Fuga
Você foi o príncipe encantado que eu via nos meus sonhos, você foi uma fuga da realidade.
Caso o destino fosse dirigível, a arquibancada não existiria. Porém a imortalidade continuaria fugaz. Isso porque o convencimento de que as coisas existem está diretamente relacionado com a existência das mentes dos sonhadores.
A alienação, a "fuga", é uma das tendências do ser humano e o veículo usado veio mudando ou sendo acrescentado a outros, indo dos livros, passando por fones de ouvido e chegando até as redes sociais.
Tudo o que eu faço, tudo o que eu fiz, foi fuga daquilo que tenta me devorar...
Eu sacrifico uma parte de mim, para que a outra parte, possa se sentir viva.
-mecanismos de fuga da realidade
Que o amor sejam motivo e não uma desculpa. Que seja um encontro e nunca uma fuga. Que seja a cura e jamais o que faz doer.
FUGA...
E passei...e não olhei para trás...
Não te vi...nada vi...
Não te sorri...fugi...
E desde este dia nunca mais te vi!
Aqui ainda sou eu que assim de passagem
neste mesmo lugar desta viagem
onde meu corpo maculado pelos
ventos que sopravam dos desertos
refugiado....
e que a brisa me receba com
seu tépido ares e no meu findo
Alento poder prosseguir...
E o silencio que acerca-se
Nos meus murmúrios que sussurram
Nas trevas insolúveis
Das noites onde repousa a minha quietude de ti!
O despertar da mente
O dia ultimamente está acordando estranho. Em meio a uma fuga esquisita, corro sem parar tentando escapar de algo que me persegue e que não paro um minuto para ver, pois tenho medo de acontecer algo e de repente, acordo. O coração bate forte, a boca fica seca e mais uma vez o galo canta la fora; quatro da manhã. Deito mais uma vez e respiro forte e penso comigo "só foi um sonho" e tento relembrar tudo e cada lembrança me faz tremer e agradecer por não ser real. Algo corre para mim nos meus sonhos e corre para mim na realidade, mas de tanto me embrulhar, de tanto desviar acabo me prendendo em mim mesma e não percebendo que (...) a vida corre depressa e eu não a vivo.
Prematura
Nos passos apressados dessa fuga
Onde não te encontro, não sinto teus abraços.
Corro da solidão.
Eu me visto das lembranças vividas,
De um tempo em que a troca de olhares
Já dizia tudo que sentíamos.
Nas palavras contidas pelo silêncio
Floresceram emoções de toda uma vida.
Vida não vivida, vida interrompida.
E dessa morte abrupta e prematura de sentimentos
Ao menos um sobreviveu,
O meu “amor” por você.
Edney Valentim Araújo
Saudade
Saudade é uma coisa que mora dentro de gente
e vive tentando uma fuga para acontecer novamente!
Fuga
Eu sei de suas lutas
Do que guarda em seu silêncio
Conheço suas dores
E compreendo sua solidão
Seus olhos são tristes
Mostram a dor de sua alma
No seu rosto um sorriso
Que não me engana
Levar a vida assim,
Como uma formiga que,
Sozinha carrega o dobro de seu peso
Sem parar e nem reclamar
Quem me dera eu tivesse a chave
Sim, para te livrar dessa cela
E arrancar essa faca de sua alma
E pudéssemos junto fugir
Seria libertação
Seria sonho realizado
Uma fuga, doce fuga!
Desmancho-me
Em palavras
Transformando-me
em poeta
Escrevo,
Seja por fuga
Ou paixão
Ou também por diversão
Se me calo
Desmancho-me
Em lagrimas
Escrever me consola
Dá-me asas
Quando escrevo
Sou livre
O Empinar de Pipas
Despiu-se
De si
Viés
De fuga
Fantasiou
Coisas
Estranhezas
Que só
Bipolaridade
Distúrbios
De identidade
Esquisitices
De
Modernidades
Mentir é uma fuga e insegurança sobre a falta da capacidade de se expressar de maneira sabia e inteligente com coragem e determinação em qualquer circunstâncias.
Quero ter o encontro com o céu e a onda do mar. A fuga do Sol e a distância da Lua. Quero a sorte de olhar em seus olhos, e nada me prender. Quero sentir a sua doçura, e poder flutuar. Sou desiludido. Coração mordido. Sangue derramado. Amor espalhado. Encanto perdido. Boca amordaçada. Você é linda. Deixa-me frenético, e despe de mim todo pensamento poético. Incontrolável. Insensível. Amável e compreensivo. Eu vou e volto de repente. Deixa-me inerte as sensações, que vem e vão, e que na verdade deviam estar no coração. “Causam-me delírios e calafrios”. Estou doente de desejo e ardente de seu beijo. Menina mulher, variações tão rápidas. Sinto-me perdido. Mas, facilmente me acho. Mesmo que atordoado sigo em frente. Onde isso vai dar?
IV. A lucidez que enlouquece
Nem toda loucura é fuga. Algumas são excesso de lucidez. Quando se vê demais, sente-se demais. Quando se compreende além do que é possível suportar, a mente busca rotas que a consciência não escolhe. Há dores que não cabem na razão, e há verdades tão nuas que dilaceram.
A lucidez, quando absoluta, é um risco. Porque ver tudo sem véus é também ver o absurdo, a finitude, o vão das promessas humanas. E nem sempre se está pronto para permanecer são dentro desse deserto.
A loucura, por sua vez, aparece como véu restaurador. Ela recobre o intolerável, inventa símbolos, reinventa a lógica. Cria sistemas próprios onde o indivíduo pode ainda ser deus, vítima, redentor, qualquer coisa que impeça o colapso. É nesse sentido que a loucura pode ser também criação, não destruição. A reconstrução de um universo interno, com regras próprias, para que o ser não se desintegre.
E no entanto, mesmo no delírio, há beleza. Porque onde há linguagem, ainda que dissonante, há desejo de expressão. Onde há construção, ainda que simbólica, há instinto de permanência. E onde há dor, há humanidade.
Compreender esse ponto é recusar a dicotomia. É não separar em rótulos estanques o que, na verdade, se entrelaça em ondas. Todos os que pensam profundamente já roçaram a margem da loucura. Todos os que criam com intensidade já sentiram a vertigem do descontrole. O equilíbrio é uma dança. E a lucidez verdadeira não exclui o delírio, apenas o traduz.
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