Faz de Conta Qu eu Acredito
Odeio você
Odeio você porque me faz sentir
como se amar fosse um erro, uma ilusão.
E o medo invade, começa a consumir,
enfraquece o amor, transforma em solidão.
Odeio você por deixar exposto o que é meu,
por me despir de certezas, por me rasgar em dor.
Como se o nosso fosse um amor qualquer,
como se o amor fosse prisão, fosse rancor.
Odeio você, por deixar nosso amor tão vulnerável, instável,
me pergunto se algum dia foi real, se foi verdade?
Pois esse sentimento, embora indomável,
tem a fraqueza de quem ama sem liberdade.
Então odeio o que você fez, o que nos tornou,
esse amor ferido, um campo de guerra.
Mas odeio ainda mais o que restou,
a esperança teimosa que, ainda, por você, espera.
Agora fui
Kkkk tardão, aqui
Fuiiiii
Meus dedos estão cansados
Me falam sempre
Que vão fazer greve de te teclar.
Kkk tchau
Belos sonhos
Paz no coração
Meu avô dizia que, na vida, quem realmente quer, faz; quem não quer, encontra uma desculpa e manda outro fazer.
Depois de lançada, a flexa do tempo não volta, não faz
curva e nem desacelera. Aproveite o hoje e planeje o amanhã, o
tempo inevitavelmente passará.
Afinal de contas quanto tempo nós temos e quanto
tempo nos resta? Nada disso importa, somos eternos enquanto
duramos. Não tínhamos noção da nossa não existência antes
de nascermos e não teremos essa mesma percepção depois de
morrermos. Somos feitos de eternidades passageiras...
Não é irônico que alguém que faz o mal espere se dar bem no final? Porque o bem nunca floresce em solo envenenado.
O tempo de espera dói, machuca e nos faz questionar a grandeza do nosso Deus. Mas o Senhor é fiel, não muda e cumprirá as promessas feitas a mim e a você.
Precisamos aprender sobre viver
Aquela chama que faz sentido
Do riso nada contido
Do amor correspondido
Apenas sobreviver
É o limbo da existência
O vazio da alma
O amor de complacência
A vida é o que você faz dela.
Usar desculpas de novo para
Fugir das responsabilidades é
Exatamente o que você faz.
Reclamar ou conquistar o que quer?
Invista, na verdade, pare com as aparências.
Reinicie-se, por sofrer em silêncio, está assim.
Entre becos e vagões,
avenidas e vielas,
o vazio mesmo em multidões
faz, molda o poeta.
Afirmaram-se minhas intenções,
amoleceram-se minhas pernas,
não preciso de soluções,
só de emoções sinceras.
Página do meio
Uma pessoa bebe café
e folheia um livro
na praça alguém
senta-se e faz o mesmo
a cozinheira mexe a panela
e lê a página do meio
o passageiro,
na poltrona,
verifica a título
e abre o livro
na sala de espera
não é diferente
à sombra do guarda-sol,
na areia,
tem outro que folheia
a poesia impoluta
está em toda a gente
ao fundo, o mar:
verdadeiro
poema natural!
