Fui

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⁠Nesse teatro da vida, havia tantos papéis por aí dando sopa pra eu pegar.. fui logo fazer papel de trouxa, pois bem a vida não perde por esperar... no fim das novelas o trouxa sempre se vinga , triunfa , essa novela não tá pra acabar ..isso ainda vai dar reviravolta ah se vai ....

⁠Tantas vezes eu fui o mar , em calmaria... hoje não sou mais .. sou mar revolto , ressaca , vendaval de pensamentos , sentimentos , caos interior. Tantas vezes eu fui teu mar , amar .. Tantas vezes fui teu porto seguro . Hoje sou apenas solidão do porto vazio .. mar quebrando na praia , em choro .. desaguando .. solidão em prosa e rima , poesia , poema triste , vida vazia ...

⁠Bebe do teu próprio veneno..nunca fui vingativa mas pensa ..você anda me tirando dos nervos ... provoca , faz cena , arma o circo e eu sempre aguento tudo quieta. Só que dessa vez já deu ! A casa caiu! Não queria mais, não suporto mais , não vou mais compactuar com tuas mentiras, tuas máscaras, teu fingimento . Difícil amor virar ódio, mas vira. O meu virou faz um tempo e eu não sei fazer caras e bocas , agradar e fingir amor sincero. Já deu , preciso respirar . É sério. Vai ser feliz do teu jeito porque de mim você não tem mais nada !

⁠No começo eu não queria ...
Mas fui aprendendo querer ..e de tanto querer querendo ...hoje quero tanto, que não sei mais viver sem você...

⁠Espantalho

Já derramei muitas lágrimas,
Já expeli muito suor,
Nunca fui o suficiente,
Mas sempre dei o meu melhor,

Por pouco não me entreguei,
Já quis desistir eu não nego,
Vi muitas coisas que me deixaram triste,
Por isso finjo ser cega,

O medo e a insegurança,
Tem sulgado minhas energias,
O medo leva minha esperança,
A insegurança leva minha alegria,

Sou formada de retalhos,
Vários pedaços machucados,
Algumas são cicatrizes recentes,
Outros são feridas do passado,

E é por isso que eu,
A menina feito de retalho,
Para espantar aquilo que me faz mal,
Me tornei um espantalho

Fui ali me encontrar
Olhei em volta
Encontrei um olhar
Andei dois passos
Tropecei na gentileza
Amparada pela solidariedade
Decidi avançar
Arrecadei sorrisos
E nesse mundo tão plural
Fui recebida com abraços
E sem perceber, de forma natural
Me vi envolvida docemente em laços
E foi então, sem qualquer embaraço
Que achei o que na verdade nunca perdi
Quando, eu, de novo, te vi...

Eu fui te entregar rosas e chocolate.


Parei em frente à sua casa.


Pensei por alguns segundos...
Depois pensei mais um pouco...
E mais um pouco ainda.


A garganta travou.


Sua janela estava aberta.


De repente, começou a chover.


Fiquei ali, parado na chuva.


Seu vizinho me observava e ria.


Ouvi um comentário ao longe:


"Que brega..."


Não respondi.


Apenas dei meia-volta e fui embora.


Você nunca saberá que, um dia, alguém te esperou diante da sua porta com rosas nas mãos.


E que, naquele dia, o céu chorou comigo.


L**

Não confunda,
fui ensinada a respeitar,
não a ter medo.

*O Campo Que Ficou em Branco*


Fui preencher um formulário porque aparentemente ainda existem coisas que precisam ser comprovadas por escrito.


Nome.


Preenchi.


Idade.


Preenchi também.


Profissão.


Essa demorou um pouco mais.


Não porque eu não tivesse profissão. Tinha. O problema era explicar o que ela significava depois de tantos anos fazendo a mesma coisa. Algumas palavras ficam velhas antes da gente.


Endereço.


Coloquei.


Estado civil.


Também.


Até ali, eu ainda era uma pessoa perfeitamente administrável.


Então apareceu a pergunta.


Quem é você?


Fiquei olhando para aquilo.


Era só uma linha.


Uma linha comprida, esperando uma resposta curta.


O mundo gosta dessas coisas. Coloca uma caixa embaixo de uma pergunta enorme e espera que a gente caiba ali dentro.


Peguei a caneta.


Não escrevi.


Olhei novamente para a pergunta.


