Fazia Tempo que eu Nao me Sentia Tao Sentimental
Saudades de mim
Quando ria sem fim
A alegria fazia morada
E viver, era uma bênção aproveitada.
Saudade da minha inocência
De Minh 'alma plena
Sem nenhum resquício de maldade ou do
pecado que me envenena.
Saudade da minha criança
Das boas lembranças
Das feridas rápidas curadas
E da contentação com o que tinha em casa.
Saudade do meu coração
Quando era inteiro
Sem cicatrizes ou medos.
vou tentar achar em outro lugar
o que me fazia feliz amar
vou ter que me durar
lembrar de nós me faz lacrimejar
mas devo te obedecer
pois quando tu disse para esquecer
eu tive que da memória te perder
para não te vender a tristeza
que vai te adoecer
sei que isso vai doer
entender isso vai me corroer
O Bicho
Na rua estreita, o breu fazia morada,
as lixeiras reviradas em estranha balada.
Passos cautelosos, silêncio a pairar,
o mistério na noite me fez hesitar.
Que ser seria aquele, que ali remexia?
Um animal furtivo em busca de energia?
Talvez um gato, um cão em desespero,
no lixo, seu banquete, um sonho tão efêmero.
Mas ao me aproximar, tremi de assombro,
o que vi não era fera nem monstro do lodo.
Era um homem, dobrado, retorcido de fome,
o "bicho" era humano, sem nome, sem sobrenome.
Olhos vazios, um grito calado,
pele marcada, um destino estragado.
Vi nos seus gestos o peso do mundo,
um eco que grita num abismo profundo.
Meu Deus, pensei, que ironia tão fria,
a cidade dormia, mas sua dor fervia.
O bicho é um homem, e o homem é o bicho,
um ciclo cruel, um abismo sem nicho.
Voltei ao silêncio, mas nunca esqueci,
do rosto marcado que ali descobri.
Que futuro nos resta, que mundo sem chão,
onde homens viram bichos na escuridão?
Um deles buscava uma comunicação demasiadamente superficial. Esporadicamente fazia perguntas sem verdadeiro interesse nas respostas e fazia promessas que não cumpria sem ser cobrado. O outro não se dava ao trabalho ao menos de perguntar, o que me parecia mais sincero. Ambos têm o mesmo sentimento de desprezo, mas demonstram de formas diferentes.
E a nossa vida era assim: independentemente de
haver sol, nuvem, chuva, minha mãe sempre fazia
tudo no capricho.
(Maria Antonieta da serra do Ramalho)
Ventania..
No Vendaval dos
Sentimento, o que mais
Fazia barulho era o
AMOR,
dentro e fora.
Ricardo Mellen..
No Balanço da Superação"
Sempre me importei
Com o que você fazia,
Nunca imaginei
Que um dia me deixaria.
Sempre desejei
Alguém que me amasse,
Acreditei que em você
Meu sonho se tornasse.
Mas o tempo me mostrou
Que era apenas ilusão,
Seu amor não era meu,
Foi só mera projeção.
Hoje estou aqui,
Deitado numa rede,
Tentando reconstruir
A paz que um dia se perdeu.
Deixo as angústias se dissipar
E reencontro meu próprio valor.
No balanço calmo desse lugar,
Me refaço, sem mais temor.
A gente só se dá conta do quanto alguém que estava perto nos fazia mal , quando percebemos o quanto ela estar longe nos faz bem.
“Despedida de um engano”
.
Quantas vezes sonhei com seu olhar
Fazia-me tirar os pés do chão
Dava-me asas para eu voar
Desenhei-o no meu coração
Como se fossem nuvens de algodão!
