Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
O Oleiro, o barro e o Vaso.
Jeremias 18.4-6: Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer. Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? Diz o Senhor: Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.
Será que não tinha outros barros na casa do Oleiro? É logico que tinha! Afinal de contas, era uma “Olaria”; portanto, o que mais tinha era “Barro”.
Então porque o Oleiro continuou refazendo o mesmo vaso após ele ser quebrado, tendo outros barros a sua disposição? É porque, uma vez nas MÃOS DO OLEIRO, ainda que VOCÊ SE QUEBRE, Ele não vai te descartar como fazem os homens, e nem te substituir por outro “vaso” como se você se tornasse imprestável porque pecou.
Ninguém que se arrependa dos seus pecados e esteja disposto a deixar Deus trabalhar em sua vida é descartável.
Pense nisso e ótima semana!
No Amor do Abba Pater, Marcelo Rissma.
Armínio fazia uma distinção muito clara entre um regenerado eleito (crentes que perseverarão) e um regenerado não eleito (crentes que não perseverarão). Essa distinção é popularmente conhecida como “eleitos” e “crentes”. Para Armínio um regenerado eleito é todo aquele que após o novo nascimento irá perseverar até o final, e um regenerado não eleito é todo aquele que mesmo tendo nascido novamente não irá perseverar até o final, ou seja, apostasia da fé. Essa distinção que Armínio faz, refuta alguns heterodoxos defensores da perseverança dos santos que dizem que os “apóstatas” não eram crentes genuínos, ou seja, regenerados.
Portanto, alegar que ele não acreditava que um cristão autêntico poderia apostatar da fé é desonestidade intelectual, e as soluções para tal questão tramitam entre o reconhecimento na teologia de Armínio da possibilidade da queda da fé ou abraçar a graça irresistível e suas consequências. Outra coisa, essa distinção que Armínio faz ajuda muito e é esclarecedora na perspectiva da onisciência divina.
SINESTESIA
Todos nós somos sozinhos
Na pele e na alma.
Quando adolescente a solidão
Fazia-me sentir-se o mais infeliz dos humanos.
Hoje, sinto essa necessidade de estar sozinho.
A solidão é condição sine qua non do ser humano.
Adultos são tristes e solitários.
Apesar de perigosa e viciante
Nada assustadora.
Remete ao cerne das inspirações.
Sobre o amor a solidão se acalma.
Criança possui fantasia...
Às vezes, preciso encontrar a criança
Que deixei no passado a chorar
Solidão, a fantasia!
Viva a fantasia!
Colossais figuras humanoides
Viajam na imaginação dos amantes.
Série minicontos
CHÃO DE GRIS
Naquela manhã de março se fazia outono no hemisfério sul.
Sob a sombra do cajueiro em frangalhos o sol nas bancas de jornal refletia o verde oliva a sucumbir a clorofila de uma nova primavera.
Dos amantes, passantes e brincantes.
O pasquim flutuante sobre o carmim do asfalto anunciava um mau agouro:
Em seu reino tupiniquim nascia um rei torto.Quando acordei estava morto.
FANTASMAS
meu pai chegava do trabalho
sempre com algum alimento nas mãos
minha mãe alegre fazia uma oração
havia muita harmonia e poucos deslizes
era uma época que eu não sabia que éramos felizes
agora desbota o passado em fotos amareladas
meus fantasmas vão perdendo seus sorrisos suas faces
mas um ou outro olhar vai além de fotografias
se aconchega às reminiscencias do dia à dia
um dia meu pai chegou com um cara muito alto,
era um amigo do trabalho,
aquele cara seria o marido da minha irmã
e foram felizes para sempre,
sempre que foi possível
minhas últimas lembranças de meu pai
mostram ele num canto
com dificuldades pra respirar e muito pigarro
foram sequelas deixadas pelo cigarro
então numa tarde, na editora, enquanto eu empacotava a vida
um telefonema de minha mãe avisara que meu pai tinha partido...
jamais consegui empacotar aquele momento...
Segurei firme o que me fazia mal. Janeiro, fevereiro, março... dores acumuladas. Abril, maio... comecei a soltar. E agora, junho... finalmente, deixo ir. Nem tudo precisa ser carregado o ano inteiro. Permita-se aliviar.
Permita-se respirar.
Para ela bastava só mais uma dose, seja de vodca, uísque ou amor. Nada mais fazia diferença nem lhe causava dor. Sorria, chorava e cantava no mesmo tom. Parecia inofensiva, mas ao mesmo tempo embebida de um veneno letal. Aparência sombria e delicada, olhar terno e de profunda inquietude.... Ela não era simplesmente ela... Era você.
"Perdi as contas de quantas noites passei em claro imaginando onde você estava, o que fazia, com quem falava... Quanto tempo perdido, quantas lágrimas desperdiçadas, quanto amor não correspondido."
-Aline Lopes
"Estou carregando poucas preocupações, e nada de bagagem... O que ontem me fazia sorrir, hoje já não me faz falta."
-Aline Lopes
Nata, mais nata mesmo me fazia feliz. Era simplesco e ia simploriando os cômodos, incômodos por serem minúsculos; pequenos eram os nervosismos, nocivos se insistentes, incentivados na maioria absoluta por preocupações; precauções não sendo tomadas; tomadas desprotegidas chocando-se; as serpentes só vivem se chocadas, os escândalos só existem se chocarem.
Acima da linha do coador
Nata, mais nata mesmo me fazia feliz. Era simplesco e ia simploriando os cômodos, incômodos por serem minúsculos; pequenos eram os nervosismos, nocivos se insistentes, incentivados na maioria absoluta por preocupações; precauções não sendo tomadas; tomadas desprotegidas chocando-se; as serpentes só vivem se chocadas, os escândalos só existem se chocarem.
Fico de queijo caído se me derreto demais, sou facilmente impressionável quando a pressão é constante, na estante coleciono copos, cascas, taças, sementes, uvas-passas de parafina, soldadinhos de metal enferrujados; na clínica particular o terapeuta diria que é uma boa terapia colecionar, não tenho verba pra pagar terapeuta, sempre fui peralta, tratamento pra marotíce era cinta, jamais apanhei.
Tamanho é documento, extrato não é pagamento, identidade não é só uma cédula com data de nascimento e expedição, é teu caráter, tua atitude, tua coragem, tua concepção do que aprendeu, aplicou, questionou, descartou, revisou, reciclou; como incentivador te convido a escrever e encher de sentido o que vem desmedido acima da linha do coador.
"Caserio, que nunca quis ser santo, abalou o império na França. Como profissão, fazia pão. No anarquismo, foi irmão, não dedo duro nem espião."
A tristeza se perdia
em suas ravinas,
fazia da vida teu teatro,
aprendeu a nunca
se arrepender
de nenhum ato.
Em paz
No ritmo do vendaval a cachoeira fazia chuva no oásis,
Na sombra da árvore o beija-flor dançava polinizando,
O barulho dos castores ecoava pelo vale rio acima ,
No deslumbre da calmaria, dois corações indomáveis respiravam os afagos dessa brisa de paz.
Acordei na madrugada
com a suave percussão
que vento fazia balançando
o Jacarandá-do-cerrado,
É inexplicável que o coração
continue insistente e apaixonado.
Nunca ensinaram
este prato maneiro,
De ova de Tainha
se.fazia a Butarga
'o Caviar Brasileiro',
Cuide bem do mar
e do essencial defeso.
As portas estavam fechadas,
o medo fazia morada.
O silêncio era espesso,
a esperança, quase dispersa no ar do avesso.