Quem é você?


Pensei no meu nome. Não era.


Pensei na minha profissão. Também não.


Pensei na idade. Aquilo era apenas a quantidade de vezes que a Terra tinha girado enquanto eu tentava entender alguma coisa.


Pensei nos documentos.


Os documentos sabiam mais sobre mim do que algumas pessoas que conviveram comigo por anos.


Sabiam onde eu morava.


Sabiam quando nasci.


Sabiam números, datas, assinaturas.


Mas nenhum deles sabia o que eu fazia quando ficava sozinho.


Nenhum sabia das coisas que eu não dizia.


Nenhum sabia quantas versões de mim já tinham morrido sem cerimônia.


Foi então que percebi o problema.


Eu conseguia preencher todos os campos que me pediam uma informação.


Só não conseguia preencher aquele que pedia uma definição.


Talvez porque definir seja uma forma educada de reduzir.


Passei a vida fazendo isso.


Escolhendo palavras para caber em lugares pequenos.


Homem.


Profissional.


Pai.


Amigo.


Filho.


Responsável.


Culpado.


Inocente.


Cada palavra servia por algum tempo.


Depois ficava apertada.


A gente cresce por dentro e continua usando o mesmo contorno.


É uma espécie de prisão sem grades. Ninguém precisa nos trancar. Basta nos dar um nome e esperar que permaneçamos fiéis a ele.


Olhei novamente para a folha.


O campo continuava vazio.


Pensei que talvez fosse isso que mais incomodasse.


Não o fato de eu não saber quem era.


Mas a possibilidade de já ter acreditado, durante anos, que sabia.


Existe uma diferença.


A primeira é ignorância.


A segunda é arrogância.


O telefone vibrou sobre a mesa.


Uma mensagem qualquer.


Alguém perguntava se eu já tinha terminado.


Respondi que sim.


Era mentira.


Eu ainda estava diante daquela pergunta.


O curioso é que a mentira saiu com facilidade.


Talvez eu tivesse passado tanto tempo respondendo ao que esperavam de mim que já nem precisava pensar.


O mundo oferece formulários para quase tudo.


Para nascer.


Para morrer.


Para trabalhar.


Para comprar.


Para vender.


Para existir.


Só não oferece um para aquilo que acontece no intervalo.


E é justamente ali que a coisa complica.


Porque a mente não respeita formulário.


Ela continua.


Lembra de uma coisa enquanto esquece outra.


Deseja o que condena.


Condena aquilo que deseja.


Muda de opinião depois de jurar que nunca mudaria.


A gente chama isso de contradição.


Talvez seja apenas vida sem edição.


Pensei em uma caixa de fósforos que estava sobre a mesa.


Vazia.


Uma caixa pequena.


Quase ridícula.


Ainda assim, cabiam ali dentro uma noite inteira, um cigarro, uma conversa antiga, uma mulher que eu não via há anos, um homem que eu tinha sido e não queria mais encontrar.


Era estranho.


O infinito não precisava de espaço.


Precisava apenas de memória.


Foi quando entendi outra coisa.


Talvez eu não fosse uma resposta.


Talvez fosse o rascunho.


Um rascunho que insistia em sobreviver às próprias correções.


Já tentei apagar partes de mim.


Algumas funcionaram.


Outras ficaram como aquelas marcas de borracha que continuam aparecendo quando a luz bate de lado.


Há coisas que a gente não supera.


Apenas aprende a colocar em lugares onde não tropeça nelas todos os dias.


Terminei de preencher o formulário.


Deixei a caneta sobre a mesa.


O funcionário pegou a folha e conferiu os campos.


Nome.


Certo.


Idade.


Certo.


Profissão.


Certo.


Endereço.


Certo.


Chegou ao último.


Parou.


Olhou para mim.


— E aqui?


Olhei para a linha vazia.


Por alguns segundos, pensei em escrever qualquer coisa.


Seria mais fácil.


Homem cansado.


Sobrevivente.


Idiota.


Contraditório.


Em construção.


Nada disso parecia suficiente.


Então devolvi a folha.


— Pode deixar em branco.


Ele me olhou como quem não entende por que alguém recusaria uma oportunidade tão simples de mentir.


Pegou a caneta.


Passou um risco sobre o campo.


E pronto.


Mais um problema resolvido.