E nelas eu ia pousar
-
Eu era ainda uma menina,
De coração puro, alma cristalina
Que misturava sentimentos
A ilusão era minha inquilina
Sonhar era a minha sina
Mas amei cada um desses momentos
-
Sinto uma certa nostalgia, de quando você me dizia
Tu és a minha porção de loucura
Um mar de Poesia e ternura
A minha ponte e o meu teto
O meu desejo mais secreto
-
Tolo coração, ainda mero aprendiz
Julgava-se feliz
Ao entregar-se áquele ser sedutor
E a menina, não se dava conta
Que ainda não estava pronta
Pra diferenciar a ilusão do amor
-
Ah! — Mal sabia o coração
Que alguns sonhos são apenas ficção,
Idealizados pela nossa mente
Emaranhados de emoção
Que não sabem dizer não
E não vão além do presente
-
Não te quero mais, coloco agora um fim
Não sei se te amo, mas amo-me mais a mim
O meu eu, perto de você, sente-se anulado, trancado!
Você me consome, perco até meu nome.
Você pra mim vira passado
-
Adeus!
É hora de me libertar, escutar meu coração puro, sonhar livremente!
É hora de encontrar um outro olhar, onde eu veja futuro após o presente.
Rosely Meirelles
E a gente fazia amor...
Entrelaçava corpos..
Compartilhava sonhos...
Brincava nas nossas colchas de retalhos ..
Sorria e falava da vida... do futuro..
A gente era feliz demais e não sabia...
Que num piscar de olhos e por motivos bobos, nos perderíamos pra sempre no nosso próprio egoísmo...
Preferimos o silêncio do que sentar e conversar, resolver tudo ... onde foi que nós nos perdemos? Onde foi?
O maior psicólogo que existiu foi Jesus, a sua calma, fazia milagres, curava couxos, teve mulheres que o ajudaram e nunca reclamou. Viva o principe da paz!
O passado tão lindo, e maravilhoso que me fazia feliz, quando lhe via ou brincava com você, está sempre presente na minha memoria e tão reais nos lugares onde estivemos juntos. Agradeço a Deus pelas oportunidades de te abraçar, te beijar e lhe fazer dormir. Agora o sofrimento e a saudade me acompanham, porque vejo você, ainda que invisível, à brincar e correr por todos os lugares...
Saber que amar é se entregar verdadeiramente. Me renderia ao seu amor e fazia valer a pena cada momento do seu lado.
“Era uma pessoa tão egoísta, mas tão egoísta que só pensava no próximo. Fazia tudo para e pelos outros.
Era tão egoísta que preferiu viver a vida de outras pessoas ao invés da própria.
Só foi perceber tamanho egoísmo quando todo mundo sei foi e ela ficou.”
Nunca mais ninguém vai me tratar como vc me tratava, você me fazia me sentir a mulher mais incrível do mundo e eu podia ser eu mesma o tempo todo. Hoje eu visto uma personagem e saiu sem rumo.
Te abraçava tanto
Todos o dias.
Te fazia sorrir.
Colocava muisca pra ouvir.
Te dava comida na boca.
Pesquisei até ervas pra ficar boa.
Cuidava da casa.
Aprendi a cozinhar .
Você sorria quando eu chegava .
Nina chegou .
Naquele prédio se sete andares .
Sombrio e com muito gritos.
Muitos sofrendo e morrendo.
Vie meu esforço indo embora com aquela chuva .
No seu olhar vazio e aquele te amo
Que nunca será esquecido.
Foi o único que disse com dor .
Se foi meu amor.
Procurei no vazio o que me fazia viver; olhei pra dentro de mim e comecei a entender: lembrei de fatos do passado, mais o conhecimento acumulado - olhei pra quem tá do lado - mesmo quando gritei ou quando me mantive calado. Consequências de momentos lembrei nesse momento. Busquei o melhor argumento. Sufoquei o que tenho no peito. Sempre me vi como alguém desse jeito: sem jeito, sem leito, fragmento… suave brisa que me eleva na vida, cicatriza feridas; sou quem tem o controle da vida! Mentalizei o todo; me renovo de novo; me locomovo pelas vias da razão e emoção, trincheiras da vida que me guiam - escolho minha direção em cada ocasião. Sou a mão e as cordas do violão; me encontro pelas ruas da cidade. Na selva sou a águia; só quero viver, absorver o querer, agradecer cada amanhecer. Saber éviver, querer é ser, sentir é estar.
