer pessoa.

Fui testado além do que julguei suportar. E, contudo, aqui permaneço: de pé, inteiro e moldado pelo que não me derrubou.⁠

A cada dia, aprimoro o que será minha melhor versão. O único adversário a vencer é quem eu fui ontem.

Nos teus braços
eu fui um esturrar
mas parte de mim
foi um querer fugir
e desflaldar...
Desculpe... mas a minha sina ,
sempre foi querer
seguir o Mar.
✍©️@MiriamDaCosta

Quando chorei
e pedi ajuda
eu fui forte...


quando em silêncio
ajudei
eu fui grande...
✍©️@MiriamDaCosta