Saí dali pensando que talvez essa fosse a única resposta honesta que eu tinha encontrado em anos.


Não saber.


Não terminar.


Não caber.


Ser aquele ponto onde a pergunta continua existindo depois que todas as respostas já perderam a validade.


Talvez decifrar-se não seja descobrir uma fórmula.


Talvez seja aceitar que algumas partes de nós foram feitas para permanecer ilegíveis.


Cheguei em casa.


O gato estava no corredor.


Olhou para mim.


Não perguntou meu nome.


Não quis saber minha profissão.


Não precisava de documento.


Apenas me olhou por alguns segundos e foi embora.


Achei uma atitude bastante sensata.


Fiquei sozinho.


A casa estava silenciosa.


Na mesa, havia outra caixa de fósforos.


Dessa vez, ainda cheia.


Peguei uma.


Acendi.


Por alguns segundos, a chama iluminou meu rosto.


Olhei para ela.


Depois apaguei.


O rosto voltou a ser apenas um rosto.


E, pela primeira vez naquele dia, não senti necessidade de descobrir quem estava ali.

Não sou, não serei, apenas fui.

Somos todos ingratos. Já esqueci mãos que me levantaram e já fui esquecido por quem um dia levantei. O ser humano é rápido para pedir e lento para reconhecer; aceita o abrigo, mas fecha a porta quando vê alguém na tempestade. Por isso, faço o bem sem esperar retorno. A gratidão é rara como ouro puro, e quando aparece, é um milagre. O resto… é só a natureza imperfeita que carregamos no peito.

Um dia você vai perceber o quanto fui importante pra você e nesse dia eu não estarei ao seu lado.

⁠Morena cacheada.

Essa morena é top
Nem precisa de photoshop
É a primeira do ibope
Fui pego no doping
Constou que estou apaixonado
Querendo ficar do seu lado
Com o seu cabelo cacheado
E a pele da cor do pecado
Você é como a lua
Que bilha na rua
Com a beleza sua
Tem toda a estrutura.

É uma perfeição
Nas outras dá uma lição
De todas a mais linda
Te presenteia com essa rima
Tipo uma homenagem
Em forma de mensagem
Sem direito de imagem
Mesmo sem maquiagem
Você é uma maravilha
Me inspirou essa poesia
Que enquanto escrevia
Em cada verso o teu rosto aparecia.

Eu amo os seus cachos
Do jeito que me encaixo
Querendo ser o teu macho
Se precisar até caso
Te dou o que é preciso
Só pra ver o teu sorriso
Que é lindo igual o paraíso
Nada contra quem tem cabelo liso
Mas em terra de chapinha
Quem tem cachos é rainha
Verdadeira obra prima
Merece essa rima.

“Fui piloto de lancha, dominei o mar.. Mas nas tuas águas, nunca soube navegar.”

“Você passou por mim… Mas eu fui fundo demais pra você aguentar.”

“Eu fui inteira… Você que nunca esteve à altura.”

“Quase”


Eu quase te liguei
quase fui atrás
quase disse tudo
que guardei em paz
quase fui fraca
quase voltei
quase me perdi
em quem eu já deixei
mas aprendi com o tempo,
sem drama, sem julgamento:
nem tudo que não foi…
foi perda.


o quase também
é livramento.

Se um dia meus passos se perderem,
que encontrem meus versos primeiro.
Neles deixei tudo o que fui,
o que sonhei e o que ainda espero.
Porque a alma não pesa pelo que sofre,
mas pelo amor que insiste em guardar.
E os versos que minha alma carrega
o tempo jamais conseguirá calar.

Hoje eu deixo tudo em ruínas, pra encontrar quem eu fui primeiro.

Fui feliz em muitos momentos , noutros derramei lágrimas , outros estive carente , doente, com medo , corajoso , ausente , presente ... Mas todos vivi e ainda vivo e são experiências que me fortalecem e que por vezes até pensei não ter solução , porém sempre encontramos um caminho ,onde o sol e chuva levam e deixam marcas em nossas memórias . A vida é feita de pedacinhos que vamos somando , traçamos uma moradia que vai além desse mundo , pois quando reconhecemos que vale a pena esses instantes , mesmo quando nos desviamos , mas que retornemos ao certo caminho e façamos uma porção de momentos que pulsam nosso coração na eternidade dos nossos momentos !
João Batista Barbosa
Pensamentos